Versículo em destaque
Colossenses 2:13 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Mortos pelos pecados de vocês e pela incircuncisão da sua carne, chamou vocês novamente à vida em companhia com ele. É ele que nos perdoou todos os pecados, "
Colossenses 2:13
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
11 Nele vocês também foram circuncidados com uma circuncisão não feita por mão de homem, mas com a circuncisão de Cristo, que consiste no despojamento de nosso ser carnal.
12 Sepultados com ele no batismo, com ele vocês também ressuscitaram pela fé de vocês no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos.
13 Mortos pelos pecados de vocês e pela incircuncisão da sua carne, chamou vocês novamente à vida em companhia com ele. É ele que nos perdoou todos os pecados,
14 cancelando o documento escrito contra nós, cujas prescrições nos condenavam. Aboliu-o definitivamente ao encravá-lo na cruz.
15 Espoliou os principados e potestades e os expôs ao ridículo, triunfando deles pela cruz.
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O apóstolo aqui mostra os grandes privilégios que os cristãos têm acima dos judeus. São privilégios realmente grandiosos.
A morte de Cristo é a nossa vida: “E, quando vós estáveis mortos nos pecados e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele” (Colossenses 2:13). Uma vida de pecado é um estado de morte espiritual. Quem vive no pecado está morto em seus pecados. Assim como a morte física é a separação da alma e do corpo, a morte espiritual é a separação da alma de Deus e do seu favor. E, assim como o corpo apodrece depois da morte, o pecado é a corrupção e a ruína da alma.
Um morto não pode ajudar a si mesmo por sua própria força; da mesma forma, uma pessoa presa no pecado é moralmente impotente. Ela ainda pode ter capacidades naturais, como ser humano, mas não tem poder espiritual até que Deus lhe dê nova vida. Isso se aplica especialmente ao mundo gentílico, que vivia na impiedade. Eles estavam mortos na incircuncisão da carne, estranhos à aliança da promessa e sem Deus no mundo (Efésios 2:11-12). Por causa da sua incircuncisão, estavam mortos em seus pecados.
Isso também pode apontar para a incircuncisão espiritual, isto é, o estado corrupto da natureza humana. Nesse sentido, mostra que estamos mortos diante da lei e mortos em nossa condição. Mortos diante da lei significa condenados, como um homem já sentenciado à morte. Os pecadores, por causa da culpa do pecado, estão debaixo da sentença da lei e já estão condenados (João 3:18). Mortos em nossa condição significa ter um coração não santificado, um coração incircunciso. Esse é o nosso estado por natureza.
Por meio de Cristo, nós que estávamos mortos em pecados fomos vivificados. Isso significa que Deus providenciou plenamente tanto para remover a culpa do pecado quanto para quebrar o seu poder e domínio. Somos vivificados juntamente com Cristo porque somos unidos a ele e feitos semelhantes a ele. A morte de Cristo é a morte dos nossos pecados, e a ressurreição de Cristo é a vida das nossas almas.
Por meio dele também temos o perdão dos pecados: “perdoando-vos todas as ofensas”. Esse perdão faz parte da nossa nova vida. O perdão do crime é a vida do criminoso. E isso vem por meio da ressurreição de Cristo, bem como de sua morte, pois ele morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação, isto é, para que fôssemos declarados justos diante de Deus (Romanos 4:25).
Tudo o que estava contra nós foi tirado do caminho. Ele garantiu uma libertação legal do “escrito de ordenanças” que nos era contrário (Colossenses 2:14). Isso pode significar a obrigação de sofrer a pena que acompanha a culpa do pecado. A maldição da lei é como uma acusação escrita contra nós, como a escrita na parede no tempo de Belsazar. “Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas.” Isso era um registro contra nós, e contra nós da maneira mais forte possível, porque ameaçava ruína eterna.
Esse fardo foi removido quando Cristo nos remiu da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós (Gálatas 3:13). Ele tirou essa acusação para todos os que se arrependem e creem. Quando foi pregado na cruz, a maldição foi, por assim dizer, cravada ali com ele. Nossa corrupção interior também é crucificada com Cristo, pelo poder da sua cruz. Quando recordamos a morte do Senhor Jesus e o contemplamos pregado na cruz, devemos ver ali o registro que havia contra nós sendo tirado do meio.
Isso também pode se referir à lei cerimonial, o “escrito de ordenanças”, isto é, a lei dos rituais e mandamentos expressos em ordenanças (Efésios 2:15). Essa lei era um peso para os judeus e um muro de separação para os gentios. O Senhor Jesus a tirou do meio e a pregou na cruz, isto é, encerrou a sua força obrigatória, de forma que todos pudessem ver que não era mais exigida. Quando a realidade chegou, as sombras desapareceram. Ela foi abolida; o que envelhece e se torna antiquado está prestes a desaparecer (Hebreus 8:13). As palavras aludem ao antigo costume de anular um documento de dívida, seja riscando o que estava escrito, seja atravessando-o com um prego.
Ele também conquistou para nós uma gloriosa vitória sobre os poderes das trevas: “E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo” (Colossenses 2:15). Assim como a maldição da lei estava contra nós, também o poder de Satanás estava contra nós. Cristo tratou com Deus como Juiz e nos remiu das mãos da justiça pagando o preço. Mas das mãos de Satanás, o executor, ele nos remiu pelo poder, com mão forte. Ele levou cativo o cativeiro.
O diabo e todas as potestades do inferno foram vencidos e despojados de seu poder pelo Redentor que morreu. A primeira promessa já apontava para isso, pois o ferimento no calcanhar de Cristo em seus sofrimentos significou o esmagamento da cabeça da serpente (Gênesis 3:15). As palavras aqui são elevadas e majestosas. É como se fôssemos convidados a contemplar essa grande cena. O Redentor venceu morrendo. Sua coroa de espinhos tornou-se, por assim dizer, uma coroa de vitória.
Ele despojou os inimigos, quebrou o poder do diabo, derrotou-o e o deixou incapacitado. Também o expôs publicamente, envergonhando-o diante de anjos e de homens. Jamais o reino do diabo havia recebido golpe tão mortal como o que veio do Senhor Jesus. Ele os prendeu ao seu carro de triunfo e saiu em vitória, vencendo e para vencer, como um general romano vitorioso voltando da batalha. Ele triunfou sobre eles na cruz e por meio da sua morte ou, como alguns entendem, em si mesmo, por seu próprio poder. Ele pisou sozinho o lagar, e ninguém, dentre o povo, esteve com ele.
Deste capítulo
Colossenses 2:1
"Desejo realmente que vocês estejam informados do árduo combate que sustento por amor a vocês e aos de Laodiceia, assim como a todos os que ainda não me viram pessoalmente!"
Colossenses 2:2
"Tudo sofro para que os seus corações sejam reconfortados e para que, estreitamente unidos pela caridade, sejam enriquecidos com uma plenitude de inteligência, a fim de conhecerem o mistério de Deus, isto é, Cristo,"
Colossenses 2:3
"no qual estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento."
Colossenses 2:4
"Digo isso a vocês para que ninguém os engane com discursos sedutores."
Colossenses 2:5
"Porque, embora corporalmente distante, estou presente a vocês em espírito e me alegro ao ver a firmeza da fé de vocês em Cristo."
Colossenses 2:6
"Como vocês receberam (de nossa pregação) o Senhor Jesus Cristo, vivam nele,"
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