Versículo em destaque
Deuteronômio 33:18 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" E de Zebulom disse: Zebulom, alegra-te nas tuas saídas; e tu, Issacar, nas tuas tendas. "
Deuteronômio 33:18
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
16 E com o mais excelente da terra, e da sua plenitude, e com a benevolência daquele que habitava na sarça, venha sobre a cabeça de José, e sobre o alto da cabeça daquele que foi separado de seus irmãos.
17 Ele tem a glória do primogênito do seu touro, e os seus chifres são chifres de boi selvagem; com eles rechaçará todos os povos até às extremidades da terra; estes pois são os dez milhares de Efraim, e estes são os milhares de Manassés.
18 E de Zebulom disse: Zebulom, alegra-te nas tuas saídas; e tu, Issacar, nas tuas tendas.
19 Eles chamarão os povos ao monte; ali apresentarão ofertas de justiça, porque chuparão a abundância dos mares e os tesouros escondidos da areia.
20 E de Gade disse: Bendito aquele que faz dilatar a Gade; habita como a leoa, e despedaça o braço e o alto da cabeça.
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Zebulom e Issacar são abençoados juntos aqui, porque eram ambos filhos de Jacó com Lia e moraram perto um do outro em Canaã. Moisés diz que ambos teriam uma boa vida e um trabalho útil. Zebulom é chamado a alegrar-se nas suas saídas, seja nas saídas para a guerra, quando arriscava a vida no campo de batalha (Juízes 5:18), seja nas saídas para o mar, já que Zebulom se tornou um porto para navios (Gênesis 49:13). Issacar é chamado a alegrar-se nas suas tendas, isto é, no seu trabalho em casa, na lavoura, que era o tipo de vida escolhido pela maioria dos homens dessa tribo, porque viram que a vida sossegada no campo era boa (Gênesis 49:14-15).
Deus, com sabedoria, coloca as pessoas em lugares diferentes e lhes dá dons e trabalhos diferentes para o bem de todos. Alguns são inclinados aos livros, outros ao mar, outros à guerra, outros à agricultura, outros ao comércio, outros às artes e ofícios. Assim Deus ordena o bem comum, como os membros do corpo que têm cada um a sua função. Se todo o corpo fosse olho, onde estaria a audição? (1 Coríntios 12:17). Foi bom para Israel que Zebulom se tornasse mercador e Issacar agricultor.
Seja qual for o lugar e o trabalho que Deus nos dá, devemos aprender a nos ajustar a ele. É grande felicidade estar contente com a própria sorte. Que Zebulom se alegre nas suas saídas, agradeça a Deus pelos lucros e suporte as perdas e dificuldades do comércio sem amargura. Que não despreze as tendas quietas de Issacar. Que Issacar se alegre nas suas tendas, agradecido por uma vida calma e estável, sem invejar as viagens e negócios de Zebulom. Toda vocação tem seus confortos e seus pesos, por isso devemos ajustar o coração ao trabalho que a providência nos designou. Isso é, de fato, um dom de Deus (Eclesiastes 5:19).
Moisés também diz que ambas as tribos serviriam à honra de Deus e à vida religiosa em Israel. “Chamarão os povos ao monte”, isto é, convidariam outros a irem ao lugar de adoração, o templo sobre o monte, que Moisés sabia que seria ali edificado. Isso não precisa ser limitado apenas a Zebulom. Como ambas as tribos desfrutariam do conforto de seu trabalho, de ambas se podia esperar que glorificassem a Deus por meio dele. Elas fariam duas coisas para Deus.
Primeiro, chamariam outros a adorá-lo. Zebulom, por seus contatos com as nações vizinhas, usaria seu amplo convívio com outros povos para espalhar a verdadeira religião e conclamar os homens ao serviço do Deus de Israel. Aqueles que têm contato com muita gente deveriam usar essa oportunidade para recomendar a piedade sincera. Pessoas assim são abençoadas, porque se tornam bênção para outros. Seria um grande bem se o comércio com outros países contribuísse para espalhar o evangelho. Isso também pode apontar para Cristo e seus apóstolos, cujo ministério começou na terra de Zebulom (Mateus 4:14-15). Então chamavam as pessoas ao monte, isto é, ao reino do Messias, o monte da casa do Senhor (Isaías 2:2).
Issacar, embora permanecesse em casa e vivesse em tendas, também chamaria seus vizinhos a subirem ao santuário nas épocas determinadas das festas. Podem ter feito isso por serem mais zelosos do que seus vizinhos, já que muitas vezes quem vive quieto no campo tem mais calor espiritual do que quem tem mais instrução e muitos contatos externos. Ou podem ter sido especialmente cuidadosos com os tempos de adoração. Algumas explicações judaicas antigas entendem este versículo como dizendo que os homens de Issacar eram estudiosos que usavam seu conhecimento para anunciar os dias de festa, pois não havia calendários como hoje. Outra explicação vê aí um chamado para calcular os tempos santos em Jerusalém, quando todo Israel se reunia na casa de Deus. Isso pode esclarecer a nota posterior de que os homens de Issacar eram conhecedores dos tempos, para saberem o que Israel devia fazer (1 Crônicas 12:32). E se ajusta também à descrição posterior de Zebulom como homens preparados para a batalha, hábeis na guerra (1 Crônicas 12:33), o que lança luz sobre esta bênção.
Os que não podem, como Zebulom, trazer gente de fora para dentro da igreja, ainda assim podem servir bem à igreja encorajando os que já estão dentro. É boa obra chamar as pessoas às ordenanças de Deus, lembrar os esquecidos e despertar os negligentes. Alguns seguirão se outros os liderarem.
Segundo, não apenas convidariam outros a adorar, mas participariam eles mesmos da adoração. “Ali oferecerão sacrifícios de justiça.” Não enviariam outros ao templo enquanto eles ficavam em casa por causa dos negócios. Quando exortassem os outros a irem depressa buscar o Senhor, também diriam: “Iremos convosco” (Zacarias 8:21). O bem que recomendamos aos outros devemos praticar também. E, quando fossem ao templo, não iriam de mãos vazias, mas levariam ofertas conforme a prosperidade que Deus lhes tivesse dado (1 Coríntios 16:2).
Moisés também prediz que ambas as tribos seriam enriquecidas. Zebulom, que saía para longe, “chupava a abundância dos mares”, como mercadores que se alimentam das riquezas do mar. Issacar, que ficava em casa, teria “tesouros escondidos na areia”, isto é, o produto da terra, riquezas subterrâneas ou as coisas preciosas lançadas à praia pelo mar, já que o território de Issacar chegava até a beira-mar.
Talvez o sucesso dessas tribos em levar o povo ao monte esteja sugerido nas palavras sobre “chupar a abundância dos mares”. A Escritura usa expressão semelhante para falar de trazer as nações para dentro da igreja (Isaías 60:5): “a abundância do mar se tornará a ti”. E também diz: “chupareis o leite das nações” (compare com Deuteronômio 33:16). A ideia é que essas tribos receberiam grandes bênçãos e prosperidade.
Também se prediz que, uma vez enriquecidas, consagrariam o seu ganho ao Senhor e a sua riqueza ao Senhor de toda a terra (Miquéias 4:13). Os lucros de Zebulom e o trabalho de Issacar seriam santos ao Senhor (Isaías 23:18), porque ofereceriam sacrifícios de justiça, isto é, sacrifícios feitos conforme a lei de Deus. Devemos servir e honrar a Deus com aquilo que ele nos dá. Quando concede abundância, ele espera um retorno condizente. Os que tiram da abundância dos mares e dos tesouros escondidos na areia devem oferecer sacrifícios de justiça em proporção.
Em seguida vem a bênção da tribo de Gade (Deuteronômio 33:20, 33:21). Gade era uma das tribos já estabelecidas no lado leste do Jordão, onde Moisés se encontrava. Primeiro Moisés prediz o que essa tribo seria. Ela seria engrandecida, pois já possuía uma herança ampla, e Deus recebe a glória tanto por sua grandeza presente quanto pela futura: “Bendito aquele que alarga a Gade.” Vemos como Gade foi engrandecida por meio de uma guerra conduzida de modo muito piedoso contra os hagaritas, descendentes de Hagar (1 Crônicas 5:19, 5:20, 5:22). Deus deve receber a glória por todo aumento que ele nos concede.
Moisés também diz que Gade seria uma tribo valente e vitoriosa. Se deixada em paz, viveria segura e destemida como um leão. Mas, se provocada, despedaçaria os inimigos como um leão, quebrando o braço, isto é, a força deles, e a cabeça, isto é, o seu poder e autoridade. No tempo de Davi, havia gaditas cujos rostos eram como rostos de leões (1 Crônicas 12:8). Alguns pensam que Jeú pertencia a essa tribo, já que a primeira vez que se fala dele é em Ramote-Gileade, que pertencia a Gade, e entendem que esta bênção pode apontar para os seus feitos valentes.
Moisés também louva Gade pelo que a tribo já fizera e ainda estava fazendo. Agiram com sabedoria para consigo mesmos quando escolheram primeiro sua terra, em um país já conquistado: “E se proveu da primeira parte”. Tinham sincero cuidado por seus irmãos, mas o cuidado começou em casa, desejando primeiro estar estabelecidos. Os gaditas foram os primeiros e os mais ativos em pedir herança daquele lado do Jordão, por isso são mencionados antes de Rúben naquele relato (Números 32:2). Assim, enquanto as outras tribos receberam sua terra de Josué, o conquistador, Gade e seus companheiros a receberam de Moisés, o legislador, e, por meio dela, foram estabelecidos por lei ou, como a palavra sugere, protegidos por uma providência especial que vigiava sobre os que ficavam para trás, enquanto os homens de guerra avançavam com seus irmãos.
As pessoas o elogiarão quando você fizer o bem para si mesmo, quando, com sabedoria, primeiro cuidar do que é para o seu próprio benefício (Salmo 49:18). E Deus o louvará quando você fizer bem à sua alma, que é o seu verdadeiro eu, e primeiramente prover para ela com aquilo que vem do Legislador. Gade também procedeu bem e corajosamente em favor de seus irmãos, porque essa tribo veio com os chefes do povo, diante dos quais passaram armados além do Jordão, para executar a justiça do Senhor contra os cananeus, sob a liderança de Josué. Mais tarde, eles prometeram solenemente obediência a Josué (Josué 1:12, 16). Era isso o que haviam se comprometido a fazer quando sua terra lhes foi designada (Números 32:27), e cumpriram o que tinham prometido (Josué 4:12). Quando as guerras em Canaã terminaram, Josué os despediu com uma bênção (Josué 22:7).
É algo bem-aventurado e honroso ajudar nossos irmãos em seu trabalho, especialmente quando ajudamos a executar a justiça do Senhor, resistindo ao que o ofende. Isso foi considerado a Finéias como justiça.
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Deste capítulo
Deuteronômio 33:1
"Esta, porém, é a bênção com que Moisés, homem de Deus, abençoou os filhos de Israel antes da sua morte."
Deuteronômio 33:2
"Disse pois: O Senhor veio de Sinai, e lhes subiu de Seir; resplandeceu desde o monte Parã, e veio com dez milhares de santos; à sua direita havia para eles o fogo da lei."
Deuteronômio 33:3
"Na verdade ama os povos; todos os seus santos estão na sua mão; postos serão no meio, entre os teus pés, e cada um receberá das tuas palavras."
Deuteronômio 33:4
"Moisés nos deu a lei, como herança da congregação de Jacó."
Deuteronômio 33:5
"E foi rei em Jesurum, quando se congregaram os cabeças do povo com as tribos de Israel."
Deuteronômio 33:6
"Viva Rúben, e não morra, e que os seus homens não sejam poucos."
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