Versículo em destaque
Isaías 47:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Desce, e assenta-te no pó, ó virgem filha de babilônia; assenta-te no chão; já não há trono, ó filha dos caldeus, porque nunca mais serás chamada a tenra nem a delicada. "
Isaías 47:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 Desce, e assenta-te no pó, ó virgem filha de babilônia; assenta-te no chão; já não há trono, ó filha dos caldeus, porque nunca mais serás chamada a tenra nem a delicada.
2 Toma a mó, e mói a farinha; remove o teu véu, descalça os pés, descobre as pernas e passa os rios.
3 A tua vergonha se descobrirá, e ver-se-á o teu opróbrio; tomarei vingança, e não pouparei a homem algum.
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Deus envia um aviso a Babilônia por meio do profeta, de modo semelhante ao que aconteceu com Nínive por meio de Jonas. A mensagem é: “O tempo da destruição de Babilônia está perto.” Esse aviso tem o propósito de lhe dar oportunidade de arrependimento, para que escape da ruína, ou ao menos para que ela seja adiada.
A primeira coisa mostrada aqui é a causa de Deus contra Babilônia. É daí que começa o seu problema, porque ela fez de Deus seu inimigo. Uma vez que Deus assume uma causa, quem poderá resistir-lhe? Ele diz: “Eu tomarei vingança” (Isaías 47:3), e, quando uma nação enche a medida de seus pecados, Deus a chama a prestar contas.
É coisa terrível cair nas mãos de Deus quando ele vem em juízo. Se o opositor fosse apenas um inimigo humano, poderíamos ter esperança de escapar ou de negociar com ele. Mas Deus não vem com fraqueza humana. Ele vem com o poder divino, que não pode ser resistido. Também não julga com fraquezas humanas, como suborno, favoritismo ou piedade tola. Ao perdoar os que se arrependem e punir os que se recusam a se arrepender, ele age como Deus, e não como homem (Oséias 11:9).
O motivo específico desse juízo também é claro. A destruição de Babilônia é um ato justo de vingança pelo que ela fez ao povo de Deus, a vingança de seu templo (Jeremias 50:28) e o juízo pela violência feita a Sião (Jeremias 51:35). Deus, em sua ira, permitiu que seu povo caísse nas mãos de Babilônia. Usou Babilônia para corrigir seus filhos e permitiu que sua herança fosse profanada. Ele até deixou que as nações entrassem em seu santuário e contaminassem seu templo (Salmo 79:1). Nisso, Deus foi justo.
Mas Babilônia foi além do que deveria. Não teve misericórdia do povo que estava em seu poder. Em vez disso, tratou-o com crueldade e desprezo, e parecia até se alegrar com o sofrimento dele. Pôs sobre eles um jugo pesado, acrescentando dor sobre dor. Oprimiu especialmente os velhos, tanto os avançados em idade quanto os anciãos em posição, homens que antes tinham sido juízes, magistrados e principais. Jeremias lamenta que os rostos dos anciãos não foram honrados (Lamentações 5:12). Nada apressa mais seguramente a ruína de um povo do que a crueldade, sobretudo a crueldade contra o povo de Deus.
Babilônia deveria tremer quando visse quem está contra ela. “Nosso Redentor”, nosso Goel, aquele que intervém para defender um parente e vingar o agravo sofrido, tem dois nomes que trazem consolo ao seu povo e terror aos seus inimigos. Ele é o Senhor dos Exércitos, o que significa que governa todas as criaturas e detém todo o poder no céu e na terra. Assim, aqueles contra quem o Senhor luta encontram toda a criação lutando contra eles.
Ele é também o Santo de Israel, o Deus que fez aliança com seu povo e habita no meio dele. Ele certamente cumprirá todas as suas promessas em favor deles. Seu poder e sua santidade se voltam contra Babilônia e em favor de Sião. Isso aponta corretamente para Cristo, nosso grande Redentor, que é ao mesmo tempo o Senhor dos Exércitos e o Santo de Israel.
Em seguida, vem o resultado para Babilônia. Ela é chamada de virgem porque pensava de si mesma dessa maneira, embora na realidade fosse mãe de prostituições. Era bela como uma virgem e admirada pelos que estavam ao seu redor. Havia sido chamada de tenra e delicada (Isaías 47:1) e de senhora de reinos (Isaías 47:5). Mas agora tudo isso muda.
Sua honra se vai, e ela precisa abrir mão de toda a sua dignidade. A que antes se sentava com orgulho e conforto, no centro do poder, agora deve descer e sentar-se no pó. Deve sentar-se no chão, abatida e chorosa, porque ficará tão despojada e empobrecida que não lhe restará nenhum assento de honra.
Seu poder também se vai, e ela precisa abandonar o domínio que exercia. Não governará mais como antes, nem imporá leis aos seus vizinhos. A mensagem é: “Não há trono para ti, ó filha dos caldeus.” Aqueles que abusam da honra ou do poder provocam Deus a tirá-los e a abatê-los.
Seu conforto e sua comodidade se vão. Babilônia não será mais chamada tenra e delicada. Perderá os luxos que alimentavam seu orgulho e será forçada a trabalhos duros e a grandes dificuldades. Aquela que antes nem queria tocar o chão com a planta do pé, por delicadeza, agora sentirá necessidade e dor, e isso a ferirá profundamente. Isso cumpre o aviso de (Deuteronômio 28:56). É prudente não nos acostumarmos a viver em excesso de conforto, porque não sabemos quão duramente outros podem nos tratar um dia, nem em que tipo de aflições ainda poderemos ser lançados antes de morrer.
Sua liberdade também se vai, e ela é reduzida à escravidão. Babilônia agora terá de sofrer o mesmo tipo de governo que antes impôs a outros. Até seus grandes homens terão de obedecer aos conquistadores. Eles são chamados a tomar as mós e moer farinha, isto é, a fazer trabalho pesado (Isaías 47:2). Suarão tanto que precisarão tirar seus véus ou turbantes, e terão de atravessar águas com as pernas descobertas, sendo levados de um lugar a outro. Isso seria vergonhoso para pessoas que antes andavam em honra. Mas não deveriam reclamar, pois trataram seus cativos da mesma forma. A medida que usaram para outros agora é usada contra eles. Os que detêm poder deveriam lembrar disso e usá-lo com moderação e bondade, porque quem está por cima hoje pode estar por baixo amanhã.
Toda a sua glória se vai, e com ela todo o seu orgulho. Em vez de honra, terá vergonha. Sua nudez será descoberta e sua afronta será exposta (Isaías 47:3). Isso corresponde ao modo cruel como Babilônia costumava tratar seus cativos, deixando-lhes apenas o mínimo de vestes para cobrir o corpo. Tal tratamento revelava o quão pouca modéstia ou compaixão tinham por pessoas feitas à imagem de Deus. Em vez de vangloriar-se, ela se sentará em silêncio e afundará em trevas (Isaías 47:5). Ficará envergonhada demais para mostrar o rosto, pois perdeu sua reputação e não será mais chamada senhora de reinos. Deus pode silenciar aqueles que faziam o maior alarde no mundo e pode lançar em trevas aqueles que antes estavam na luz mais brilhante. Que aquele que se gloria, glorie-se no Deus que não muda, e não em riquezas, prazeres ou honras, pois todas essas coisas podem mudar.
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Deste capítulo
Isaías 47:2
"Toma a mó, e mói a farinha; remove o teu véu, descalça os pés, descobre as pernas e passa os rios."
Isaías 47:3
"A tua vergonha se descobrirá, e ver-se-á o teu opróbrio; tomarei vingança, e não pouparei a homem algum."
Isaías 47:4
"O nosso redentor cujo nome é o Senhor dos Exércitos, é o Santo de Israel."
Isaías 47:5
"Assenta-te calada, e entra nas trevas, ó filha dos caldeus, porque nunca mais serás chamada senhora de reinos."
Isaías 47:6
"Muito me agastei contra o meu povo, profanei a minha herança, e os entreguei na tua mão; porém não usaste com eles de misericórdia, e até sobre os velhos fizeste muito pesado o teu jugo."
Isaías 47:7
"E disseste: Eu serei senhora para sempre; até agora não te importaste com estas coisas, nem te lembraste do fim delas."
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