Versículo em destaque
1 Pedro 2:13 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Por amor do Senhor, sejam submissos, pois, a toda autoridade humana, "
1 Pedro 2:13
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
11 Caríssimos, rogo a vocês que, como estrangeiros e peregrinos, se abstenham dos desejos da carne, que combatem contra a alma.
12 Comportem-se nobremente entre os pagãos. Assim, naquilo em que caluniam vocês como malfeitores, chegarão, considerando suas boas obras, a glorificar a Deus no dia em que ele os visitar.
13 Por amor do Senhor, sejam submissos, pois, a toda autoridade humana,
14 quer ao rei como soberano, quer aos governadores como enviados por ele para castigo dos malfeitores e para favorecer as pessoas honestas.
15 Porque esta é a vontade de Deus: que, praticando o bem, vocês façam emudecer a ignorância dos insensatos.
Explore estudos bíblicos guiados
Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores
As Bem-Aventuranças (5 Dias)
Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.
Prévia da sessão 1:
Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram
6 min
Salmos de Consolo (5 Dias)
Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.
Prévia da sessão 1:
O Cuidado do Pastor
5 min
Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões
Criar conta grátisComentário Bible Guided
A regra geral para a vida cristã é que ela seja honesta e íntegra. Isso não é possível a menos que a pessoa cumpra fielmente cada dever em cada relacionamento. Aqui o apóstolo trata desses deveres um por um.
Ele começa com o dever dos súditos. Os cristãos eram acusados não só de introduzir novidades na religião, mas também de causar agitação no Estado. Por isso era muito importante que o apóstolo estabelecesse regras claras quanto à obediência às autoridades civis. Ele declara que o dever exigido é sujeição, o que inclui lealdade e respeito aos governantes, obediência às suas leis e ordens justas, e disposição para aceitar os castigos legais.
Em seguida ele explica a quem essa sujeição é devida. Em sentido geral, é devida a toda instituição humana. O governo, em si, tem origem em Deus, mas a forma exata de governo, a autoridade do magistrado e as pessoas que exercem essa autoridade são definidas por leis humanas e costumes locais. Essa regra vale em toda nação, qualquer que seja o seu regime. Mais especificamente, é devida ao rei, como o que é superior em posição e honra, e também aos governadores, delegados, procônsules e administradores provinciais enviados por ele e que agem sob sua comissão.
O apóstolo apresenta várias razões para esse dever. Uma é “por amor do Senhor”, porque Deus instituiu o governo para o bem da vida humana e ordenou obediência e sujeição (Romanos 13:1-14). Outra é o propósito do cargo do governante: castigar os que fazem o mal e louvar e incentivar os que fazem o bem. As autoridades civis foram estabelecidas para o bem da sociedade; se esse objetivo não é alcançado, a falha está na conduta dos ocupantes do cargo, não no ofício em si. A verdadeira religião é o maior apoio do governo civil, pois exige sujeição por causa do Senhor e por causa da consciência. Além disso, nenhum tipo de castigo ou governo pode impedir totalmente a existência de pessoas más. A melhor forma de os governantes cumprirem seu dever e melhorarem a sociedade é punindo bem e recompensando bem.
Outra razão para que os cristãos se sujeitem, mesmo sob um mau governante, é que isso é vontade de Deus e, portanto, seu dever. Isso também ajuda a emudecer as falsas acusações de pessoas ignorantes e insensatas (1 Pedro 2:15). A vontade de Deus deve ser o motivo mais forte para qualquer pessoa piedosa obedecer. A obediência às autoridades é uma parte importante do dever cristão. O cristão deve procurar, em todos os relacionamentos, portar-se de tal maneira que as calúnias infundadas de pessoas ignorantes e insensatas sejam envergonhadas. Os que falam contra a religião e contra os religiosos demonstram, com isso, ser ignorantes e insensatos.
Ele então lembra aos crentes a natureza espiritual da liberdade cristã. Os judeus, a partir de Deuteronômio 17:15, concluíram que não estavam obrigados a obedecer a nenhum governante que não fosse de entre o próprio povo. Judeus convertidos podiam imaginar que o vínculo com Cristo os livrava de toda sujeição. Para corrigir esse erro, o apóstolo afirma que os cristãos são livres, mas livres de quê? Não do dever ou da obediência à lei de Deus, que ainda exige sujeição às autoridades civis. Eles são livres, espiritualmente, da escravidão do pecado e de Satanás e da lei cerimonial. Mas não devem usar a liberdade cristã como disfarce para qualquer mal, nem como desculpa para negligenciar deveres para com Deus ou para com os superiores. Devem lembrar sempre que são servos de Deus.
Todos os servos de Cristo são verdadeiramente livres (João 8:36). São livres do domínio de Satanás, da condenação da lei, da ira de Deus, do peso que faz o dever parecer penoso e do medo da morte. Contudo, os servos de Jesus Cristo devem ter cuidado para não abusar dessa liberdade. Nunca devem usar a liberdade cristã como esconderijo para a maldade ou para a desobediência aos que estão colocados sobre eles.
Disso aprendemos, em primeiro lugar, que os verdadeiros cristãos são chamados a sofrer e, portanto, devem esperar o sofrimento. Pela própria natureza do discipulado cristão, precisam negar a si mesmos e tomar a sua cruz. Eles são chamados por meio dos mandamentos de Cristo, pela providência de Deus e pela obra da graça divina. Também estão obrigados a sofrer, porque o próprio Jesus sofreu desse modo. Em segundo lugar, Jesus Cristo sofreu por você, ou por nós. Não foi o Pai quem sofreu, mas aquele que o Pai separou e enviou ao mundo para esse fim. Cristo sofreu em corpo e alma, e sofreu em nosso lugar e para o nosso bem (1 Pedro 2:24). Em terceiro lugar, os sofrimentos de Cristo devem acalmar nosso espírito quando enfrentamos os tratamentos mais injustos e cruéis deste mundo. Ele sofreu voluntariamente, não por si, mas por nós. Sofreu com inteira disposição e perfeita paciência, de todos os lados, embora fosse ao mesmo tempo Deus e homem. Se isso é verdade, não deveríamos nós, pecadores que merecemos coisa muito pior, sujeitar-nos aos leves incômodos desta vida, que mais tarde produzirão para nós grande bem?
Pedro então explica e amplia a questão da paciência de Cristo. Cristo sofreu injustamente e sem motivo, pois não cometeu pecado (1 Pedro 2:22). Não praticou violência nem fez mal a ninguém. Não cometeu qualquer tipo de mal. Em sua boca não se achou engano (Isaías 53:9). Suas palavras, assim como suas ações, eram sinceras, justas e retas.
Cristo também sofreu com paciência. Quando foi insultado, não retribuiu com insultos (1 Pedro 2:23). Quando falaram mal dele, zombaram e o chamaram por nomes vergonhosos, permaneceu calado e não abriu a boca. Quando foram além e lhe causaram dano real, espancando-o, batendo nele e colocando sobre sua cabeça uma coroa de espinhos, não ameaçou. Em vez disso, entregou-se e entregou sua causa a Deus, que julga com justiça, e que, a seu tempo, declararia sua inocência e puniria seus inimigos.
Aprendemos aqui que o nosso bendito Redentor era perfeitamente santo. Ele era tão livre de pecado que nenhuma tentação ou insulto conseguiu arrancar dele sequer uma palavra pecaminosa ou sem amor. Também aprendemos que nenhuma provocação pode servir de desculpa para o pecado. A grosseria, a crueldade e a injustiça dos inimigos não justificam que cristãos revidem com insultos ou vingança. Os motivos para pecar nunca serão tão fortes que não tenhamos motivos ainda mais fortes para evitar o pecado. E o juízo de Deus tratará com perfeita justiça cada pessoa e cada causa. A esse juízo devemos nos entregar com paciência e plena rendição.
Pedro então acrescenta um propósito mais pleno para a morte de Cristo, para que ninguém pense que o seu sofrimento serviu apenas como exemplo de paciência (1 Pedro 2:21-23). Ele diz: “o qual ele mesmo”, apontando para o próprio Jesus Cristo, em seu próprio corpo. Essa forma de falar é forte e importante. Mostra que ele cumpriu as antigas profecias, distingue-o dos sacerdotes levíticos, os sacerdotes do Antigo Testamento que ofereciam o sangue de outros, e não deixa espaço para que qualquer outro participe da obra de redimir a humanidade. Diz “em seu corpo” porque, embora também tenha sofrido em sua alma, os sofrimentos corporais eram visíveis e mais fáceis de compreender para aqueles servos que também estavam sofrendo.
Os sofrimentos que ele suportou foram vergastadas, feridas e morte, morte de cruz, que era morte de escravo e castigo vergonhoso. A razão de seus sofrimentos foi que ele levou sobre si os nossos pecados. Isso ensina que Cristo, em seus sofrimentos, foi responsabilizado pelos nossos pecados, como aquele que se ofereceu para removê-los oferecendo a si mesmo (Isaías 53:6). Ensina também que ele suportou a punição devida a esses pecados e assim satisfez a justiça de Deus. E mostra que ele remove os nossos pecados de sobre nós. Assim como o bode emissário, que levava sobre si os pecados do povo e era levado para longe, removendo-os completamente (Levítico 16:21-22), assim o Cordeiro de Deus primeiro levou os nossos pecados em seu próprio corpo e depois tirou o pecado do mundo (João 1:29).
Os frutos dos sofrimentos de Cristo são a nossa santificação, isto é, sermos tornados santos, incluindo morrer para o pecado e viver uma nova vida santa de justiça. Para ambos, temos tanto o exemplo de Cristo quanto a sua poderosa ajuda decorrente de sua morte e ressurreição. Outro fruto é a nossa justificação, ou seja, sermos considerados justos diante de Deus. Cristo foi moído e crucificado como sacrifício para tirar o pecado, e pelas suas feridas fomos sarados. Disso aprendemos, primeiro, que Jesus Cristo levou sobre si os pecados de todo o seu povo e os removeu por sua morte na cruz. Em segundo lugar, que ninguém pode confiar com segurança em Cristo como aquele que carregou a sua culpa, se não morrer para o pecado e não viver para a justiça.
O apóstolo conclui lembrando aos servos cristãos a diferença entre o que eram antes e o que são agora (1 Pedro 2:25). Eles eram como ovelhas desgarradas. Essa figura mostra o pecado da humanidade, porque a pessoa se desvia por escolha própria. Não é forçada a se afastar, mas se afasta voluntariamente. Também mostra a sua miséria, porque se afasta do pasto, do pastor e do rebanho, e assim se expõe a muitos perigos. Mas agora eles voltaram. O verbo está na forma passiva, mostrando que o retorno do pecador é resultado da graça divina.
Esse retorno é de todos os seus erros e desvios para Cristo, o verdadeiro pastor cuidadoso, que ama as suas ovelhas e deu a sua vida por elas. Ele é o mais vigilante pastor, o bispo, ou supervisor, das almas. Um bispo é um supervisor, alguém que vela por e guarda a igreja.
Aprendemos que os pecadores, antes da conversão, estão sempre se extraviando. Toda a sua vida segue um curso contínuo de erro. Jesus Cristo é o supremo pastor e bispo das almas. Ele está sempre presente com o seu rebanho e vela por ele.
Os que desejam o amor e o cuidado desse grande Pastor precisam voltar-se para ele. Precisam morrer para o pecado e viver para a justiça.
Deste capítulo
1 Pedro 2:1
"Abandonem, pois, toda malícia, toda astúcia, fingimentos, invejas e toda espécie de maledicência."
1 Pedro 2:2
"Como crianças recém-nascidas, desejem ardentemente o leite espiritual que fará vocês crescerem para a salvação,"
1 Pedro 2:3
"se é que vocês têm saboreado quão suave é o Senhor."
1 Pedro 2:4
"Aproximem-se dele, pedra viva que os homens rejeitaram, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus;"
1 Pedro 2:5
"e quais outras pedras vivas, vocês também se tornam os materiais deste edifício espiritual, um sacerdócio santo, para oferecer vítimas espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo."
1 Pedro 2:6
"Por isso, lê-se na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, escolhida, preciosa: quem nela puser sua confiança não será confundido."
Oração diária
Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail
Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.
Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.
Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.