Versículo em destaque
1 Pedro 3:18 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Pois também Cristo morreu uma vez pelos nossos pecados — o Justo pelos injustos — para nos conduzir a Deus. Padeceu a morte em sua carne, mas foi vivificado quanto ao espírito. "
1 Pedro 3:18
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
16 Tenham uma consciência reta, a fim de que, mesmo naquilo em que falam mal de vocês, sejam confundidos os que desacreditam o santo procedimento de vocês em Cristo.
17 Aliás, é melhor padecer, se Deus assim o quiser, por fazer o bem do que por fazer o mal.
18 Pois também Cristo morreu uma vez pelos nossos pecados — o Justo pelos injustos — para nos conduzir a Deus. Padeceu a morte em sua carne, mas foi vivificado quanto ao espírito.
19 É nesse mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos no cárcere, àqueles que, no passado, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes,
20 quando Deus aguardava com paciência, enquanto a arca era edificada, na qual poucas pessoas, isto é, apenas oito, se salvaram por meio da água.
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Aqui, o apóstolo apresenta Cristo como exemplo para nos ajudar a suportar o sofrimento com paciência. Sentimos o peso disso quando observamos as partes dessa declaração. O próprio Jesus Cristo não foi poupado de sofrimentos nesta vida, embora não tivesse culpa alguma e pudesse ter evitado toda dor, se quisesse.
A razão do sofrimento de Cristo foram os pecados dos seres humanos: Cristo padeceu pelos pecados. Seus sofrimentos foram um verdadeiro castigo, destinado a tratar do pecado e fazer expiação, isto é, um pagamento que remove a culpa e estabelece paz com Deus. Isso alcança todo tipo de pecado. Foi o Justo que sofreu pelos injustos, como substituto em nosso lugar, levando sobre si os nossos pecados. Aquele que não conheceu pecado sofreu no lugar dos que não conheciam justiça.
O sacrifício de Cristo foi tão completo e perfeito que Ele precisou sofrer apenas uma vez. Os sacrifícios da lei antiga eram oferecidos repetidas vezes, dia após dia e ano após ano. Mas Cristo, oferecido uma vez, tira o pecado (Hebreus 7:27; 9:26, 9:28; 10:10, 10:12, 10:14).
O bendito propósito do sofrimento do Senhor foi levar-nos a Deus, reconciliar-nos com Ele e dar-nos acesso ao Pai (Efésios 2:13, 2:18; 3:12; Hebreus 10:21, 10:22). Esse sofrimento também tornou a nós mesmos e o nosso serviço aceitáveis diante de Deus e nos conduz à glória eterna. No fim, Cristo foi morto quanto à sua natureza humana, mas foi vivificado e ressuscitado pelo Espírito.
Se Cristo não foi poupado de sofrer, por que os cristãos deveriam esperar ser poupados? Se Ele sofreu para tratar do pecado, por que não deveríamos nos conformar quando nossos sofrimentos servem apenas para prova e correção, e não como pagamento por pecados? Se Ele, sendo perfeitamente justo, sofreu, por que não nós, que somos todos culpados? Se Ele sofreu uma vez e depois entrou na glória, não devemos ser pacientes nas aflições, já que serão apenas por um pouco de tempo e depois O seguiremos na glória? Se Ele sofreu para nos levar a Deus, não devemos nós nos submeter às durezas, já que são úteis para nos fazer voltar a Deus e ajudar-nos a cumprir o nosso dever para com Ele?
Em seguida, o apóstolo passa do exemplo de Cristo para o mundo antigo e apresenta aos judeus, a quem escrevia, o desfecho diferente para aqueles que creram e obedeceram a Cristo, que pregava por meio de Noé, e para aqueles que permaneceram desobedientes e incrédulos. Ele está advertindo os judeus de que se encontravam sob uma sentença semelhante. Deus não esperaria muito mais por eles. Agora lhes era oferecida misericórdia. Os que a aceitassem seriam salvos, mas os que rejeitassem Cristo e o evangelho seriam certamente destruídos, assim como o povo desobediente nos dias de Noé.
Para explicar isso, é preciso notar o pregador, os ouvintes, o pecado deles e o resultado. O pregador era Cristo Jesus, que tem agido na vida da igreja e do mundo desde que foi pela primeira vez prometido a Adão (Gênesis 3:15). Ele não foi de um lugar a outro por movimento local, mas por uma atuação especial, como a Escritura frequentemente fala do “vir” e “agir” de Deus (Gênesis 11:5; Oséias 5:15; Miqueias 1:3). Ele foi e pregou por meio do seu Espírito, que contendeu com eles, inspirou e capacitou Enoque e Noé a suplicar em favor deles e a lhes pregar justiça (2 Pedro 2:5).
Os ouvintes eram as pessoas do mundo antigo. Porque, quando o apóstolo fala deles, já estavam mortos e sem corpo, ele com razão os chama de espíritos em prisão. Ele não quer dizer que estivessem em prisão quando Cristo lhes pregou, como alguns afirmam, mas que agora se encontram assim. O pecado deles foi desobediência, isto é, rebeldia, dureza e incredulidade. Sua culpa é agravada pela paciência e longanimidade de Deus, que esperou por eles cento e vinte anos enquanto Noé preparava a arca. Essa arca, junto com a pregação de Noé, lhes dava um aviso claro do que estava por vir.
O resultado foi evidente. Seus corpos foram afogados, e seus espíritos foram enviados ao inferno, que é chamado de prisão (Mateus 5:25; 2 Pedro 2:4, 2:5). Mas Noé e sua família, que creram e obedeceram, foram salvos na arca.
De tudo isso aprendemos que Deus mantém um cuidadoso registro de todos os meios e vantagens que pessoas de todas as épocas tiveram para a salvação de suas almas. É lançado em conta contra o mundo antigo que Cristo lhes ofereceu ajuda, enviou o seu Espírito, deu-lhes um aviso claro por meio de Noé e esperou longamente por sua mudança. Embora a paciência de Deus possa demorar muito sobre os pecadores, ela terá fim. Não condiz com a grandeza de Deus esperar para sempre, em vão, pelo ser humano.
Aprendemos também que os espíritos dos pecadores desobedientes, assim que deixam seus corpos, são entregues à prisão do inferno, de onde não há saída. E aprendemos que o caminho seguido pela maioria nem sempre é o melhor, o mais sábio ou o mais seguro. É melhor seguir os oito que entraram na arca do que os muitos milhões que foram afogados pelo dilúvio e condenados ao inferno.
Deste capítulo
1 Pedro 3:1
"Vocês também, mulheres, sejam submissas aos seus maridos. Se alguns não obedecem à palavra, serão conquistados, mesmo sem a palavra da pregação, pelo simples procedimento de suas mulheres,"
1 Pedro 3:2
"ao observarem a vida casta e reservada de vocês."
1 Pedro 3:3
"Que o adorno de vocês não seja o que aparece externamente: cabelos trançados, ornamentos de ouro e vestidos elegantes;"
1 Pedro 3:4
"mas tenham aquele adorno interior e oculto do coração, a pureza incorruptível de um espírito suave e pacífico, o que é tão precioso aos olhos de Deus."
1 Pedro 3:5
"Era assim que, no passado, se adornavam as santas mulheres que esperavam em Deus; eram submissas a seus maridos,"
1 Pedro 3:6
"como Sara, que obedecia a Abraão, chamando-o de senhor. Vocês se tornam filhas dela pela prática do bem, sem temor de perturbação alguma."
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