Versículo em destaque

Deuteronômio 7:1 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" Quando o SENHOR teu Deus te houver introduzido na terra, à qual vais para a possuir, e tiver lançado fora muitas nações de diante de ti, os heteus, e os girgaseus, e os amorreus, e os cananeus, e os perizeus, e os heveus, e os jebuseus, sete nações mais numerosas e mais poderosas do que tu; "

Deuteronômio 7:1

menu_book Versículo no contexto

1 Quando o SENHOR teu Deus te houver introduzido na terra, à qual vais para a possuir, e tiver lançado fora muitas nações de diante de ti, os heteus, e os girgaseus, e os amorreus, e os cananeus, e os perizeus, e os heveus, e os jebuseus, sete nações mais numerosas e mais poderosas do que tu;

2 E o Senhor teu Deus as tiver dado diante de ti, para as ferir, totalmente as destruirás; não farás com elas aliança, nem terás piedade delas;

3 Nem te aparentarás com elas; não darás tuas filhas a seus filhos, e não tomarás suas filhas para teus filhos;

auto_stories

Explore estudos bíblicos guiados

Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores

Micro-Study 5 dias

As Bem-Aventuranças (5 Dias)

Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.

Prévia da sessão 1:

Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram

schedule 6 min

Micro-Study 5 dias

Salmos de Consolo (5 Dias)

Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.

Prévia da sessão 1:

O Cuidado do Pastor

schedule 5 min

lock_open Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões

person_add Criar conta grátis

auto_stories Comentário Bible Guided

Aqui começa uma advertência muito séria contra toda amizade e comunhão com ídolos e idólatras. Aqueles que foram trazidos à comunhão com Deus não podem ter parte nas obras infrutíferas das trevas. Esses mandamentos foram dados para guardar Israel do laço que agora estava diante deles.

Eles foram instruídos a não mostrar misericórdia às nações cananeias (Deuteronômio 7:1, Deuteronômio 7:2). Era uma obra de juízo, e ainda assim era obra de Deus: obra boa e, em seu tempo e lugar, necessária, aceitável e honrosa. Deus primeiro prometeu que os introduziria na terra prometida e lançaria as nações diante deles. Não restava espaço para dúvida. Seu poder não pode ser resistido, portanto ele pode fazer isso; sua promessa não pode ser quebrada, portanto ele o fará.

Essas nações sentenciadas são nomeadas e contadas, sete ao todo, e sete contra um representa enorme desvantagem. São enumeradas para que Israel soubesse até onde ia o alcance de sua missão. A severidade deles devia chegar até aqui e não mais além. Não deviam matar todos que encontrassem, usando esse mandamento como pretexto. O fato de o mandamento ser limitado a essas nações também mostra que as gerações posteriores não deviam usá‑lo como modelo. Ele não pode servir de desculpa para leis cruéis, sem misericórdia. Quando o próprio Deus deu essa ordem, ela correspondia àquela situação específica, assim como a lei daquela época exigia a morte e holocausto de muitos animais em sacrifício. Mas agora que todos os sacrifícios de expiação foram consumados no grande sacrifício de Cristo, a vida humana se torna ainda mais preciosa. Mesmo os que têm maior poder não podem tratar a vida com leviandade.

Essas nações também são descritas como mais numerosas e mais fortes do que Israel. Habitavam há muito tempo na terra, enquanto Israel ali chegava como estrangeiro. Eram mais povos, com soldados mais numerosos e experientes. Ainda assim, nada disso impediria Deus de expulsá‑las diante de Israel. A força dos inimigos de Israel serve apenas para evidenciar o poder do Deus de Israel, que certamente os vencerá.

Israel, porém, também tinha a sua parte. Devia feri‑los e destruí‑los totalmente (Deuteronômio 7:2). Se Deus os lançava fora, Israel não podia acolhê‑los, nem mesmo como inquilinos, vassalos ou servos. Nenhuma aliança, de espécie alguma, deveria ser feita com eles, e nenhuma misericórdia deveria ser mostrada. Essa severidade foi estabelecida, em primeiro lugar, como castigo pelo mal que eles e seus pais haviam praticado. A iniquidade dos amorreus estava completa, e quanto mais o juízo era adiado, mais severo se tornava quando finalmente vinha.

Em segundo lugar, isso visava impedir que eles causassem dano ao povo de Deus, caso fossem preservados com vida. Gente entregue a tais abominações não deveria ser misturada com a semente santa, para que não a corrompesse. Era melhor que essas vidas se perdessem do que se perdessem em Israel a verdadeira religião e o culto de Deus. De modo semelhante, é assim que devemos tratar os pecados e desejos carnais que guerreiam contra nossa alma. Deus os entregou em nossas mãos por sua promessa: “O pecado não terá domínio sobre vós”, a menos que falhemos em nosso dever. Não devemos fazer paz com eles nem mostrar‑lhes misericórdia. Devemos matá‑los, pregá‑los na cruz e destruí‑los totalmente.

Eles também foram proibidos de contrair matrimônio com qualquer um que escapasse da espada (Deuteronômio 7:3, Deuteronômio 7:4). As famílias dos cananeus eram antigas e, possivelmente, algumas fossem até reputadas como honradas. Isso poderia tentar os israelitas, especialmente os de posição mais baixa em suas tribos, a buscar casamento com eles para ganhar prestígio. O conhecimento que esses povos tinham da terra também poderia parecer útil. Mas a religião e o temor de Deus deviam governar todas essas escolhas. Casar‑se com eles era ilícito porque era perigoso. Já havia trazido ruína ao mundo antigo (Gênesis 6:2), e muitos desde então têm sido arruinados por casamentos ímpios. Em casamentos mistos, há mais motivo para temer que o bem seja corrompido do que para esperar que o mal seja transformado.

A história posterior confirmou a sabedoria desta advertência: “Eles desviarão teu filho de seguir‑me.” Salomão pagou caro por esse pecado. Houve arrependimento nacional por causa das esposas estrangeiras, e uma reforma foi empreendida (Esdras 9:1‑15; Esdras 10; Neemias 13). O Novo Testamento também adverte os crentes a não se colocarem em jugo desigual com os incrédulos (2 Coríntios 6:14). Aqueles que escolhem cônjuges sem respeitar os limites de uma sã profissão de fé não podem esperar encontrar o auxílio de que precisam. Um dos targuns caldeus acrescenta ainda a razão de que quem se casa com uma idólatra, na prática, está se casando também com seus ídolos.

Eles deviam ainda destruir todo vestígio restante de idolatria (Deuteronômio 7:5). Altares e colunas, bosques sagrados e imagens de escultura deviam ser todos destruídos, tanto por um santo ódio à idolatria quanto para impedir sua propagação. Este mandamento já havia sido dado antes (Êxodo 23:24; Êxodo 34:13). Mais tarde, o povo realizou muito desse tipo de obra em seu zelo piedoso (2 Crônicas 31:1), e o bom rei Josias também o fez (2 Crônicas 34:3, 2 Crônicas 34:7). Isso se assemelha à queima dos livros de magia em Atos 19:19.

Havia também fortes razões para toda essa advertência. Uma delas era a escolha que Deus fizera de Israel como seu povo particular (Deuteronômio 7:6). Havia uma aliança, um vínculo formal, entre Deus e Israel que ele não tinha com nenhuma outra nação da terra. Como poderiam desonrá‑lo com idolatria depois de terem sido tão honrados por ele? Como poderiam tratá‑lo com leviandade depois de terem recebido tanta bondade? Como poderiam se rebaixar ao nível das demais nações, se Deus os erguera acima de todos os povos?

Outra razão era a graça soberana que levou Deus a escolhê‑los. Não havia neles nada que merecesse ou conquistasse esse favor. “Na multidão do povo está a glória do rei” (Provérbios 14:28), mas o número deles era pequeno. Eram apenas setenta pessoas quando desceram ao Egito, e mesmo depois de ali terem se multiplicado muito, muitas outras nações eram bem mais numerosas. “Eras o menor de todos os povos” (Deuteronômio 7:7). O Targum de Jerusalém dá aqui uma leitura elogiosa em excesso, dizendo que eram os mais humildes e mansos dentre todos os povos. Na verdade, era quase o contrário: eram teimosos e difíceis acima de todos.

A razão de Deus para escolhê‑los procedeu somente dele mesmo (Deuteronômio 7:8). Ele os amou porque decidiu amá‑los. “Sim, Pai, porque assim te aprouve.” Deus ama a todos quantos ama de forma livre (Oséias 14:4). Os que perecem, perecem por seus próprios méritos; mas todos os que são salvos, são salvos pelo favor especial de Deus. Ele agiu por querer cumprir sua palavra.

Deus tirou Israel do Egito em cumprimento ao juramento que fizera a seus pais. Nada no povo, e nada do que haviam feito, criava em Deus qualquer obrigação para com eles. Ele havia se ligado à sua própria promessa, e a cumpriria, embora eles fossem indignos.

Esse é o conteúdo da aliança na qual foram introduzidos: como eles seriam para Deus, assim Deus seria para eles. Eles o encontrariam bondoso para com seus amigos, como diz Deuteronômio 7:9. “O Senhor teu Deus não é como os deuses das nações.” Esses eram apenas produtos da imaginação humana, próprios para poesia solta, mas não para culto verdadeiro. O Senhor é Deus de fato, Deus único, o Deus fiel, poderoso e disposto não apenas a cumprir suas próprias promessas, mas também a satisfazer as justas expectativas dos que o adoram. Ele guarda a aliança e a misericórdia, isto é, concede misericórdia segundo sua aliança, aos que o amam e guardam seus mandamentos. E ninguém pode, com sinceridade, afirmar que o ama se não se importa em obedecer às suas ordens. Essa misericórdia não é pequena nem de curta duração. Estende‑se por milhares de gerações, porque a fonte nunca se esgota e os ribeiros nunca falham.

Mas Deus também é justo para com seus inimigos. Ele retribui aos que o odeiam, como declara Deuteronômio 7:10. Pecadores obstinados são odiadores de Deus, pois a mente carnal é inimizade contra ele. Idólatras o são de modo especial, porque se colocam do lado dos rivais de Deus. Os que odeiam a Deus não podem atingi‑lo de fato, mas certamente destroem a si mesmos. Ele lhes retribuirá abertamente, à vista de sua afronta e de sua raiva impotente. Suas flechas são descritas como preparadas contra o rosto deles (Salmo 21:12). Ou seja, ele enviará juízos que lhes mostrem claramente que sua idolatria merecia castigo. Compare Jó 21:19. Ainda que a vingança pareça lenta, não se atrasa além do que a justiça requer. O ímpio e o pecador recebem sua paga na terra (Provérbios 11:31).

Vale notar a explicação do Targum de Jerusalém sobre este versículo, pois mostra a crença da igreja judaica em uma vida futura: Deus dá aos que o odeiam o galardão de suas boas obras neste mundo, para que possa destruí‑los no mundo por vir.

IA cristã que considera sua denominação

Aplique Deuteronômio 7:1 na sua vida hoje

Receba orientação fundamentada nas Escrituras, que considera sua denominação e é personalizada para a sua situação.

1 Faça sua pergunta arrow_forward 2 Considere sua tradição arrow_forward 3 Aplique as Escrituras

✓ Sem cartão de crédito • ✓ 100% privado • ✓ 30 créditos grátis para começar

Como a sua IA cristã pode ajudar

Explore as Escrituras e a vida por uma perspectiva cristã

menu_book

Estudo bíblico

psychology

Orientação para a vida

favorite

Apoio em oração

lightbulb

Sabedoria diária

forum Pergunte à sua IA cristã — Grátis

Faça 3 perguntas grátis por semana. Não é necessário cartão de crédito. Ver planos

Deste capítulo

auto_awesome

Oração diária

Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail

Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.

Grátis. Cancele quando quiser. Nunca compartilhamos seu email.

Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.

Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.