Versículo em destaque

Êxodo 14:15 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" Então disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem. "

Êxodo 14:15

menu_book Versículo no contexto

13 Moisés, porém, disse ao povo: Não temais; estai quietos, e vede o livramento do Senhor, que hoje vos fará; porque aos egípcios, que hoje vistes, nunca mais os tornareis a ver.

14 O Senhor pelejará por vós, e vós vos calareis.

15 Então disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem.

16 E tu, levanta a tua vara, e estende a tua mão sobre o mar, e fende-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco.

17 E eis que endurecerei o coração dos egípcios, e estes entrarão atrás deles; e eu serei glorificado em Faraó e em todo o seu exército, nos seus carros e nos seus cavaleiros,

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auto_stories Comentário Bible Guided

Aqui vemos:

I. A orientação dada ao líder de Israel.

1. O que Moisés devia fazer pessoalmente. Naquele momento, ele devia interromper a oração e voltar-se ao dever: “Por que clamas a mim?” (Êxodo 14:15). Moisés tinha plena certeza de que Deus os livraria daquela angústia, mas isso não o levou a deixar de orar. O texto não registra suas palavras exatas, mas ele elevou o coração a Deus, e Deus entendeu e atentou para essa oração. As orações silenciosas de fé de Moisés moveram mais o coração de Deus do que os clamores altos de medo do povo (Êxodo 14:10). A oração, quando é verdadeira, é um clamor a Deus; ela expressa ao mesmo tempo profunda necessidade e sincero desejo. Mas Deus também manda que Moisés aja, porque havia outro trabalho a ser feito. Ele precisava comandar o exército de Israel e estar em seu posto. Cada coisa é bela em seu devido tempo.

2. O que Moisés devia dizer a Israel para fazer. “Dize aos filhos de Israel que marchem.” Alguns entendem que Moisés talvez tivesse orado, não tanto pela libertação em si, da qual ele já estava certo, mas pedindo perdão pelo murmúrio do povo. Se foi assim, a ordem de seguir adiante seria um sinal de que haviam sido perdoados. Não há consolo real em avançar se não soubermos que estamos em paz com Deus. Moisés já lhes tinha ordenado que ficassem firmes e esperassem o mandado de Deus, e agora esse mandado é dado. Eles talvez esperassem ser mandados para a direita ou para a esquerda, mas Deus diz: “Dize-lhes que marchem”, diretamente em direção ao mar, como se navios de transporte estivessem ali prontos para recebê-los. Quando estamos fazendo nosso dever e encontramos dificuldades, não devemos ficar imóveis, paralisados de medo. Devemos fazer a tarefa que está diante de nós e deixar o resultado nas mãos de Deus. Precisamos usar os meios que ele nos dá e confiar a ele o que virá depois.

3. O que Moisés podia esperar que Deus fizesse. Os filhos de Israel deviam avançar até onde pudessem em terra seca, e então Deus dividiria o mar e abriria um caminho pelo meio dele (Êxodo 14:16-18). Deus pretendia não apenas salvar Israel, mas também destruir o Egito, e seu plano atendia a esse propósito. Ele mostraria bondade a Israel, e as águas se abririam para que passassem (Êxodo 14:16). Ele poderia ter congelado as águas para que andassem sobre elas, mas a sabedoria perfeita escolheu dividi-las e fazê-los passar pelo meio, porque o caminho de salvação que Deus escolhe costuma ser aquele que mais nos humilha. Por isso a Escritura, referindo-se a esse fato, diz depois que ele os conduziu pelos abismos, como um animal que desce ao vale, e assim fez para si um nome glorioso (Isaías 63:13-14).

Além disso, ele conquistaria honra sobre Faraó. Se a honra devida ao grande Senhor, de quem recebemos a vida e as bênçãos, não lhe é dada voluntariamente, ele a tomará de volta e recuperará o que é seu. Deus não perderá nada por causa de homem algum. Por isso diz: “Eu endurecerei o coração de Faraó” (Êxodo 14:17). A forma como isso é dito merece atenção: “Eu, sim, eu farei isso.” É linguagem de soberania, porque ele tem direito de agir assim. Nós nunca devemos contribuir para endurecer o coração de ninguém, nem deixar de fazer o que está ao nosso alcance para amolecê-lo. Mas a graça pertence somente a Deus. Ele tem misericórdia de quem quer, e endurece a quem quer. É também linguagem de poder, pois só o Todo-Poderoso pode tornar um coração mole (Jó 23:16), e só ele pode torná-lo duro. E é linguagem de justiça, pois é justo que Deus deixe debaixo do peso de sua ira aqueles que por muito tempo recusaram sua graça. As palavras carregam ainda um tom de triunfo sobre aquele rebelde teimoso e orgulhoso. Deus diz, em essência: “Eu mesmo tratarei com ele. Ele será quebrado, já que não quis se dobrar.” É semelhante ao que se lê: “Ah, consolarei a mim mesmo acerca dos meus adversários” (Isaías 1:24).

II. Uma guarda é colocada na retaguarda do arraial de Israel, justamente onde estava mais exposto (Êxodo 14:19-20). O anjo de Deus, que se servia da coluna de nuvem e de fogo, saiu da frente do arraial de Israel e passou para trás. Eles já não precisavam de guia, porque não havia risco de se perderem atravessando o mar, e nenhuma outra ordem era necessária além de avançar. Mas precisavam de proteção, porque os egípcios vinham logo atrás, prontos para agarrar os últimos do povo. Assim, o anjo se tornou um muro entre os dois exércitos. Ele ajudou Israel, protegendo-os e iluminando o caminho pelo mar, e ao mesmo tempo confundiu os egípcios, fazendo-os perder de vista a presa justamente quando estavam prestes a alcançá-la.

A palavra de Deus e sua providência têm um lado escuro e pesado para o pecado e para os pecadores, e outro lado luminoso e bondoso para os verdadeiros israelitas. O que é vida para uns é morte para outros. Não era a primeira vez que o Deus que no princípio separou a luz das trevas (Gênesis 1:4) e que ainda hoje faz ambas (Isaías 45:7), dava trevas ao Egito e luz a Israel ao mesmo tempo. Era uma pequena figura da diferença permanente que ele fará entre a herança dos santos na luz e as trevas exteriores que serão para sempre a porção dos hipócritas. Deus sempre fará distinção entre o precioso e o vil.

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