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Marcos 6:7 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro

" Então, chamou os Doze e começou a enviá-los de dois em dois; e deu-lhes poder sobre os espíritos imundos. "

Marcos 6:7

menu_book Versículo no contexto

5 Não pôde fazer ali milagre algum. Curou apenas alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos.

6 Ele se admirava da desconfiança deles. E percorria as aldeias vizinhas, ensinando.

7 Então, chamou os Doze e começou a enviá-los de dois em dois; e deu-lhes poder sobre os espíritos imundos.

8 Ordenou-lhes que não levassem coisa alguma para o caminho, exceto somente um bordão; nem pão, nem mochila, nem dinheiro no cinto;

9 que usassem como calçado unicamente sandálias e não vestissem duas túnicas.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Aqui vemos a comissão dada aos doze apóstolos, para pregarem e realizarem milagres. É a mesma comissão descrita de forma mais detalhada em (Mateus 10). Marcos não cita aqui o nome de cada um, como Mateus faz, porque já os havia nomeado quando foram chamados pela primeira vez para seguir a Cristo (Marcos 3:16-19). Até então, eles tinham estado com Cristo, sentados aos seus pés, ouvindo seu ensino e vendo seus milagres. Agora ele começa a usá-los em sua obra, porque haviam recebido para poder dar, e aprendido para poder ensinar. Não deviam permanecer apenas como alunos, acumulando conhecimento, mas sair e empregar o que haviam aprendido para o bem dos outros.

Cristo os enviou de dois em dois, e Marcos faz questão de registrar esse detalhe. Eles iam em pares para que o testemunho de duas testemunhas fosse firme, e também para serem companhia um para o outro no meio de estranhos. Assim poderiam se fortalecer mutuamente, encorajar-se, ajudar-se em qualquer dificuldade e manter-se firmes. Até um simples soldado tem um companheiro, e é uma boa regra que dois são melhores do que um. Dessa forma, Cristo ensinou seus ministros a trabalharem em conjunto, ajudando e sendo ajudados.

Ele lhes deu poder sobre os espíritos imundos, isto é, os espíritos malignos. Enviou-os contra o reino do diabo e concedeu-lhes autoridade para expulsar demônios dos corpos das pessoas, como sinal de como a mensagem deles quebraria o domínio do diabo sobre as almas humanas. Dr. Lightfoot sugere que eles curavam doenças e expulsavam demônios pelo Espírito, mas pregavam apenas aquilo que haviam aprendido da própria boca de Cristo. Assim, os milagres confirmavam a mensagem que anunciavam.

Cristo também lhes ordenou que não levassem comida nem dinheiro, para se apresentarem em toda parte como homens pobres, desapegados deste mundo. Isso lhes daria maior liberdade para chamar outros a se afastarem das coisas terrenas e voltarem-se para o mundo vindouro. Quando, mais tarde, Cristo lhes mandou levar bolsa e alforje (Lucas 22:36), isso não significava que ele cuidava menos deles, mas que enfrentariam tempos mais difíceis e menos acolhida do que tiveram no início.

Mateus e Lucas registram a proibição de levar bordão para defesa, enquanto Marcos menciona um bordão para apoiar a caminhada. Assim, deviam viajar da forma mais simples e despretensiosa possível. Não deviam usar sapatos fechados, mas apenas sandálias, e não deviam levar duas túnicas. A permanência seria breve, voltariam antes do inverno, e aqueles a quem pregassem se disporiam de bom grado a suprir o que lhes faltasse.

Cristo lhes disse que, ao entrarem numa cidade, se hospedassem na primeira casa que os recebesse e ali permanecessem até partirem daquele lugar (Marcos 6:10). Como vinham com uma mensagem que deveria torná-los bem recebidos, era justo dar aos primeiros anfitriões o crédito de boa disposição, sem pensar que estariam sendo um peso para eles. Se uma casa não os recebesse, haveria outra que os receberia.

Cristo também deu uma advertência séria quanto aos que rejeitassem o evangelho que eles anunciavam (Marcos 6:11). Quem não os recebesse, nem quisesse ouvi-los, devia ser deixado para trás. Eles deviam sacudir o pó dos pés, em testemunho contra essas pessoas. Aquele pó mostraria que uma oferta justa de vida e felicidade lhes fora feita, mas que eles a rejeitaram. Sua condenação, portanto, seria resultado da própria recusa. Esse pó, como o pó do Egito (Êxodo 9:9), serviria como sinal de juízo. No dia do juízo final, a condenação deles será mais severa do que a de Sodoma, porque os apóstolos chegaram com as ofertas da graça do evangelho, e desprezá-los é um pecado terrível.

Os apóstolos então obedeceram à comissão recebida. Embora conhecessem a própria fraqueza e não esperassem ganho terreno com esse trabalho, obedeceram ao seu Mestre e dependeram da força dele. Saíram como Abraão, sem saber ao certo para onde iam.

A mensagem que pregavam era arrependimento (Marcos 6:12). Anunciavam que as pessoas deviam mudar de mente e se afastar do pecado, porque o reino do Messias estava próximo. Isso mostra o grande objetivo da pregação do evangelho: conduzir as pessoas ao arrependimento, a um novo coração e a uma nova maneira de viver. Eles não perdiam tempo com teorias engenhosas; chamavam as pessoas a deixar o pecado e voltar-se para Deus.

Eles também realizavam milagres. O poder que Cristo lhes deu sobre os espíritos malignos era real, e eles o exerceram. Expulsaram muitos demônios e ungiram com óleo muitos enfermos, curando-os (Marcos 6:13). Alguns entendem que o óleo era usado como remédio, conforme o costume judaico. Mas é mais provável que fosse um sinal de cura milagrosa, usado por ordem de Cristo, ainda que essa ordem não esteja registrada aqui. Mais tarde, ele foi utilizado pelos presbíteros da igreja, a quem o Espírito concedera o dom de curar (Tiago 5:14). Como a unção com óleo estava ligada a esse poder especial, e esse poder já cessou há muito tempo, o sinal também cessou com ele.

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