Versículo em destaque
Jeremias 52:12 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" No sétimo dia do quinto mês, no décimo nono ano do reinado de Nabucodonosor, rei da Babilônia, Nebuzardã, chefe da guarda e servidor do rei da Babilônia, entrou em Jerusalém, "
Jeremias 52:12
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
10 Diante de seus olhos, seus filhos foram degolados em Rebla, assim como todos os chefes de Judá.
11 Em seguida, arrancaram-lhe os olhos e, depois de o prenderem com cadeias de bronze, levaram-no para a Babilônia, onde permaneceu encarcerado até o dia de sua morte.
12 No sétimo dia do quinto mês, no décimo nono ano do reinado de Nabucodonosor, rei da Babilônia, Nebuzardã, chefe da guarda e servidor do rei da Babilônia, entrou em Jerusalém,
13 pôs fogo no Templo do Senhor, no palácio real e em todas as casas da cidade, e entregou às chamas as casas dos maiorais.
14 Em seguida, as tropas dos caldeus que acompanhavam o chefe da guarda demoliram as muralhas que cercavam Jerusalém.
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Este versículo introduz o relato do terrível estrago que o exército caldeu causou cerca de um mês depois da tomada de Jerusalém, sob o comando de Nebuzaradã, “capitão da guarda”, isto é, o comandante militar encarregado daquela operação. Em outra forma de designá‑lo, ele é chamado de chefe dos carrascos ou executores. Soldados são, em certo sentido, homens de matança, e Deus os utiliza como instrumentos para executar o seu juízo sobre um povo pecador.
Nebuzaradã era o chefe desses soldados, mas, no que fez, não demonstrou qualquer consideração para com Deus. Serviu ao rei da Babilônia e a seus próprios planos ao entrar em Jerusalém, indo até o coração da cidade como capitão dos homens da matança. Primeiro, queimou o templo depois de dele retirar tudo o que tinha valor. Ateou fogo à casa do Senhor, aquela casa santa e formosa em que os pais deles haviam louvado a Deus (Isaías 64:11).
Ele também incendiou o palácio real, provavelmente aquele que Salomão construíra depois do templo, e que desde então servia de casa dos reis. Queimou todas as casas de Jerusalém, isto é, as casas dos grandes, ou pelo menos as que estão em foco aqui. Se algum lar escapou, foram apenas as pobres casinhas deixadas para os pobres da terra.
Ele derrubou todos os muros de Jerusalém, como se quisesse vingar‑se de uma cidade que resistira tanto tempo ao seu exército. Assim, a cidade fortificada foi transformada em ruínas (Isaías 25:2). Também levou muitos cativos (Jeremias 52:15). Tomou alguns dos pobres que estavam na cidade, mas deixou “os pobres da terra”, isto é, o povo do campo, para serem vinhateiros e lavradores.
Levou ainda o restante do povo que ficara na cidade, os que escaparam da espada e da fome, junto com os desertores, segundo a sua escolha — ou, na verdade, segundo a escolha de Deus. Deus já determinara que alguns morreriam de peste, outros pela espada, outros de fome, e outros iriam para o cativeiro (Jeremias 15:2). Mas o que aqui é descrito mais detalhadamente é o levar dos utensílios da casa de Deus.
Tudo o que tinha maior valor já fora levado antes: os vasos de prata e de ouro. Ainda restavam, porém, algumas peças desse tipo, e agora também foram tomadas (Jeremias 52:19). A maior parte do despojo do templo levado desta vez era de bronze, material de menor valor, e por isso deixado para o fim. Quando o ouro foi embora, o bronze logo o seguiu, porque o povo continuou sem se arrepender, como Jeremias havia advertido (Jeremias 27:19). Quando os muros da cidade foram derrubados, as colunas do templo também foram arrancadas. Ambos os atos mostravam que Deus, que tinha sido a força e o apoio da vida civil e do culto do povo, os havia deixado.
Nenhum muro consegue proteger um povo, e nenhuma coluna consegue sustentá‑lo, se Deus retira o seu favor. As colunas do templo não estavam ali para segurar um edifício, pois nada se erguia sobre elas. Estavam ali por beleza e por significado. Seus nomes eram Jaquim, que quer dizer “Ele estabelecerá”, e Boaz, que quer dizer “Nele está a força”. Quando foram quebradas, isso indicava que Deus já não estabeleceria a sua casa nem seria a sua força.
Essas colunas são descritas em detalhes (Jeremias 52:21-23; ver também 1 Reis 7:15), para que a sua grande beleza e imponência tornassem ainda mais sentida a dor por sua destruição. Todos os utensílios usados no altar de bronze também foram levados, porque o pecado de Jerusalém, como o da casa de Eli, não podia ser expiado com sacrifícios ou ofertas (1 Samuel 3:14).
É dito que “o bronze de todos estes vasos era em peso incalculável” (Jeremias 52:20). Isso já era verdade quando foram feitos, pois a quantidade de bronze não foi previamente pesada nem apurada (1 Reis 7:47; 2 Crônicas 4:18). E também foi verdade quando foram destruídos. Os que os tomaram não se deram ao trabalho de pesá‑los, como fariam compradores, porque tudo o que levavam já consideravam como posse sua.
Deste capítulo
Jeremias 52:1
"Sedecias tinha vinte e um anos quando começou a reinar. Seu reinado durou onze anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Amital, era filha de Jeremias e natural de Lebna."
Jeremias 52:2
"Assim como Joaquin, ele também praticou o mal aos olhos do Senhor."
Jeremias 52:3
"Isso aconteceu em Jerusalém e Judá porque o Senhor, em sua cólera, quis repeli-los para longe de sua presença. Sedecias se revoltou contra o rei da Babilônia."
Jeremias 52:4
"No nono ano de seu reinado, no décimo dia do décimo mês, Nabucodonosor foi com todo o seu exército contra Jerusalém, armando e construindo fortificações ao redor dela."
Jeremias 52:5
"O cerco da cidade continuou até o décimo primeiro ano do reinado de Sedecias."
Jeremias 52:6
"No nono dia do quarto mês, como a fome tivesse invadido a cidade e a população não tivesse o que comer,"
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