Versículo em destaque
Ezequiel 31:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" E sucedeu, no ano undécimo, no terceiro mês, ao primeiro do mês, que veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: "
Ezequiel 31:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 E sucedeu, no ano undécimo, no terceiro mês, ao primeiro do mês, que veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
2 Filho do homem, dize a Faraó, rei do Egito, e à sua multidão: A quem és semelhante na tua grandeza?
3 Eis que a Assíria era um cedro no Líbano, de ramos formosos, de sombrosa ramagem e de alta estatura, e a sua copa estava entre os ramos espessos.
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Esta profecia é datada cerca de um mês antes da tomada de Jerusalém, enquanto a profecia no fim do capítulo anterior foi dada cerca de quatro meses antes. Quando o povo de Deus estava no ponto mais baixo de sua aflição, era um consolo ouvir do céu que o cálice estava passando adiante, até mesmo o cálice de tremor. Em breve seria tirado do povo de Deus e colocado nas mãos dos que os odiavam (Isaías 51:22-23). Isso também refreava o orgulho e a crueldade dos vizinhos, que se alegravam em zombar deles.
O profeta é instruído a dizer ao faraó que procure um exemplo histórico que corresponda ao seu próprio caso (Ezequiel 31:2). Ele deve falar ao faraó e à sua multidão, isto é, seus muitos assistentes, que aumentavam o seu esplendor, e seus exércitos, que aumentavam o seu poder. O faraó se orgulhava dessas coisas e nelas confiava. Os que o cercavam também se orgulhavam dele e nele confiavam. Então Deus lhe pergunta: “A quem és semelhante na tua grandeza?”
As pessoas costumam medir a si mesmas por comparação. Os que pensam de si além do que convém imaginam ser tão grandes ou tão bons quanto algum governante famoso. Os aduladores dos príncipes gostam de dizer-lhes a quais grandes figuras eles se igualam em pompa e honra. A resposta de Deus é: “Que ele escolha o governante mais famoso que já existiu. Concedo que ele lhe seja semelhante em grandeza e não inferior. Mas, qualquer que ele escolha, verá que esse homem também caiu, e que toda a sua grandeza teve fim. Portanto, ele deve esperar o mesmo fim para si.” As quedas dos outros, tanto em pecado quanto em ruína, servem para nos advertir a não nos sentirmos seguros nem cheios de nós mesmos.
O profeta então é conduzido a um que se assemelha ao faraó em grandeza: o rei da Assíria (Ezequiel 31:3). Essa monarquia remontava ao tempo de Ninrode. Senaqueribe foi um de seus poderosos governantes, mas logo depois dela o império desabou. O império de Nabucodonosor foi erguido sobre suas ruínas, ou melhor, cresceu a partir delas. O rei da Assíria é comparado a um cedro alto, e a mesma imagem é usada para a glória da casa de Davi (Ezequiel 17:3). A oliveira, a figueira e a videira, todas árvores frutíferas, recusaram ser promovidas sobre as demais árvores, porque não queriam abrir mão da sua frutificação (Juízes 9:8 e seguintes). Por isso o cedro é escolhido aqui: uma árvore majestosa e forte, que dá muita sombra, mas não produz fruto.
O monarca assírio era como um cedro alto, como os cedros do Líbano. A sua copa se elevava acima dos ramos espessos, isto é, ele era rodeado de outros príncipes que lhe pagavam tributo, e de homens valentes que o guardavam. Ele ultrapassava todos os príncipes à sua volta; eles eram como arbustos ao seu lado (Ezequiel 31:5). Sua altura era maior do que a de todas as árvores do campo, e, embora muitas fossem altas, ele se erguia acima de todas (Ezequiel 31:8). Nem mesmo os cedros no jardim do Éden, o melhor da espécie, podiam escondê-lo, porque sua copa se elevava acima da deles.
Ele também era um cedro espalhado. Seus ramos não cresciam apenas para cima, mas também para os lados, mostrando que esse poderoso governante não apenas foi exaltado a alta posição e honra, mas também alcançou domínio e poder muito amplos. Seus territórios eram vastos, estendendo para longe suas conquistas e ainda mais sua influência. Como a videira, esse cedro estendeu seus ramos até o mar e até o rio (Salmo 80:11). Seus ramos se multiplicaram, e seus galhos se alongaram (Ezequiel 31:5), de modo que ele tinha uma vasta copa que fazia sombra (Ezequiel 31:3). Isso aumentava muito a sua formosura, pois era grande na mesma proporção em que era alto. Era formoso em sua grandeza, no comprimento de seus ramos (Ezequiel 31:7), e belo por causa da multidão de seus ramos (Ezequiel 31:9).
Seu grande reino era bem administrado, como uma árvore podada e cuidada por um jardineiro habilidoso, de modo que aparentava grande beleza. Para os sábios, o seu governo parecia tão agradável quanto impressionante aos demais. Os abetos não se comparavam aos seus ramos, porque não eram tão retos, verdes e regulares. Os castanheiros também não se comparavam a ele, porque não eram tão espessos e espalhados. Em resumo, nenhuma árvore no jardim de Deus, no Éden, em Babilônia, onde primeiro foi plantado o paraíso, onde havia toda árvore agradável à vista (Gênesis 2:9), era como esse cedro em beleza. Entre todas as nações vizinhas, não havia príncipe tão admirado, tão procurado e tão amplamente estimado quanto o rei da Assíria. Muitos príncipes foram bem-sucedidos, mas ele os excedeu e os ofuscou a todos. Todas as árvores do Éden o invejavam (Ezequiel 31:9). Vendo que não podiam igualá-lo, irritavam-se e se entristeciam por ele excedê-las tanto, e em segredo lhe invejavam os louvores. Os que se destacam em qualquer área tornam-se muitas vezes alvo de inveja, e poucos conseguem permanecer firmes diante da inveja.
Ele também era útil, tanto quanto um cedro em pé pode ser, dando sombra (Ezequiel 31:6). Todas as aves do céu, de muitas espécies, faziam os seus ninhos em seus ramos, abrigadas das intempéries. Os animais do campo também encontravam proteção debaixo de sua copa. Ali se deitavam e se levantavam, ali criavam seus filhotes, porque tinham um abrigo natural contra o calor e a tempestade. O sentido é que todas as grandes nações viviam à sua sombra. Corriam para ele em busca de segurança e estavam dispostas a jurar-lhe fidelidade, se ele as protegesse, como viajantes, em meio a um aguaceiro, se abrigam debaixo de uma árvore frondosa. Os que têm poder devem usá-lo para proteger e ajudar os que estão debaixo de sua autoridade, pois para isso o poder lhes é confiado. Até o espinheiro, quando feito rei, convida as árvores a se refugiarem à sua sombra (Juízes 9:15). Ainda assim, a maior segurança que qualquer criatura pode oferecer, mesmo o rei da Assíria, é apenas como a sombra de uma árvore: fraca e limitada, deixando a pessoa exposta em muitos aspectos. Por isso, devemos correr para Deus em busca de proteção, e ele nos abrigará à sombra de suas asas, onde estaremos mais aquecidos e mais seguros do que à sombra do mais robusto cedro (Salmo 17:8; Salmo 91:4).
Ele parecia firme e bem estabelecido em sua grandeza e poder. No entanto, foi Deus quem o fez formoso (Ezequiel 31:9). Os reis governam por designação de Deus. Ele era atraente com a beleza que Deus lhe concedera.
Devemos reconhecer a mão de Deus na ascensão dos grandes da terra e, assim, não os invejar. Mas isso não garante que a sua prosperidade durará. O Deus que lhes deu a formosura pode, se quiser, transformar essa beleza em deformidade.
Esse cedro também parecia ter fundamento sólido. Não era como o arbusto solitário no deserto, destinado a viver em lugares secos (Jeremias 17:6). Não era como raiz de uma terra seca (Isaías 53:2). Pelo contrário, tinha grandes riquezas para sustentar seu poder e seu esplendor (Ezequiel 31:4). As águas o fizeram crescer. Possuía vastos tesouros, depósitos e armazéns, como águas profundas que o elevavam às alturas.
Ele também tinha renda constante, proveniente de tributos, impostos e rendas reais, como rios que correm ao redor de suas plantas. Esses recursos lhe permitiam fortalecer e proteger seu poder por toda parte. Enviava pequenos riachos, ou canais, a todas as árvores do campo, para regá-las. Quando pessoas recebem sustento do palácio do rei (Esdras 4:14), ou quando um país é alimentado pela terra do rei (Atos 12:20), é natural que o sirvam bem e lhe sejam fiéis.
Os que recebem grandes quantias de riqueza frequentemente precisam distribuí-la novamente em porções menores. À medida que os bens aumentam, aumentam também os que os consomem. Quanto mais as pessoas têm, mais parecem precisar, e quanto mais têm, mais ainda desejam.
Os ramos desse cedro se alongavam por causa das muitas águas que o alimentavam (Ezequiel 31:5, Ezequiel 31:7). Suas raízes estavam junto a grandes águas, o que parecia garantir que suas folhas jamais murchariam (Salmo 1:3) e que ele não perceberia quando viesse o calor (Jeremias 17:8). Ainda assim, os ímpios podem parecer ter uma prosperidade bem segura, mas é apenas aparência (Jó 5:3; Salmo 37:35).
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Deste capítulo
Ezequiel 31:2
"Filho do homem, dize a Faraó, rei do Egito, e à sua multidão: A quem és semelhante na tua grandeza?"
Ezequiel 31:3
"Eis que a Assíria era um cedro no Líbano, de ramos formosos, de sombrosa ramagem e de alta estatura, e a sua copa estava entre os ramos espessos."
Ezequiel 31:4
"As águas o fizeram crescer, o abismo o exalçou; as suas correntes corriam em torno da sua plantação, e ele enviava os regatos a todas as árvores do campo."
Ezequiel 31:5
"Por isso se elevou a sua estatura sobre todas as árvores do campo, e se multiplicaram os seus ramos, e se alongaram as suas varas, por causa das muitas águas quando brotava."
Ezequiel 31:6
"Todas as aves do céu se aninhavam nos seus ramos, e todos os animais do campo geravam debaixo dos seus ramos, e todas as grandes nações habitavam à sua sombra."
Ezequiel 31:7
"Assim era ele formoso na sua grandeza, na extensão dos seus ramos, porque a sua raiz estava junto às muitas águas."
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