Versículo em destaque

Atos 19:1 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" E sucedeu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado por todas as regiões superiores, chegou a Éfeso; e achando ali alguns discípulos, "

Atos 19:1

menu_book Versículo no contexto

1 E sucedeu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado por todas as regiões superiores, chegou a Éfeso; e achando ali alguns discípulos,

2 Disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo.

3 Perguntou-lhes, então: Em que sois batizados então? E eles disseram: No batismo de João.

auto_stories

Explore estudos bíblicos guiados

Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores

Micro-Study 5 dias

As Bem-Aventuranças (5 Dias)

Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.

Prévia da sessão 1:

Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram

schedule 6 min

Micro-Study 5 dias

Salmos de Consolo (5 Dias)

Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.

Prévia da sessão 1:

O Cuidado do Pastor

schedule 5 min

lock_open Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões

person_add Criar conta grátis

auto_stories Comentário Bible Guided

Éfeso era uma cidade muito importante da Ásia Menor, famosa sobretudo por seu templo dedicado a Diana, contado entre as maravilhas do mundo antigo. Foi ali que Paulo chegou para pregar o evangelho, enquanto Apolo estava em Corinto (Atos 19:1). Enquanto Apolo “regava” a obra em Corinto, Paulo “plantava” em Éfeso, e Paulo não se ressentia de que Apolo estivesse edificando sobre o fundamento que ele mesmo havia lançado. Pelo contrário, alegrava‑se com isso e trabalhava em Éfeso com mais ânimo ainda, sabendo que um ministro tão capacitado da nova aliança como Apolo agora ajudava a igreja em Corinto.

Embora alguns em Corinto tenham transformado Apolo em cabeça de um grupo contrário a Paulo (1 Coríntios 1:12), Paulo não sentia ciúmes dele. Ele não se incomodava com o afeto que muitos tinham por Apolo. Depois de viajar pela Galácia, Frígia e pelas regiões mais altas de Ponto e Bitínia, ao norte, Paulo finalmente chegou a Éfeso, onde havia deixado Áquila e Priscila, um casal cristão que trabalhava com ele, e ali os encontrou.

Quando Paulo chegou pela primeira vez, encontrou ali alguns discípulos. Criam em Cristo como o verdadeiro Messias, mas ainda estavam nos primeiros passos da “escola” de Cristo, sob a influência de João Batista, que havia preparado o caminho do Senhor. Eram cerca de doze (Atos 19:7). Eles se pareciam muito com Apolo no tempo em que este veio primeiro a Éfeso, quando conhecia apenas o batismo de João (Atos 18:25). Mas não tiveram a mesma oportunidade de aprender com Áquila e Priscila, ou não haviam estado em Éfeso por tanto tempo, ou eram menos dispostos a aprender. Se não fosse assim, também para eles o caminho de Deus já teria sido explicado com mais exatidão, como aconteceu com Apolo.

Percebe‑se como Paulo os catequizou, isto é, os examinou nos pontos básicos da fé. Provavelmente, Áquila e Priscila já lhe haviam dito que eram crentes, que confessavam a Cristo e se haviam entregado a ele. Sobre essa base, Paulo os toma em exame. Eles criam no Filho de Deus, mas Paulo perguntou se tinham recebido o Espírito Santo, isto é, se sabiam que a obra do Espírito em convencer do pecado, converter e consolar tinha sido plenamente revelada depois que Jesus foi manifestado como o Cristo, e se já haviam acolhido essa verdade.

Além disso, os apóstolos e outros discípulos tinham recebido dons especiais do Espírito Santo pouco depois da ascensão de Cristo, e esses dons extraordinários eram, às vezes, concedidos novamente em ocasiões especiais. Em essência, Paulo pergunta: “Vocês receberam o Espírito Santo depois que creram? Tiveram aquele testemunho interior da veracidade de Cristo?” Não devemos esperar hoje esses dons extraordinários. O Novo Testamento já está completo e confirmado, e nele nos apoiamos como na palavra profética segura. Mas todos os crentes continuam recebendo as graças do Espírito, que são para eles penhor e garantia (2 Coríntios 1:22; 2 Coríntios 5:5; Efésios 1:13‑14).

Dessa forma, toda pessoa que professa a fé cristã deve se perguntar seriamente se, de fato, recebeu o Espírito Santo. O Espírito é prometido a todos os que creem, a todos os que pedem (Lucas 11:13). No entanto, muitos se enganam, pensando ter recebido o Espírito quando isso ainda não ocorreu. Assim como há quem finja ter os dons do Espírito, há também quem finja ter suas graças e seus consolos. É necessário examinar‑se de perto: recebemos nós o Espírito Santo depois que cremos? A árvore é conhecida pelos frutos. Manifestamos o fruto do Espírito? Somos guiados pelo Espírito? Andamos no Espírito? Estamos debaixo do governo dele?

Aqueles discípulos confessaram sua ignorância nesse ponto. Em essência, disseram que nem sequer tinham ouvido se o Espírito Santo já havia sido dado como Espírito de profecia. Sabiam, pelo Antigo Testamento, que Deus havia prometido o Espírito Santo, e não duvidavam de que a promessa seria cumprida no tempo determinado. Mas estavam tão isolados das notícias que não tinham ouvido falar de sua vinda. Observa‑se ainda que, segundo a tradição judaica, depois da morte de Esdras, Ageu, Zacarias e Malaquias, o Espírito Santo se retirara de Israel. Esses homens falam como quem esperava o retorno do Espírito e se surpreendia de ainda não ter ouvido notícia disso. Estavam prontos para receber com alegria tal notícia.

A luz do evangelho, como a luz da aurora, vai brilhando mais e mais. E o faz não só revelando verdades antes desconhecidas, mas também levando essas verdades a pessoas que ainda não as tinham ouvido. Paulo então lhes pergunta de que modo haviam sido batizados, se nada sabiam a respeito do Espírito Santo. Se tivessem sido batizados por algum ministro de Cristo, deveriam ter sido instruídos sobre o Espírito Santo e batizados em seu nome.

Em outras palavras, Paulo lhes diz: “Vocês não sabem que, desde que Jesus foi glorificado, o Espírito Santo foi dado? Então em que batismo foram introduzidos? É coisa estranha: vocês foram batizados, e ainda assim nada sabem do Espírito Santo? O batismo de vocês não teria utilidade se desconhecessem o Espírito, pois a lavagem do novo nascimento aponta para a recepção do Espírito e a sela.” Ignorância quanto ao Espírito Santo é tão incompatível com uma profissão cristã sincera quanto ignorância a respeito do próprio Cristo.

Aplicado a nós, isso mostra que muitos são batizados em vão e recebem a graça de Deus em vão, se não recebem nem se submetem ao Espírito Santo. Também aqui se insinua uma pergunta que devemos considerar com frequência: não apenas em nome de quem nascemos, mas sobretudo em serviço de quem fomos batizados, para que vivamos à altura tanto de nosso nascimento quanto de nosso batismo. É preciso lembrar muitas vezes o que significa o nosso batismo e, então, viver em conformidade com esse significado.

A resposta deles foi que haviam sido batizados no batismo de João. Isto é, pelo que se entende, foram batizados em nome de João, não por João em pessoa, pois ele jamais teria aprovado tal coisa. Em vez disso, algum seguidor de João, bem‑intencionado porém fraco, manteve vivo o nome dele como se ainda fosse cabeça de um partido. Gente assim conservava o mesmo espírito daqueles primeiros discípulos de João que ficaram com ciúmes quando a influência de Cristo começou a crescer e foram se queixar ao próprio João (João 3:26).

Um ou mais desses, profundamente marcados pelo batismo de arrependimento para remissão de pecados que João pregava, não perceberam que o reino dos céus, que João havia dito estar próximo, estava ainda mais próximo do que supunham. Apegaram‑se ao que já tinham e concluíram que todos os demais deviam fazer o mesmo. Assim, num zelo cego pelo ensino de João, passaram a batizar aqui e ali em nome de João ou, como Lucas expressa, “em o batismo de João”, sem ir adiante e sem conduzir outros além daquele ponto.

Paulo então lhes explica o verdadeiro propósito do batismo de João, mostrando que ele apontava principalmente para Jesus Cristo. Ao fazer isso, corrige o erro daqueles que os tinham batizado em o batismo de João, sem encaminhá‑los além disso para descansar em Cristo.

Pessoas mantidas na ignorância ou levadas ao erro por causa de uma instrução fraca não devem ser desprezadas nem rejeitadas por quem tem mais conhecimento e doutrina mais sólida. Pelo contrário, devem ser instruídas com paciência, como Paulo fez com esses discípulos.

Primeiro, Paulo reconhece que o batismo de João foi muito bom, até onde ia. João de fato batizava com o batismo de arrependimento, isto é, chamava o povo a entristecer‑se por seus pecados, confessá‑los e abandoná‑los. Levar alguém até esse ponto já é um grande ganho.

Mas Paulo também mostra que o batismo de João apontava além de si mesmo. João nunca pretendeu que as pessoas parassem em seu batismo, mas as direcionava a crer naquele que viria depois dele, isto é, em Cristo Jesus. O batismo de arrependimento de João visava preparar o caminho do Senhor e dispor os corações para receber Cristo, a quem João já lhes havia apresentado. Ele dissera: “Eis o Cordeiro de Deus.” João foi um grande e bom homem, mas não passava do mensageiro que ia adiante do Rei. Seu batismo era a porta de entrada, não a casa onde se devia permanecer. Portanto, era errado que eles se acomodassem no batismo de João.

Quando perceberam o erro em que haviam caído, aceitaram de bom grado a correção e foram batizados em nome do Senhor Jesus (Atos 19:5). Isso não significa que Apolo, de quem se disse conhecer apenas o batismo de João (Atos 18:25), tenha precisado ser batizado de novo quando depois aprendeu mais exatamente o caminho de Deus. Ele havia entendido corretamente o batismo de João, ainda que, até então, só soubesse disso. Da mesma maneira, os primeiros discípulos de Cristo foram batizados com o batismo de João e compreenderam que ele apontava para o Messias que já estava perto, e não foram batizados outra vez.

Mas esses discípulos aqui mencionados o haviam recebido tendo apenas João em vista, quase como se ele próprio fosse o salvador deles. Esse erro de base era tão grave quanto teria sido ser batizado em nome de Paulo (1 Coríntios 1:13). Assim, quando entenderam melhor o assunto, desejaram ser batizados em nome do Senhor Jesus, e assim foi feito. Provavelmente não foi o próprio Paulo quem os batizou, mas algum dos irmãos que o acompanhavam.

Isso, portanto, não prova que o batismo de João e o batismo de Cristo fossem diferentes em sua essência, nem que não fossem basicamente o mesmo. Muito menos prova que alguém que já foi batizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, a forma estabelecida do batismo de Cristo, possa ser batizado de novo no mesmo nome. Aqueles homens foram batizados em nome do Senhor Jesus porque nunca tinham sido batizados dessa forma antes.

Em seguida, Paulo lhes concedeu os dons especiais do Espírito Santo, como está em (Atos 19:6). Ele fez isso orando solenemente por eles e impondo-lhes as mãos, gesto usado pelos patriarcas ao abençoar outros, especialmente ao transmitir a grande promessa, como em (Gênesis 48:14). Como o Espírito é a grande promessa do Novo Testamento, os apóstolos transmitiam esse dom por meio da imposição de mãos. Era como dizer: “O Senhor os abençoe com essa bênção, a bênção acima de todas as bênçãos” (Isaías 44:3).

Deus respondeu à oração de Paulo. O Espírito Santo veio sobre eles de modo repentino e poderoso, e eles falaram em línguas e profetizaram, assim como fizeram os apóstolos e os primeiros crentes gentios (Atos 10:44). Isso tinha o propósito de introduzir o evangelho em Éfeso e despertar nas pessoas uma expectativa de grandes coisas por meio dele. Alguns também entendem que esses doze homens estavam sendo preparados para o ministério e que eram os presbíteros de Éfeso, aos quais Paulo mais tarde confiaria o cuidado e a liderança da igreja.

Eles receberam o dom de profecia para que pudessem compreender por si mesmos os mistérios do reino de Deus. Receberam línguas para que pudessem anunciar essas verdades a pessoas de toda nação e idioma. Que mudança impressionante ocorreu neles de uma só vez. Pouco tempo antes, nem sequer tinham ouvido falar que havia um Espírito Santo. Agora, eles mesmos estavam cheios do Espírito Santo. O Espírito, como o vento, sopra onde e quando quer.

IA cristã que considera sua denominação

Aplique Atos 19:1 na sua vida hoje

Receba orientação fundamentada nas Escrituras, que considera sua denominação e é personalizada para a sua situação.

1 Faça sua pergunta arrow_forward 2 Considere sua tradição arrow_forward 3 Aplique as Escrituras

✓ Sem cartão de crédito • ✓ 100% privado • ✓ 30 créditos grátis para começar

Como a sua IA cristã pode ajudar

Explore as Escrituras e a vida por uma perspectiva cristã

menu_book

Estudo bíblico

psychology

Orientação para a vida

favorite

Apoio em oração

lightbulb

Sabedoria diária

forum Pergunte à sua IA cristã — Grátis

Faça 3 perguntas grátis por semana. Não é necessário cartão de crédito. Ver planos

Deste capítulo

auto_awesome

Oração diária

Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail

Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.

Grátis. Cancele quando quiser. Nunca compartilhamos seu email.

Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.

Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.