Versículo em destaque
Salmos 76:7 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Tu, tu és temível; e quem subsistirá à tua vista, uma vez que te irares? "
Salmos 76:7
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
5 Os que são ousados de coração são despojados; dormiram o seu sono; e nenhum dos homens de força achou as próprias mãos.
6 À tua repreensão, ó Deus de Jacó, carros e cavalos são lançados num sono profundo.
7 Tu, tu és temível; e quem subsistirá à tua vista, uma vez que te irares?
8 Desde os céus fizeste ouvir o teu juízo; a terra tremeu e se aquietou,
9 Quando Deus se levantou para fazer juízo, para livrar a todos os mansos da terra. (Selá.)
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Esta grande vitória, que Deus concedeu e abençoou à sua igreja, ensina três coisas.
Em primeiro lugar, ela traz temor aos inimigos de Deus (Salmo 76:7-9). “Só tu és temível.” Sua grandeza deve ser honrada, seu governo deve ser aceito e sua justiça deve ser temida por aqueles que têm pecado contra ele. Que o mundo inteiro aprenda, por esse fato, a contemplar com reverência o grande Deus. Todos devem temer sua ira contra a ousada maldade dos pecadores. “Quem subsistirá diante de ti, uma vez que te irares?” Se Deus é fogo consumidor, como a palha seca poderia permanecer de pé diante dele, ainda que sua ira ardesse apenas um pouco? (Salmo 2:12).
Todos devem também temer o zelo de Deus pela inocência oprimida e pela causa do seu próprio povo. “Desde o céu fizeste ouvir o juízo; a terra temeu e se aquietou, quando Deus se levantou para fazer juízo, para livrar a todos os mansos da terra” (Salmo 76:8-9). Então a terra temeu e ficou silenciosa, aguardando o que resultaria desses gloriosos atos de Deus. O povo de Deus são os mansos da terra (Zacarias 2:3), os quietos na terra (Salmo 35:20), pessoas que suportam o mal, mas não o praticam. Embora sua mansidão os deixe expostos a injustiças, mais cedo ou mais tarde Deus se levantará em seu socorro e defenderá a sua causa.
Quando Deus vem salvar todos os mansos da terra, ele faz ouvir o juízo desde o céu. Ele faz o mundo saber que está irado contra os que oprimem o seu povo e que o que é feito contra eles é considerado como feito contra ele mesmo. O Deus justo pode parecer calado por muito tempo, mas, no fim, fará ouvir seu juízo. Quando Deus fala juízo desde o céu, a terra deve ficar em silêncio reverente. Deve ser como o silêncio no tribunal quando o juiz toma assento. “Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus” (Salmo 46:10). “Cala-te diante do Senhor, toda a terra, porque ele se levantou da sua santa morada” (Zacarias 2:13).
Alguns entendem que este salmo foi escrito depois da derrota de Senaqueribe, rei da Assíria. Se assim for, entendem que o anjo destruidor que atacou o exército foi acompanhado de trovões, de modo que Deus fez ouvir o juízo desde o céu, e a terra temeu, isto é, houve um terremoto. Mas isso não é certo.
Em segundo lugar, essa vitória traz consolo ao povo de Deus (Salmo 76:10). Vivemos em um mundo que frequentemente desperta ira, e muitas vezes sentimos muito da ira dos homens, que parece não ter fim. No entanto, há um grande consolo: até onde Deus permite que a ira humana vá, ele a fará servir ao seu louvor. Ele trará glória para si mesmo e cumprirá seus próprios propósitos por meio dela. “Na verdade, a cólera do homem redundará em teu louvor”, não apenas porque Deus a contém até que seja forçada a reconhecer sua fraqueza, mas também porque, por algum tempo, ele a permite.
As aflições que o povo de Deus sofre por causa da ira de seus inimigos são usadas para trazer glória a Deus e à sua graça. Quanto mais as nações se enfurecem e conspiram contra o Senhor e contra o seu Ungido, mais Deus é louvado por estabelecer o seu Rei em Sião, seu santo monte, apesar delas (Salmo 2:1, 6). Quando as hostes celestiais cantam que Deus assumiu o seu grande poder e começou a reinar, embora as nações tenham se irado (Apocalipse 11:17-18), então a ira humana é acrescentada ao louvor de Deus.
Também temos este consolo: o que não servir ao louvor de Deus não será permitido ir adiante. “E o restante da cólera tu restringes.” As pessoas nunca devem tolerar o pecado sob o pretexto de que não podem detê-lo quando querem. Deus pode detê-lo. Ele pode impor limites à ira humana, como faz ao mar bravio: “Até aqui virás, e não mais adiante.” Deus conteve o restante da fúria de Senaqueribe, pondo-lhe um anzol no nariz e um freio na boca (Isaías 37:29). Permitiu que Senaqueribe se gabasse, mas o impediu de realizar o que havia planejado.
Em terceiro lugar, essa vitória impõe dever a todos os homens (Salmo 76:11-12). Que todos se submetam a esse grande Deus e se tornem seus súditos fiéis. Todos os que estão perto dele, todos os que dele dependem e todos os que se aproximam dele em oração e adoração são chamados a honrá-lo. E quem há que não se enquadre nisso? Assim, cada um de nós é ordenado a pagar o tributo ao Rei dos reis. “Fazei votos e pagai-os ao Senhor, vosso Deus” significa assumir um compromisso de lealdade a ele e cuidar para cumpri-lo. Votar pertencer a ele, e depois pagar o que se votou. Prender a alma a ele, como faz um voto, e então viver à altura da promessa feita. É melhor não votar do que votar e não pagar.
Já que o recebemos como nosso Rei, devemos trazer-lhe presentes, como súditos trazem tributos ao seu governante (1 Samuel 10:27). “Enviai cordeiro ao dominador da terra” (Isaías 16:1). Deus não necessita de presente algum que lhe ofereçamos, nem é ajudado por ele. Mas, por esse meio, nós o honramos e confessamos que tudo o que temos vem dele. Nossas orações, nosso louvor e, sobretudo, nosso coração são os dons que devemos trazer ao Senhor nosso Deus.
Há ainda razões que reforçam esse dever. Dá-se a cada um o que lhe é devido: temor a quem temor é devido, e acaso o temor não é devido a Deus? Sim. Ele é digno de ser temido, pois é isso que a palavra aqui significa. Seu nome é glorioso e temível, e ele é o verdadeiro objeto do nosso temor. Com ele está terrível majestade. O Deus de Abraão é chamado de “temor de Isaque” (Gênesis 31:42), e somos ordenados a fazê-lo nosso temor (Isaías 8:13). Ao trazermos presentes a ele, devemos lembrar que ele é grandemente temível, pois é terrível em seus lugares santos.
Ele também será temido, até mesmo por aqueles que pensam que só eles merecem ser temidos (Salmo 76:12). “Ele quebrará o espírito dos príncipes.” Ele pode lhes tirar a coragem com a mesma facilidade com que se arranca uma flor do caule ou um cacho da videira. Ele pode esmagar os ousados e torná-los fracos, pois ele é, e será, terrível para os reis da terra. Mais cedo ou mais tarde, se não se submeterem sabiamente a ele, acabarão clamando em vão aos montes e rochas que caiam sobre eles e os escondam da sua ira (Apocalipse 6:16). Já que ninguém pode contender com Deus, é tão sábio quanto justo submeter-se a ele.
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Deste capítulo
Salmos 76:1
"Conhecido é Deus em Judá; grande é o seu nome em Israel."
Salmos 76:2
"E em Salém está o seu tabernáculo, e a sua morada em Sião."
Salmos 76:3
"Ali quebrou as flechas do arco; o escudo, e a espada, e a guerra. (Selá.)"
Salmos 76:4
"Tu és mais ilustre e glorioso do que os montes de caça."
Salmos 76:5
"Os que são ousados de coração são despojados; dormiram o seu sono; e nenhum dos homens de força achou as próprias mãos."
Salmos 76:6
"À tua repreensão, ó Deus de Jacó, carros e cavalos são lançados num sono profundo."
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