Versículo em destaque

Números 22:15 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" Porém Balaque tornou a enviar mais príncipes, mais honrados do que aqueles. "

Números 22:15

menu_book Versículo no contexto

13 Então Balaão levantou-se pela manhã, e disse aos príncipes de Balaque: Ide à vossa terra, porque o Senhor recusa deixar-me ir convosco.

14 E levantaram-se os príncipes dos moabitas, e vieram a Balaque, e disseram: Balaão recusou vir conosco.

15 Porém Balaque tornou a enviar mais príncipes, mais honrados do que aqueles.

16 Os quais foram a Balaão, e lhe disseram: Assim diz Balaque, filho de Zipor: Rogo-te que não te demores em vir a mim.

17 Porque grandemente te honrarei, e farei tudo o que me disseres; vem pois, rogo-te, amaldiçoa-me este povo.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Aqui vemos um segundo grupo de mensageiros enviados a Balaão para trazê‑lo e levá‑lo a amaldiçoar Israel. Faria bem a nós se fôssemos tão diligentes e constantes em fazer o que é certo, mesmo depois de frustrações, quanto Balaque foi em insistir nesse plano perverso. Os inimigos do povo de Deus continuam se esforçando contra ele, mas Aquele que está entronizado nos céus zomba deles.

Perceba primeiro a tentação que Balaque colocou diante de Balaão. Ele tornou esse ataque mais forte do que o primeiro. Muito provavelmente enviou mais dinheiro com esses mensageiros, mas acrescentou também mais honra à oferta. Ele armava uma cilada não só para o amor de Balaão ao dinheiro, mas também para o seu orgulho e desejo de poder. Devemos pedir a Deus todos os dias que enfraqueça esses dois velhos pecados em nós. Quem aprende a considerar com pouco valor as riquezas e os status deste mundo achará muito mais fácil do que a maioria manter a consciência limpa.

Veja com quanta cautela Balaque montou a tentação. Ele enviou a Balaão mais mensageiros, e príncipes de posição mais elevada (Números 22:15). Tratou esse adivinho com tanta consideração como se fosse um rei, talvez supondo que Balaão tivesse se sentido ofendido pelo primeiro grupo, menor e menos importante. O pedido também foi feito com grande urgência. Esse poderoso governante se apresenta como um suplicante, dizendo: “Rogo‑te, pois, que nada te impeça de vires a mim” (Números 22:16), nem Deus, nem a consciência, nem o temor da vergonha.

Suas promessas também foram muito grandes. Ofereceu a Balaão grande honra entre os príncipes de Moabe. Mais do que isso, deixou a proposta em aberto, dizendo: “Eu te farei muito grande honra, e farei tudo o que me disseres” (Números 22:17). Em outras palavras: “Diga quanto quer, e eu pagarei.” Pecadores se desgastam, gastam seu dinheiro e se humilham profundamente para satisfazer sua cobiça ou seu ódio. Será então que devemos ser lentos ou mesquinhos em obedecer aos mandamentos da virtude? Deus não permita.

Agora olhe para a resistência exterior de Balaão e sua verdadeira rendição à tentação. Nele vemos um conflito entre o que sabia ser certo e o que seu coração corrupto desejava. Sua consciência o mandava ficar com o mandamento de Deus, e ele disse as palavras certas (Números 22:18). Ninguém poderia ter falado melhor: ainda que Balaque lhe desse a casa cheia de prata e ouro, não poderia ir além da palavra do Senhor, seu Deus. Ele fala respeitosamente de Deus como “o Senhor meu Deus”. Muitos chamam Deus de seu quando na verdade não pertencem a ele. Falam bem com os lábios, mas o coração está em outro lugar.

Ele também falou bem da palavra de Deus, como alguém que pretendia mantê‑la firme e não a mudar. Falou de maneira leve sobre as riquezas deste mundo, como se prata e ouro nada fossem diante do favor de Deus. No entanto, o Deus que vê o coração sabia que Balaão ainda amava o pagamento pela injustiça. É fácil para pessoas más dizerem coisas corretas e fazerem pose de religiosidade. Não podemos julgar as pessoas apenas pelas palavras. Deus conhece o coração.

Ao mesmo tempo, os desejos corrompidos de Balaão o puxavam na direção oposta. Ele parece recusar a tentação (Números 22:18), mas mesmo assim não falou contra ela como Cristo fez quando Satanás lhe ofereceu os reinos do mundo, nem como Pedro fez quando Simão, o mago, ofereceu dinheiro. Pelo contrário, parece, em Números 22:19, que ele desejava aceitar a oferta. Pediu para esperar e ouvir o que mais Deus diria, na esperança de uma resposta diferente. Isso foi uma afronta perversa a Deus, como se Deus pudesse mudar de ideia e agora permitir o que já havia declarado ser errado. Balaão agia como se Deus fosse semelhante a ele mesmo. Deus já tinha deixado sua vontade bem clara. Balaão deveria tê‑la acatado, e não pedido uma segunda audiência sobre um assunto já resolvido. É uma séria afronta a Deus, e prova evidente de que o pecado domina o coração, quando alguém pede licença para fazer o mal.

Então Deus lhe deu permissão para ir (Números 22:20). Deus veio a ele, provavelmente em ira, e disse que podia ir com os mensageiros de Balaque se quisesse. Dessa forma, Deus o entregou ao desejo do seu próprio coração. O sentido era este: “Já que estás tão decidido a ir, então vai. Mas saiba: essa viagem não te trará honra. Irás, mas não te será permitido amaldiçoar Israel, como imaginas. Dirás apenas o que Eu te disser.” Deus mantém os ímpios debaixo do seu controle. Eles só podem ir até onde ele permite, e não além. Assim, ele chega a usar a ira humana para servir aos seus próprios propósitos, ao mesmo tempo em que a impede de se manifestar em toda a sua força.

As palavras de Deus a Balaão foram pronunciadas em ira, e Balaão parece ter entendido assim, pois depois ele não se desculpa dizendo que Deus o havia autorizado a ir. Às vezes Deus, em amor, nega os pedidos do seu povo. Em outras ocasiões, em juízo, concede os desejos dos ímpios.

Por fim, Balaão partiu na viagem (Números 22:21). Deus tinha permitido que ele fosse, se os homens viessem chamá‑lo, mas ele estava tão ansioso que não esperou que o chamassem. Levantou‑se cedo, se apressou nos preparativos e foi com os príncipes de Moabe, que se orgulhavam de tê‑lo conquistado. Mais tarde o apóstolo descreve o pecado de Balaão como “precipitar‑se no erro por amor do prêmio” (Judas 1:11). O amor ao dinheiro continua sendo a raiz de toda espécie de males.

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