Versículo em destaque
1 Samuel 3:11 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" E disse o Senhor a Samuel: Eis que vou fazer uma coisa em Israel, a qual todo o que ouvir lhe tinirão ambos os ouvidos. "
1 Samuel 3:11
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
9 Por isso Eli disse a Samuel: Vai deitar-te e há de ser que, se te chamar, dirás: Fala, Senhor, porque o teu servo ouve. Então Samuel foi e se deitou no seu lugar.
10 Então veio o Senhor, e pôs-se ali, e chamou como das outras vezes: Samuel, Samuel. E disse Samuel: Fala, porque o teu servo ouve.
11 E disse o Senhor a Samuel: Eis que vou fazer uma coisa em Israel, a qual todo o que ouvir lhe tinirão ambos os ouvidos.
12 Naquele mesmo dia suscitarei contra Eli tudo quanto tenho falado contra a sua casa, começarei e acabarei.
13 Porque eu já lhe fiz saber que julgarei a sua casa para sempre, pela iniqüidade que ele bem conhecia, porque, fazendo-se os seus filhos execráveis, não os repreendeu.
Explore estudos bíblicos guiados
Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores
As Bem-Aventuranças (5 Dias)
Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.
Prévia da sessão 1:
Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram
6 min
Salmos de Consolo (5 Dias)
Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.
Prévia da sessão 1:
O Cuidado do Pastor
5 min
Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões
Criar conta grátisComentário Bible Guided
Aqui está a mensagem que Deus deu a Samuel, depois de toda aquela preparação, sobre a casa de Eli. Deus não veio dizer a Samuel quão grande ele se tornaria ou quão famoso seria em Israel. Os jovens costumam ter curiosidade sobre o próprio futuro, mas Deus veio a Samuel com um propósito melhor: colocá‑lo a serviço, dando‑lhe uma mensagem para levar a outra pessoa.
Aquela primeira mensagem provavelmente ficou gravada em Samuel por toda a vida. Mais tarde o ajudaria quando seus próprios filhos se mostraram maus, embora não tão perversos quanto os filhos de Eli, ainda assim bem menos fiéis do que deveriam ter sido (1 Samuel 8:3). A mensagem foi curta, bem mais curta que aquela que o homem de Deus já havia levado (1 Samuel 2:27). Samuel ainda era criança, e Deus não sobrecarregou sua memória com uma palavra longa demais. Crianças não devem ter a mente excessivamente carregada, ainda que seja com coisas santas.
Era também uma mensagem triste, uma palavra de juízo. Ela confirmava o aviso já dado no capítulo anterior e tornava firme a sentença ali pronunciada, porque Eli talvez não tivesse levado aquele aviso tão a sério quanto deveria. As ameaças de Deus não ficam menos certas quando as pessoas as desprezam. Na verdade, quanto menos são levadas em conta, mais certas se tornam e mais pesadamente caem.
A mensagem fala primeiro do pecado de Eli, o pecado de que ele tinha consciência (1 Samuel 3:13). O homem de Deus já o havia advertido, e a própria consciência de Eli muitas vezes lhe falara. Em todos nós há culpa e corrupção que o próprio coração conhece. O pecado de Eli foi este: seus filhos se fizeram vis, e ele não os repreendeu nem conteve. A expressão usada pode significar também que ele não os olhou com severidade suficiente. Pode até ter demonstrado desaprovação, mas não na medida em que deveria. Ele os repreendeu, porém não os puniu pelo mal que fizeram, nem lhes tirou o poder de continuar fazendo o mal, embora, como pai, sumo sacerdote e juiz, tivesse autoridade para isso.
Os pecadores tornam‑se vis por sua própria maldade. Corrompem a si mesmos, porque cada um é tentado quando é atraído e engodado pelo próprio desejo (Tiago 1:14). Agindo assim, rebaixam a si mesmos e se tornam odiosos não só ao Deus santo, mas também às pessoas e aos anjos santos. O pecado é algo vil, e nada traz vergonha mais profunda (Salmo 15:4). Os filhos de Eli trataram Deus com leviandade e fizeram suas ofertas parecerem desprezíveis aos olhos do povo, mas a vergonha recaiu sobre eles mesmos. Eles se fizeram vis.
Os que têm autoridade e não contêm o pecado de outros, quando têm poder para isso, tornam‑se cúmplices da culpa. Serão responsabilizados como participantes. Quem está em posição de autoridade terá muito a responder se não fizer da espada que carrega um terror para os que praticam o mal.
Em seguida, a mensagem fala do castigo, o mesmo castigo que Deus já havia anunciado contra a casa de Eli (1 Samuel 3:12, 13). Deus dissera que julgaria a casa de Eli para sempre, isto é, que uma maldição duradoura repousaria sobre sua família de geração em geração. Os detalhes dessa maldição já tinham sido apresentados e não são repetidos aqui. Mas um ponto novo é acrescentado: quando a sentença começasse a ser executada, seria tão terrível que abalaria todo o Israel (1 Samuel 3:11). Todo aquele que a ouvisse sentiria seus ouvidos latejarem, como se ressoassem de alarme. Cada israelita ficaria tomado de temor e espanto ao ouvir que os filhos de Eli foram mortos, que o pescoço de Eli foi quebrado e que sua família foi espalhada. Quão terrível é Deus em juízo. Se tais coisas são feitas na árvore verde, que será feito na seca? Os juízos de Deus sobre outros devem despertar em nós santo temor (Salmo 119:120).
Esses primeiros acontecimentos no juízo seriam também sinais claros de que o restante certamente se cumpriria. Deus disse que, quando começasse, iria adiante até concluir tudo o que havia ameaçado (1 Samuel 3:12). Isso sugere que pode haver demora antes do início do juízo, mas demora não é perdão. Esperar não é o mesmo que cancelar a sentença. Quando Deus começa, ele termina a obra. Ainda que pareça tardar, golpeia com firmeza.
Não haveria também esperança de reverter a sentença ou de suavizar sua execução (1 Samuel 3:14). Deus não voltaria atrás em sua palavra, porque a havia confirmado com juramento: tinha jurado à casa de Eli. Deus não volta atrás no que jurou, seja em misericórdia, seja em juízo. E não haveria meio de resolver o caso por sacrifício. A culpa da casa de Eli não seria expiada por sacrifício nem oferta para sempre. Não haveria expiação, nem o castigo seria retirado.
Isso evidenciava a fraqueza dos sacrifícios da lei, pois havia pecados que eles não alcançavam e não podiam purificar. Mas o sangue de Cristo purifica de todo pecado, e os que confiam nele são preservados da morte eterna que o pecado merece.
Samuel então transmitiu essa mensagem a Eli. Guardou silêncio até a manhã (1 Samuel 3:15). Provavelmente permaneceu acordado, pensando no que tinha ouvido, repetindo em sua mente e ponderando como deveria usá‑la. Depois de recebermos o alimento espiritual da palavra de Deus, é sábio ficarmos quietos para que ela se firme em nosso coração.
Pela manhã, abriu as portas da casa do Senhor, como de costume. Levantou‑se cedo no tabernáculo, o que já era um sinal notável de prontidão numa criança. Mas, naquela manhã, isso também mostrava humildade. Deus o havia honrado de maneira extraordinária acima de todos os filhos de Israel, e, no entanto, Samuel não se envaideceu. Não se julgou importante demais para um serviço humilde. Continuou a abrir as portas do tabernáculo com a mesma disposição de antes.
Aqueles a quem Deus se revela permanecem pequenos aos próprios olhos. Ele os torna dispostos a fazer qualquer coisa que sirva à sua glória, ainda que seja apenas ficar como porteiro em sua casa. Poderíamos imaginar Samuel tão tomado pela visão que se esquecesse de seus deveres habituais ou corresse a contar aos companheiros sua noite com Deus. Em vez disso, guardou tudo em silêncio e seguiu com suas tarefas. A comunhão particular com Deus não é algo para ser alardeado.
Samuel também temia contar a Eli o que tinha visto. Se o receio fosse de que Eli se irritasse e o repreendesse, isso sugeriria que Eli muitas vezes era duro com aquele menino promissor, enquanto era demasiadamente brando com seus próprios filhos perversos. Mas é possível que Samuel estivesse simplesmente relutante em entristecer o velho sacerdote e perturbá‑lo.
Se Samuel se apressasse a contar logo a Eli aquelas notícias, poderia parecer que se alegrava com a queda que se aproximava de Eli e que esperava edificar sua própria casa sobre a ruína de Eli. Por isso foi adequado que não se apressasse em falar da visão. Ninguém de bom coração tem prazer em levar más notícias, muito menos Samuel, falando a Eli, seu mestre, o homem que ele amava e respeitava.
Então Eli interrogou Samuel com cuidado, como se lê em (1 Samuel 3:16‑17). Assim que ouviu Samuel se movendo, chamou‑o, provavelmente à beira de sua cama. Como já percebia que Deus tinha falado com Samuel, insistiu com ele, primeiro com palavras sérias: “Não me encobras nada”, e depois com um juramento solene: “Assim te faça Deus, e outro tanto, se me encobrires alguma coisa.” Eli tinha bons motivos para temer que a mensagem trouxesse mal para ele, mas, por vir de Deus, ele não suportava permanecer na ignorância. Quem teme a Deus deseja conhecer toda a sua vontade, quer traga consolo, quer traga advertência.
Seu juramento também aponta para o fim terrível dos atalaias infiéis, isto é, daqueles que foram colocados para advertir outros, mas se calam. Se não advertem os pecadores, trazem sobre si a própria ira e maldição que deveriam anunciar contra os que perseveram no pecado.
Por fim, Samuel entregou a mensagem com fidelidade, como em (1 Samuel 3:18). Contou tudo a Eli. Uma vez que entendeu que devia falar, não adoçou a mensagem, não escondeu as partes difíceis, nem tentou torná‑la mais agradável do que era. Transmitiu‑a de forma simples e completa, sem omitir nada. Os ministros de Cristo devem falar com essa mesma honestidade.
Eli então a recebeu de modo piedoso. Não duvidou da veracidade de Samuel, não se indignou contra ele, nem argumentou que a sentença fosse injusta. Não murmurou, como fez Caim, dizendo que o castigo era grande demais para suportar. Em vez disso, submeteu‑se com paciência e aceitou a pena por seu pecado. “É o Senhor; faça o que bem parecer aos seus olhos.”
Eli entendeu que a sentença dizia respeito a um castigo nesta vida, com vergonha e pobreza se estendendo à sua linhagem, e não à perda final do favor de Deus para todos os seus descendentes. Por isso, submeteu‑se de bom grado. Não reclamou, porque sabia quão culpada era a sua casa. Também não pediu a Deus que revogasse a sentença, pois ela fora confirmada por juramento solene e não seria retirada. Assim, aquietou o coração em humilde rendição à vontade de Deus, como fez Arão em situação semelhante (Levítico 10:3), quando “Arão, pois, calou‑se”.
Em resumo, Eli se apoia nesta verdade consoladora: “É o Senhor.” É ele quem dá a sentença, e ninguém pode recorrer da sua decisão ou contestá-la. É ele quem a executa, e ninguém pode resistir ao seu poder, desafiar a sua justiça ou questionar o seu governo. É o Senhor quem há de glorificar e honrar a si mesmo em tudo isso, e é justo que assim seja. Ele é justo e nunca faz injustiça a nenhuma de suas criaturas, nem exige mais do que o pecado merece.
A partir dessa verdade, Eli tira esta conclusão sábia: “Faça ele o que bem parecer aos seus olhos.” Ele não tem nada a dizer contra o modo de Deus agir. Deus é justo em todos os seus caminhos e santo em todas as suas obras; portanto, a vontade de Deus precisa ser feita. “Suportarei a ira do Senhor, porque pequei contra ele.” Assim também devemos aquietar o coração debaixo da correção de Deus e não contender com o nosso Criador.
Como a sua IA cristã pode ajudar
Explore as Escrituras e a vida por uma perspectiva cristã
Estudo bíblico
Orientação para a vida
Apoio em oração
Sabedoria diária
Faça 3 perguntas grátis por semana. Não é necessário cartão de crédito. Ver planos
Deste capítulo
1 Samuel 3:1
"E o jovem Samuel servia ao SENHOR perante Eli; e a palavra do SENHOR era de muita valia naqueles dias; não havia visão manifesta."
1 Samuel 3:2
"E sucedeu, naquele dia, que, estando Eli deitado no seu lugar (e os seus olhos começavam a escurecer, pois não podia ver),"
1 Samuel 3:3
"E estando também Samuel já deitado, antes que a lâmpada de Deus se apagasse no templo do Senhor, onde estava a arca de Deus,"
1 Samuel 3:4
"O Senhor chamou a Samuel, e disse ele: Eis-me aqui."
1 Samuel 3:5
"E correu a Eli, e disse: Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Mas ele disse: Não te chamei eu, torna a deitar-te. E foi e se deitou."
1 Samuel 3:6
"E o Senhor tornou a chamar outra vez a Samuel, e Samuel se levantou, e foi a Eli, e disse: Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Mas ele disse: Não te chamei eu, filho meu, torna a deitar-te."
Oração diária
Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail
Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.
Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.
Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.