Versículo em destaque
Êxodo 24:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Depois disse a Moisés: Sobe ao SENHOR, tu e Arão, Nadabe e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel; e adorai de longe. "
Êxodo 24:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 Depois disse a Moisés: Sobe ao SENHOR, tu e Arão, Nadabe e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel; e adorai de longe.
2 E só Moisés se chegará ao Senhor; mas eles não se cheguem, nem o povo suba com ele.
3 Veio, pois, Moisés, e contou ao povo todas as palavras do Senhor, e todos os estatutos; então o povo respondeu a uma voz, e disse: Todas as palavras, que o Senhor tem falado, faremos.
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Os dois primeiros versículos descrevem uma segunda reunião no monte Sinai para a entrega da lei, depois que a primeira já havia terminado. Quando Deus inicia comunhão conosco, ela nunca falha da parte dele; só se rompe se primeiro falharmos da nossa parte. Moisés recebe ordem de levar Arão e seus filhos, e também os setenta anciãos de Israel, para que fossem testemunhas da glória de Deus e da comunhão que Moisés tinha com ele. O testemunho deles serviria para confirmar a fé do povo.
Eles deviam se aproximar com grande reverência. “Adorai de longe” significa que deviam se prostrar antes de chegar mais perto (Êxodo 24:1). Assim também devemos entrar na presença de Deus com louvor humilde e sério, conscientes de quão distantes estamos dele por nós mesmos, e admirados de que sua graça nos permita chegar perto. Se as pessoas demonstram profundo respeito diante de governantes terrenos, a alma que se aproxima de Deus faria menos do que isso?
Eles também não podiam chegar tão perto quanto Moisés (Êxodo 24:2). Deviam subir ao Senhor, e quem deseja aproximar-se de Deus precisa elevar-se em direção a ele. Mas só Moisés devia chegar bem perto, apontando adiante para Cristo, o grande sumo sacerdote, que entrou sozinho no lugar santíssimo. Nos versículos seguintes, vemos a aliança solene feita entre Deus e Israel, junto com os sinais que a confirmaram. Foi um acontecimento muito sério, que apontava para a aliança da graça entre Deus e os crentes por meio de Cristo.
Primeiro, Moisés comunicou ao povo as palavras do Senhor (Êxodo 24:3). Ele não os levou à aliança sem explicação, nem os ensinou a seguir uma religião fundada na ignorância. Apresentou diante deles todos os mandamentos, tanto gerais como específicos, dos capítulos anteriores, e claramente perguntou se estavam dispostos a se submeter a eles. O povo concordou com os termos sem ressalvas nem exceções: “Todas as palavras que o Senhor tem falado faremos.” Eles já haviam concordado em termos gerais em se submeter ao governo de Deus (Êxodo 19:8), e aqui concordam em detalhe com estas leis agora dadas. Teria sido bom se tivessem conservado esse coração. Muitas pessoas concordam com a lei de Deus, mas não vivem de acordo com ela. Não veem nada de errado nela, mas ainda assim se recusam a deixá-la governar sua vida.
Esse era o conteúdo da aliança: se guardassem os mandamentos, Deus guardaria as promessas. “Obedeça, e seja abençoado.” Esse era o acordo. Note como isso foi registrado no livro da aliança: Moisés escreveu as palavras do Senhor (Êxodo 24:4), para que não houvesse engano. Muito provavelmente ele as escreveu à medida que Deus as dava no monte. Assim que Deus separou para si um povo especial no mundo, passou a governá-lo por meio de uma palavra escrita, e assim tem feito desde então.
Depois de escrever o acordo entre Deus e Israel, Moisés o leu novamente para o povo (Êxodo 24:7). Isso garantia que o entendessem plenamente e lhes dava oportunidade de confirmar se, ao refletirem melhor, ainda concordavam. A resposta foi a mesma de antes, mas ainda mais enfática: “Tudo o que o Senhor tem falado faremos e obedeceremos.” Ou seja, fariam o que já estava ordenado e obedeceriam a tudo o mais que Deus viesse a ordenar. Era uma promessa forte, se ao menos tivessem permanecido nela. Os mandamentos e a aliança de Deus são tão justos em si mesmos, e tão bons para nós, que, quanto mais atentamente os consideramos, mais motivos vemos para aceitá-los.
A aliança foi então selada com sangue, para que Israel tivesse forte consolo nas promessas de Deus e forte senso de dever nas suas próprias promessas feitas a Deus. Na sua sabedoria, Deus dispôs as coisas de modo que fôssemos fortalecidos tanto na fé quanto na obediência, encorajados ao dever e ao mesmo tempo ligados a ele. A aliança precisava ser feita por meio de sacrifício (Salmo 50:5), porque, depois que a humanidade pecou e perdeu o direito ao favor do Criador, não poderia haver comunhão de aliança sem que primeiro um sacrifício estabelecesse paz e expiação, isto é, satisfação pelo pecado.
Para preparar o momento em que ambos os lados da aliança pusessem o seu selo, Moisés edificou um altar para honra de Deus, que era o principal propósito de todo altar. Em todos os seus relacionamentos com os homens, nada pode ser acrescentado à perfeição de Deus, mas sua perfeição pode ser manifestada e honrada. Assim, o altar mostrava que a parte do povo era honrá-lo, e que, como povo dele, deveriam existir para o seu louvor. Ele também levantou doze colunas, uma para cada tribo. Elas representavam a outra parte da aliança, o povo de Israel. Podemos imaginá-las em frente ao altar, com Moisés, como mediador, movendo-se entre as duas partes. Cada tribo provavelmente reconhecia a sua própria coluna, e os anciãos ficavam junto dela.
Em seguida, Moisés providenciou que sacrifícios fossem oferecidos sobre o altar (Êxodo 24:5), holocaustos e sacrifícios pacíficos, que também serviam como ofertas de expiação. Não é necessário indagar muito quem eram os jovens que auxiliaram nos sacrifícios, pois o próprio Moisés atuou como sacerdote, e eles serviram apenas sob sua direção. Provavelmente foram escolhidos por sua força e porque sua posição entre o povo os tornava adequados para esse serviço.
Quando tudo estava preparado, os sinais da aliança foram trocados de forma muito solene. O sangue do sacrifício oferecido pelo povo foi em parte aspergido sobre o altar (Êxodo 24:6). Isso mostrava o povo entregando-se a Deus, oferecendo-lhe suas vidas e todo o seu ser para a honra dele. No sangue daqueles sacrifícios mortos, todo Israel era apresentado a Deus como se fosse um sacrifício vivo (Romanos 12:1). O restante do sangue, do sacrifício que Deus havia aceitado, foi aspergido sobre o povo, ou sobre as colunas que os representavam (Êxodo 24:8). Isso mostrava Deus, em sua graça, concedendo-lhes o seu favor, junto com toda bênção que procede desse favor, e todos os dons que se pode esperar de um Deus reconciliado e ligado a eles em aliança por meio de sacrifício.
Essa parte da cerimônia foi explicada com as palavras: “Eis aqui o sangue da aliança.” Em outras palavras, Deus mostrava como havia selado sua promessa de fazer deles o seu povo. Ambos os lados da aliança, as promessas de Deus para eles e o dever deles para com Deus, estavam confirmados e firmados.
Nosso Senhor Jesus, mediador da nova aliança, de quem Moisés era uma figura, realizou o mesmo em medida infinitamente maior. Depois de se oferecer em sacrifício na cruz, de modo que seu sangue fosse realmente o sangue da aliança, ele o apresentou na sua intercessão, isto é, na sua obra de interceder por seu povo diante de Deus (Hebreus 9:12). Ele também aplica esse sangue à sua igreja por meio da sua palavra, de suas ordenanças e da atuação do Espírito Santo, o Espírito da promessa, pelo qual os crentes são selados.
Ao instituir a Ceia do Senhor e dizer: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue”, Jesus parece ter feito referência a esse acontecimento solene em Sinai. Compare com (Hebreus 9:19, Hebreus 9:20).
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Deste capítulo
Êxodo 24:2
"E só Moisés se chegará ao Senhor; mas eles não se cheguem, nem o povo suba com ele."
Êxodo 24:3
"Veio, pois, Moisés, e contou ao povo todas as palavras do Senhor, e todos os estatutos; então o povo respondeu a uma voz, e disse: Todas as palavras, que o Senhor tem falado, faremos."
Êxodo 24:4
"Moisés escreveu todas as palavras do Senhor, e levantou-se pela manhã de madrugada, e edificou um altar ao pé do monte, e doze monumentos, segundo as doze tribos de Israel;"
Êxodo 24:5
"E enviou alguns jovens dos filhos de Israel, os quais ofereceram holocaustos e sacrificaram ao Senhor sacrifícios pacíficos de bezerros."
Êxodo 24:6
"E Moisés tomou a metade do sangue, e a pôs em bacias; e a outra metade do sangue espargiu sobre o altar."
Êxodo 24:7
"E tomou o livro da aliança e o leu aos ouvidos do povo, e eles disseram: Tudo o que o Senhor tem falado faremos, e obedeceremos."
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