Versículo em destaque
Romanos 15:14 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Estou pessoalmente convencido, meus irmãos, de que vocês estão cheios de bondade, cheios de um conhecimento perfeito e capazes de admoestar uns aos outros. "
Romanos 15:14
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
12 Isaías também diz: Da raiz de Jessé surgirá um rebento que governará as nações; nele as nações esperarão.
13 Que o Deus da esperança encha vocês de toda a alegria e de toda a paz na fé que vocês têm, para que, pelo poder do Espírito Santo, vocês transbordem de esperança!
14 Estou pessoalmente convencido, meus irmãos, de que vocês estão cheios de bondade, cheios de um conhecimento perfeito e capazes de admoestar uns aos outros.
15 Se, em parte, escrevi a vocês com especial liberdade, foi para fazê-los lembrar. E fiz isso em virtude da graça que me foi dada por Deus,
16 de ser ministro de Jesus Cristo entre os pagãos, exercendo a função sagrada do Evangelho de Deus. E isso para que os pagãos, santificados pelo Espírito Santo, sejam uma oferta agradável a ele.
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Aqui Paulo fala com calor aos cristãos de Roma e os elogia de forma elevada. Ele já havia começado a carta mencionando o bom testemunho deles, dizendo que a fé deles era conhecida em todo lugar (Romanos 1:8). Agora, depois de correções firmes em partes da carta, ele volta a um tom de elogio, suavizando suas palavras e encerrando como amigos. Não era bajulação vazia, mas um reconhecimento verdadeiro da graça que Deus lhes havia concedido.
Devemos estar dispostos a notar e elogiar o que há de bom nos outros. Isso faz parte da recompensa de uma vida útil e fiel, e pode despertar em outros um esforço mais santo. Foi uma grande honra para os romanos serem elogiados por Paulo, um homem de juízo equilibrado e sincero, difícil de enganar e que não tinha costume de lisonjear. Embora ainda não os tivesse conhecido pessoalmente, ele estava convencido da bondade deles pelo que ouvira. Não devemos ser ingênuos, mas também não devemos desconfiar de tudo; em assuntos como esse, o amor “tudo crê, tudo espera” (1 Coríntios 13:7) e, havendo bons motivos, é correto deixar-se convencer.
Paulo destaca três coisas neles. Primeiro, estavam “cheios de bondade”; assim, provavelmente receberiam sua carta com disposição e a colocariam em prática, especialmente nos pontos que tratavam da unidade e da cura de seus desacordos. Um bom entendimento e um bom espírito uns para com os outros logo põem fim às contendas. Segundo, estavam “cheios de todo o conhecimento”; isso é uma combinação rara e preciosa com a bondade. A nova vida em Cristo precisa tanto da mente quanto do coração, e eles possuíam o conhecimento necessário para uma paz duradoura. Terceiro, podiam “admoestar-vos uns aos outros”, isto é, tinham capacidade de instruir e advertir uns aos outros com sabedoria. Bondade e conhecimento não devem ficar trancados no âmbito privado, mas ser usados para o bem dos outros.
Assim, Paulo também se defende de qualquer acusação de estar se intrometendo onde não devia. Ele fala de modo afetuoso, chamando-os de “meus irmãos”, mostrando calor e também humildade. Reconhece que escreveu “em parte mais ousadamente”, e alguém poderia pensar que foi atrevido demais. No entanto, ele diz que apenas os lembrou do que já sabiam. Como Pedro diria depois, o ministério inclui pôr o povo em lembrança (2 Pedro 1:12; 2 Pedro 3:1). Mesmo quando alguém já conhece uma verdade, ainda precisa ser relembrado dela.
Paulo afirma também que escreveu na qualidade de apóstolo dos gentios, pela graça que Deus lhe havia dado. Ou seja, Deus lhe dera o chamado apostólico, a obra especial de servir como mensageiro de Cristo às nações não judaicas. Ele via esse chamado como grande bondade e honra vindas de Deus, e não queria receber essa graça em vão. Cristo recebeu para poder dar, e Paulo seguiu esse mesmo padrão. Todos nós temos dons e deveres que não devem ser enterrados. É bom que os ministros sempre tenham em mente a graça que Deus lhes concedeu.
Ele explica alguns aspectos de seu ministério. Era ministro de Jesus Cristo, isto é, servia a Cristo como seu Senhor (Colossenses 4:1). Foi enviado especialmente aos gentios, conforme Deus mesmo o havia designado (Atos 22:21; Gálatas 2:7-9). O que ele pregava era o evangelho de Deus, servindo em coisas santas, como alguém separado para uma obra sagrada. E seu objetivo era que a “oferta dos gentios” fosse agradável a Deus, trazendo glória ao seu nome mediante a conversão deles. Ele trabalhava para produzir algo que fosse agradável a Deus.
Paulo descreve a conversão dos gentios como uma oferta, um sacrifício, a Deus. Em certo sentido, eles se tornam como sacerdotes, oferecendo oração, louvor e outros atos de adoração. Antes, os judeus eram a nação santa e reino de sacerdotes; agora, também os gentios são feitos sacerdotes para Deus por meio de Cristo (Apocalipse 5:10). Em outro sentido, os próprios gentios são o sacrifício que Paulo oferece a Deus por meio de Cristo. Eles se tornam um “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (Romanos 12:1). Uma alma santificada é apresentada a Deus no fogo do amor, tendo Cristo como o altar. Paulo ajuntava almas pela pregação, não para retê-las para si, mas para apresentá-las a Deus, e essa é uma oferta aceitável porque o Espírito Santo a torna santa.
Paulo pregou a eles e cuidou deles, mas o que os tornava ofertas adequadas a Deus era a santificação deles, o fato de serem feitos santos. Isso não era obra de Paulo, mas obra do Espírito Santo. Ninguém pode ser oferecido de modo aceitável a Deus se não for santificado, pois aquilo que é impuro e não santo jamais pode agradar ao Deus santo.
Deste capítulo
Romanos 15:1
"Nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos que são fracos e não agir a nosso modo."
Romanos 15:2
"Cada um de vocês procure agradar ao próximo, para o bem e a edificação dele."
Romanos 15:3
"Cristo não agradou a si mesmo; pelo contrário, como está escrito: Os insultos dos que te ultrajam caíram sobre mim."
Romanos 15:4
"Ora, tudo o que foi escrito no passado foi escrito para a nossa instrução, a fim de que, pela perseverança e pela consolação dadas pelas Escrituras, tenhamos esperança."
Romanos 15:5
"Que o Deus da perseverança e da consolação conceda a vocês o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Jesus Cristo,"
Romanos 15:6
"para que, com um só coração e uma só voz, vocês glorifiquem a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo."
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