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1 Reis 6:1 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" E sucedeu que no ano de quatrocentos e oitenta, depois de saírem os filhos de Israel do Egito, no ano quarto do reinado de Salomão sobre Israel, no mês de Zive (este é o mês segundo), começou a edificar a casa do SENHOR. "

1 Reis 6:1

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1 E sucedeu que no ano de quatrocentos e oitenta, depois de saírem os filhos de Israel do Egito, no ano quarto do reinado de Salomão sobre Israel, no mês de Zive (este é o mês segundo), começou a edificar a casa do SENHOR.

2 E a casa que o rei Salomão edificou ao Senhor era de sessenta côvados de comprimento, e de vinte côvados de largura, e de trinta côvados de altura.

3 E o pórtico diante do templo da casa era de vinte côvados de comprimento, segundo a largura da casa, e de dez côvados de largura diante da casa.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Aqui, o templo é chamado de casa do SENHOR (1 Reis 6:1) por dois motivos. Primeiro, o próprio SENHOR o idealizou e traçou o plano. A sabedoria infinita foi o seu verdadeiro arquiteto, e ele deu a Davi o modelo pelo Espírito, não apenas por palavra, mas também por escrito, para maior certeza e exatidão (1 Crônicas 28:11, 1 Crônicas 28:12), assim como havia dado a Moisés um esboço escrito do tabernáculo.

Em segundo lugar, o templo foi dedicado e separado para o SENHOR e para a sua honra, para uso exclusivo em seu serviço. Nenhuma outra casa jamais foi usada dessa forma, porque Deus manifestou ali a sua glória de modo especial, apropriado àquele tempo e àquela aliança. Quando Deus deu a Israel ordenanças carnais, regulamentos exteriores, deu também um santuário terreno, um lugar santo terrestre (Hebreus 9:1, Hebreus 9:10). Era isso que constituía a formosura de santidade do templo. Ele era a casa do SENHOR, e isso era maior do que todo o seu outro esplendor.

O tempo em que se começou a construir o templo também é cuidadosamente registrado. Foi no ano quatrocentos e oitenta depois que os filhos de Israel saíram do Egito. Contando quarenta anos para Moisés, dezessete para Josué, 299 para os juízes, quarenta para Eli, quarenta para Samuel e Saul, quarenta para Davi e quatro para Salomão antes de iniciar a obra, o total chega a 480. Tanto tempo se passou entre o surgimento daquela santa nação e a edificação daquela santa casa, que foi queimada por Nabucodonosor em menos de 430 anos.

Esse longo atraso aconteceu porque Israel, por seus pecados, se tornara indigno de tamanha honra. Também mostrava que Deus não põe grande valor no esplendor exterior do culto. Ele não tinha pressa por um templo. A tenda de Davi, simples, arrumada e útil, mas não grandiosa nem rica, e que, ao que parece, nunca foi formalmente consagrada, ainda assim é chamada de casa do SENHOR (2 Samuel 12:20), e serviu tão bem quanto o templo de Salomão. No entanto, quando Deus deu grande riqueza a Salomão, colocou em seu coração usá-la dessa forma, e ele graciosamente aceitou isso, sobretudo porque o templo tinha o propósito de apontar para coisas melhores que viriam (Hebreus 9:9).

O templo foi construído no quarto ano do reinado de Salomão. Os três primeiros anos foram gastos para organizar os negócios do reino, para que a obra não fosse prejudicada pela desordem. O tempo gasto em pôr nossos assuntos em ordem e afastar distrações não é perdido, quando isso nos prepara para a obra de Deus.

Durante esse período, Salomão também foi acrescentando às preparações feitas por seu pai (1 Crônicas 22:14). Cortou as pedras, preparou a madeira e deixou tudo em ponto de uso. Por isso, não se deve culpá-lo por ter esperado até então. Estamos verdadeiramente servindo a Deus quando nos preparamos para o seu serviço e nos tornamos prontos para ele.

Os materiais eram trazidos já ajustados para o seu lugar (1 Reis 6:7), tão bem preparados que não se ouvia martelo nem machado na casa, enquanto se edificava. Ao construir, Salomão de certo modo ensinou que a obra deve ser primeiro preparada no campo e depois edificada (Provérbios 24:27). Aqui, a preparação foi especialmente completa e precisa. Quando as partes se juntavam, nada faltava e nada precisava ser corrigido.

Esse seria o templo do Deus de paz, por isso nenhuma ferramenta de ferro devia ser ouvida ali. Quietude e silêncio combinam com o culto e o favorecem. A obra de Deus deve ser feita com o máximo de cuidado e o mínimo de ruído possível. O templo foi derrubado com machados e martelos, e os que o destruíam bramavam no meio da congregação (Salmo 74:4, Salmo 74:6), mas foi construído em silêncio. Barulho e violência muitas vezes impedem a obra de Deus, mas nunca a ajudam.

As dimensões também são dadas (1 Reis 6:2, 1 Reis 6:3), conforme proporções adequadas. Alguns entendem que o comprimento e a largura do templo eram exatamente o dobro das do tabernáculo. Agora que Israel se tornara mais numeroso, o seu lugar de adoração precisava ser maior (Isaías 54:1, Isaías 54:2). Agora que eram mais ricos, estavam em melhor condição de ampliá-lo. Àqueles a quem Deus dá muito devem empregar muito em seu serviço.

Também se descreve as janelas (1 Reis 6:4). Eram largas por dentro e estreitas por fora. Nossa visão espiritual deve ser assim. Devemos olhar mais de perto para nós mesmos do que para os outros, examinando cuidadosamente o próprio coração e sendo muito mais lentos em julgar nossos irmãos. As janelas estreitas também simbolizavam a obscuridade daquela antiga aliança em comparação com a luz do evangelho.

As câmaras também são descritas (1 Reis 6:5, 1 Reis 6:6). Eram como salas laterais, ou depósitos. Ali se guardavam cuidadosamente os utensílios sagrados, e ali os sacerdotes se vestiam e se despiam, deixando as roupas que usavam no serviço. Em algumas dessas salas, provavelmente também comiam das coisas santas. Salomão não se preocupou tanto com a grandeza do edifício a ponto de negligenciar as necessidades práticas do seu serviço, para que tudo pudesse ser feito com decência e ordem.

Teve-se ainda o cuidado de que as vigas não fossem encaixadas nas paredes de modo a enfraquecê-las (1 Reis 6:6). Que a força da igreja nunca seja prejudicada sob o pretexto de torná-la mais bonita ou mais cômoda.

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