Versículo em destaque
Apocalipse 4:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz, que como de trombeta ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer. "
Apocalipse 4:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz, que como de trombeta ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer.
2 E logo fui arrebatado em espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono.
3 E o que estava assentado era, na aparência, semelhante à pedra jaspe e sardônica; e o arco celeste estava ao redor do trono, e parecia semelhante à esmeralda.
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Aqui temos a segunda visão de João, dada depois daquela em que ele viu Cristo andando entre os castiçais de ouro. Ela veio depois que ele recebeu as mensagens de Cristo, as escreveu e as enviou às igrejas, como lhe havia sido ordenado. Quem faz bom uso da luz que já recebeu de Deus é preparado para receber mais, e pode esperar por isso.
Primeiro, note como João foi preparado para essa visão. Uma porta foi aberta no céu. Isso nos ensina que tudo o que acontece na terra primeiro foi planejado e decidido no céu. O céu é o modelo de todas as obras de Deus, e Deus permite que os habitantes do céu vejam tanto do seu plano quanto é adequado para eles. Também nos lembra que nada podemos saber sobre o futuro, a não ser quando Deus escolhe revelá‑lo.
João então ouviu um som como de trombeta, e foi chamado a subir ao céu para ver o que aconteceria depois. Ele foi convidado a entrar no terceiro céu, o céu mais elevado, onde se manifesta de modo especial a presença de Deus. Há um caminho aberto para o lugar santo, no qual os filhos de Deus entram agora pela fé e pelos santos desejos, depois em espírito ao morrer, e no último dia com todo o seu ser. Mas não devemos ir com ousadia carnal aos segredos da presença de Deus por conta própria; é preciso esperar até que ele nos chame.
João também estava “em espírito”. Ele se achava em um arrebatamento espiritual, como em (Apocalipse 1:10), se no corpo ou fora do corpo não podemos dizer. Por algum tempo, seus sentidos corporais ficaram como que suspensos, e sua mente ficou totalmente sob o poder do Espírito de profecia. Quanto mais nos afastamos das preocupações do corpo, mais prontos estamos para a comunhão com Deus. O corpo pode pesar sobre a mente em seus tratos com Deus; por isso, tanto quanto pudermos, devemos pôr de lado essas distrações no culto e estar dispostos a deixá‑las ao nos apresentarmos diante do Senhor.
Passando agora à visão em si. João viu primeiro um trono posto no céu, lugar de honra, poder e juízo. O céu é o trono de Deus, onde ele reina em glória e de onde dá leis à igreja e ao mundo inteiro. Todo trono terreno está debaixo do domínio desse trono que está nos céus.
Ele também viu alguém sentado sobre o trono. O trono não estava vazio. Deus o enchia, e João o descreve com as coisas mais preciosas deste mundo. Seu parecer era semelhante a jaspe e a sardônio. João não descreve traços humanos, como se Deus pudesse ser retratado, mas apenas um fulgor glorioso que ultrapassa nossa compreensão. O jaspe é uma pedra clara, que reflete muitas cores brilhantes, apontando para a rica beleza dos atributos de Deus. A pedra sardônica, de tom avermelhado, aponta para a justiça de Deus, que ele nunca anula por causa de ninguém. Essa justiça é manifestada no governo do mundo e, em especial, da igreja, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. Essa justiça aparece tanto ao perdoar como ao punir, tanto ao salvar como ao destruir pecadores.
Ao redor do trono havia um arco‑íris semelhante à esmeralda, como diz (Apocalipse 4:3). O arco‑íris foi o sinal da aliança de Deus com Noé e toda a sua descendência, e é uma figura apropriada da aliança que Deus fez com Cristo, cabeça da igreja, e com todo o seu povo nele. Essa aliança é eterna, bem firmada em todas as coisas e segura, como a promessa feita por Deus após o dilúvio. A cor verde da esmeralda sugere o caráter refrescante e vivificante da nova aliança.
João viu então vinte e quatro tronos ao redor do trono, e neles estavam vinte e quatro anciãos, isto é, líderes mais velhos. Eles provavelmente representam todo o povo de Deus, tanto do tempo do Antigo Testamento quanto do Novo, e não apenas os ministros. Estarem sentados indica honra, descanso e contentamento. Sua posição ao redor do trono mostra sua proximidade de Deus e a visão e alegria que têm nele. Estavam vestidos de roupas brancas, mostrando a justiça dos santos, tanto a justiça que lhes é atribuída pela graça como a justiça produzida neles. Em suas cabeças havia coroas de ouro, mostrando a honra e autoridade que Deus lhes deu e a glória que compartilham com ele.
Essas coisas podem ser entendidas em um sentido mais próximo da igreja do evangelho na terra, reunida em adoração, e em um sentido mais elevado da igreja no céu. João também ouviu relâmpagos e vozes saindo do trono. São as solenes e poderosas declarações da vontade de God para sua igreja. Assim ele deu a lei no monte Sinai, e o evangelho não tem menor glória e autoridade, embora seja de natureza mais espiritual.
Ele viu sete lâmpadas de fogo ardendo diante do trono, que são explicadas em (Apocalipse 4:5) como os sete Espíritos de Deus. Isso aponta para os muitos dons, graças e operações do Espírito Santo nas igrejas de Cristo. Tudo isso é concedido conforme a vontade daquele que está assentado no trono.
Diante do trono havia um mar de vidro, semelhante ao cristal. No templo havia uma grande bacia de bronze cheia de água, que os sacerdotes usavam para se lavar antes de servirem ao Senhor, e essa bacia era chamada de mar. Na igreja do evangelho, o mar ou bacia para purificação é o sangue do Senhor Jesus Cristo, que purifica de todo pecado, até dos pecados ligados às coisas santas. Todos os que são trazidos à presença graciosa de Deus na terra, ou à sua presença gloriosa no céu, precisam ser lavados dessa maneira.
Por fim, João viu quatro seres viventes em pé entre o trono e o círculo dos anciãos, como parece mais provável. Eles se colocavam entre Deus e o povo, e parecem significar os ministros do evangelho. Isso combina com seu lugar junto de Deus, entre ele e os anciãos que representam o povo cristão, e também com seu número menor, em comparação com aqueles a quem servem. Eles são descritos, primeiro, por terem muitos olhos, o que indica sabedoria, vigilância e cuidadosa atenção.
Em segundo lugar, por sua coragem semelhante à do leão, pelo trabalho pesado e esforço constante, em que se assemelham ao boi, por sua sabedoria e bom senso como homens, e por seus elevados desejos e pensamentos, pelos quais se erguem com asas como as da águia em direção ao céu (Apocalipse 4:7). Essas asas são cheias de olhos por dentro, para mostrar que, em todos os seus pensamentos e serviços, precisam agir com entendimento. De modo especial, devem conhecer bem a si mesmos e entender o estado de suas próprias almas. Devem ver como suas vidas estão ligadas às grandes verdades e deveres da religião, e vigiar suas próprias almas com o mesmo cuidado com que vigiam as almas do povo.
Em terceiro lugar, por seu trabalho constante, que é louvar a Deus sem cessar, dia e noite. Os anciãos se sentam e são servidos, mas esses estão de pé e servem. Eles não descansam, dia e noite. Isso conduz agora à outra parte da cena.
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Deste capítulo
Apocalipse 4:2
"E logo fui arrebatado em espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono."
Apocalipse 4:3
"E o que estava assentado era, na aparência, semelhante à pedra jaspe e sardônica; e o arco celeste estava ao redor do trono, e parecia semelhante à esmeralda."
Apocalipse 4:4
"E ao redor do trono havia vinte e quatro tronos; e vi assentados sobre os tronos vinte e quatro anciãos vestidos de vestes brancas; e tinham sobre suas cabeças coroas de ouro."
Apocalipse 4:5
"E do trono saíam relâmpagos, e trovões, e vozes; e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete espíritos de Deus."
Apocalipse 4:6
"E havia diante do trono um como mar de vidro, semelhante ao cristal. E no meio do trono, e ao redor do trono, quatro animais cheios de olhos, por diante e por detrás."
Apocalipse 4:7
"E o primeiro animal era semelhante a um leão, e o segundo animal semelhante a um bezerro, e tinha o terceiro animal o rosto como de homem, e o quarto animal era semelhante a uma águia voando."
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