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1 Crônicas 29:10 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" Por isso Davi louvou ao Senhor na presença de toda a congregação; e disse Davi: Bendito és tu, Senhor Deus de Israel, nosso pai, de eternidade em eternidade. "

1 Crônicas 29:10

menu_book Versículo no contexto

8 E os que possuíam pedras preciosas, deram-nas para o tesouro da casa do Senhor, a cargo de Jeiel o gersonita.

9 E o povo se alegrou porque contribuíram voluntariamente; porque, com coração perfeito, voluntariamente deram ao Senhor; e também o rei Davi se alegrou com grande alegria.

10 Por isso Davi louvou ao Senhor na presença de toda a congregação; e disse Davi: Bendito és tu, Senhor Deus de Israel, nosso pai, de eternidade em eternidade.

11 Tua é, Senhor, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu é, Senhor, o reino, e tu te exaltaste por cabeça sobre todos.

12 E riquezas e glória vêm de diante de ti, e tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; e na tua mão está o engrandecer e o dar força a tudo.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Aqui Davi se dirige solenemente a Deus depois que os príncipes contribuíram tão generosamente para o templo (1 Crônicas 29:10). Ele bendiz o Senhor não só em particular, mas diante de toda a congregação. Isso combina com o que se lê logo antes, que Davi se alegrou com grande alegria, porque o homem piedoso transforma sua alegria em ações de graças.

Davi já estava idoso e sabia que se aproximava do fim da vida. É apropriado que crentes mais velhos, e aqueles que estão perto da morte, tenham o coração cheio de louvor e gratidão. Isso acalma as queixas sobre fraquezas e faz a morte parecer menos escura. Muitos dos salmos escritos por Davi em sua velhice são salmos de louvor, e isso é coerente. Quanto mais nos aproximamos da vida de louvor interminável, mais devemos falar e viver de acordo com isso agora.

Nesta oração, Davi primeiro honra a Deus e lhe dá glória como o Deus de Israel, bendito para sempre. A oração de Jesus termina com uma doxologia, uma palavra final de louvor, bem semelhante a isso: porque dele é o reino, o poder e a glória. Esse é o verdadeiro louvor, prestado com reverência e afeto ardente. Davi reconhece a grandeza, o poder e a glória infinitos de Deus, não apenas como algo que Deus possui, mas como algo que lhe pertence por natureza. Deus é a fonte e o centro de tudo o que é luminoso e bem‑aventurado.

A grandeza de Deus é imensurável. Ninguém pode compreendê‑la plenamente, e todos os demais são pequenos diante dele. Seu poder é onipotente e irresistível. Todo poder criado vem dele e depende dele. Sua glória é o fim que ele mesmo busca e o fim de toda a criação. Mesmo o louvor mais elevado que podemos oferecer é muito menor do que ele merece. Sua vitória, seu triunfo sobre toda oposição, é certo e completo. Sua majestade é real, pessoal e cheia de espanto.

Davi também louva a Deus como o legítimo dono de todas as coisas. Tudo no céu e na terra pertence a ele, porque ele fez todas as coisas e governa sobre elas. O reino é dele e todos os reis são seus súditos. Ele é a cabeça sobre tudo e deve ser honrado acima de tudo. Nada está fora do seu controle nem além do seu direito.

Em seguida, Davi aponta para a obra de Deus na vida humana. As riquezas e a honra entre os homens vêm de Deus. Ele queria que os príncipes se lembrassem disso, para que não imaginassem que haviam conquistado o favor divino por causa de suas ofertas. Eles já tinham recebido de Deus tanto sua riqueza quanto sua posição, e o que estavam devolvendo não passava de uma pequena parte do que dele haviam recebido. Qualquer grandeza que as pessoas tenham, é a mão de Deus que a concede. Qualquer força que possuímos também vem dele, o Deus de Israel, nosso Pai (Salmo 68:35).

Davi então agradece a Deus por lhes conceder a graça, o auxílio divino que torna possíveis boas escolhas e boas ações, para darem tão voluntariamente para o templo (1 Crônicas 29:13, 14). Quanto mais fazemos para Deus, mais lhe devemos por nos honrar usando‑nos em seu serviço. E também por conceder a graça de servi‑lo de qualquer forma. O servo não merece agradecimento por cumprir o seu dever (Lucas 17:9), mas tem todo motivo para agradecer a Deus pela capacidade de fazê‑lo.

É um grande exemplo da graça de Deus quando as pessoas estão dispostas a fazer a obra de Deus. Ele opera em nós tanto o querer como o realizar, e o seu povo é disposto no dia do seu poder (Salmo 110:3). Devemos dar toda a glória a Deus por qualquer bem que se faça em nós ou por meio de outros. Nossas próprias boas obras não devem nos encher de orgulho, nem as boas obras alheias devem levar‑nos a lisonjear as pessoas. Ambas devem conduzir ao louvor de Deus. Servi‑lo fielmente é grande honra e grande alegria.

Depois, Davi fala com muita humildade sobre si mesmo e sobre o povo, bem como sobre suas ofertas. Mesmo sendo príncipes, ele se admira de que Deus os note e faça tanto por eles (1 Crônicas 29:14). Ele pergunta: “Quem sou eu, e quem é o meu povo?”. Davi e Israel eram, em certo sentido, o povo mais honrado da terra, e ainda assim ele se considera indigno da atenção e da bondade de Deus. Mesmo estando diante de uma grande assembleia, indicando seu sucessor e fazendo uma dádiva generosa para a casa de Deus, ele continua pequeno aos próprios olhos.

Ele diz: “Quem sou eu, Senhor?”, porque, diante de Deus, somos estrangeiros e peregrinos, criaturas pobres e fracas (1 Crônicas 29:15). Os anjos estão em casa no céu. Os santos na terra estão apenas de passagem. Nossos dias aqui são como uma sombra. A vida de Davi tinha sido mais cheia e proveitosa do que a de muitos, pois ele era um homem grande, bom, frutífero e já idoso. Ainda assim, ele se inclui entre todos os que precisam admitir que a vida terrena é como sombra: vazia, breve, fugaz, e que terminará em luz perfeita ou em trevas perfeitas.

As palavras seguintes explicam mais: não há aqui estabilidade duradoura, nem esperança firmemente estabelecida. Não podemos esperar grandes coisas desta vida, nem que ela dure muito. Davi menciona isso para nos impedir de nos gloriarmos em nosso serviço a Deus. Nosso serviço está limitado a uma vida curta e frágil, por isso não podemos reclamar mérito dele.

Davi também declara: “Do que é teu to damos” (1 Crônicas 29:14), e de novo: “Tudo vem da tua mão, e tudo é teu” (1 Crônicas 29:16). Recebemos tudo de Deus como dom gratuito e, por isso, somos obrigados a usar tudo para ele. O que lhe trazemos é apenas como um aluguel ou juros daquilo que já é dele. Da mesma forma, devemos reconhecer a Deus em todas as coisas espirituais, atribuindo a sua graça todo pensamento bom, todo bom propósito e toda boa obra que tivermos, pois dele as recebemos. Aquele que se gloria, glorie‑se no Senhor.

Por fim, Davi recorre a Deus quanto à sua própria sinceridade em tudo o que fez (1 Crônicas 29:17). É grande consolo para o justo saber que Deus esquadrinha o coração e se agrada da retidão. Mesmo que outros a interpretem mal ou a desprezem, Deus conhece e aprova o caminho dos justos.

Davi encontrou conforto em saber que Deus via a alegria com que ele entregara suas ofertas, e com que o povo entregara as suas. Ele não se enchia de orgulho por causa de sua própria boa obra, e não tinha inveja das boas obras dos outros.

Depois ele ora pelo povo e por Salomão, pedindo que ambos perseverem como começaram. Nessa oração, invoca o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, o Deus que fizera uma aliança com eles e, por causa deles, conosco também. Em outras palavras, ele está dizendo: “Senhor, dá‑nos graça para cumprirmos a nossa parte na aliança, para que não percamos as suas bênçãos.” Ou, dito de outro modo, eles tinham sido guardados fiéis pela graça de Deus dirigindo suas vidas, e Davi pede que a mesma graça, que foi suficiente para eles, seja suficiente também para nós.

Pelo povo, ele ora para que Deus conserve no coração deles os bons pensamentos que já lhes havia concedido, para que não se tornem piores do que agora eram. Pede que não percam as convicções que sentiam naquele momento, nem esfriem no amor pela casa de Deus. Deseja que continuem pensando nessas coisas como naquele dia. Muito depende do que ocupa o mais íntimo da nossa mente, do que buscamos e do que gostamos de meditar. Se algum bem se firmou em nosso coração, ou no coração de nossos amigos, é sábio confiar esse bem ao cuidado de Deus em oração: “Senhor, conserva isso aí, e conserva para sempre.” Davi havia preparado materiais para o templo, mas pede a Deus que prepare o coração do povo para tão grande privilégio. “Estabelece o coração deles”, como diz a nota marginal. “Fortalece as resoluções deles. Estão em boa disposição; conserva‑os assim depois que eu me for, a eles e à sua descendência para sempre.”

Por Salomão, Davi ora: “Dá a meu filho Salomão coração perfeito” (1 Crônicas 29:19). Davi já havia ordenado a Salomão que servisse a Deus com coração perfeito (1 Crônicas 28:9), e agora pede que Deus lhe dê tal coração. Ele não ora: “Senhor, torna‑o rico, grande ou instruído”, mas: “Senhor, faz dele um homem íntegro”, pois isso é melhor do que tudo o mais. Pede um coração firmemente decidido a obedecer a Deus, e especialmente a edificar o palácio, para que Salomão realize essa obra com propósito indiviso. No entanto, construir a casa não provaria que ele tinha coração perfeito, se não estivesse igualmente empenhado em guardar os mandamentos de Deus. Cooperar na construção de igrejas não salvará ninguém se a pessoa viver em desobediência à lei de Deus.

A grande assembleia também se uniu a Davi em honrar a Deus. Depois que ele terminou de orar, chamou‑os a demonstrar sua concordância: “Agora, bendizei ao Senhor vosso Deus” (1 Crônicas 29:20). Eles o fizeram inclinando a cabeça, em sinal de adoração. Quando uma pessoa fala em nome de toda a congregação, somente aqueles que realmente se unem, não apenas com a cabeça, mas com o coração, recebem o benefício.

Eles também demonstraram respeito pelo rei, vendo nele o instrumento que Deus havia usado para lhes fazer tanto bem. Ao honrarem Davi, estavam, ao mesmo tempo, honrando a Deus. No dia seguinte, ofereceram muitos sacrifícios ao Senhor (1 Crônicas 29:21): holocaustos, que eram completamente queimados, e ofertas pacíficas, das quais o adorador ficava com uma boa parte. Assim, expressaram de forma generosa sua gratidão a Deus pelo bom estado de seus assuntos públicos, mesmo sabendo que Davi, como qualquer outro homem, estava prestes a morrer.

Depois, festejaram e se alegraram perante o Senhor (1 Crônicas 29:22). Celebraram sua alegria em Deus e sua comunhão com ele comendo suas ofertas pacíficas de maneira santa diante do Senhor. Aquilo que havia sido ofertado a Deus tornou-se o banquete deles, mostrando que não seriam empobrecidos por suas contribuições generosas para o templo. Eles mesmos experimentariam o consolo e a satisfação de terem dado.

Também fizeram de Salomão rei pela segunda vez. Ele já havia sido ungido às pressas por causa da rebelião de Adonias, por isso era adequado repetir a cerimônia para maior segurança e contentamento do povo. Ungiram-no para o Senhor. Os governantes civis devem enxergar a si mesmos como separados para Deus, servindo como seus ministros, e devem governar com essa consciência e com temor de Deus. Zadoque também foi ungido como sacerdote em lugar de Abiatar, que havia perdido seu ofício pouco tempo antes. Feliz é Israel, tendo tal príncipe e tal sacerdote.

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