Versículo em destaque
Êxodo 31:12 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo: "
Êxodo 31:12
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
10 E as vestes do ministério, e as vestes sagradas de Arão o sacerdote, e as vestes de seus filhos, para administrarem o sacerdócio;
11 E o azeite da unção, e o incenso aromático para o santuário; farão conforme a tudo que te tenho mandado.
12 Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo:
13 Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sábados; porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica.
14 Portanto guardareis o sábado, porque santo é para vós; aquele que o profanar certamente morrerá; porque qualquer que nele fizer alguma obra, aquela alma será eliminada do meio do seu povo.
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Aqui é dada uma ordem rigorosa para guardar o sábado como santo (Êxodo 31:13-17). A lei do sábado já havia sido mencionada antes de qualquer outra lei, nas instruções sobre o maná (Êxodo 16:23). Também foi colocada na lei moral, no quarto mandamento, e acrescentada à lei civil em (Êxodo 23:12). Agora é ligada também à lei cerimonial, porque a guarda do sábado funciona como uma borda e uma cerca para toda a lei. Quando o povo deixa de se importar com esse dia, logo perde tanto a piedade quanto a honestidade.
Alguns entendem que ele aparece aqui por outro motivo adicional. Deus tinha acabado de ordenar que o tabernáculo fosse construído e mobiliado o mais depressa possível. Mas não queria que o povo pensasse que essa urgência lhes dava permissão para trabalhar no sábado. Por isso essa advertência é acrescentada no momento exato: “Todavia, guardareis os meus sábados.” Eles deviam apressar a obra, mas não violar a lei de Deus por causa da pressa. Até mesmo o trabalho para o tabernáculo devia cessar por causa do descanso sabático, porque Deus zela de perto pela honra de seus sábados.
Várias coisas são ditas aqui sobre o sábado. Primeiro, ele é um sinal entre Deus e o seu povo (Êxodo 31:13, 17). A própria instituição do sábado mostrava o favor de Deus, pois distinguia Israel de todas as outras nações. A guarda do sábado, por sua vez, expressava o dever e a obediência do povo. Ao separar esse dia, Deus também declarava que havia separado aquele povo para si e para o seu serviço.
Isso aponta ainda para a promessa: “Guardai os meus sábados, para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica.” Quando Deus inclina nosso coração a guardar o quarto mandamento, isso é evidência de que o seu Espírito operou em nós. Quando honramos o dia do Senhor, esse dia se torna um sinal de que ele agiu em nosso interior. Por isso a pessoa bem-aventurada é descrita como aquela que guarda o sábado, não o profanando (Isaías 56:2).
Ao guardar um dia em sete, depois de seis dias de trabalho, os judeus testemunhavam que adoravam o Deus que fez o mundo em seis dias e descansou no sétimo. Assim se separavam das demais nações. Estas, aos poucos, perderam o sábado, que fora dado para lembrar a criação, e, perdendo esse memorial, também perderam de vista o Criador.
Em segundo lugar, o sábado é “santo para vós” (Êxodo 31:14). Isso significa que ele foi instituído para o bem do povo, além de para a honra de Deus. O sábado foi feito por causa do ser humano. Também significa que eles deviam considerá-lo como santo e tratá-lo dessa forma. Profaná-lo seria sacrilégio, uma grave ofensa contra aquilo que Deus havia tornado sagrado.
Terceiro, é “sábado de repouso, santo ao Senhor” (Êxodo 31:15). Ele é separado do uso comum para a honra e o serviço de Deus. Ao guardá-lo, aprendemos a descansar das obras mundanas e das exigências dos desejos pecaminosos. Devemos entregar a Deus a nós mesmos, tudo o que temos e tudo o que podemos fazer, para a sua glória.
Quarto, o sábado devia ser guardado por todas as suas gerações, como sinal perpétuo da aliança (Êxodo 31:16). Ele tinha o propósito de permanecer como um dos sinais mais fortes da aliança entre Deus e Israel. Por isso, foram ordenados a cuidar dele com todo zelo, como se guarda um tesouro e um depósito de confiança. Deviam conservá-lo, não contaminá-lo, e nunca deixá-lo desaparecer.
Os gentios tinham festas anuais em honra de seus deuses, mas os judeus receberam a honra especial de um dia santo semanal. Portanto, tinham de protegê-lo com cuidado. As leis de Deus são sustentadas não apenas por sua autoridade, mas também por razões justas e sólidas. A principal razão para o sábado é o próprio exemplo de Deus (Êxodo 31:17). Assim como a criação merece ser lembrada, o grande Criador é digno de ser imitado, descansando um dia após seis dias de trabalho. Isso é particularmente apropriado, já que esperamos um dia descansar com ele de todas as nossas fadigas.
A pena por violar essa lei era severa. Qualquer pessoa que profanasse o sábado fazendo nele trabalho comum, exceto obras de misericórdia e devoção, devia ser eliminada do meio de seu povo (Êxodo 31:14). Era sentenciada à morte (Êxodo 31:15). Se as autoridades civis conseguissem provar a ofensa, deveriam puni-la com justiça. Se falhassem, o próprio Deus interviria. Ele cortaria o transgressor por um juízo do céu, e até mesmo a sua família seria removida de Israel.
Assim, o desprezo pelo sábado era um pecado a ser punido pelos juízes; e, se os homens não o punissem, Deus o faria, nesta vida ou na outra, a menos que houvesse arrependimento.
Em seguida, Moisés recebeu as duas tábuas do testemunho. Deus as havia prometido quando chamou Moisés ao monte (Êxodo 24:12) e, agora, quando o enviava de volta, entregou-as a ele. As tábuas deviam ser colocadas com todo cuidado e honra dentro da arca (Êxodo 31:18). Os Dez Mandamentos haviam sido pronunciados por Deus no monte Sinai, aos ouvidos de todo o povo, e agora foram escritos para memória permanente, porque o que está escrito permanece.
Foram escritas em tábuas de pedra. Moisés não parece tê-las confeccionado, pois (Êxodo 24:12) sugere que ele as encontrou já preparadas. Alguns entendem que anjos auxiliaram nessa obra. As tábuas de pedra indicavam a permanência da lei, visto que a pedra é um material durável. Também simbolizavam a dureza de nossos corações, pois é mais fácil gravar em pedra do que imprimir a boa verdade em corações pecadores.
Foram escritas com o dedo de Deus, isto é, por sua vontade e poder diretos, sem uso de ferramenta humana. Só Deus pode escrever sua lei no coração. Ele dá um coração de carne e, por seu Espírito, chamado de dedo de Deus, escreve sua vontade nas tábuas de carne do coração (2 Coríntios 3:3).
Foram escritas em duas tábuas porque ensinam nosso dever tanto para com Deus quanto para com o próximo. São chamadas tábuas do testemunho porque essa lei escrita testemunhava a vontade de Deus para eles e o seu favor para com eles. Ao mesmo tempo, serviria de testemunha contra eles, caso desobedecesse.
As tábuas foram entregues a Moisés, provavelmente com instruções, antes de serem colocadas na arca. Ele devia apresentá-las publicamente, para que todos pudessem vê-las e lê-las. Assim, aquilo que haviam ouvido uma vez seria trazido novamente à memória. Desse modo, a lei veio por meio de Moisés, mas a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo.
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Deste capítulo
Êxodo 31:1
"Depois falou o SENHOR a Moisés, dizendo:"
Êxodo 31:2
"Eis que eu tenho chamado por nome a Bezalel, o filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá,"
Êxodo 31:3
"E o enchi do Espírito de Deus, de sabedoria, e de entendimento, e de ciência, em todo o lavor,"
Êxodo 31:4
"Para elaborar projetos, e trabalhar em ouro, em prata, e em cobre,"
Êxodo 31:5
"E em lapidar pedras para engastar, e em entalhes de madeira, para trabalhar em todo o lavor."
Êxodo 31:6
"E eis que eu tenho posto com ele a Aoliabe, o filho de Aisamaque, da tribo de Dã, e tenho dado sabedoria ao coração de todos aqueles que são hábeis, para que façam tudo o que te tenho ordenado."
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