Versículo em destaque
Hebreus 3:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Portanto, irmãos santos, participantes da vocação que destina vocês à herança do céu, considerem o mensageiro e pontífice da fé que professamos, Jesus. "
Hebreus 3:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 Portanto, irmãos santos, participantes da vocação que destina vocês à herança do céu, considerem o mensageiro e pontífice da fé que professamos, Jesus.
2 Ele é fiel àquele que o constituiu, assim como Moisés também foi fiel em toda a sua casa.
3 Porém, ele é considerado muito superior em glória a Moisés, tanto quanto o fundador de uma casa é mais digno do que a própria casa.
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Nesses versículos aplica-se a verdade que Paulo já havia ensinado sobre o sacerdócio do Senhor Jesus Cristo. Agora ele exorta os cristãos, com calor e seriedade, a manterem Cristo muito em mente e a lhe darem atenta consideração. Ninguém no céu ou na terra merece mais atenção e consideração do que Jesus.
Para fortalecer esse apelo, Paulo primeiro usa um título carinhoso para seus leitores: “irmãos santos, participantes da vocação celestial”. Eles são irmãos, não apenas de Paulo, mas de Cristo, e em Cristo são irmãos de todo o povo de Deus. Todo o povo de Deus deve amar-se mutuamente e viver como família. São irmãos santos, santos não apenas de nome ou profissão, mas de coração e de vida.
Alguns já usaram esse título como brincadeira ou insulto, mas é algo perigoso zombar da santidade. Os que são desprezados por pertencerem a Cristo devem procurar ser realmente santos, e assim não precisarão se envergonhar desse nome. Um dia, os que hoje zombam do povo santo de Deus considerarão o maior privilégio e felicidade pertencer a essa família santa. Esses crentes também são participantes da vocação celestial, porque compartilham dos meios da graça e do Espírito de graça que vêm do céu. Por meio desse chamado, Deus tira as pessoas das trevas para a sua maravilhosa luz e as prepara para viverem com ele no céu.
Em seguida, Paulo apresenta os títulos de Cristo, a quem eles devem considerar. Ele é o apóstolo da nossa confissão, ou seja, o grande enviado de Deus para revelar a fé e a esperança que confessamos. Ele é também o sumo sacerdote da nossa confissão, aquele que se oferece por nossos pecados e agora intercede por nós para que sejamos aceitos por Deus. Ele é o Cristo, o Messias, plenamente ungido e capacitado para exercer ambos os ofícios. Ele é Jesus, nosso Salvador e curador, o grande médico das almas, como a serpente de bronze que Moisés levantou no deserto, para que todo aquele que a olhasse fosse salvo.
O dever, portanto, é considerar Cristo com atenção cuidadosa. Pensar em quem ele é em si mesmo, o que ele é para nós agora e o que será para nós para sempre. Fixar os pensamentos nele com atenção concentrada e agir para com ele de modo coerente com isso. Muitos que professam fé em Cristo não pensam nele tanto quanto deveriam. No entanto, os que esperam dele a salvação devem trazê-lo com frequência à memória.
Esse tipo de consideração atenta sobre Cristo nos faria imenso bem. Aprofundaria nosso conhecimento dele, despertaria nosso amor e obediência, e fortaleceria nossa confiança nele. Mesmo irmãos santos e participantes da vocação celestial precisam exortar-se mutuamente a pensar mais em Cristo. Os melhores crentes ainda pensam nele com frequência muito pequena e de forma muito superficial. Também precisamos pensar em Cristo conforme as Escrituras o apresentam, e não segundo nossas próprias suposições ou fantasias.
Paulo dá várias razões para esse dever. Em primeiro lugar, Cristo é fiel àquele que o constituiu, assim como Moisés foi fiel em toda a casa de Deus. Cristo é o Mediador designado, aquele que se coloca entre Deus e os pecadores por envio e aprovação do próprio Deus. Ele cumpre fielmente cada parte dessa missão e executa plenamente o encargo que lhe foi confiado pelo Pai e pelo seu povo. Nesse ponto, ele é tão fiel a Deus quanto Moisés foi na igreja do Antigo Testamento, e isso tinha grande peso para os leitores judeus, que honravam Moisés de maneira tão elevada.
Paulo também argumenta a partir da glória e excelência superiores de Cristo em relação a Moisés, de modo que os crentes ficam ainda mais obrigados a considerá-lo. Cristo edificou a casa, enquanto Moisés foi apenas parte dela. Pela “casa”, Paulo entende a igreja de Deus, o povo reunido debaixo de Cristo, seu Cabeça, com líderes e ordem segundo a sua lei. Cristo formou essa casa em todas as eras. Moisés serviu dentro dela, debaixo de Cristo, para ajudar a governá-la e edificá-la, mas Cristo é o criador de todas as coisas, porque ele é Deus. Só Deus poderia edificar a igreja, assim como só Deus pôde criar o mundo.
A igreja precisou do mesmo poder todo-poderoso que formou o mundo, porque Deus a constituiu a partir de pessoas que, por si mesmas, não eram aptas para tal obra. Cristo traçou o plano, providenciou os materiais e, por seu poder, formou deles um povo para si. Ele uniu e ordenou essa casa e a coroou com a sua própria presença, que é a verdadeira glória dela. Cristo é também o Senhor dessa casa, além de seu edificador. A casa é chamada de sua casa como Filho de Deus. Moisés foi apenas um servo fiel, dando testemunho das coisas que haviam de ser reveladas depois. Cristo, como o Filho eterno, é o legítimo dono e governante da igreja.
Paulo conclui aplicando isso aos crentes com consolo: “da qual casa somos nós”. Cada crente é, pessoalmente, habitação de Deus, porque o Espírito Santo habita nele e Cristo habita nele pela fé. E todos os crentes juntos formam uma unidade, ligados pela graça, pela verdade, pelas ordenanças, pela disciplina da igreja e pela adoração em comum.
Os que pertencem a essa casa são identificados assim: conservam firme até o fim a sua confiança e a exultação da esperança. Isso significa que mantêm uma confissão corajosa e aberta das verdades do evangelho, verdades nas quais se apoia sua esperança de graça e de glória. Vivem à luz dessas esperanças e encontram nelas uma santa alegria, perseverando firmemente até o fim, aconteça o que acontecer.
Vemos, portanto, que não basta apenas começar bem nos caminhos de Cristo. É necessário também constância e perseverança até o fim. Aqui está o caminho para os que desejam participar da honra e dos privilégios da casa de Cristo.
Primeiro, é preciso acolher as verdades do evangelho tanto na mente quanto no coração. Segundo, é preciso firmar nelas a esperança de verdadeira felicidade. Terceiro, é preciso confessar abertamente essas verdades. Quarto, é preciso viver de modo coerente com elas, para que a fé permaneça nítida e seja possível continuar se alegrando na esperança. E, então, é necessário prosseguir em tudo isso até o fim.
Em resumo, é preciso andar de perto, de modo constante, corajoso e firme na fé e na prática do evangelho. Assim, quando o Senhor vier, poderá reconhecer e aprovar aqueles que são verdadeiramente seus.
Deste capítulo
Hebreus 3:2
"Ele é fiel àquele que o constituiu, assim como Moisés também foi fiel em toda a sua casa."
Hebreus 3:3
"Porém, ele é considerado muito superior em glória a Moisés, tanto quanto o fundador de uma casa é mais digno do que a própria casa."
Hebreus 3:4
"Pois toda casa tem seu construtor, mas o construtor de todas as coisas é Deus."
Hebreus 3:5
"Moisés foi fiel em toda a sua casa, como servo e testemunha das palavras de Deus."
Hebreus 3:6
"Cristo, porém, foi fiel como Filho à frente de sua própria casa. E sua casa somos nós, contanto que permaneçamos firmes até o fim, professando corajosamente a nossa fé e orgulhosos da esperança que nos pertence."
Hebreus 3:7
"Por isso, como diz o Espírito Santo: Hoje, se vocês ouvirem a sua voz,"
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