Versículo em destaque
Apocalipse 4:8 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" E os quatro animais tinham, cada um de per si, seis asas, e ao redor, e por dentro, estavam cheios de olhos; e não descansam nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir. "
Apocalipse 4:8
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
6 E havia diante do trono um como mar de vidro, semelhante ao cristal. E no meio do trono, e ao redor do trono, quatro animais cheios de olhos, por diante e por detrás.
7 E o primeiro animal era semelhante a um leão, e o segundo animal semelhante a um bezerro, e tinha o terceiro animal o rosto como de homem, e o quarto animal era semelhante a uma águia voando.
8 E os quatro animais tinham, cada um de per si, seis asas, e ao redor, e por dentro, estavam cheios de olhos; e não descansam nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir.
9 E, quando os animais davam glória, e honra, e ações de graças ao que estava assentado sobre o trono, ao que vive para todo o sempre,
10 Os vinte e quatro anciãos prostravam-se diante do que estava assentado sobre o trono, e adoravam o que vive para todo o sempre; e lançavam as suas coroas diante do trono, dizendo:
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Já vimos as visões que o apóstolo contemplou no céu. Agora é preciso notar também os cânticos que ele ouviu, pois o céu oferece não só o que agrada ao olhar santificado, mas também o que alegra profundamente o ouvido santificado. Isso já é verdade na igreja de Cristo aqui na terra, que é uma espécie de céu antecipado, e será ainda mais verdadeiro na igreja aperfeiçoada na glória celestial.
Ele ouviu o cântico dos quatro seres viventes, que representam os ministros da igreja. Essa visão remete ao que o profeta Isaías contemplou (Isaías 6:1-13). Ali, eles adoram um só Deus, e somente um: o Senhor Deus Todo-Poderoso, que não muda e vive para sempre. Adoram também as três pessoas santas nesse único Deus: o Pai Santo, o Filho Santo e o Espírito Santo. Todos são um único Ser, infinitamente santo e eterno, que está assentado no trono e vive pelos séculos dos séculos. Nessa glória, o profeta viu a Cristo e falou dele.
Ele também ouviu a adoração dos vinte e quatro anciãos, ou seja, do povo cristão que eles representam. Os ministros conduzem, e o povo se une a eles em louvor a Deus (Apocalipse 4:10-11). Há vários pontos a observar.
Em primeiro lugar, o objeto da adoração deles é o mesmo que o dos ministros: aquele que está assentado no trono, o Deus eterno, sempre vivo. A verdadeira igreja tem um único e mesmo objeto de culto. Se houvesse dois objetos distintos de adoração, seja como iguais, seja um subordinado ao outro, o culto se tornaria confuso e os adoradores acabariam divididos. É errado associar-se em adoração com aqueles que ou confundem ou acrescentam outro objeto ao culto devido a Deus. Há um só Deus, e somente ele é adorado como Deus pela igreja na terra e no céu.
Em segundo lugar, considere-se os atos da adoração deles. Eles se prostram diante do que está assentado no trono, demonstrando profunda humildade, reverência e santo temor. Também lançam as suas coroas diante do trono. Com isso, reconhecem que Deus é o autor da santidade com que coroou suas almas na terra e da honra e bem-aventurança com que os coroa no céu. Toda a graça e toda a glória que possuem vêm dele. Confessam que a coroa de Deus é infinitamente mais gloriosa do que as deles, e que a verdadeira honra deles consiste em glorificar a Deus.
Em terceiro lugar, repare-se nas palavras da adoração: “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder” (Apocalipse 4:11). Eles não dizem: “Nós te damos glória, honra e poder”, porque que criatura poderia pretender dar algo a Deus? Em vez disso, declaram que ele é digno de recebê-los. Ao dizerem isso, reconhecem, ainda que de forma implícita, que Deus está infinitamente acima de toda bênção e louvor. Ele é digno de receber glória, mas eles não são dignos de louvá-lo, nem capazes de fazê-lo conforme a excelência infinita que ele possui.
Em quarto lugar, temos a razão da adoração deles, e ela é tripla. Ele é o Criador de todas as coisas, a causa primeira; e só o Criador deve ser adorado. Nenhuma criatura pode ser feita objeto de culto religioso. Ele é também o Conservador de todas as coisas, e o seu cuidado preservador é uma criação contínua. Todas as coisas continuam a existir pelo poder sustentador de Deus. Todo ser, exceto Deus, depende da vontade e do poder de Deus; por isso, nenhum ser dependente pode ser elevado a objeto de adoração. Os melhores entre os seres dependentes devem ser adoradores, não adorados.
Ele é ainda o fim último de todas as coisas: “por tua vontade são e foram criadas”. Foi por sua vontade e por seu beneplácito que todas as coisas foram criadas. Ele não foi constrangido pela vontade de outro, e não existe um “criador menor” agindo sob o poder e a vontade de um superior. E, ainda que existisse tal ser, ele não deveria ser adorado. Assim como Deus fez todas as coisas segundo o seu beneplácito, também as fez para o seu beneplácito, para tratá-las como quiser e glorificar-se por meio delas, de um modo ou de outro. Embora ele não tenha prazer na morte do pecador, mas sim em que se converta e viva, ainda assim fez todas as coisas para si (Provérbios 16:4).
Se essas são razões verdadeiras e suficientes para o culto religioso, e se pertencem somente a Deus, então Cristo tem de ser Deus, um com o Pai e o Espírito, e deve ser adorado como Deus. A Escritura lhe atribui a mesma obra da criação: “Porque nele foram criadas todas as coisas... Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Colossenses 1:16-17).
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Deste capítulo
Apocalipse 4:1
"Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz, que como de trombeta ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer."
Apocalipse 4:2
"E logo fui arrebatado em espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono."
Apocalipse 4:3
"E o que estava assentado era, na aparência, semelhante à pedra jaspe e sardônica; e o arco celeste estava ao redor do trono, e parecia semelhante à esmeralda."
Apocalipse 4:4
"E ao redor do trono havia vinte e quatro tronos; e vi assentados sobre os tronos vinte e quatro anciãos vestidos de vestes brancas; e tinham sobre suas cabeças coroas de ouro."
Apocalipse 4:5
"E do trono saíam relâmpagos, e trovões, e vozes; e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete espíritos de Deus."
Apocalipse 4:6
"E havia diante do trono um como mar de vidro, semelhante ao cristal. E no meio do trono, e ao redor do trono, quatro animais cheios de olhos, por diante e por detrás."
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