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Salmos 132:1 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" Lembra-te, SENHOR, de Davi, e de todas as suas aflições. "

Salmos 132:1

menu_book Versículo no contexto

1 Lembra-te, SENHOR, de Davi, e de todas as suas aflições.

2 Como jurou ao Senhor, e fez votos ao poderoso Deus de Jacó, dizendo:

3 Certamente que não entrarei na tenda de minha casa, nem subirei à minha cama,

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auto_stories Comentário Bible Guided

Nestes versículos, Salomão pede o favor de Deus sobre si e sobre o seu governo, e roga que o Senhor aceite a casa que ele edificou para o seu nome. Ele não se apoia em seus próprios méritos. Em vez disso, suplica que Deus se lembre de Davi, com quem fez aliança, e se lembre de seus sofrimentos, de seu cuidado com a arca e do profundo desejo que ele tinha de edificar uma casa para Deus.

É proveitoso, em oração, trazer à memória diante de Deus aqueles que vieram antes de nós na fé, suas aflições, seu serviço e seus sofrimentos. Podemos ainda pensar em Cristo, o Filho de Davi, e em todos os seus padecimentos. Então pedimos a Deus que se lembre da aliança feita com ele e da obra satisfatória que ele realizou em favor dos pecadores. Assim, a súplica de Salomão vai além de Davi e aponta para Cristo.

Davi fez um voto solene assim que se viu estabelecido no poder e até mesmo antes de estar assentado em sua própria casa: ele edificaria uma casa para Deus. Fez esse voto ao Senhor, o poderoso Deus de Jacó. Os votos são feitos a Deus, que é ao mesmo tempo testemunha e parte neles. Jacó era fraco, mas o Deus de Jacó é poderoso para defender e salvar.

O voto de Davi era achar um lugar para o Senhor, isto é, para a arca, o sinal da presença de Deus. Ele sabia, pela lei, que deveria haver um lugar escolhido pelo Senhor para ali habitar o seu nome, um ponto de reunião para todas as tribos. Quando Davi se tornou rei, tal lugar ainda não havia sido fixado. Siló havia sido deixada para trás, e o povo não tinha um centro estável para o culto.

Davi também estava profundamente concentrado nessa questão. Ele não daria descanso ao seu leito enquanto não a encaminhasse a uma decisão. O assunto vinha sendo conversado havia muito tempo, mas nada se fazia. Por fim, Davi jurou que, antes do cair da noite, isso estaria definido, seja pela escolha do lugar onde o tabernáculo para a arca ficaria no início do seu reinado, seja, mais provavelmente, pelo lugar onde Salomão mais tarde edificaria o templo.

Isso pode ter estado especialmente ligado ao juízo que Davi recebeu depois de ter contado o povo. Ele pode ter percebido que uma das razões da controvérsia de Deus com ele era a demora nesse assunto. Quando se trata de algo importante na obra de Deus, é sábio fixarmos um tempo e nos mantermos firmes nisso, porque somos rápidos em adiar. É bom planejar a obra do dia pela manhã e obrigar-nos a concluí‑la antes do sono, sempre submetidos, porém, à Providência, ao cuidado sábio de Deus, pois não sabemos o que o dia trará.

Isso é ainda mais verdadeiro na grande obra de nos voltarmos para Deus. Devemos tratá-la com seriedade e zelo. Temos boa razão para resolver não nos acomodar aos confortos desta vida até termos lançado o fundamento da esperança de uma vida melhor.

O voto de Davi também correspondia ao desejo de Israel, que ansiava pela arca. O povo lamentava o fato de a arca estar escondida. Tinham ouvido falar dela em Efrata, isto é, em Siló, na tribo de Efraim, onde estivera anteriormente. Depois a encontraram nos campos do bosque, isto é, em Quiriate-Jearim, que significa “cidade das matas”. Dali, todo o Israel a trouxe com grande solenidade no início do reinado de Davi.

Quando Salomão edificou a casa para a arca, atendeu ao anseio de todo o Israel. Eles já não precisavam buscar a arca. Agora sabiam onde encontrá‑la. Também estavam resolvidos a adorar ali. Tendo um lugar apropriado, entrariam no tabernáculo de Deus e o adorariam a seus pés, como súditos e humildes suplicantes. Nos dias de Saul, isso lhes havia faltado porque não havia um lugar conveniente.

Então Salomão ora por várias coisas. Pede que Deus não somente tome posse do templo, mas o faça sua morada estável. “Levanta-te, Senhor, para o teu repouso”, e que a arca da tua força, o sinal da tua presença poderosa, permaneça ali.

Pede também que Deus conceda aos sacerdotes, ministros do santuário, graça para cumprirem fielmente o seu dever. “Vista-se de justiça o teu sacerdote.” Eles devem manifestar justiça tanto em seu serviço quanto em sua vida diária, e em ambos seguir a regra de Deus. A justiça é o melhor ornamento de um ministro. Santidade para com Deus e bondade para com o próximo são indispensáveis aos ministros.

Salomão, então, pede que o povo de Deus tenha alegria no serviço fiel das coisas santas: “e alegrem-se os teus santos”. Foi assim quando a arca foi trazida para a cidade de Davi, e seria assim quando os sacerdotes fossem vestidos de justiça. Um ministério fiel é motivo de alegria para o povo de Deus. Ele sustenta e alimenta essa alegria.

Por fim, Salomão pede que sua própria oração na dedicação do templo seja aceita. “Não desprezes o rosto do teu ungido”, isto é, não me rejeites nem me deixes confundido. Ele suplica como ungido do Senhor, o que aponta para Cristo, o grande Ungido, que exerce o seu ofício intercedendo. O Pai sempre o ouve.

Salomão ainda argumenta como filho de Davi. Por amor de Davi, pede que Deus não o rejeite. Esse também é o clamor do cristão: por amor de Cristo, nosso Davi, em quem Deus tem todo o seu prazer, recebe-me. Cristo é o Amado, e somos aceitos no Amado. Ele é o Servo de Deus, a quem Deus sustém.

Não temos méritos próprios para apresentar diante de Deus, mas, por amor de Cristo, em quem há pleno mérito, devemos buscar o seu favor. Ao clamarmos pelo crescimento e pela bênção da igreja, podemos fazê-lo com grande confiança, por causa de Cristo, que comprou a igreja com o seu próprio sangue. Que tanto ministros quanto povo cumpram fielmente o seu dever.

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