Versículo em destaque
Lucas 19:28 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" E, dito isto, ia caminhando adiante, subindo para Jerusalém. "
Lucas 19:28
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
26 Pois eu vos digo que a qualquer que tiver ser-lhe-á dado, mas ao que não tiver, até o que tem lhe será tirado.
27 E quanto àqueles meus inimigos que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui, e matai-os diante de mim.
28 E, dito isto, ia caminhando adiante, subindo para Jerusalém.
29 E aconteceu que, chegando perto de Betfagé, e de Betânia, ao monte chamado das Oliveiras, mandou dois dos seus discípulos,
30 Dizendo: Ide à aldeia que está defronte, e aí, ao entrar, achareis preso um jumentinho em que nenhum homem ainda montou; soltai-o e trazei-o.
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Aqui temos o mesmo relato de Cristo entrando, de certo modo em triunfo, em Jerusalém, como já foi visto em Mateus e Marcos. Portanto, aqui serão observados apenas alguns pontos.
Em primeiro lugar, Jesus Cristo estava pronto e disposto a sofrer e morrer por nós. Ele avançou, guiado por propósito e firme decisão, rumo a Jerusalém. Sabia muito bem o que lhe aconteceria ali, mesmo assim prosseguiu, subindo em direção a Jerusalém (Lucas 19:28). Ia à frente do grupo, como se desejasse chegar logo, começar a obra e enfrentar o que o aguardava. Se ele se dispôs de tal maneira a sofrer e morrer por nós, como reter-nos de qualquer serviço que possamos prestar a ele?
Em segundo lugar, essa entrada pública em Jerusalém não foi contrária à humildade de Cristo, nem ao seu estado de humilhação naquele tempo. Ao contrário, tornava-o mais visível, para que a vergonha da sua morte se mostrasse ainda maior. Sua honra e o sofrimento que se aproximava aparecem juntos, lado a lado.
Em terceiro lugar, Cristo tem o direito de governar sobre todas as criaturas e pode usá-las quando e como lhe agrada. Ninguém possui nada de modo que isso possa se opor ao direito de Cristo, pois a reivindicação dele é anterior e superior. Cristo mandou buscar a jumenta e o jumentinho do estábulo de seu dono quando deles precisou, e tinha todo direito de fazê-lo. Todos os animais do campo são dele, assim como os animais que os homens criam.
Em quarto lugar, Cristo tem o coração de toda pessoa sob seus olhos e em suas mãos. Ele pôde inclinar o coração dos donos da jumenta e do jumentinho, de modo que consentissem em deixá-los ir assim que ouviram que o Senhor precisava deles.
Em quinto lugar, os que vão em missão por ordem de Cristo têm a certeza de que terão êxito (Lucas 19:32). Os homens que foram enviados encontraram exatamente o que ele lhes dissera que encontrariam, e os proprietários se dispuseram a ceder os animais. É consolo para os mensageiros de Cristo saber que trarão de volta aquilo para o que foram enviados, se de fato o Senhor o requer.
Em sexto lugar, os discípulos de Cristo que conseguem para ele, junto a outros, aquilo de que ele precisa e que eles mesmos não possuem, não devem pensar que isso já é suficiente. Tudo quanto eles mesmos tiverem que possa servi-lo e honrá-lo, devem estar prontos a entregar também. Muitos se dispõem a acompanhar Cristo às custas de outros, mas não querem nada gastar de si mesmos. Esses discípulos não só trouxeram o jumentinho para ele, mas também estenderam as próprias vestes sobre o animal, dispostos a que fossem usadas como cobertura para ele.
Em sétimo lugar, os triunfos de Cristo são motivo do louvor de seus discípulos. Quando Cristo se aproximou de Jerusalém, Deus de repente colocou no coração de toda a multidão dos discípulos, não apenas os doze, mas muitos outros, o desejo de se alegrar e louvar a Deus (Lucas 19:37). Estender as vestes pelo caminho (Lucas 19:36) era um sinal comum de alegria, como na festa dos tabernáculos. Eles louvavam a Deus por todas as maravilhas que tinham visto, todos os milagres que Cristo havia realizado, especialmente a ressurreição de Lázaro, que é destacada em particular (João 12:17, João 12:18). Um milagre recente pode trazer à memória outras misericórdias, pois novos dons de Deus devem despertar em nós a lembrança de seus antigos dons.
Eles diziam: “Bendito o Rei que vem em nome do Senhor” (Lucas 19:38). Cristo é o Rei, e vem em nome do Senhor, revestido de autoridade divina e enviado do céu para dar lei e estabelecer a paz. Bendito seja, e que o louvemos. Que Deus faça prosperar a sua obra. Ele é bendito para sempre, e nós falaremos bem dele. “Paz no céu” significa: que o Deus do céu envie paz e êxito à sua obra, e então glória será dada a Deus nas alturas. Isso trará honra ao Deus Altíssimo, e os anjos, esses seres gloriosos do mundo superior, lhe darão glória por isso. Compare-se esse cântico dos santos na terra com o cântico dos anjos em (Lucas 2:14). Ambos dão glória a Deus nas alturas. Ali os anjos falam de paz na terra, alegrando-se com o bem que Cristo traz às pessoas na terra. Aqui os santos falam de paz no céu, alegrando-se com o bem que Cristo traz aos anjos. Assim é que temos comunhão com os santos anjos: eles se alegram pela paz na terra, e nós nos alegramos pela paz no céu, a paz que Deus estabelece nas alturas (Jó 25:2). Ambas se encontram em Cristo, que reconciliou consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus.
Em oitavo lugar, o triunfo de Cristo e o louvor jubiloso de seus discípulos perturbou os orgulhosos fariseus, inimigos dele e de seu reino. Alguns fariseus estavam no meio da multidão, e em vez de se unirem àquele louvor, indignaram-se. Como Cristo era conhecido por sua humildade, pensavam que ele não permitiria tais aclamações, e por isso esperavam que ele repreendesse os discípulos (Lucas 19:39). Mas traz honra a Cristo o fato de que, enquanto despreza o escárnio dos soberbos, ele aceita o louvor dos humildes.
Em nono lugar, louvem as pessoas a Cristo ou não, ele será louvado e deve ser louvado (Lucas 19:40). Se aqueles se calassem e não falassem em louvor ao reino do Messias, as próprias pedras clamariam, antes que Cristo ficasse sem louvor. Em certo sentido, isso se cumpriu literalmente quando, em vez de louvá-lo, zombaram de Cristo na cruz, e seus próprios discípulos caíram em profundo silêncio. Então a terra tremeu e as rochas se fenderam. Os fariseus quiseram impedir o louvor a Cristo, mas não puderam. Assim como Deus pode suscitar filhos para Abraão de pedras, também pode fazer surgir perfeito louvor da boca desses filhos.
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Deste capítulo
Lucas 19:1
"E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando."
Lucas 19:2
"E eis que havia ali um homem chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos, e era rico."
Lucas 19:3
"E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura."
Lucas 19:4
"E, correndo adiante, subiu a uma figueira brava para o ver; porque havia de passar por ali."
Lucas 19:5
"E quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa."
Lucas 19:6
"E, apressando-se, desceu, e recebeu-o alegremente."
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