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Deuteronômio 17:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Não sacrificarás ao SENHOR teu Deus, boi ou gado miúdo em que haja defeito ou alguma coisa má; pois abominação é ao SENHOR teu Deus. "
Deuteronômio 17:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 Não sacrificarás ao SENHOR teu Deus, boi ou gado miúdo em que haja defeito ou alguma coisa má; pois abominação é ao SENHOR teu Deus.
2 Quando no meio de ti, em alguma das tuas portas que te dá o Senhor teu Deus, se achar algum homem ou mulher que fizer mal aos olhos do Senhor teu Deus, transgredindo a sua aliança.
3 Que se for, e servir a outros deuses, e se encurvar a eles ou ao sol, ou à lua, ou a todo o exército do céu, o que eu não ordenei,
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Aqui se estabelece uma lei para proteger a honra do culto a Deus, garantindo que nenhum animal com defeito fosse oferecido em sacrifício a ele (Deuteronômio 17:1). Esse alerta aparece repetidas vezes nas Escrituras: não se devia sacrificar nada que tivesse mancha, fosse um defeito visível ou alguma enfermidade ou fraqueza oculta. Uma oferta assim era um insulto a Deus. Sendo Deus o melhor de todos os seres, o que é oferecido a ele deve ser o melhor do seu gênero.
Isso tinha importância especial nos sacrifícios do Antigo Testamento, porque apontavam para Cristo, o Cordeiro sem defeito e sem mancha (1 Pedro 1:19). Jesus foi perfeitamente puro, sem pecado e sem qualquer sombra de pecado. Nos tempos posteriores da congregação judaica, depois que o cativeiro babilônico os havia curado da idolatria, eles ainda foram repreendidos por violar essa lei, oferecendo animais cegos, coxos e doentes (Malaquias 1:8).
Há aqui também uma lei para punir os que adorassem falsos deuses. No capítulo 13, conduzir outros à idolatria já havia sido declarado crime digno de morte. Aqui, torna-se igualmente grave deixar-se levar para a idolatria. Se o cego guia outro cego, ambos caem no buraco. Deus queria que eles temessem esse pecado, porque muitas leis severas miravam diretamente contra ele. Queria também afastar outros desse mal, ainda que não fossem convencidos por nenhum outro argumento.
O crime em si era servir ou adorar outros deuses (Deuteronômio 17:3). A lei destaca especialmente a forma mais antiga e sedutora de idolatria: o culto ao sol, à lua e às estrelas. Se isso era tão odioso a Deus, então adorar estátuas, imagens de escultura ou até criaturas de pouca estima não era menos errado. O ponto principal é que Deus não havia mandado isso. Ele repetidas vezes o proibira, e isso, por si só, deveria bastar. No culto, o mandamento de Deus é a nossa regra e a nossa autorização.
Esse pecado é maligno aos olhos de Deus, ainda que as pessoas o escondam bem (Deuteronômio 17:2). Deus o vê, e nenhum pretexto engenhoso pode fazê‑lo aprovar tal conduta. É um pecado gravíssimo e a maior afronta que se pode fazer ao Deus Todo‑Poderoso. É também uma violação da aliança. Deus os havia escolhido para serem seu povo especial, sob a condição de que o adorassem somente a ele. Se transferiam a outro deus a honra que pertencia exclusivamente a ele, quebravam essa aliança e perdiam suas bênçãos.
O texto também chama a idolatria de abominação em Israel (Deuteronômio 17:4). Idolatria era mal em qualquer lugar, mas era especialmente repugnante em Israel, um povo que havia recebido um conhecimento tão claro do único Deus vivo e verdadeiro. Quanto maior a luz, maior a culpa do pecado.
Se alguém fosse suspeito de servir outros deuses, fosse homem ou mulher, o caso deveria ser investigado (Deuteronômio 17:4). Ainda que, a princípio, a verdade não ficasse evidente, uma investigação cuidadosa poderia trazê‑la à luz. Se pudesse ser descoberta, não deveria ficar sem punição. E a própria apuração serviria para ensinar toda a nação a temer tal mal.
Ainda assim, ninguém poderia ser punido sem prova sólida (Deuteronômio 17:6). Por mais perverso e perigoso que fosse o crime, não se devia castigar ninguém sem um bom testemunho de pelo menos duas testemunhas. Não lhes era permitido, sob o pretexto de honrar a Deus, cometer injustiça contra um inocente. Essa regra de duas testemunhas em casos que envolvem a vida já havia sido dada antes (Números 35:30) e é citada novamente por Jesus (Mateus 18:16).
Se a acusação fosse comprovada, a sentença era morte por apedrejamento, fosse o transgressor homem ou mulher (Deuteronômio 17:5). Ser mulher não servia de desculpa. A execução devia ocorrer à porta da cidade, para que a vergonha fosse pública e a advertência visível a todos. As testemunhas deviam atirar as primeiras pedras, mostrando que confirmavam seu testemunho e assumindo solene responsabilidade pela morte, caso tivessem mentido.
Depois disso, todo o povo devia participar da execução. Assim, demonstrariam seu ódio ao pecado e removeriam o mal do meio deles, conforme já havia sido ordenado antes (Deuteronômio 13:9).
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Deste capítulo
Deuteronômio 17:2
"Quando no meio de ti, em alguma das tuas portas que te dá o Senhor teu Deus, se achar algum homem ou mulher que fizer mal aos olhos do Senhor teu Deus, transgredindo a sua aliança."
Deuteronômio 17:3
"Que se for, e servir a outros deuses, e se encurvar a eles ou ao sol, ou à lua, ou a todo o exército do céu, o que eu não ordenei,"
Deuteronômio 17:4
"E te for denunciado, e o ouvires; então bem o inquirirás; e eis que, sendo verdade, e certo que se fez tal abominação em Israel,"
Deuteronômio 17:5
"Então tirarás o homem ou a mulher que fez este malefício, às tuas portas, e apedrejarás o tal homem ou mulher, até que morra."
Deuteronômio 17:6
"Por boca de duas testemunhas, ou três testemunhas, será morto o que houver de morrer; por boca de uma só testemunha não morrerá."
Deuteronômio 17:7
"As mãos das testemunhas serão primeiro contra ele, para matá-lo; e depois as mãos de todo o povo; assim tirarás o mal do meio de ti."
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