Versículo em destaque
Salmos 24:3 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
Não, nenhum daqueles que esperam em ti será confundido, mas os pérfidos serão cobertos de vergonha.
Salmos 24:3
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 De Davi. Para ti, Senhor, elevo a minha alma.
2 Meu Deus, em ti confio: que eu não seja decepcionado! Que meus inimigos não escarneçam de mim!
3 Não, nenhum daqueles que esperam em ti será confundido, mas os pérfidos serão cobertos de vergonha.
4 Senhor, mostra-me os teus caminhos e ensina-me as tuas veredas.
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As Bem-Aventuranças (5 Dias)
Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.
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Deste mundo e de toda a sua plenitude, o salmista de repente volta o pensamento para as grandes realidades de outro mundo. Esse outro mundo se apoia em algo muito mais firme do que os mares e rios deste. Deus entregou as coisas deste mundo aos filhos dos homens, e muito lhe devemos por seu cuidado para com elas. Mas essas coisas não podem ser a nossa porção verdadeira.
Por isso, o salmo levanta uma questão mais elevada em (Salmo 24:3). Esta terra é o estrado dos pés de Deus, e mesmo que a possuíssemos inteira, ficaríamos aqui apenas por pouco tempo. Logo teremos de partir. Então, quem subirá ao monte do Senhor? Quem irá para o céu depois, e, como antecipação disso, desfrutará agora de comunhão com Deus no santo culto? Uma alma que conhece a sua própria natureza, sabe de onde veio e que viverá para sempre, não pode ficar satisfeita olhando apenas para a terra e suas riquezas. Em nenhuma criatura ela encontrará um ajudador verdadeiro para o homem. Por isso, levanta os olhos para Deus e para o céu. Pergunta: “O que devo fazer para subir àquele lugar elevado, ao monte onde o Senhor habita e se manifesta, para que eu o conheça e permaneça naquele lugar santo onde ele encontra o seu povo e o torna santo e feliz? O que devo fazer para pertencer àqueles que Deus considera como sendo seus, de modo mais profundo do que o modo em que ele possui a terra e tudo o que nela há?”
Essa pergunta é muito semelhante à de (Salmo 15:1). O monte Sião, onde ficava o templo, apontava para a igreja, tanto a igreja visível quanto a invisível. Quando o povo levou a arca ao seu lugar santo, Davi os lembrou de que essas coisas eram apenas figuras das realidades celestiais. Foram instituídas para elevar a mente até a própria realidade do céu.
A resposta a essa pergunta nos mostra quem são, de fato, o povo de Deus, aqueles que terão comunhão com ele em graça e glória. São pessoas de mãos limpas. Afastam-se de atos grosseiros de pecado, e a sua vida não é manchada pelo mundo nem pela carne. Ninguém que estivesse cerimonialmente impuro podia subir ao monte do templo, e isso significava a vida limpa que se exige de todos os que têm comunhão com Deus. As mãos que se levantam em oração devem ser mãos puras, sem mancha de ganho desonesto nem de qualquer outra coisa que torne uma pessoa impura diante de um Deus santo.
São também pessoas de coração puro. Preocupam-se em ser, no íntimo, tão boas quanto parecem ser por fora. A religião vale pouco se não alcançar o coração. Não basta que as mãos pareçam limpas aos olhos das pessoas. É preciso também lavar o coração do mal e não permitir que corrupções secretas permaneçam ali, pois Deus vê tudo. E aqueles que dizem ter o coração puro enquanto as mãos estão cheias de pecado enganam a si mesmos. Um coração puro é sincero e honesto na aliança com Deus. É cuidadosamente guardado para que o maligno, isto é, o espírito impuro, não o toque. É purificado pela fé e conformado à imagem e à vontade de Deus (Mateus 5:8).
São pessoas que não colocam o afeto nas coisas deste mundo. Não levantam a sua alma à vaidade. O coração delas não é arrastado por riquezas, elogios humanos ou prazeres do corpo. Não escolhem essas coisas como sua porção, nem correm atrás delas, porque sabem que são vazias, incertas e incapazes de satisfazer.
Também procedem com honestidade tanto para com Deus como para com o próximo. Na aliança com Deus e em seus negócios com os outros, não juram falsamente, não quebram promessas nem usam de engano. Não tratam a verdade com leveza, nem desonram o nome de Deus. Pessoas que não respeitam a verdade nem a honra de Deus não estão aptas para o seu santo monte.
São ainda um povo de oração, como diz (Salmo 24:6). Esta é a geração dos que o buscam. Em todas as épocas há um remanescente assim, pessoas com esse caráter, que o Senhor considera como uma mesma geração, como em (Salmo 22:30). São os que buscam a Deus, que buscam a sua face, ó Jacó. Apegam-se a Deus para o buscar, não só em orações fervorosas, mas também em esforço sério para alcançar o seu favor e conservar-se no seu amor. Como fizeram de sua aprovação o maior alvo de sua felicidade, fazem também dela o maior alvo de sua ambição. Esforçam-se por viver de modo que o agrade. O caminho que sobe ao monte do Senhor é íngreme; por isso precisam empregar todas as forças, como os que buscam com diligência.
Eles também se unem ao povo de Deus para buscar a Deus em conjunto. Uma vez introduzidos em comunhão com Deus, entram também em comunhão com o seu povo. Alguns entendem a expressão como seguir o exemplo dos santos que os precederam, buscando a face de Deus como Jacó, que lutou com Deus e prevaleceu, buscou-o e o encontrou, e por isso recebeu o nome de Israel. Outros a tomam como unir-se aos santos do próprio tempo, desejosos de amizade com o povo de Deus, como em (Apocalipse 3:9) e (Zacarias 8:23). Associam-se a eles, e, ao se entregarem ao Senhor, chamam a si mesmos pelo nome de Jacó, como em (Isaías 44:5). Assim que Paulo se converteu, uniu-se aos discípulos (Atos 9:26). Alguns leem a frase como buscar a face de Deus em Jacó, isto é, nas assembleias do seu povo. A forma paralela, “a tua face, ó Deus de Jacó”, também esclarece o sentido. Todos os crentes são filhos espirituais de Abraão, e todos os que lutam em oração são filhos espirituais de Jacó. Deus nunca disse a tais pessoas: “Buscai-me em vão”.
São também aqueles que recebem grandes privilégios. Serão verdadeiramente e para sempre bem-aventurados. Serão abençoados, porque receberão a bênção do Senhor, todos os dons que procedem do seu favor, segundo a sua promessa. Os que Deus abençoa são, de fato, bem-aventurados, pois é seu direito especial conceder a bênção.
Serão também justificados e santificados. Justificação é ser considerado justo diante de Deus, e santificação é ser tornado santo. Essas são as bênçãos espirituais nas coisas celestiais que receberão, especialmente a justiça, justamente aquilo por que têm fome e sede (Mateus 5:6). A justiça, em si, é uma bênção, e só podemos esperá-la de Deus, pois não temos justiça própria. Alguns entendem isto como receber a recompensa da justiça, a coroa da justiça que o justo Juiz dará (2 Timóteo 4:8).
Serão salvos, porque o próprio Deus será o Deus da sua salvação. Onde Deus concede justiça, certamente tem em vista também conceder salvação. Aqueles que ele prepara para o céu, ele igualmente conduzirá em segurança para o céu. Ali encontrarão aquilo que buscavam e o desfrutarão para sempre.
Deste capítulo
Salmos 24:1
"De Davi. Para ti, Senhor, elevo a minha alma."
Salmos 24:2
"Meu Deus, em ti confio: que eu não seja decepcionado! Que meus inimigos não escarneçam de mim!"
Salmos 24:4
"Senhor, mostra-me os teus caminhos e ensina-me as tuas veredas."
Salmos 24:5
"Dirige-me na tua verdade e ensina-me, porque tu és o Deus da minha salvação, e em ti eu espero sempre."
Salmos 24:6
"Lembra-te, Senhor, das tuas misericórdias e das tuas bondades, que são eternas."
Salmos 24:7
"Não te lembres dos pecados da minha juventude e dos meus delitos; em nome da tua misericórdia, lembra-te de mim, por causa da tua bondade, Senhor."
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