Versículo em destaque
Romanos 15:5 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Que o Deus da perseverança e da consolação conceda a vocês o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Jesus Cristo, "
Romanos 15:5
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
3 Cristo não agradou a si mesmo; pelo contrário, como está escrito: Os insultos dos que te ultrajam caíram sobre mim.
4 Ora, tudo o que foi escrito no passado foi escrito para a nossa instrução, a fim de que, pela perseverança e pela consolação dadas pelas Escrituras, tenhamos esperança.
5 Que o Deus da perseverança e da consolação conceda a vocês o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Jesus Cristo,
6 para que, com um só coração e uma só voz, vocês glorifiquem a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.
7 Por isso, acolham-se uns aos outros, assim como Cristo nos acolheu para a glória de Deus.
Explore estudos bíblicos guiados
Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores
As Bem-Aventuranças (5 Dias)
Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.
Prévia da sessão 1:
Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram
6 min
Salmos de Consolo (5 Dias)
Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.
Prévia da sessão 1:
O Cuidado do Pastor
5 min
Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões
Criar conta grátisComentário Bible Guided
O apóstolo, depois de dar duas ordens, faz uma pausa para orar a fim de que aquilo que acabou de dizer produza fruto. Ministros fiéis misturam oração com pregação, porque, embora lancem a semente, é Deus quem dá o crescimento. Podemos falar ao ouvido, mas só Deus alcança o coração.
Note primeiro o nome que ele atribui a Deus: “o Deus de paciência e consolação”. Deus é tanto a fonte como o sustentador de toda paciência e de todo consolo nos crentes. Ele concede a graça da paciência e, como Deus de consolação, mantém viva essa graça. Os consolos que vêm pelo Espírito Santo ajudam os crentes a permanecer firmes e a suportar as dificuldades com coragem e até com alegria.
Paulo pede isso a Deus porque está buscando amor e unidade entre os cristãos. Ele se dirige a Deus como Deus de paciência e consolação em dois sentidos. Primeiro, Deus é aquele que tem paciência conosco e nos consola. Ele não é rápido em condenar as nossas falhas, mas está pronto a consolar os abatidos, e nos ensina a demonstrar o mesmo amor para com nossos irmãos e irmãs. Assim, preservamos a unidade sendo pacientes uns com os outros e consolo uns para com os outros.
Segundo, Deus é quem nos dá paciência e consolação. Paulo havia falado da “paciência e consolação das Escrituras” (Romanos 15:4), mas aqui ele vai além das Escrituras para olhar para o próprio Deus como a fonte de tudo. A Escritura é o canal, mas Deus é a nascente. Quanto mais paciência e consolo recebemos de Deus, melhor preparados estamos para amar uns aos outros. Nada perturba mais a paz do que um espírito impaciente, irritadiço e inquieto.
Em seguida, Paulo pede essa misericórdia: “vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Cristo Jesus”. O amor e a paz cristãos descansam em um mesmo sentimento, em um julgamento comum na medida em que as pessoas compreenderam a verdade, ou ao menos em uma harmonia de coração. É pensar de modo semelhante, com as diferenças colocadas em segundo plano e as contendas abandonadas. Mas esse mesmo sentimento deve ser “segundo Cristo Jesus”, isto é, de acordo com o mandamento de Cristo e a lei real do amor, e também conforme o exemplo de Cristo, que Paulo acabara de apresentar (Romanos 15:3).
Em outras palavras, Cristo Jesus precisa ser o centro da unidade cristã. Devemos concordar na verdade, não no erro. Houve uma unidade pecaminosa entre aqueles que se uniram para entregar o seu poder à besta (Apocalipse 17:13), e houve o mesmo tipo de acordo maligno entre os construtores de Babel, unidos em rebelião (Gênesis 11:6). Esse tipo de acordo não é o “mesmo sentimento” segundo Cristo, mas contra Cristo. Ao orar, devemos pedir primeiro a verdade e depois a paz, porque a sabedoria do alto é primeiramente pura e, depois, pacífica.
Esse tipo de unidade entre os cristãos é dom de Deus e é precioso. Devemos pedi-lo a Ele com insistência. Ele é o Pai dos espíritos, que forma de igual modo o coração de todos (Salmo 33:15). Ele abre o entendimento, amolece os corações, adoça os afetos e concede a graça do amor, juntamente com o Espírito Santo como Espírito de amor, àqueles que lhe pedem. Somos ensinados a orar para que a vontade de Deus seja feita na terra como no céu, e no céu ela é feita em plena unidade entre os anjos, que louvam e servem a Deus com um só coração. O mesmo deve ser desejado entre os santos na terra.
O propósito de tudo isso é que Deus seja glorificado (Romanos 15:6). Essa é a petição de Paulo em sua oração e também a razão de sua exortação. Em toda oração, devemos manter diante de nós a glória de Deus. Por isso o primeiro pedido na oração é: “Santificado seja o teu nome”. A unidade cristã serve à glória de Deus porque leva os crentes a glorificá-lo “a uma boca e um mesmo espírito”. É bom que os cristãos concordem em tudo o que for possível, para que possam juntos louvar a Deus.
Isso honra a Deus, que é um só, e cujo nome é um só. Não basta haver uma só boca se não houver um só coração, porque Deus olha para o coração. De fato, dificilmente haverá uma só boca onde não exista também um só sentimento, e Deus não é muito glorificado quando esses dois não estão unidos em doçura. Essa “uma só boca” aparece ao confessar a verdade de Deus, louvar o seu nome, falar com bondade na vida diária e não morder nem devorar uns aos outros. Vê-se também na congregação, quando um fala, mas todos se unem.
Paulo acrescenta que Deus deve ser glorificado como “Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”. Essa é a forma própria do Novo Testamento de falar de Deus. Ele agora é revelado na face de Jesus Cristo, e é nosso Pai segundo o evangelho. A unidade cristã glorifica a Deus desse modo porque reflete, em medida pequena e adequada, a unidade que existe entre o Pai e o Filho. Podemos pensar na unidade dessa maneira e orar por ela com essa perspectiva, a partir de (João 17:21), onde Jesus pediu que todos os crentes fossem um, assim como o Pai está nele e ele no Pai. Essa é uma grande expressão da beleza e da dignidade da unidade dos santos. O versículo continua, “para que o mundo creia que tu me enviaste”, e desse modo Deus é glorificado como Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.
Deste capítulo
Romanos 15:1
"Nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos que são fracos e não agir a nosso modo."
Romanos 15:2
"Cada um de vocês procure agradar ao próximo, para o bem e a edificação dele."
Romanos 15:3
"Cristo não agradou a si mesmo; pelo contrário, como está escrito: Os insultos dos que te ultrajam caíram sobre mim."
Romanos 15:4
"Ora, tudo o que foi escrito no passado foi escrito para a nossa instrução, a fim de que, pela perseverança e pela consolação dadas pelas Escrituras, tenhamos esperança."
Romanos 15:6
"para que, com um só coração e uma só voz, vocês glorifiquem a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo."
Romanos 15:7
"Por isso, acolham-se uns aos outros, assim como Cristo nos acolheu para a glória de Deus."
Oração diária
Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail
Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.
Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.
Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.