Versículo em destaque
Lucas 11:29 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" E, ajuntando-se a multidão, começou a dizer: Maligna é esta geração; ela pede um sinal; e não lhe será dado outro sinal, senão o sinal do profeta Jonas; "
Lucas 11:29
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
27 E aconteceu que, dizendo ele estas coisas, uma mulher dentre a multidão, levantando a voz, lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste.
28 Mas ele disse: Antes bemaventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam.
29 E, ajuntando-se a multidão, começou a dizer: Maligna é esta geração; ela pede um sinal; e não lhe será dado outro sinal, senão o sinal do profeta Jonas;
30 Porquanto, assim como Jonas foi sinal para os ninivitas, assim o Filho do homem o será também para esta geração.
31 A rainha do sul se levantará no juízo com os homens desta geração, e os condenará; pois até dos confins da terra veio ouvir a sabedoria de Salomão; e eis aqui está quem é maior do que Salomão.
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O ensino de Cristo nesses versículos mostra dois pontos principais.
Primeiro, ele mostra qual sinal podemos esperar de Deus para fortalecer a nossa fé. A maior e mais clara prova de que Cristo foi enviado por Deus ainda estava por vir: a sua ressurreição dentre os mortos. Por isso Jesus primeiro repreende o povo por pedir mais sinais, quando já tinha recebido sinais em abundância. As pessoas se ajuntavam em grande multidão ao redor dele, mas não vinham principalmente para aprender e ser transformadas. Queriam ver milagres e ter algo interessante para comentar depois. É um péssimo sinal quando nada consegue mover uma pessoa, nem mesmo manifestações claras do poder e da bondade de Deus.
Então Jesus promete que ainda seria dado mais um sinal, diferente dos outros, o sinal do profeta Jonas. Em outro relato, isso é explicado como sendo a ressurreição de Cristo. Jonas foi lançado ao mar, ficou ali três dias, e depois saiu vivo e pregou arrependimento aos ninivitas. Do mesmo modo, Cristo morreria e ressuscitaria, e então seu evangelho seria logo anunciado ao mundo gentio. Isso seria o último aviso para a nação judaica. Se isso despertasse neles um santo ciúme, isso seria proveitoso. Mas se não os mudasse, nada mais poderiam esperar senão ruína completa. O Filho do Homem, isto é, Jesus, seria um sinal para aquela geração, um sinal que ele mesmo lhes anunciava, embora eles falassem contra ele (Lucas 11:30).
Jesus também os adverte a aproveitar esse sinal, porque teriam de responder por como reagiriam a ele. A rainha de Sabá se levantaria no juízo contra eles e condenaria a sua incredulidade (Lucas 11:31). Ela não pertencia a Israel, mas creu no que ouviu a respeito de Salomão, o rei sábio de Israel, e veio de longe para ouvir a sua sabedoria. Não veio apenas por curiosidade, mas para aprender e conhecer o verdadeiro Deus e o seu culto. Isso é lembrado em seu favor. Mas agora está ali alguém maior do que Salomão, com uma sabedoria superior e um ensino mais celestial do que tudo o que Salomão já ofereceu, e mesmo assim aqueles judeus obstinados se recusam a dar atenção a Cristo, ainda que ele esteja no meio deles.
Os ninivitas também se levantariam no juízo contra eles e condenariam a sua recusa em se arrepender (Lucas 11:32). Eles se converteram dos seus maus caminhos quando Jonas lhes pregou. Mas agora estão ouvindo uma pregação muito maior do que a de Jonas, mais forte e mais penetrante, que adverte sobre uma ruína pior do que qualquer coisa que Nínive tenha enfrentado. Contudo, ninguém se abala o bastante para deixar o mal, como os ninivitas deixaram.
Segundo, Cristo mostra qual sinal Deus espera de nós como prova da nossa fé. Esse sinal é uma obediência séria à religião que dizemos professar, e uma disposição aberta para toda verdade que Deus envia, quando ela vem acompanhada das devidas provas. Eles tinham a luz do evangelho com todas as vantagens que poderiam desejar. Deus não escondeu essa luz. Cristo não pregou em lugares secretos. Os apóstolos foram enviados para anunciar o evangelho a toda criatura, e tanto Cristo como seus ministros, a sabedoria e suas servas, clamaram nos lugares mais movimentados (Lucas 11:33). É grande misericórdia o fato de o evangelho ser colocado como uma candeia num velador, para que todos os que entram possam ver. Ele nos mostra onde estamos, para onde vamos e o único caminho seguro para a verdadeira felicidade.
Mas ter a luz não basta. É preciso também ter visão, ou a luz não nos aproveita. Mesmo que o objeto esteja bem iluminado, se o olho está doente, nada se ganha com isso. O olho é a candeia do corpo (Lucas 11:34). Ele recebe a luz da lâmpada quando esta é trazida para dentro do quarto. Da mesma forma, a luz da alma é o entendimento e o juízo, a parte que discerne o bem e o mal, a verdade e o erro. Conforme esse olho interior se encontra, assim também será para nós a luz da revelação de Deus, e assim será o nosso proveito dela. Ela se torna ou uma mensagem que conduz à vida, ou uma mensagem que conduz à morte.
Se o olho da alma é simples, isto é, se enxerga com clareza, julga com honestidade e busca apenas a verdade, sem segundas intenções, então o corpo inteiro é cheio de luz. Em outras palavras, toda a alma recebe o evangelho, e o evangelho traz com ele tanto conhecimento quanto alegria. É o mesmo que a boa terra que recebe a palavra e a entende. Quando o nosso entendimento acolhe o evangelho em sua plena luz, ele enche a alma, e isso basta para preenchê-la. E se a alma é assim cheia, sem deixar parte alguma em trevas, se todas as suas faculdades são trazidas para debaixo do governo e da influência do evangelho e nenhuma permanece sem santificação, então a alma inteira será cheia de luz, cheia de santidade e de consolo. Antes era trevas em si mesma, mas agora é luz no Senhor, como quando uma candeia resplandece e ilumina a todos (Lucas 11:36).
O evangelho entra naquelas almas cujas portas e janelas estão abertas para recebê-lo, e onde ele entra, leva luz consigo. Mas se o olho da alma é mau, se o juízo é distorcido por orgulho, inveja, amor ao mundo ou prazeres sensuais, não é de admirar que o corpo inteiro esteja em trevas (Lucas 11:34). Como podem tais pessoas receber instrução, direção ou consolo do evangelho, se deliberadamente fecham os olhos contra ele? Que esperança há para elas? Que remédio resta? Por isso vem a advertência: cuida para que a luz que há em ti não sejam trevas (Lucas 11:35). Cuida para que o olho da mente não seja cegado por parcialidade, preconceito e objetivos pecaminosos. Sê sincero na busca da verdade, e pronto a recebê-la em sua luz, em seu amor e em seu poder. Não sejas como aquelas pessoas a quem Cristo pregava, que nunca quiseram de fato conhecer a vontade de Deus e nunca tiveram a intenção de cumpri-la. Não é de estranhar que continuassem andando em trevas, vagando sem fim, até chegarem à ruína eterna.
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Deste capítulo
Lucas 11:1
"E aconteceu que, estando ele a orar num certo lugar, quando acabou, lhe disse um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos."
Lucas 11:2
"E ele lhes disse: Quando orardes, dizei: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu."
Lucas 11:3
"Dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano;"
Lucas 11:4
"E perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a qualquer que nos deve, e não nos conduzas à tentação, mas livra-nos do mal."
Lucas 11:5
"Disse-lhes também: Qual de vós terá um amigo, e, se for procurá-lo à meia-noite, e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães,"
Lucas 11:6
"Pois que um amigo meu chegou a minha casa, vindo de caminho, e não tenho que apresentar-lhe;"
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