Versículo em destaque
Daniel 8:15 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" E aconteceu que, havendo eu, Daniel, tido a visão, procurei o significado, e eis que se apresen- tou diante de mim como que uma semelhança de homem. "
Daniel 8:15
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
13 Depois ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício contínuo, e da transgressão assoladora, para que sejam entregues o santuário e o exército, a fim de serem pisados?
14 E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.
15 E aconteceu que, havendo eu, Daniel, tido a visão, procurei o significado, e eis que se apresen- tou diante de mim como que uma semelhança de homem.
16 E ouvi uma voz de homem entre as margens do Ulai, a qual gritou, e disse: Gabriel, dá a entender a este a visão.
17 E veio perto de onde eu estava; e, vindo ele, me amedrontei, e caí sobre o meu rosto; mas ele me disse: Entende, filho do homem, porque esta visão acontecerá no fim do tempo.
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Aqui Daniel revela o seu profundo desejo de compreender a visão. Ele diz que “procurei o significado” (Daniel 8:15). As pessoas que realmente conhecem as coisas de Deus sempre desejam saber mais. Se quisermos entender aquilo que Deus nos mostra, precisamos buscar com cuidado e orar por iluminação, como Daniel já havia feito antes (Daniel 2:18). E essa busca não foi em vão.
Então Deus deu uma ordem por meio do anjo Gabriel, enviado para explicar a visão a Daniel. Aquele que tinha aparência de homem, e que alguns entendem ser o próprio Cristo, por ser ele quem tem autoridade para ordenar aos anjos, mandou que Gabriel fizesse Daniel entender a visão. Assim, Deus por vezes usa os anjos tanto para guardar o seu povo como para instruí-lo. Ele serve tanto à sua providência, o seu governo cuidadoso do mundo, como à sua graça, sua bondade salvadora, por meio do ministério deles.
A princípio ele ainda continuou ameaçando os judeus, mas, quando percebeu que não se recuperaria, chamou os amigos e confessou que aquelas aflições haviam vindo sobre ele por causa das maldades que fizera contra os judeus e por ter profanado o templo em Jerusalém. Então escreveu cartas amistosas aos judeus e prometeu que, se melhorasse, lhes daria liberdade de culto. Porém, quando a enfermidade se agravou e ele já não suportava nem o próprio cheiro, declarou que era justo submeter-se a Deus e que um homem mortal não deve se levantar contra Deus. Morreu, assim, miseravelmente em terra estranha, nos montes de Pacata, perto da Babilônia, cerca de 160 anos antes do nascimento de Cristo, segundo os cálculos cronológicos de Ussher.
Quanto ao tempo determinado para a cessação do sacrifício diário, aqui não é explicado, apenas confirmado (Daniel 8:26). A visão das tardes e manhãs é verdadeira no sentido simples das palavras e não requer outra interpretação além da que o próprio texto indica. Por mais improvável que pareça que Deus permita que o seu próprio santuário seja tratado desse modo, é uma verdade dolorosa que isso aconteceria.
Aqui se conclui a visão. Primeiro, Daniel é orientado a mantê-la em reserva por enquanto. Ele deve fechar a visão, não a tornando pública entre os caldeus, para que os persas, que em breve tomariam o reino, não se irassem contra os judeus por causa dela, já que anunciava a queda do seu império. Isso seria inoportuno, pois já se aguardava o decreto do rei da Pérsia para libertar os judeus. Ele é instruído a selar a visão, porque seu cumprimento ainda demoraria muitos dias. Aproximadamente trezentos anos se passariam entre a visão e o seu cumprimento. Por ora, ele deveria mantê-la reservada, mesmo em relação ao próprio povo judeu, para que não ficassem atônitos ou confusos. Ao mesmo tempo, ela deveria ser cuidadosamente guardada para as gerações futuras, aquelas que viveriam mais perto do cumprimento e, por isso, a entenderiam melhor e dela tirariam maior proveito.
Tudo o que conhecemos da verdade de Deus deve ser guardado com cuidado, para que, no tempo oportuno, possamos usá-la com fidelidade. Aquilo que hoje parece não ter utilidade pode ser de grande valor em outra ocasião. A verdade divina deve ser selada entre os nossos tesouros, para que, depois de muitos dias, a encontremos novamente quando for necessária.
Daniel também se preocupou em obedecer a essa ordem de manter a visão reservada (Daniel 8:27). Ele desmaiou e adoeceu, oprimido pela multidão de pensamentos que a visão lhe despertara. Ficou ainda mais abalado porque lhe fora proibido divulgar o que tinha visto; assim, o seu coração se assemelhava a vinho sem escape, prestes a arrebentar como odres novos (Jó 32:19). Mesmo assim, guardou tudo para si e conteve a angústia que sentia, de modo que os que o cercavam não percebiam o que se passava. Continuou cumprindo os negócios do rei, como seu dever exigia, seja lá qual fosse aquele serviço.
Enquanto estivermos neste mundo, temos trabalho a cumprir nele. Mesmo aqueles a quem Deus honra de modo especial com o seu favor não devem imaginar que estão acima de suas responsabilidades diárias. E a alegria da comunhão com Deus não deve nos afastar dos deveres da nossa vocação. Devemos perseverar neles, permanecendo com Deus. Especialmente aqueles que têm encargos públicos precisam zelar para desempenhar fielmente a confiança que lhes foi entregue.
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Deste capítulo
Daniel 8:1
"No ano terceiro do reinado do rei Belsazar apareceu-me uma visão, a mim, Daniel, depois daquela que me apareceu no princípio."
Daniel 8:2
"E vi na visão; e sucedeu que, quando vi, eu estava na cidadela de Susã, na província de Elão; vi, pois, na visão, que eu estava junto ao rio Ulai."
Daniel 8:3
"E levantei os meus olhos, e vi, e eis que um carneiro estava diante do rio, o qual tinha dois chifres; e os dois chifres eram altos, mas um era mais alto do que o outro; e o mais alto subiu por último."
Daniel 8:4
"Vi que o carneiro dava marradas para o ocidente, e para o norte e para o sul; e nenhum dos animais lhe podia resistir; nem havia quem pudesse livrar-se da sua mão; e ele fazia conforme a sua vontade, e se engrandecia."
Daniel 8:5
"E, estando eu considerando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão; e aquele bode tinha um chifre insigne entre os olhos."
Daniel 8:6
"E dirigiu-se ao carneiro que tinha os dois chifres, ao qual eu tinha visto em pé diante do rio, e correu contra ele no ímpeto da sua força."
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