2 Crônicas 34:1
" Tinha Josias oito anos quando começou a reinar, e trinta e um anos reinou em Jerusalém. "
Entenda os temas principais e aplique 2 Crônicas 34 na sua vida hoje
33 versiculos | Almeida Corrigida Fiel
Josias começa a reinar ainda criança, mas escolhe andar nos caminhos de Davi, buscando ao Senhor de forma intencional e perseverante. Sua trajetória mostra que idade não limita devoção nem fidelidade.
Josias lidera uma limpeza radical: derruba altares, destrói imagens, reduz a pó tudo o que representava culto falso. A reforma é ampla, atinge Judá e territórios do antigo reino do Norte, e mostra que a fidelidade a Deus implica abandonar práticas e símbolos idólatras.
Após purificar a terra, Josias investe recursos, organização e trabalho fiel na reparação do templo. Líderes, artesãos e levitas cooperam, revelando zelo conjunto pela adoração verdadeira e pelo espaço sagrado.
No processo de restauração, o Livro da Lei é encontrado no templo. A leitura diante do rei mostra que a Palavra havia sido negligenciada, e sua redescoberta torna-se o ponto de virada espiritual daquela geração.
Ao ouvir a Lei, Josias rasga suas vestes, reconhece o pecado histórico do povo e busca orientação do Senhor. Seu coração sensível e humilde torna-se exemplo de resposta correta quando a Palavra confronta.
Por meio da profetisa Hulda, Deus anuncia que as maldições escritas no livro se cumprirão por causa da idolatria persistente, mas promete a Josias que ele morrerá em paz e não verá o mal que virá, devido ao seu coração quebrantado.
Josias reúne todo o povo, lê o Livro da Aliança e firma, publicamente, um pacto de seguir ao Senhor com todo o coração e alma. Ele conduz a nação a se alinhar com essa aliança e remove abominações em todas as terras de Israel.
2 Crônicas 34 situa-se no fim da história do reino de Judá, pouco antes do exílio babilônico. Josias reina aproximadamente entre 640–609 a.C., após reinados marcados por idolatria e sincretismo, especialmente os de Manassés e Amom. O reino do Norte (Israel) já havia sido conquistado pela Assíria, e parte de suas cidades está em ruínas (v. 6). Mesmo assim, Josias estende sua reforma a essas regiões, evidenciando uma visão abrangente do povo de Deus.
A descoberta do “livro da lei do Senhor, dada pela mão de Moisés” (v. 14) aponta para um documento fundamental da aliança mosaica, provavelmente uma forma de Deuteronômio ou o Pentateuco, que havia sido negligenciado durante décadas. A menção às maldições escritas no livro (v. 24) remete às seções de bênçãos e maldições da aliança (como em Deuteronômio 28), mostrando que o povo vivia em desobediência grave ao padrão já revelado por Deus.
A consulta à profetisa Hulda (v. 22) insere o episódio no contexto do profetismo ativo em Judá. Hulda é contemporânea de profetas como Jeremias, e sua palavra confirma tanto o juízo inevitável pela idolatria quanto a misericórdia de Deus a indivíduos que se humilham. Politicamente, Judá vive um momento de relativa liberdade com o enfraquecimento da Assíria, mas espiritualmente está colhendo longa história de rebeldia, o que tornará o exílio uma realidade em breve. Josias surge, então, como um dos últimos grandes reformadores antes da queda de Jerusalém.
O capítulo apresenta uma narrativa histórica bem organizada, com progressão clara:
Introdução ao reinado de Josias (v. 1-2)
Início da busca a Deus e reforma contra a idolatria (v. 3-7)
Restauração do templo e organização dos trabalhos (v. 8-13)
Descoberta do Livro da Lei (v. 14-18)
Reação de Josias e consulta ao Senhor (v. 19-22)
Profecia de Hulda: juízo e misericórdia (v. 23-28)
Renovação da aliança e reafirmação da reforma (v. 29-33)
2 Crônicas 34 destaca a centralidade da Palavra de Deus, o poder do arrependimento e a tensão entre juízo coletivo e misericórdia individual.
A narrativa mostra que a verdadeira reforma espiritual começa com a busca sincera a Deus e se expressa em ações concretas: remoção da idolatria, restauração da adoração e obediência à Lei. Josias é um modelo de liderança piedosa: mesmo jovem, ele se deixa moldar pela vontade de Deus e age com coragem contra estruturas religiosas e culturais enraizadas.
Teologicamente, o capítulo enfatiza a autoridade da Lei como padrão objetivo pelo qual Deus julga o seu povo. O fato de o Livro ter sido encontrado esquecido no templo indica quão longe Judá havia se afastado da revelação divina. A leitura da Lei provoca convicção de pecado em Josias, mostrando que a Palavra de Deus é viva, confronta e chama ao arrependimento.
O arrependimento de Josias ilustra que Deus considera o coração: “o teu coração se enterneceu, e te humilhaste perante Deus” (v. 27). Embora o juízo sobre a nação seja inevitável, por causa de gerações de idolatria, o Senhor responde com misericórdia pessoal ao rei. Isso evidencia tanto a seriedade do pecado coletivo quanto a graça dirigida a indivíduos que se voltam a Deus com sinceridade.
A profecia de Hulda reforça o tema da aliança: as maldições descritas no livro não são arbitrárias, mas cumprimento do que já havia sido dito. O juízo é coerente com a aliança quebrada, e a renovação pública do pacto (v. 29-33) mostra que a resposta adequada à Palavra é compromisso integral: coração, alma e prática.
Assim, o capítulo apresenta um Deus santo, fiel à sua Palavra, que não ignora o pecado, mas que se agrada de corações quebrantados e está disposto a ouvir e a preservar aqueles que se humilham diante dele.
2 Crônicas 34 oferece um quadro rico para reflexões emocionais e terapêuticas. A figura de Josias, que ainda jovem decide buscar a Deus e enfrentar estruturas profundamente corrompidas, mostra que é possível iniciar processos de mudança mesmo em ambientes marcados por longas histórias de dano e desordem. O texto toca em temas como culpa coletiva, peso do passado familiar, necessidade de limpeza interior e restauração.
A reação de Josias à leitura da Lei – rasgar as vestes, chorar e se humilhar – retrata um luto saudável diante da realidade do pecado e das consequências da história. Em vez de negar, minimizar ou projetar a culpa somente em outros, o rei reconhece a gravidade da situação e procura orientação em Deus. Esse movimento é análogo ao processo de tomar consciência de padrões destrutivos, sentir a dor que eles causam e buscar ajuda.
Há também uma dimensão de consolo: mesmo em meio ao anúncio de juízo, Deus vê e valoriza um coração sensível. A promessa de que Josias será recolhido em paz, sem presenciar todo o mal anunciado, mostra que Deus considera a história pessoal dentro de contextos difíceis. A mensagem implícita é de que ninguém está preso ao padrão das gerações anteriores; respostas diferentes a Deus podem gerar desfechos distintos.
A renovação da aliança, com leitura pública e compromisso coletivo, aponta para a importância de ambientes comunitários que apoiam mudanças profundas. Reformas duradouras não são apenas decisões privadas, mas envolvem estruturas, práticas e compromissos em conjunto. Isso dialoga com processos terapêuticos em que não apenas o indivíduo, mas também a família, a comunidade e os sistemas ao redor precisam ser trabalhados.
O capítulo menciona práticas violentas ligadas à destruição da idolatria (como queimar ossos sobre altares, v. 5) e um anúncio de juízo severo sobre a nação (v. 24-25). Leituras fora de contexto podem gerar medo espiritual excessivo, sensação de condenação inevitável ou incentivar associações inadequadas entre zelo por Deus e agressividade.
Pessoa com histórico de culpa religiosa intensa ou experiências traumáticas com disciplina espiritual rígida podem se sentir esmagadas ao ler sobre o “grande furor do Senhor” (v. 21, 25), especialmente se interpretarem o texto como condenação direta e sem espaço para graça. Há ainda o risco de usar o zelo de Josias como justificativa para atitudes controladoras ou destrutivas em relacionamentos, em nome de “purificar” ambientes.
Nesses casos, é importante lembrar que o texto descreve um momento específico da história da salvação, com responsabilidades únicas atribuídas ao rei de Judá, e que a mensagem central inclui tanto a seriedade do pecado quanto a valorização de um coração humilhado e sensível a Deus. Qualquer aplicação que estimule autoagressão, violência contra outros, pânico espiritual ou perda total de esperança distorce o propósito do texto e pode sinalizar necessidade de acompanhamento pastoral e/ou profissional especializado em saúde mental.
2 Crônicas 34 oferece aplicações práticas em várias dimensões da vida:
Escolhas na juventude
Rompendo com padrões antigos
Zelo pela “casa” de Deus e organização no serviço
Centralidade da Escritura
Resposta humilde à correção
Buscando orientação espiritual confiável
Compromissos públicos e coerência de vida
Josias foi rei de Judá, começou a reinar com oito anos e governou por trinta e um anos em Jerusalém (v. 1). Ele é destacado por ter feito o que era reto aos olhos do Senhor (v. 2), por ter buscado a Deus ainda jovem (v. 3), por ter conduzido uma ampla reforma contra a idolatria e por ter liderado a restauração do templo e da observância da Lei. Seu coração terno e humilde diante da Palavra (v. 27) o torna um dos grandes exemplos de liderança piedosa no Antigo Testamento.
A descoberta do Livro da Lei por Hilquias (v. 14) mostra que a Palavra de Deus havia sido, na prática, esquecida ou negligenciada por muito tempo. Quando o livro é lido diante do rei (v. 18-19), ele percebe que o povo vivia em desacordo com os mandamentos e maldições ali escritos. Essa descoberta torna-se o gatilho para arrependimento profundo, renovação da aliança e realinhamento espiritual da nação, revelando a centralidade da Escritura na vida do povo de Deus.
A profecia de Hulda (v. 24-25) deixa claro que o juízo viria por causa da idolatria prolongada e da quebra persistente da aliança ao longo de gerações. O arrependimento de Josias é verdadeiro e agrada a Deus, a ponto de lhe ser prometida paz pessoal e livramento de ver o mal futuro (v. 27-28). Porém, as consequências coletivas da história de rebeldia do povo não seriam anuladas. Isso mostra que Deus é misericordioso com indivíduos que se humilham, mas também é justo ao lidar com o pecado estrutural e coletivo de uma nação.
Hulda é apresentada como profetisa, esposa de Salum, guarda das vestimentas, que habitava em Jerusalém (v. 22). Josias envia uma comitiva para consultar o Senhor por meio dela. Hulda entrega a mensagem divina, confirmando o juízo sobre Judá por causa da idolatria e, ao mesmo tempo, anunciando a misericórdia específica para Josias devido ao seu coração quebrantado (v. 23-28). Seu papel evidencia que Deus levantava mulheres e homens como porta-vozes de sua Palavra e que sua revelação era buscada por meio deles em momentos decisivos.
Depois de ouvir a Palavra e a profecia, Josias reúne todos os anciãos, o povo, sacerdotes e levitas, e lê publicamente o livro da aliança (v. 29-30). Em seguida, coloca-se em pé em seu lugar, faz aliança perante o Senhor e se compromete, com o povo, a seguir ao Senhor e guardar seus mandamentos com todo o coração e alma (v. 31-32). Essa renovação é uma reafirmação solene do compromisso com a aliança mosaica, envolvendo não apenas o rei, mas a comunidade inteira, e marcando uma retomada consciente da obediência à Palavra.
2 Crônicas 34 descreve uma história de recomeço em meio a uma longa trajetória de erros. Josias nasce e cresce em um contexto marcado por idolatria e decisões infiéis de gerações anteriores, mas sua vida mostra que não é preciso repetir o que veio antes. Ainda jovem, ele escolhe buscar a Deus (v. 3) e, passo a passo, essa busca o leva a mudanças profundas ao redor. Há algo muito consolador na forma como Deus olha para o coração de Josias. Quando ele ouve as palavras da Lei e compreende o peso do pecado, sua reação é intensa: rasga as vestes, chora, se humilha (v. 19, 27). Não é um rei distante, frio, tentando apenas manter as aparências; é alguém que sente e sofre ao perceber a distância entre a vontade de Deus e a realidade do seu povo. E o Senhor não ignora isso: “também eu te ouvi” (v. 27). Essas palavras revelam um Deus que percebe lágrimas, vê o coração que se quebra e responde com atenção e cuidado. O anúncio de juízo sobre a nação pode soar duro, mas, no meio dessa notícia pesada, Deus reserva uma promessa de paz pessoal para Josias (v. 28). Isso mostra que, mesmo em contextos difíceis, marcados por consequências que não podem ser simplesmente apagadas, o Senhor é capaz de cercar vidas específicas com sua paz e misericórdia. A renovação da aliança, com o povo inteiro ouvindo a Palavra (v. 30-32), traz uma cena de esperança: pessoas marcadas por um passado complicado, reunidas em torno da voz de Deus, encontrando direção e um novo começo. O texto deixa transparecer que, para Deus, nunca é tarde demais para um coração voltar-se a Ele com sinceridade, e que um coração sensível, que chora diante da verdade, é profundamente valorizado.
2 Crônicas 34 é um texto-chave para compreender a teologia da reforma e da aliança no período pré-exílico de Judá. O cronista apresenta Josias em continuidade com Davi (v. 2), sublinhando que o padrão régio não é meramente político, mas teológico: a fidelidade do rei é medida pela conformidade com a vontade de Deus revelada. O capítulo segue um movimento em três grandes eixos: purificação do culto, restauração do templo e renovação da aliança, todos alinhados com a redescoberta da Lei. O narrador destaca a cronologia interna do reinado: oitavo ano (início da busca a Deus), décimo segundo ano (purificação da idolatria) e décimo oitavo ano (reforma do templo e descoberta do livro) (v. 3, 8). Isso mostra que a reforma é progressiva e pautada por etapas, não um evento isolado. A menção ao “livro da lei do Senhor, dada pela mão de Moisés” (v. 14) e às maldições nele contidas (v. 24) indica que o texto encontrado está estreitamente ligado à tradição deuteronomista, com suas bênçãos e maldições associadas à obediência ou desobediência da aliança. A reação de Josias e o parecer de Hulda evidenciam que a comunidade reconhece esse documento como normativo e autoritativo para avaliar o estado espiritual da nação. A consulta à profetisa Hulda (v. 22-28) é teologicamente relevante: confirma a continuidade da revelação profética e a complementariedade entre Lei e Profecia. Hulda não introduz uma nova norma, mas aplica e confirma, profeticamente, o conteúdo do livro encontrado. O juízo anunciado cumpre as cláusulas da aliança; a misericórdia prometida a Josias demonstra a atenção de Deus ao arrependimento individual. No desfecho (v. 29-33), a leitura pública do livro e o pacto renovado reforçam um tema central da teologia crônica: a necessidade de alinhamento entre culto, Lei e vida comunitária. A reforma de Josias não se restringe ao templo; ela alcança toda a terra de Israel (v. 33), apontando para uma visão abrangente do povo de Deus, além das fronteiras políticas então existentes. O cronista apresenta, assim, um paradigma de liderança e reforma para as gerações pós-exílicas: retorno à Palavra, purificação da idolatria e renovação consciente da aliança.
2 Crônicas 34 mostra um líder que não se limita a boas intenções: ele transforma convicções em decisões concretas e estruturais. Josias vive num ambiente herdado, com um histórico pesado de idolatria e desobediência, mas escolhe não ser um mero produto do contexto. Para a vida prática, isso ilustra o poder de escolhas firmes, mesmo em cenários marcados por maus exemplos. Primeiro, Josias decide buscar a Deus ainda jovem (v. 3). Essa busca o leva a enxergar o que precisa ser removido. A forma como ele lida com a idolatria é direta: derruba altares, quebra imagens, reduz tudo a pó (v. 4-7). Em termos de aplicação, isso mostra que romper com o que faz mal raramente é um processo vago; exige identificar com clareza o que precisa sair e tomar medidas firmes. Depois, ele não age sozinho. Josias organiza pessoas, distribui responsabilidades, administra recursos com transparência (v. 8-13). Há supervisores, artesãos, levitas, escribas, oficiais, porteiros. A reforma ganha corpo por meio de boa gestão, cooperação e trabalho fiel. Em qualquer ambiente – família, trabalho, igreja – mudanças duradouras costumam depender dessa combinação: visão, pessoas comprometidas e estruturas bem cuidadas. A descoberta do Livro da Lei (v. 14-18) mostra o impacto que ter acesso à verdade causa em decisões práticas. Ao ouvir a leitura, Josias não finge que não é com ele; ele se deixa confrontar, assume a seriedade da situação e busca orientação especializada, no caso, a profetisa Hulda (v. 21-22). Isso lembra a importância de se deixar corrigir por referenciais sólidos (como a Escritura) e de procurar gente madura quando é preciso tomar decisões complexas. Por fim, Josias leva o tema para a esfera pública: reúne a liderança, o povo, lê o livro em voz alta e firma uma aliança visível (v. 29-32). Compromissos que envolvem mais pessoas, palavras claras e acordos assumidos em conjunto criam ambiente favorável para manter a direção certa. Na prática, isso pode inspirar famílias a estabelecerem princípios explícitos, equipes a definirem valores claros e comunidades de fé a renovarem conscientemente seu compromisso com o que creem e praticam.
2 Crônicas 34 convida à contemplação do que significa viver diante de Deus com um coração totalmente entregue. Josias vive num tempo em que a aliança com o Senhor foi, na prática, esquecida. O templo estava deteriorado, a Palavra negligenciada, a idolatria espalhada. Nesse cenário, sua decisão de buscar a Deus (v. 3) é um chamado silencioso para uma espiritualidade que não se conforma à superfície, mas deseja ir à raiz. A descoberta do Livro da Lei no templo (v. 14) simboliza, em nível espiritual, o reencontro com a voz de Deus que havia sido abafada. Quando o conteúdo é lido para o rei, a Palavra ilumina a verdade sobre o passado e o presente. A reação de Josias – rasgar as vestes, chorar, humilhar-se (v. 19, 27) – revela uma alma que se deixa julgar pela voz de Deus em vez de tentar julgar a própria Palavra. Essa postura é central para qualquer caminhada de santificação: permitir que Deus tenha a última palavra sobre o que é certo, errado, santo e profano. O anúncio de Hulda sobre o juízo vindouro (v. 24-25) lembra que a história não é neutra: há consequências espirituais para a idolatria, para a substituição de Deus por obras das mãos humanas. Ao mesmo tempo, a promessa feita a Josias – ser recolhido em paz, sem ver todo o mal (v. 28) – mostra que Deus é capaz de guardar uma vida no meio de um cenário de colapso. Espiritualmente, isso aponta para a realidade de que, mesmo em tempos de decadência, quem se volta a Deus com sinceridade encontra refúgio, direção e paz que não dependem das circunstâncias. A renovação da aliança (v. 29-33) expressa o desejo de viver com todo o coração e alma alinhados ao Senhor. Trata-se de uma entrega integral, não fragmentada, que abrange vontade, afetos, decisões. A espiritualidade que emerge deste capítulo não é meramente ritual, mas relacional: é o povo afirmando novamente quem é o seu Deus e a quem deseja servir. Em perspectiva eterna, esse movimento antecipa a necessidade profunda de um coração novo e de uma aliança mais profunda, que se cumprem plenamente em Cristo, mas já são prenunciadas aqui pela fome de retorno ao Deus vivo e verdadeiro.
" Tinha Josias oito anos quando começou a reinar, e trinta e um anos reinou em Jerusalém. "
" E fez o que era reto aos olhos do Senhor; e andou nos caminhos de Davi, seu pai, sem se desviar deles nem para a direita nem para a esquerda. "
" Porque no oitavo ano do seu reinado, sendo ainda moço, começou a buscar o Deus de Davi, seu pai; e no duodécimo ano começou a purificar a Judá e a Jerusalém, dos altos, e dos bosques, e das imagens de escultura e de fundição. "
" E derrubaram perante ele os altares de Baalins; e despedaçou as imagens, que estavam acima deles; e os bosques, e as imagens de escultura e de fundição quebrou e reduziu a pó, e o espargiu sobre as sepulturas dos que lhes tinham sacrificado. "
" E os ossos dos sacerdotes queimou sobre os seus altares; e purificou a Judá e a Jerusalém. "
" O mesmo fez nas cidades de Manassés, e de Efraim, e de Simeão, e ainda até Naftali, em seus lugares assolados ao redor. "
" E, tendo derrubado os altares, e os bosques, e as imagens de escultura, até reduzi-los a pó, e tendo despedaçado todas as imagens do sol em toda a terra de Israel, então voltou para Jerusalém. "
" E no ano décimo oitavo do seu reinado, havendo já purificado a terra e a casa, enviou a Safã, filho de Azalias, e a Maaséias, governador da cidade, e a Joá, filho de Joacaz, cronista, para repararem a casa do Senhor seu Deus. "
" E foram a Hilquias, sumo sacerdote, e deram o dinheiro que se tinha trazido à casa de Deus, e que os levitas, que guardavam a entrada tinham recebido da mão de Manassés, e de Efraim, e de todo o restante de Israel, como também de todo o Judá e Benjamim, e dos habitantes de Jerusalém. "
" E eles o entregaram aos que tinham o encargo da obra, e superintendiam a casa do Senhor; e estes o deram aos que faziam a obra, e trabalhavam na casa do Senhor, para consertarem e repararem a casa. "
" E deram-no aos carpinteiros e aos edificadores, para comprarem pedras lavradas, e madeiras para as junturas e para servirem de vigas para as casas que os reis de Judá tinham destruído. "
" E estes homens trabalhavam fielmente na obra; e os superintendentes sobre eles eram: Jaate e Obadias, levitas, dos filhos de Merari, como também Zacarias e Mesulão, dos filhos dos coatitas, para adiantarem a obra; e todos os levitas que eram entendidos em instrumentos de música. "
" Estavam também sobre os carregadores e dirigiam todos os que trabalhavam em alguma obra; e dentre os levitas havia escrivães, oficiais e porteiros. "
" E, tirando eles o dinheiro que se tinha trazido à casa do Senhor, Hilquias, o sacerdote, achou o livro da lei do Senhor, dada pela mão de Moisés. "
" E Hilquias disse a Safã, o escrivão: Achei o livro da lei na casa do Senhor. E Hilquias deu o livro a Safã. "
" E Safã levou o livro ao rei, e deu-lhe conta, dizendo: Teus servos fazem tudo quanto se lhes encomendou. "
" E ajuntaram o dinheiro que se achou na casa do Senhor, e o deram na mão dos superintendentes e na mão dos que faziam a obra. "
" Além disto, Safã, o escrivão, fez saber ao rei, dizendo: O sacerdote Hilquias entregou-me um livro. E Safã leu nele perante o rei. "
" Sucedeu que, ouvindo o rei as palavras da lei, rasgou as suas vestes. "
" E o rei ordenou a Hilquias, e a Aicão, filho de Safã, e a Abdom, filho de Mica, e a Safã, o escrivão, e a Asaías, servo do rei, dizendo: "
" Ide, consultai ao Senhor por mim, e pelos que restam em Israel e em Judá, sobre as palavras deste livro que se achou; porque grande é o furor do Senhor, que se derramou sobre nós; porquanto nossos pais não guardaram a palavra do Senhor, para fazerem conforme a tudo quanto está escrito neste livro. "
" Então Hilquias, e os enviados do rei, foram ter com a profetisa Hulda, mulher de Salum, filho de Tocate, filho de Harás, guarda das vestimentas (e habitava ela em Jerusalém na segunda parte); e falaram-lhe a esse respeito. "
" E ela lhes disse: Assim diz o Senhor Deus de Israel: Dizei ao homem que vos enviou a mim: "
" Assim diz o Senhor: Eis que trarei mal sobre este lugar, e sobre os seus habitantes, a saber, todas as maldições que estão escritas no livro que se leu perante o rei de Judá. "
" Porque me deixaram, e queimaram incenso perante outros deuses, para me provocarem à ira com todas as obras das suas mãos; portanto o meu furor se derramou sobre este lugar, e não se apagará. "
" Porém ao rei de Judá, que vos enviou a consultar ao Senhor, assim lhe direis: Assim diz o Senhor Deus de Israel, quanto às palavras que ouviste: "
" Porquanto o teu coração se enterneceu, e te humilhaste perante Deus, ouvindo as suas palavras contra este lugar, e contra os seus habitantes, e te humilhaste perante mim, e rasgaste as tuas vestes, e choraste perante mim, também eu te ouvi, diz o Senhor. "
" Eis que te reunirei a teus pais, e tu serás recolhido ao teu sepulcro em paz, e os teus olhos não verão todo o mal que hei de trazer sobre este lugar e sobre os seus habitantes. E tornaram com esta resposta ao rei. "
" Então o rei mandou reunir todos os anciãos de Judá e Jerusalém. "
" E o rei subiu à casa do Senhor, com todos os homens de Judá, e os habitantes de Jerusalém, e os sacerdotes, e os levitas, e todo o povo, desde o maior até ao menor; e ele leu aos ouvidos deles todas as palavras do livro da aliança que fora achado na casa do Senhor. "
" E pôs-se o rei em pé em seu lugar, e fez aliança perante o Senhor, para seguirem ao Senhor, e para guardar os seus mandamentos, e os seus testemunhos, e os seus estatutos, com todo o seu coração, e com toda a sua alma, cumprindo as palavras da aliança, que estão escritas naquele livro. "
" E fez com que todos quantos se achavam em Jerusalém e em Benjamim o firmassem; e os habitantes de Jerusalém fizeram conforme a aliança de Deus, o Deus de seus pais. "
" E Josias tirou todas as abominações de todas as terras que eram dos filhos de Israel; e a todos quantos se achavam em Israel obrigou a que servissem ao Senhor seu Deus. Enquanto ele viveu não se desviaram de seguir o Senhor, o Deus de seus pais. "
Aviso importante: Esta orientacao biblica nao substitui cuidados profissionais de saude mental. Se voce estiver com sintomas de crise, entre em contato com o 988 (National Suicide Prevention Lifeline) ou procure ajuda profissional imediata.