Versículo em destaque
Salmos 24:7 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
Não te lembres dos pecados da minha juventude e dos meus delitos; em nome da tua misericórdia, lembra-te de mim, por causa da tua bondade, Senhor.
Salmos 24:7
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
6 Lembra-te, Senhor, das tuas misericórdias e das tuas bondades, que são eternas.
7 Não te lembres dos pecados da minha juventude e dos meus delitos; em nome da tua misericórdia, lembra-te de mim, por causa da tua bondade, Senhor.
8 O Senhor é bom e reto; por isso, reconduz os extraviados ao caminho reto.
Explore estudos bíblicos guiados
Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores
As Bem-Aventuranças (5 Dias)
Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.
Prévia da sessão 1:
Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram
6 min
Salmos de Consolo (5 Dias)
Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.
Prévia da sessão 1:
O Cuidado do Pastor
5 min
Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões
Criar conta grátisComentário Bible Guided
O que é dito uma vez é aqui repetido neste cântico, e esse tipo de repetição é comum em hinos e acrescenta beleza. Em primeiro lugar, o pedido de entrada é feito repetidas vezes para o Rei da Glória. As portas e os portões devem ser escancarados para deixá‑lo entrar, pois ele está à porta e bate, pronto para entrar.
Em segundo lugar, repete‑se a pergunta sobre esse príncipe poderoso, cujo próprio nome lhe dá o direito de entrar: “Quem é este Rei da Glória?” Quando alguém bate à nossa porta, é natural perguntar: “Quem é?” Em terceiro lugar, há uma resposta completa, também repetida, sobre a pessoa real que pede entrada: é o Senhor, forte e poderoso, o Senhor poderoso na batalha, o Senhor dos Exércitos (Salmo 24:8, 24:10).
Isso provavelmente se refere, em primeiro lugar, à entrada solene da arca na tenda que Davi preparou para ela, ou no templo que Salomão edificou para recebê‑la. Quando Davi ajuntou materiais para o templo, era próprio que também preparasse um salmo para a sua dedicação. Os porteiros são instruídos a abrir as portas, e elas são chamadas de portas eternas porque durariam muito mais do que a cortina do tabernáculo.
Eles também são ensinados a perguntar: “Quem é este Rei da Glória?” Os que carregavam a arca eram ensinados a responder com as palavras deste salmo, e isso se encaixa bem, porque a arca era um sinal da presença de Deus (Josué 3:11). Ou isso pode ser entendido como uma cena poética destinada a tornar a verdade mais vívida. Deus, em sua palavra e em suas ordenanças, deve ser recebido por nós com grande prontidão, com as portas e portões escancarados para ele.
Devemos permitir que a palavra do Senhor entre nos lugares mais profundos e mais elevados da nossa alma. Se tivéssemos seiscentos pescoços, deveríamos inclinar cada um deles diante da sua autoridade. Também devemos recebê‑lo com profunda reverência, lembrando quão grande é o Deus com quem lidamos em todo o nosso aproximar‑nos dele.
Ainda assim, isso certamente aponta para Cristo, de quem a arca com o propiciatório era um tipo, isto é, uma figura que apontava para ele antecipadamente. Podemos aplicar este salmo à ascensão de Cristo aos céus e à acolhida que ele recebeu ali. Quando terminou sua obra na terra, ele subiu nas nuvens do céu (Daniel 7:13, 7:14). Então as portas do céu tiveram de ser abertas para ele, aquelas portas que verdadeiramente podem ser chamadas de eternas, que haviam sido fechadas para nós, para nos manter afastados da árvore da vida (Gênesis 3:24).
Nosso Redentor as encontrou fechadas, mas, pelo seu sangue, fez expiação pelo pecado, isto é, satisfez plenamente a justiça quanto ao pecado, e adquiriu o direito de entrar no lugar santíssimo (Hebreus 9:12). Como quem tem autoridade, exigiu entrada, não só para si mesmo, mas também para nós. Como Precursor, entrou adiante de nós e abriu o reino dos céus a todos os que creem. As chaves, não só do inferno e da morte, mas também do céu e da vida, devem ser colocadas em suas mãos.
Por ser tão majestosa a sua aproximação, são trazidos para a cena os anjos perguntando: “Quem é este Rei da Glória?” Pois os anjos guardam as portas da Nova Jerusalém, a cidade santa de Deus (Apocalipse 21:12). Quando o Primogênito foi introduzido no mundo celestial, os anjos deviam adorá‑lo (Hebreus 1:6). Assim, aqui eles perguntam, cheios de admiração: “Quem é este que vem de Bozra, com vestes tintas?” (Isaías 63:1-3). Ele aparece ali como um Cordeiro que havia sido morto. A resposta é que ele é forte e poderoso, poderoso em batalha, para salvar o seu povo e derrotar tanto os inimigos dele como os deles.
Também podemos aplicar isso à entrada de Cristo nas almas das pessoas por sua palavra e seu Espírito, para que elas se tornem seus templos. A presença de Cristo nelas é como a presença da arca no templo, porque as torna santas. Ele está à porta e bate (Apocalipse 3:20). Os portões e portas do coração devem ser abertos para ele, não apenas como para um hóspede, mas como para o legítimo dono, depois de sua reivindicação ter sido contestada.
Este é o chamado e a exigência do evangelho: que deixemos Jesus Cristo, o Rei da Glória, entrar em nossas almas e o acolhamos com louvor jubiloso: “Bendito o que vem.” Para fazer isso de modo correto, precisamos perguntar: “Quem é este Rei da Glória?” Devemos conhecê‑lo, já que somos chamados a confiar nele e a amá‑lo acima de todas as coisas. A resposta está pronta: ele é Jeová, e será Jeová, nossa justiça, isto é, nosso Salvador plenamente suficiente, se lhe dermos entrada e acolhida.
Ele é forte e poderoso, o Senhor dos Exércitos. Portanto, é perigoso recusar‑lhe a entrada, pois ele é capaz de vingar tal desprezo. Ele pode forçar a entrada, e pode despedaçar com sua vara de ferro aqueles que não querem se submeter ao seu cetro de ouro. Ao cantar isto, que nossos corações respondam de bom grado ao seu chamado, como o próximo salmo começa: “A ti, Senhor, levanto a minha alma.”
Deste capítulo
Salmos 24:1
"De Davi. Para ti, Senhor, elevo a minha alma."
Salmos 24:2
"Meu Deus, em ti confio: que eu não seja decepcionado! Que meus inimigos não escarneçam de mim!"
Salmos 24:3
"Não, nenhum daqueles que esperam em ti será confundido, mas os pérfidos serão cobertos de vergonha."
Salmos 24:4
"Senhor, mostra-me os teus caminhos e ensina-me as tuas veredas."
Salmos 24:5
"Dirige-me na tua verdade e ensina-me, porque tu és o Deus da minha salvação, e em ti eu espero sempre."
Salmos 24:6
"Lembra-te, Senhor, das tuas misericórdias e das tuas bondades, que são eternas."
Oração diária
Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail
Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.
Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.
Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.