Versículo em destaque

Mateus 5:13 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro

" “Vocês são o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens. "

Mateus 5:13

menu_book Versículo no contexto

11 Vocês serão bem-aventurados quando os caluniarem, quando os perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vocês por causa de mim.

12 Alegrem-se e exultem, porque será grande a recompensa de vocês nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vocês”.

13 “Vocês são o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens.

14 Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha

15 nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe para todos os que estão em casa.

auto_stories

Explore estudos bíblicos guiados

Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores

Micro-Study 5 dias

As Bem-Aventuranças (5 Dias)

Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.

Prévia da sessão 1:

Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram

schedule 6 min

Micro-Study 5 dias

Salmos de Consolo (5 Dias)

Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.

Prévia da sessão 1:

O Cuidado do Pastor

schedule 5 min

lock_open Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões

person_add Criar conta grátis

auto_stories Comentário Bible Guided

Cristo tinha chamado recentemente os seus discípulos e lhes dissera que seriam pescadores de homens. Aqui ele aprofunda o que tencionava que eles fossem: o sal da terra e a luz do mundo, para que, entendendo isso, viessem de fato a ser o que se esperava deles.

“Vós sois o sal da terra.” Essas palavras serviriam para animá‑los e sustentá‑los em meio ao sofrimento. Ainda que fossem tratados com desprezo pelos homens, seriam, mesmo assim, verdadeiras bênçãos para o mundo — e tanto mais por causa dos sofrimentos que suportariam. Os profetas do passado tinham sido o sal da terra de Canaã, mas os apóstolos eram o sal de toda a terra, pois deveriam ir por todo o mundo pregar o evangelho. Devia ser desanimador, para eles, ver quão poucos e fracos eram. O que poderiam fazer, num mundo tão grande? Nada, se tentassem agir por meio de força e armas. Mas sua atuação deveria ser discreta, como a do sal. Um punhado de sal espalha o seu sabor por uma grande quantidade. Vai longe, e trabalha em silêncio, porém com grande eficácia, como o fermento (Mateus 13:33).

O ensino do evangelho é como o sal. É penetrante, ativo e poderoso (Hebreus 4:12). Alcança o coração (Atos 2:37). Purifica, dá sabor e impede a corrupção. A Escritura fala do “cheiro do seu conhecimento” (2 Coríntios 2:14), pois todo outro tipo de conhecimento é sem graça e sem vida sem Cristo. Uma aliança perpétua é chamada de “aliança de sal” (Números 18:19), e o evangelho é eterno. O sal era exigido em todos os sacrifícios (Levítico 2:13), e aparece na visão do templo em Ezequiel (Ezequiel 43:24). Assim, os discípulos de Cristo, tendo aprendido o evangelho e sendo enviados para ensiná‑lo a outros, eram como sal.

Os cristãos, e de modo especial os ministros, são o sal da terra. Quando são o que devem ser, são como bom sal: branco, miúdo, dividido em muitos grãos, e ainda assim muito útil e necessário. Já se disse que a vida humana não se sustenta sem sal. Disso aprendemos o que os cristãos devem ser em si mesmos: temperados pelo evangelho, pelo sal da graça. Seus pensamentos, desejos, palavras e ações devem ser temperados com graça (Colossenses 4:6). “Tende sal em vós mesmos”, pois, se não o tiverem, não poderão comunicá‑lo a outros (Marcos 9:50).

Aprendemos também o que eles devem ser para os outros. Não basta que sejam bons; devem fazer o bem. Devem, por assim dizer, penetrar no coração das pessoas, não em busca de vantagens materiais, mas para conduzi‑las ao gosto e ao deleite do evangelho. Vemos ainda que grandes bênçãos eles são para o mundo. A humanidade, deitada na ignorância e no pecado, era como um grande monte de alimentos estragados, pronto para apodrecer. Cristo enviou seus discípulos para temperar essa massa com conhecimento e graça, por meio de sua vida e de seu ensino, para que se tornasse agradável a Deus, aos anjos e a todos os que amam as coisas divinas.

Aprendemos ainda como eles devem ser colocados no mundo. Não devem ser ajuntados todos num só lugar. Não deviam permanecer sempre juntos em Jerusalém, mas ser espalhados, como o sal sobre a carne, um grão aqui, outro ali. Do mesmo modo, os levitas foram distribuídos por todo Israel, para que, onde quer que morassem, pudessem exercer sua influência.

Se eles não forem assim, são como sal que perdeu o sabor. Se vocês, que deveriam temperar outros, forem insípidos, sem vida espiritual, sem apetite e sem vigor, seu estado é muito triste, sobretudo se forem ministros. Primeiro, tal pessoa está além de qualquer remédio. “Com que se há de salgar?” O sal pode dar sabor à carne sem gosto, mas não há remédio para o sal que perdeu o sabor. O evangelho dá ao homem paladar espiritual, mas, se alguém pode professar o cristianismo e ainda assim permanecer sem graça, tolo, frio e sem vida, nenhum outro ensino ou meio o tornará agradável. Se o cristianismo não o faz, nada mais o fará.

Segundo, tal pessoa é inútil. “Para nada mais presta.” De que serve, se faz mais mal do que bem? Assim como alguém sem razão, na prática, não vive plenamente como homem, um cristão sem graça não é realmente apto para a vocação que professa. Um ímpio é a pior das criaturas; um cristão ímpio é o pior dos homens; e um ministro ímpio é o pior dos cristãos.

Terceiro, tal pessoa caminha para a ruína e a rejeição. Será lançada fora, removida da igreja e da comunhão dos fiéis, onde é mancha e peso. Será pisada pelos homens. Que Deus seja honrado na vergonha e rejeição daqueles que o desonraram e se tornaram inúteis, servindo apenas para ser pisados.

“Vós sois a luz do mundo” (Mateus 5:14). Isso também mostra que eles são úteis, como o sal, mas ainda mais gloriosos. Todos os cristãos são luz no Senhor (Efésios 5:8) e devem resplandecer como luminares (Filipenses 2:15), mas os ministros o são de maneira especial. Cristo chamou a si mesmo de Luz do mundo (João 8:12), e eles cooperam com ele e participam de sua honra. A luz é realmente agradável e bem‑vinda. A primeira luz que brilhou depois das trevas foi chamada boa, e assim também a luz da manhã de cada dia. De forma semelhante, o evangelho, e aqueles que o anunciam, são bem-vindos a todos os que refletem seriamente.

O mundo estava em trevas, e Cristo levantou seus discípulos para resplandecer nelas. Para isso, eles recebem e tomam emprestada a luz dele. Essa figura é explicada de duas maneiras. Primeiro, como luz do mundo, eles são claros e visíveis, e muitos olhos se voltam para eles. Uma cidade edificada sobre um monte não se pode esconder. Os discípulos de Cristo, sobretudo os mais zelosos em seu serviço, tornam‑se conhecidos e se destacam como faróis. São dados como sinais (Isaías 7:18), e os homens se admiram deles (Zacarias 3:8). Seus vizinhos os observam de perto. Alguns os admiram, louvam, se alegram neles e procuram imitá‑los. Outros os invejam, odeiam, criticam e procuram manchar o seu nome. Por isso, devem andar com cuidado, pois são observados. São como um espetáculo para o mundo e precisam guardar‑se até da aparência do mal, porque tantos olhos estão sobre eles.

Os discípulos de Cristo eram homens obscuros antes de serem chamados. Mas a honra que ele lhes conferiu os tornou nobres, e, como pregadores do evangelho, passaram a ter grande importância. Embora alguns falassem contra eles, outros os respeitavam. Chegaram mesmo a ser elevados a tronos e feitos juízes (Lucas 22:30), pois Cristo há de honrar os que o honram.

Segundo, como luz do mundo, foram destinados a iluminar outros (Mateus 5:15). Por isso, precisam ser colocados em posição de luz. Cristo acendeu essas candeias, e elas não serão colocadas debaixo de um alqueire. Não permanecerão limitadas para sempre às cidades da Galileia ou apenas às ovelhas perdidas da casa de Israel. Serão enviadas por todo o mundo.

As igrejas são os castiçais, os castiçais de ouro, onde essas luzes são colocadas, para que sua claridade se espalhe. O evangelho é uma luz tão forte e dá testemunho de si mesmo com tanta clareza, que é como uma cidade edificada sobre um monte: não pode ficar escondido. Deve ser reconhecido como vindo de Deus por todos os que não fecham deliberadamente os olhos para não vê‑lo.

Ele ilumina a todos os que estão em casa, isto é, a todos os que se aproximam e vêm até onde ele está. Os que não recebem essa luz só podem culpar a si mesmos. Não estão na casa com ela. Não fazem uma busca séria e justa, mas já se aproximam com oposição no coração.

Eles devem resplandecer como luzes, primeiro por meio de sua boa pregação. O conhecimento que possuem deve ser transmitido para o bem de outros. Não devem escondê‑lo debaixo de um cesto, mas colocá‑lo em evidência. O dom que receberam não deve ser enterrado, mas usado e posto em ação. Os discípulos de Cristo não devem esconder‑se numa vida privada e obscura, alegando meditação, modéstia ou autopreservação. Pelo contrário, na medida em que receberam o dom, devem empregá‑lo a serviço dos outros (Lucas 12:3).

Devem também brilhar por meio de uma boa conduta. Precisam ser luzes ardentes e que iluminam (João 5:35). Todo o seu modo de viver deve mostrar claramente que são verdadeiros seguidores de Cristo (Tiago 3:13). Devem trazer aos outros instrução, direção, encorajamento e consolo (Jó 29:11).

Nossa luz deve brilhar por meio de boas obras que as pessoas possam ver e aprovar, obras bem faladas até pelos de fora e que façam com que pensem bem da fé cristã. Devemos realizar boas obras que possam ser vistas, visando o bem dos outros, e não a exaltação do nosso próprio nome. Somos orientados a orar em secreto, e o que diz respeito à comunhão entre Deus e a nossa alma deve permanecer oculto. Mas aquilo que é público e visível aos homens precisa estar em harmonia com a nossa vocação e ser digno de louvor (Filipenses 4:8).

Os que estão ao nosso redor não devem apenas ouvir nossas boas palavras; precisam ver nossas boas obras. Assim saberão que a religião é mais do que um nome, e que fazemos mais do que apenas declará‑la: vivemos debaixo do seu poder.

Nossa luz deve brilhar com esse propósito: para que aqueles que veem as nossas boas obras não glorifiquem a nós, como desejavam os fariseus e o que estragou tudo o que faziam, mas glorifiquem o nosso Pai que está nos céus. A glória de Deus é o grande alvo em tudo o que fazemos na vida religiosa (1 Pedro 4:11). Todas as nossas ações devem convergir para esse centro.

Não devemos apenas buscar glorificar a Deus pessoalmente, mas também fazer tudo o que pudermos para levar outros a glorificá-lo. A visão de nossas boas obras contribui para isso de duas maneiras. Primeiro, dá às pessoas um motivo para louvar a Deus. Elas veem o poder da graça de Deus em nós, e então o agradecem e lhe dão a glória por isso. Reconhecem que ele deu tal poder a seres humanos.

Segundo, isso lhes dá um motivo para se tornarem piedosas. Ao verem as nossas boas obras, ficam convencidas da verdade e da beleza da fé cristã, e são despertadas por um santo desejo de imitar o que veem. Então glorificam a Deus. Uma vida santa, ordenada e coerente pode contribuir muito para a conversão de pecadores. Pessoas que não conhecem a fé podem aprender o que ela é ao observar esse tipo de vida. O exemplo ensina. E aqueles que antes resistiam podem ser ganhos por meio dele. Há um poder em uma vida piedosa que atrai outras pessoas.

IA cristã que considera sua denominação

Aplique Mateus 5:13 na sua vida hoje

Receba orientação fundamentada nas Escrituras, que considera sua denominação e é personalizada para a sua situação.

1 Faça sua pergunta arrow_forward 2 Considere sua tradição arrow_forward 3 Aplique as Escrituras

✓ Sem cartão de crédito • ✓ 100% privado • ✓ 30 créditos grátis para começar

Deste capítulo

Oração diária

Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail

Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.

Grátis. Cancele quando quiser. Nunca compartilhamos seu email.

Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.

Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.