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Deuteronômio 29:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Estas são as palavras da aliança que o SENHOR ordenou a Moisés que fizesse com os filhos de Israel, na terra de Moabe, além da aliança que fizera com eles em Horebe. "
Deuteronômio 29:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 Estas são as palavras da aliança que o SENHOR ordenou a Moisés que fizesse com os filhos de Israel, na terra de Moabe, além da aliança que fizera com eles em Horebe.
2 E chamou Moisés a todo o Israel, e disse-lhes: Tendes visto tudo quanto o Senhor fez perante vossos olhos, na terra do Egito, a Faraó, e a todos os seus servos, e a toda a sua terra;
3 As grandes provas que os teus olhos têm visto, aqueles sinais e grandes maravilhas;
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Agora que Moisés havia repetido os mandamentos que o povo devia guardar como parte da sua obrigação na aliança, junto com as promessas e advertências que Deus cumpriria conforme o comportamento deles, tudo isso é reunido aqui como um ato solene de aliança. A aliança feita anteriormente é renovada aqui, e Moisés, que fora o mediador daquela primeira vez, continua sendo o mediador agora (Deuteronômio 29:1). O Senhor ordenou a Moisés que fizesse essa aliança. Embora Moisés fosse como um rei em Jesurum, isto é, em Israel, ele só podia estabelecer a aliança conforme a orientação de Deus. Os ministros de Deus não têm poder para definir os termos da aliança; seu papel é apenas transmitir seus sinais e seu selo.
Diz-se que esta aliança é “além da aliança” feita em Horebe, não porque fosse outra aliança diferente, mas porque a mesma aliança está sendo novamente proclamada e confirmada. É provável que algumas pessoas que agora estavam vivas, embora não fossem velhas o bastante para serem contadas no exército, já tivessem idade suficiente para assumir pessoalmente o compromisso da aliança feita em Horebe. Ainda assim, ela é renovada aqui. Aqueles que já se comprometeram solenemente com Deus devem receber com alegria toda oportunidade de renovar esse compromisso, porque se alegram da escolha que fizeram e não desejam mudá‑la. E havia ali muito mais pessoas de uma nova geração, por isso a aliança precisava ser feita de novo com elas. É justo que a aliança seja renovada com os filhos daqueles que já estão na aliança.
É comum que acordos legais comecem com um resumo do que já foi feito, e aqui acontece o mesmo. Moisés relembra as grandes obras que Deus havia realizado por eles. Em primeiro lugar, isso os animava a crer que Deus seria de fato o seu Deus. Ele não teria feito tanto por eles se não tencionasse fazer ainda mais. Tudo o que Deus fizera até aquele momento era apenas uma introdução ao pleno cumprimento da promessa de ser o Deus deles. Na verdade, o que ele já tinha feito provava que ele era de fato o Deus deles, e isso deveria elevar suas expectativas para coisas ainda maiores. Em segundo lugar, essas lembranças os obrigavam a ser um povo obediente, à vista de tudo o que Deus tinha feito por eles.
Para confirmar o que diz, Moisés apela aos próprios olhos deles (Deuteronômio 29:2). Eles tinham visto tudo o que o Senhor fizera. Seus sentidos eram uma prova evidente dos fatos: Deus tinha realizado grandes coisas em favor deles. E a própria razão deles bastava para chegar à conclusão correta a partir desses fatos: portanto, deviam guardar as palavras desta aliança (Deuteronômio 29:9).
Moisés então menciona essas obras para mostrar o poder e a bondade de Deus em seu trato com o povo. Ele os lembra do livramento do Egito (Deuteronômio 29:2, 3). Eles tinham visto os sinais espantosos e os grandes milagres pelos quais Faraó foi castigado e forçado a deixá‑los ir. Israel também foi provado ali, pois aqueles juízos são chamados de “provações”, no sentido de que mostravam se o povo confiaria em Deus para protegê‑los e salvá‑los por meio daquelas pragas. Ele também os lembra de como Deus os conduziu pelo deserto durante quarenta anos (Deuteronômio 29:5, 6). Ali foram guiados, vestidos e alimentados por milagres. As veredas do deserto não eram apenas desconhecidas, eram caminhos nunca antes trilhados, e ainda assim Deus os impediu de se perder. Como observa o bispo Patrick, as mesmas sandálias que calçaram no Egito, na Páscoa, quando estavam prontos para marchar (Êxodo 12:11), não se gastaram, mas duraram até chegarem a Canaã.
Embora não se alimentassem do pão comum, que fortalece o coração, nem do vinho que o alegra, mas de maná e água da rocha, ainda assim eram homens fortes e corajosos, capazes de sair para a guerra. Por esses milagres, aprenderam que o Senhor era Deus; por essas misericórdias, aprenderam que ele era o Deus deles. Moisés também aponta para a vitória recente sobre Siom e Ogue, e para a boa terra de que haviam tomado posse (Deuteronômio 29:7, 8). As misericórdias antigas e as novas deveriam movê‑los à obediência.
De todas essas lembranças, Moisés tira duas lições. Primeiro, ele lamenta a insensibilidade deles: “Porém o Senhor não vos deu coração para entender” (Deuteronômio 29:4). Isso não culpa a Deus pela loucura, teimosia e incredulidade deles, como se estivessem prontos para receber a graça e a tivessem pedido, e Deus tivesse se recusado. Pelo contrário, coloca a culpa sobre eles. O Senhor, que é o Pai dos espíritos, o Deus que fez aliança com eles e lhes havia mostrado tanta misericórdia, certamente teria coroado seus outros dons com este também. Ele lhes teria dado um coração para entender e olhos para ver, se eles, por seus caminhos teimosos e perversos, não tivessem impedido o seu propósito bondoso e recebido em vão a sua graça.
É importante notar que o ouvido que ouve, o olho que vê e o coração que entende são dons de Deus. Todos os que os possuem, os recebem dele. Deus dá alimento, vestes, riqueza e grandes bens a muitas pessoas que, ainda assim, não recebem a graça. Muitos desfrutam dos dons sem conhecerem o Doador nem o verdadeiro propósito dos dons. A disposição de Deus em nos fazer bem em tantas outras coisas é prova clara de que, se não temos a graça, o melhor de todos os dons, a culpa é nossa e não dele. Ele quis nos ajuntar, mas nós não quisemos.
Em segundo lugar, Moisés os conclama à obediência: “Guardai, pois, as palavras desta aliança, e cumpri‑as” (Deuteronômio 29:9). Somos obrigados, pela gratidão e também pelo nosso próprio interesse, além do dever e da fidelidade, a guardar as palavras da aliança.
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Deste capítulo
Deuteronômio 29:2
"E chamou Moisés a todo o Israel, e disse-lhes: Tendes visto tudo quanto o Senhor fez perante vossos olhos, na terra do Egito, a Faraó, e a todos os seus servos, e a toda a sua terra;"
Deuteronômio 29:3
"As grandes provas que os teus olhos têm visto, aqueles sinais e grandes maravilhas;"
Deuteronômio 29:4
"Porém não vos tem dado o Senhor um coração para entender, nem olhos para ver, nem ouvidos para ouvir, até ao dia de hoje."
Deuteronômio 29:5
"E quarenta anos vos fiz andar pelo deserto; não se envelheceram sobre vós as vossas vestes, e nem se envelheceu o vosso sapato no vosso pé."
Deuteronômio 29:6
"Pão não comestes, e vinho e bebida forte não bebestes; para que soubésseis que eu sou o Senhor vosso Deus."
Deuteronômio 29:7
"Vindo vós, pois, a este lugar, Siom, rei de Hesbom, e Ogue, rei de Basã, nos saíram ao encontro, à peleja, e nós os ferimos;"
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