Versículo em destaque
Gênesis 49:22 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" José é broto de uma árvore fértil, broto de uma árvore fértil junto à nascente: seus ramos crescem acima do muro. "
Gênesis 49:22
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
20 Aser tem um pão saboroso, que constitui as delícias dos reis.
21 Neftali é uma gazela solta, que tem lindos filhotes.
22 José é broto de uma árvore fértil, broto de uma árvore fértil junto à nascente: seus ramos crescem acima do muro.
23 Provocam-no, atiram contra ele, atacam-no os flecheiros,
24 mas seu arco permanece firme, seus braços e mãos desembaraçados pelas mãos do Poderoso de Jacó, pelo nome do Pastor, que é a pedra de Israel,
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As Bem-Aventuranças (5 Dias)
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Jacó conclui com as bênçãos dirigidas a seus dois filhos mais amados, José e Benjamim. Ele fala deles já à beira da morte. A bênção sobre José é especialmente cheia e rica.
José é comparado a um ramo frutífero, ou a uma árvore jovem, porque Deus o tinha feito frutificar na terra da sua aflição, e o próprio José reconheceu isso (Gênesis 41:52). Seus dois filhos são como ramos de uma videira ou de outra planta que se espalha e cresce por cima de um muro. Deus pode tornar pessoas que antes pareciam secas e mirradas em pessoas frutíferas, que trazem grande consolo para si mesmas e para outros.
Está registrado mais sobre a história de José do que sobre qualquer outro dos filhos de Jacó. Assim, o que Jacó diz a respeito dele é ao mesmo tempo história e profecia. Olha para trás, para o que Deus já tinha feito, e aponta para frente, para o que Deus ainda faria.
Primeiro, Jacó fala dos tratos de Deus com José em (Gênesis 49:23-24). Ele menciona essas coisas para dar honra a Deus e também fortalecer a própria fé e esperança. Deus tinha bênçãos reservadas para a família de José.
José teve muitos inimigos e muitas aflições, embora agora vivesse em honra e comodidade. Jacó o faz lembrar-se do caminho difícil que já tinha percorrido. Esses inimigos são chamados de flecheiros, porque eram hábeis em fazer o mal e persegui-lo. Eles o odiavam, e é daí que começa a perseguição. Atiraram contra ele flechas envenenadas e lhe causaram profunda dor.
Seus irmãos, na casa de seu pai, foram amargos contra ele. Zombaram dele, o despiram, o ameaçaram, o venderam e pensaram tê-lo matado. A mulher de Potifar, na casa de Potifar, o oficial egípcio de quem José era servo, também o afligiu profundamente. Ao tentar seduzi-lo e fracassar, passou a odiá-lo e a atacá-lo com falsas acusações. Contra tais flechas, há pouca proteção, exceto o domínio que Deus mantém sobre a consciência até das pessoas piores. Provavelmente José também teve inimigos na corte de Faraó, que invejavam sua ascensão e tentavam derrubá-lo.
Mesmo assim, José permaneceu firme em meio a tudo isso. Seu arco ficou forte, isto é, sua fé não falhou. Ele se manteve em pé e saiu como vencedor. Os braços de suas mãos foram fortalecidos, o que significa que as demais graças em sua vida também operaram: sua sabedoria, sua coragem e sua paciência, que valem mais do que armas de guerra. Ele conservou tanto a integridade quanto a paz em todas as provações. Suportou seus fardos com firme resolução e não fez nada indigno de si mesmo.
A fonte de toda essa força foi a mão do Deus poderoso, capaz de fortalecê-lo, e o Deus de Jacó, que estava em aliança com ele e, por isso, comprometido a ajudá-lo. Toda força para resistir à tentação e suportar a aflição vem de Deus. Sua graça é suficiente, e seu poder se aperfeiçoa na fraqueza.
Por meio daquele caminho estranho pelo qual guiou José, Deus o levantou para ser o pastor e a pedra, aquele que sustentou e fortaleceu Israel, isto é, Jacó e sua família. Nisso, José aponta para Cristo. Como José, Cristo foi odiado e atacado, mas foi sustentado em meio ao sofrimento (Isaías 50:7-9) e depois foi exaltado para ser o pastor e a pedra. José também aponta para a igreja e para os crentes em geral. O inferno lança flechas contra os santos, mas o céu os protege e fortalece, e por fim os coroará.
Depois, Jacó se volta para as promessas de Deus a José. Elas estão ligadas ao que já tinha acontecido: o Deus de Jacó, que o tinha ajudado, continuaria a ajudá-lo (Gênesis 49:25). O que Deus já fez por nós é motivo para continuarmos confiando nele. Aquele que já nos ajudou, ajudará de novo, e podemos construir nossa confiança futura sobre os auxílios passados de Deus como sobre pedras firmes.
José podia esperar ajuda do Todo-Poderoso, o Deus de seu pai. Deus o ajudaria nos perigos e aflições que ainda viriam, e ajudaria também os descendentes de José em suas guerras. Josué, que mais tarde liderou Israel em batalha, veio dessa linhagem. Deus também abençoaria José, pois é Deus quem, de fato, concede a bênção.
Jacó pede bênçãos para José, mas é Deus quem ordena a bênção. São muitas e ricas. Incluem bênçãos dos céus acima, como chuva a seu tempo, bom tempo na estação certa e a boa influência dos corpos celestes. Incluem também bênçãos do abismo que está embaixo, ou seja, as fontes escondidas da terra e suas minas. As bênçãos espirituais são as bênçãos lá do alto, e devemos desejá-las em primeiro lugar. As bênçãos terrenas devem ocupar lugar mais baixo no nosso apreço e valor.
As bênçãos do ventre e dos seios são concedidas quando as crianças nascem com segurança e são alimentadas. Na palavra de Deus, por meio da qual somos regenerados e nutridos à medida que a nova vida cresce em nós (1 Pedro 1:23; 1 Pedro 2:2), também há bênçãos do ventre e dos seios para o novo homem.
Essas também são bênçãos marcantes e maiores, que em certos aspectos ultrapassam as dos antepassados de Jacó (Gênesis 49:26). Isaque teve apenas uma bênção para dar e, depois de tê-la dado a Jacó, não restou outra para Esaú. Mas Jacó teve uma bênção para cada um de seus doze filhos e, por fim, uma muito abundante para José. A principal bênção de família era o crescimento, e esse crescimento se tornou muito mais visível e rápido depois da bênção de Jacó do que depois da de Abraão ou de Isaque. Logo após a morte de Jacó, sua família se multiplicou grandemente.
Essas bênçãos também são duradouras e se estendem longe, até os confins dos outeiros eternos, englobando todo o produto dos montes mais férteis e durando enquanto esses montes existirem (Isaías 54:10). As bênçãos do Deus eterno incluem as riquezas dos montes eternos, e muito mais. Assim, essas bênçãos repousariam sobre a cabeça de José como uma coroa para honrá-lo e um elmo para protegê-lo.
José tinha sido separado de seus irmãos por um tempo. Alguns entendem que isso significa que ele foi posto à parte entre eles, como um nazireu, alguém consagrado a Deus, mais excelente do que seus irmãos. Não é novidade que as melhores pessoas sejam tratadas como as piores, nem que aqueles que são assim separados em meio a seus irmãos sejam lançados fora e afastados deles. Mas a bênção de Deus compensa tudo isso.
Deste capítulo
Gênesis 49:1
"Jacó chamou seus filhos e lhes disse:"
Gênesis 49:2
"Reúnam-se e ouçam, filhos de Jacó. Escutem Israel, pai de vocês."
Gênesis 49:3
"Rúben, você é o meu primogênito, minha força, primícias do meu vigor. Notável em dignidade e notável em poder."
Gênesis 49:4
"Transbordante como a água, você não terá o primeiro lugar, porque subiu ao leito de seu pai e, desse modo, maculou o meu leito."
Gênesis 49:5
"Simeão e Levi são irmãos; suas espadas são instrumentos de violência."
Gênesis 49:6
"Minha alma não participe de suas maquinações, meu coração jamais se associe às suas reuniões! Porque, em sua cólera, mataram homens e, em seu furor, enervaram touros."
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