Versículo em destaque
1 João 3:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Considerem com que amor o Pai nos amou, para que sejamos chamados filhos de Deus. E de fato nós somos. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu. "
1 João 3:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 Considerem com que amor o Pai nos amou, para que sejamos chamados filhos de Deus. E de fato nós somos. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu.
2 Caríssimos, desde agora somos filhos de Deus, mas ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando isso se manifestar, seremos semelhantes a Deus, pois o veremos como ele é.
3 E todo aquele que tem nele essa esperança torna-se puro, assim como ele é puro.
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O apóstolo já mostrou a dignidade dos seguidores fiéis de Cristo. Eles nasceram dele e, por isso, estão estreitamente unidos a Deus. Agora ele irrompe em admiração pela graça que está por trás de tão grande dádiva: “Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus” (1 João 3:1). Isso é mais do que um título. É uma chamada eficaz, uma verdadeira transformação daquilo que não éramos. O Pai adota todos os filhos do Filho.
O Filho chama os que creem para si e os torna seus irmãos. Com isso, ele lhes dá o direito e a honra de serem filhos de Deus. É uma misericórdia espantosa que o Pai eterno faça e chame pessoas como nós de seus filhos. Por natureza, somos herdeiros do pecado, da culpa e da maldição de Deus. Na prática, somos filhos da corrupção, da desobediência e da ingratidão. É realmente extraordinário que o Deus santo não se envergonhe de ser chamado nosso Pai, nem de nos chamar de seus filhos.
Daqui o apóstolo tira outra verdade. Os crentes são honrados acima do que o mundo é capaz de compreender. Os descrentes sabem muito pouco a respeito deles. Por isso “o mundo não nos conhece” (1 João 3:1). O mundo vê apenas aflições exteriores e sofrimentos comuns. Não enxerga a honra, o privilégio e a alegria que os crentes já possuem. Não sabe que essas pessoas pobres, humildes e muitas vezes desprezadas são os favoritos do céu e em breve habitarão ali.
Os crentes podem suportar com mais paciência a condição presente porque seu Senhor foi tratado da mesma forma. “Porque não o conhece a ele” (1 João 3:1). O mundo não entendeu quem Cristo era quando ele viveu entre os homens. Não percebeu que o Criador do mundo havia vindo habitar nele. O povo judeu não reconheceu que o Deus de Abraão, Isaque e Jacó estava ali, em forma humana, no meio deles. Ele veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Chegaram até a crucificá-lo. No entanto, se de fato o tivessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória (1 Coríntios 2:8). Assim, os seguidores de Cristo devem se contentar em passar por dificuldades aqui, pois vivem entre estranhos que não os entendem, do mesmo modo que seu Senhor viveu antes deles.
Em seguida, o apóstolo eleva esses fiéis com a promessa do que um dia será revelado. A relação presente deles com Deus já é certa: “Amados, agora somos filhos de Deus” (1 João 3:2). Eles têm a nova natureza de filhos por meio da regeneração, do novo nascimento. Também possuem o título, o espírito e o direito à herança de filhos por meio da adoção. Essa honra pertence a todos os santos.
Mas a plena glória que acompanha essa filiação ainda está oculta: “E ainda não é manifestado o que havemos de ser” (1 João 3:2). Essa glória está reservada para outro mundo. Se fosse totalmente mostrada agora, interromperia o curso desta vida presente, que deve prosseguir pela fé e pela esperança. Os filhos de Deus precisam esperar aquilo em que hão de ser transformados.
O momento em que seu verdadeiro estado será revelado será quando seu Irmão mais velho vier para reuni-los. “Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele” (1 João 3:2). Cristo é a cabeça da igreja, o Filho unigênito do Pai. Quando ele se manifestar, seus membros, os filhos adotivos de Deus, aparecerão com ele e serão mostrados em sua devida glória. É isso que a própria criação aguarda: a plena revelação dos filhos de Deus (Romanos 8:19). Eles serão conhecidos pela sua semelhança com Cristo. Serão como ele em honra, poder e glória. Seus corpos humilhados serão transformados para serem conformes ao corpo glorioso de Cristo, e serão cheios de vida, luz e alegria que vêm dele. Quando Cristo, que é a vida deles, se manifestar, então eles também se manifestarão com ele em glória (Colossenses 3:4).
Essa semelhança com Cristo está ligada também à visão que terão dele: “Porque assim como é o veremos” (1 João 3:2). A semelhança os tornará aptos para essa visão. Todos o verão, mas não do mesmo modo. Os ímpios o verão na sua ira, no terror da sua majestade e no brilho do seu poder de juiz. Os bem-aventurados o verão na formosura do seu rosto, na harmonia da sua glória e na doçura de sua bondade perfeita. A semelhança os capacitará a vê-lo como os bem-aventurados no céu o veem. Ou então, a própria visão dele produzirá essa semelhança. Contemplar Cristo os transformará na mesma imagem.
Assim, o apóstolo insiste no dever que pertence a esses filhos de Deus: santidade. “E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro” (1 João 3:3). Os filhos de Deus sabem que seu Senhor é santo e puro. Ele é puro demais de coração e de olhos para permitir que qualquer impureza habite com ele. Os que esperam viver com ele devem buscar a mesma pureza, afastando-se do mundo, da carne e do pecado. Devem continuar crescendo em graça e santidade.
Isso não apenas porque seu Senhor ordena, mas também porque sua nova natureza se inclina para isso. A própria esperança do céu os move adiante. Eles sabem que seu sumo sacerdote é santo, inocente e incontaminado. Sabem que Deus, seu Pai, é o Altíssimo e o Santo. Sabem que o céu é uma sociedade pura, e que sua herança é uma herança de santos na luz. Portanto, contradiz a própria esperança deles fazer paz com o pecado e a impureza. Se somos salvos pela esperança, então precisamos ser purificados pela esperança. Só a esperança dos hipócritas, e não a esperança dos filhos de Deus, é que deixa espaço para desejos impuros e paixões pecaminosas.
Deste capítulo
1 João 3:2
"Caríssimos, desde agora somos filhos de Deus, mas ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando isso se manifestar, seremos semelhantes a Deus, pois o veremos como ele é."
1 João 3:3
"E todo aquele que tem nele essa esperança torna-se puro, assim como ele é puro."
1 João 3:4
"Todo aquele que peca transgride a Lei, porque o pecado é transgressão da Lei."
1 João 3:5
"Vocês sabem que (Jesus) apareceu para tirar os pecados e que nele não há pecado."
1 João 3:6
"Todo aquele que permanece nele não peca; e todo aquele que peca não o viu nem o conheceu."
1 João 3:7
"Filhinhos, que ninguém engane vocês: aquele que pratica a justiça é justo, assim como também (Jesus) é justo."
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