Versículo em destaque
Zacarias 11:4 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Assim diz o Senhor meu Deus: Apascenta as ovelhas da matança, "
Zacarias 11:4
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
2 Geme, ó cipreste, porque o cedro caiu, porque os mais poderosos são destruídos; gemei, ó carvalhos de Basã, porque o bosque forte é derrubado.
3 Voz de uivo dos pastores! porque a sua glória é destruída; voz de bramido dos filhos de leões, porque foi destruída a soberba do Jordão.
4 Assim diz o Senhor meu Deus: Apascenta as ovelhas da matança,
5 Cujos possuidores as matam, e não se têm por culpados; e cujos vendedores dizem: Louvado seja o Senhor, porque tenho enriquecido; e os seus pastores não têm piedade delas.
6 Certamente não terei mais piedade dos moradores desta terra, diz o Senhor; mas, eis que entregarei os homens cada um na mão do seu próximo e na mão do seu rei; eles ferirão a terra, e eu não os livrarei da sua mão.
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Aqui o profeta é feito uma figura de Cristo, assim como o profeta Isaías às vezes foi. O objetivo destes versículos é mostrar que Cristo veio a este mundo para juízo (João 9:39), especialmente juízo sobre a igreja e a nação judaica. Quando ele veio, seus líderes já estavam profundamente corrompidos pelo mundanismo e pela hipocrisia. Cristo teria curado essa situação, mas eles não quiseram ser curados. Por isso, foram deixados desolados e entregues à ruína.
Primeiro vemos a situação desesperadora da igreja judaica sob o comando de seus próprios líderes. A escravidão em sua própria terra os tornava tão miseráveis quanto o exílio antes os havia tornado em terras estrangeiras: “Os seus possuidores as matam, e não se têm por culpados; e os que as vendem dizem: Bendito seja o Senhor, porque estou rico” (Zacarias 11:5). No tempo de Zacarias, príncipes e nobres foram justamente repreendidos por cobrarem juros de seus próprios irmãos judeus, e os governadores eram duros até por meio de seus servos (Neemias 5:7, 15). No tempo de Cristo, os principais sacerdotes e líderes, que deveriam cuidar do rebanho, tornaram-se tiranos por meio de suas tradições, regras humanas e exigências sobre a consciência do povo. Devoravam casas, tomavam riquezas para si e despiam o rebanho em vez de o alimentar.
Os saduceus, incrédulos e levianos quanto à verdade, prejudicavam o entendimento do povo. Os fariseus, rígidos mas orgulhosos e supersticiosos, prejudicavam a moral ao deixarem de lado os mandamentos de Deus (Mateus 15:6). Assim matavam as ovelhas do rebanho, e assim as vendiam. Não se importavam com o que aconteceria com o povo, contanto que pudessem ganhar poder e servir a seus próprios interesses. Ainda se defendiam nisso: “Matam-nas, e não se têm por culpados.” Não viam mal algum no que faziam e pensavam que jamais seriam chamados a prestar contas pelo verdadeiro Pastor.
Mentes assim estão profundamente cegas, quando alguém faz o mal e ainda se justifica. Mas Deus não deixará por inocentes aqueles que a si mesmos se declaram inocentes. Eles também insultavam a Deus ao agradecê-lo pelo lucro de sua opressão: “Bendito seja o Senhor, porque estou rico.” Como se Deus aprovasse o ganho perverso, e sua providência fosse cúmplice do pecado deles. Devemos agradecer a Deus pelo que é adquirido honestamente, e bendizê-lo, porque é a sua bênção que enriquece sem acrescentar dores. Mas como alguém pode pedir que Deus abençoe meios ilícitos de obter riqueza, ou agradecê-lo pelo êxito em tais caminhos? Deveriam ter confessado o seu pecado, envergonhar-se dele e prometido reparar o mal, em vez de zombar de Deus chamando o lucro do pecado de presente vindo dele. Deus odeia o roubo, ainda que seja para holocaustos, e não é honrado por ações de graças quando é desonrado no modo de adquirir ou usar aquilo que lhe é oferecido.
Eles também mostravam desprezo pelo povo de Deus, como se o povo não fosse digno de cuidado nem de misericórdia. “Os seus próprios pastores não se compadecem delas.” Faziam o povo miserável, e não sentiam tristeza por isso. Cristo teve compaixão das multidões, porque estavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor, embora, na verdade, tivessem pastores piores do que nenhum. Mas seus próprios pastores não tinham piedade, nem cuidado. É mau sinal para uma igreja quando seus pastores não têm ternura pelas almas preciosas, e conseguem olhar para ignorantes, insensatos, ímpios e fracos sem nenhuma compaixão.
Em seguida vem a sentença de ira de Deus sobre eles, por causa da cegueira e obstinação nessa condição. A religião entre eles tinha desabado em ruínas, e isso não lhes fazia diferença. “O meu povo assim o deseja” (Jeremias 5:31). Mesmo sendo oprimidos e esmagados em juízo, ainda andavam de boa vontade após o mandamento de homens (Oséias 5:11). Como seus pastores não se compadeciam deles, eles também não choravam por si mesmos. Por isso Deus diz: “Nunca mais apiedarei dos habitantes desta terra” (Zacarias 11:6). Tinham escolhido a própria destruição, e assim Deus os deixa a ela. Verdadeiramente miseráveis são aqueles de quem o próprio Deus de misericórdia já não quer ter compaixão.
Os que voluntariamente deixam a consciência ser oprimida por quem ensina mandamentos humanos como doutrina, como fizeram os judeus, muitas vezes acabam perdendo também suas liberdades civis, e com justiça, pois quem entrega os direitos de Deus acaba perdendo os seus próprios. Os judeus fizeram isso; os papistas fazem isso; e ninguém deve estranhar se forem governados com dureza. Aqui Deus os adverte que os entregará a opressores, cada um na mão do seu próximo, para que se tratem com crueldade. Isso aconteceu em Jerusalém, onde os zelotes e outros rebeldes praticaram violências piores do que as do inimigo, como Joséfo relata em sua história das guerras judaicas. Seriam também entregues nas mãos de seu rei, isto é, o imperador romano, que eles escolheram em lugar de Cristo quando disseram: “Não temos rei, senão César.” Pensaram com isso ganhar o favor de seus governantes, mas Deus trouxe os romanos contra eles, e estes destruíram sua cidade e sua nação.
Deus também diz que não os livraria das mãos deles. Eles feririam toda a terra, e ele não os resgataria. Se o Senhor não ajudar, ninguém mais pode; e as pessoas não podem salvar a si mesmas.
Mesmo assim, é feita ainda uma nova tentativa para ver se sua ruína poderia ser impedida, enviando Cristo entre eles como pastor. Deus havia enviado seus servos em vão, mas, por fim, enviou o seu Filho, dizendo: “Terão respeito a meu Filho” (Mateus 21:37). Vários profetas haviam falado dele como o Pastor de Israel (Isaías 40:11; Ezequiel 34:23). O próprio Cristo disse aos fariseus que ele era o Pastor das ovelhas, e que aqueles que se apresentavam como pastores eram ladrões e salteadores (João 10:1, 2, 11), aludindo claramente a esta passagem.
Aqui está a ordem que ele recebeu de seu Pai, para ver o que se poderia fazer com esse rebanho: “Assim diz o Senhor meu Deus” (Cristo chama o Pai de “meu Deus” porque tudo o que empreendeu foi segundo a sua vontade e para a sua glória): “Apascenta as ovelhas da matança” (Zacarias 11:4). Os judeus eram o rebanho de Deus, mas um rebanho destinado à matança, porque seus inimigos os matavam o dia todo e os tratavam como ovelhas para o matadouro. Seus próprios governantes os destruíam, e o próprio Deus já os havia marcado para o juízo.
Mesmo assim, Cristo os apascenta por meio de repreensão, instrução e consolação. Oferece alimento sadio àqueles que, por longo tempo, haviam sido estragados pelo ensino dos escribas e fariseus. Ele tinha outras ovelhas que não eram daquele aprisco, que seriam trazidas depois, mas foi enviado primeiro às ovelhas perdidas da casa de Israel (Mateus 15:24).
Ele também aceitou essa incumbência e a cumpriu, como diz Zacarias 11:7. É como se ele dissesse: “Eis aqui venho… para fazer, ó Deus, a tua vontade”, e, sendo esta a vontade do Pai, passa a ser a sua: “Apascentarei as ovelhas destinadas à matança.” Cristo cuidou dessas ovelhas perdidas. Andou entre elas, ensinando e curando até mesmo os pobres do rebanho. Não desprezou os mais humildes, nem os deixou de lado por serem insignificantes aos olhos do mundo. Os pastores que faziam presa deles não se importavam com os pobres; só lidavam com quem lhes podia dar alguma vantagem. Mas Cristo anunciou seu evangelho aos pobres (Mateus 11:5). Sua convivência com o povo comum fazia parte de sua humilhação. Seus companheiros constantes, os discípulos, eram eles mesmos tirados dentre os pobres do rebanho.
Ele também se aparelhou para a obra que havia assumido. “Tomei para mim duas varas”, isto é, cajados de pastor. Outros pastores têm um só cajado, mas Cristo tinha dois, mostrando o cuidado duplo que dedicou ao rebanho e o que fez tanto pela alma quanto pelo corpo. Davi fala da vara e do cajado de Deus (Salmo 23:4), um para corrigir e outro para sustentar. Uma vara chamou Graça (ou Beleza), aludindo ao templo, chamado a beleza da santidade, e a um de seus belos portões. Cristo o chamou de casa de seu Pai e mostrou grande zelo por ele quando expulsou dali compradores e vendedores. A outra chamou Laços (ou Uniões), apontando para o estado civil, a vida unida daquela nação. Cristo também zelou por isso, pregando amor e paz entre eles. Em seu evangelho e em tudo o que fez entre eles, Cristo visou tanto ao bem civil quanto ao bem santo daquele povo.
Em seguida, ele exerceu seu ofício como o Pastor principal. Ele apascentou o rebanho (Zacarias 11:7) e removeu os falsos pastores que haviam traído a confiança que lhes foi dada (Zacarias 11:8): “Destruí três pastores num mês”. Como a história posterior da igreja judaica não é totalmente clara, não podemos saber com certeza a que fato específico isso se refere. Em linhas gerais, foi um ato de poder e justiça, castigando pastores pecadores e aliviando o rebanho oprimido. Alguns entendem esses três pastores como as três ordens de príncipes, sacerdotes e escribas ou profetas, que foram deixados de lado depois que Cristo consumou sua obra, por causa de sua infidelidade. Outros pensam nas três seitas judaicas: fariseus, saduceus e herodianos. Cristo calou a todos em discussão (Mateus 22) e logo depois os eliminou, tudo em pouco tempo.
Houve também o ódio deles contra Cristo, que os tornou odiosos a ele. Ele veio para os seus, as ovelhas de seu próprio pasto, e seria de se esperar um afeto pleno entre eles e ele, como entre um pastor e suas ovelhas. Mas eles se comportaram de tal maneira que a alma dele os detestou, ou, como a expressão pode indicar, ele se afastou deles. Ele lhes queria fazer o bem, mas não pôde conceder-lhes o bem que pretendia por causa da incredulidade deles (Mateus 13:58). Ele se decepcionou com eles, perturbou-se por causa deles e se entristeceu por eles, não apenas pelos pastores que ele cortou fora, mas também pelo povo. Muitas vezes os contemplou com o coração dolorido e lágrimas nos olhos. Os pecados deles esgotaram a sua paciência, e ele se cansou daquela geração incrédula e perversa. “A sua alma também me aborreceu”, e por isso a alma dele os aborreceu. Qualquer distanciamento entre Deus e o ser humano começa do lado humano. Os pastores judeus rejeitaram esse Pastor principal, assim como os construtores judeus rejeitaram essa pedra angular principal. Ficaram indignados com o ensino de Cristo, com seus milagres e com sua influência sobre o povo. Fizeram de tudo para torná-lo odioso, assim como já tinham se tornado odiosos a ele. Há uma inimizade real entre Deus e os ímpios. Eles são odiosos para Deus e odeiam a Deus. Nada mostra mais claramente o pecado e a miséria de uma vida não convertida do que isso. A mente voltada para a carne e a amizade do mundo são inimizade contra Deus. Deus odeia todos os que praticam o mal, e é fácil ver onde esse conflito vai terminar se não for encerrado a tempo (Isaías 27:4, 5).
Então Cristo os rejeitou como sem remédio e deixou a casa deles deserta, como em (Mateus 23:38). As coisas que pertenciam à paz deles foram escondidas de seus olhos, porque não reconheceram o tempo da sua visitação. Aqui está a sentença de rejeição: “Então eu disse: Não vos apascentarei.” Ele não teria mais cuidado deles. Não o veriam mais. Teriam de seguir o próprio caminho. Já que ele não os alimentaria, também não os curaria. “O que morrer, morra.” O Pastor não fará nada para salvar a vida que já está perdida. “E o que se perder, perca-se.” O que se torna presa fácil do lobo, que se torne mesmo presa. E que o restante se esqueça por tanto tempo de sua natureza mansa a ponto de comerem uns aos outros. Que essas ovelhas briguem como cães. Os que rejeitam Cristo certamente e com justiça serão rejeitados por ele, e então a miséria se segue.
Um sinal disso foi dado quando ele disse: “Tomei o meu cajado, a Graça, e o quebrei ao meio” (Zacarias 11:10). Isso mostrava que ele não seria mais o pastor deles, assim como um mordomo real encerra sua comissão quebrando o seu cajado branco. Era também como Moisés quebrando as tábuas da lei, o que por um momento suspendeu as relações de aliança entre Deus e Israel. Quebrar esse cajado significava a quebra da aliança de Deus com todos os povos, aquela aliança especial feita com as tribos de Israel e com outros que a elas se haviam unido pela religião. A igreja judaica agora estava despojada de sua glória. A sua coroa foi desonrada e lançada ao chão, e toda a sua honra foi posta no pó, porque Deus se retirou e já não a reconhecia como sua. Quando Cristo lhes declarou abertamente que o reino de Deus seria tirado deles e dado a outro povo, então ele quebrou o cajado da Graça (Mateus 21:43). Ele foi quebrado naquele mesmo dia. Jerusalém e a nação judaica duraram mais quarenta anos, mas, a partir daquele dia, o cajado da Graça pode ser considerado como quebrado (Zacarias 11:11). Os grandes homens não entenderam, ou não quiseram entender, isso como juízo de Deus. Tentaram afastar essa ideia com um frio “Nunca aconteça tal coisa” (Lucas 20:16). Mas os pobres do rebanho, os discípulos de Cristo, que o seguiam e sabiam com que autoridade ele falava, distinguiam a voz do seu Pastor da voz do estranho. Sabiam que aquilo era a palavra do Senhor e tremiam diante dela. Tinham certeza de que não falharia.
Cristo é bem acolhido pelos pobres do rebanho. Ele os escolheu para estarem com ele, aprenderem dele e testemunharem por ele. Os pobres o receberam, a ele e ao seu evangelho, quando os que tinham muitas posses se afastaram. Os que esperam em Cristo e se assentam aos seus pés para ouvir e receber as suas palavras saberão se o seu ensino procede de Deus (João 7:17).
Isso apresenta outro motivo para a rejeição deles. Antes foi dito: “Suas almas o odiaram”, e aqui vemos isso se manifestar na negociação pela qual o Pastor é entregue por trinta moedas de prata, ou trinta denários romanos, ou mais provavelmente trinta siclos judaicos. Essa profecia é apresentada de forma um tanto encoberta, como muitas profecias de detalhes específicos, para que a formulação exata não impedisse o seu cumprimento.
O Pastor vem a eles para receber o seu salário (Zacarias 11:12): “Se vos parece bem, dai-me o meu salário. Se já estais cansados de mim, pagai-me e deixai-me ir. Se quiserdes que eu fique mais, ficarei. Se quiserdes despedir-me sem nada, estou satisfeito.” Cristo não era um servo assalariado, e ainda assim o trabalhador é digno do seu salário. Podemos comparar isso com o que Cristo disse a Judas, que estava a ponto de traí-lo: “O que fazes, faze-o depressa” (João 13:27). Cristo deixou que a questão fosse resolvida de uma vez. Os que traem a Cristo não são forçados a isso, escolhem fazê-lo.
Eles o avaliaram em trinta moedas de prata. Ele os havia servido como Pastor por muitos anos, e ainda assim era só isso que estavam dispostos a lhe dar. Era como se ele dissesse: “Que belo preço pelo meu cuidado e suor.” Se Judas fixou esse valor em sua proposta, é marcante que seu próprio nome fosse Judas (Judá), o mesmo da nação como um todo, pois isso foi um ato nacional. Se, como parece mais provável, foram os principais sacerdotes que fixaram o preço, agiram como representantes do povo. Fazia parte do ofício do sacerdote avaliar coisas consagradas (Levítico 27:8), e aqui eles avaliaram o Senhor Jesus. Era o preço habitual de um escravo (Êxodo 21:32). Fazer pouco caso de Cristo e menosprezar o amor desse grande e bom Pastor leva muitos à ruína, e com justiça.
Como a prata estava muito aquém do seu verdadeiro valor, é lançada ao oleiro com desprezo: “Que ele a leve para comprar barro ou para qualquer coisa insignificante, pois não vale a pena guardá-la. Pode servir para o estoque de um oleiro, mas não para o salário de tal Pastor, muito menos para o preço de sua pessoa.” Assim, o profeta lançou as trinta moedas de prata ao oleiro na casa do Senhor, como quem diz: “Que ele as receba e faça com elas o que quiser.” Mais tarde vemos isso cumprir-se claramente nos sofrimentos de Cristo, e o evangelho de Mateus remete a essa profecia (Mateus 27:9, 10). Trinta moedas de prata foi exatamente a soma pela qual Cristo foi vendido aos principais sacerdotes e, quando Judas não quis ficar com o dinheiro e os principais sacerdotes não quiseram recebê-lo de volta, ele foi usado para comprar o campo do oleiro. Até aquela decisão rápida dos principais sacerdotes fazia parte de uma profecia antiga e, mais ainda, fazia parte do plano e da presciência eternos de Deus.
O sinal final da rejeição deles é o corte do outro cajado (Zacarias 11:14). O primeiro cajado mostrava a ruína da igreja deles, porque a aliança entre Deus e eles foi quebrada, e isso tirou a sua formosura. Esse segundo cajado mostra a ruína do seu estado político, porque a fraternidade entre Judá e Israel foi rompida, e antigas hostilidades e contendas retornaram. Eram como as divisões que haviam existido entre Judá e Israel, embora ter sido feitos um só bordão na mão do Senhor tivesse sido prometido como bênção depois do exílio (Ezequiel 37:19). Agora essa união é desfeita. Eles se dividirão em partidos e facções, crescerão em amargura uns contra os outros, e seu reino, assim dividido, será levado à ruína.
Nada destrói um povo de forma mais certa do que quebrar o cajado “Laços” e enfraquecer a fraternidade entre eles, porque assim se tornam presa fácil de um inimigo comum. Isso vem depois da quebra da aliança entre Deus e eles e do declínio da verdadeira religião entre eles. Quando o pecado aumenta, o amor esfria.
Não é de admirar que as pessoas se desentendam entre si, se antes já tinham provocado Deus a voltar-se contra elas. Quando o cajado “Formosura” é quebrado, o cajado “Laços” não permanecerá firme por muito tempo. Um povo desligado da igreja logo se torna um povo arruinado.
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Deste capítulo
Zacarias 11:1
"Abre, ó Líbano, as tuas portas para que o fogo consuma os teus cedros."
Zacarias 11:2
"Geme, ó cipreste, porque o cedro caiu, porque os mais poderosos são destruídos; gemei, ó carvalhos de Basã, porque o bosque forte é derrubado."
Zacarias 11:3
"Voz de uivo dos pastores! porque a sua glória é destruída; voz de bramido dos filhos de leões, porque foi destruída a soberba do Jordão."
Zacarias 11:5
"Cujos possuidores as matam, e não se têm por culpados; e cujos vendedores dizem: Louvado seja o Senhor, porque tenho enriquecido; e os seus pastores não têm piedade delas."
Zacarias 11:6
"Certamente não terei mais piedade dos moradores desta terra, diz o Senhor; mas, eis que entregarei os homens cada um na mão do seu próximo e na mão do seu rei; eles ferirão a terra, e eu não os livrarei da sua mão."
Zacarias 11:7
"Eu, pois, apascentei as ovelhas da matança, as pobres ovelhas do rebanho. Tomei para mim duas varas: a uma chamei Graça, e à outra chamei União; e apascentei as ovelhas."
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