Versículo em destaque
Levítico 23:33 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" E falou o Senhor a Moisés, dizendo: "
Levítico 23:33
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
31 Nenhum trabalho fareis; estatuto perpétuo é pelas vossas gerações em todas as vossas habitações.
32 Sábado de descanso vos será; então afligireis as vossas almas; aos nove do mês à tarde, de uma tarde a outra tarde, celebrareis o vosso sábado.
33 E falou o Senhor a Moisés, dizendo:
34 Fala aos filhos de Israel, dizendo: Aos quinze dias deste mês sétimo será a festa dos tabernáculos ao Senhor por sete dias.
35 Ao primeiro dia haverá santa convocação; nenhum trabalho servil fareis.
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Aqui se apresenta a instituição da festa dos tabernáculos, uma das três grandes festas em que todos os homens eram obrigados a comparecer. Ela era celebrada com mais alegria do que qualquer uma das outras.
Deveria começar no décimo quinto dia do sétimo mês, apenas cinco dias depois do Dia da Expiação (Levítico 23:34). Podemos supor que, embora nem todos fossem obrigados a vir para o Dia da Expiação, como acontecia com as três grandes festas, muitos judeus piedosos vinham cedo justamente para participar dele. Assim, a tristeza do Dia da Expiação os preparava para a alegria da festa dos tabernáculos. Quanto mais ficamos entristecidos e humilhados por causa do pecado, melhor preparados estamos para o consolo que o Espírito Santo dá. E a alegria dessa festa compensava a tristeza daquele jejum, pois os que semeiam em lágrimas colherão com alegria.
A festa devia durar oito dias, e o primeiro e o oitavo dia tinham de ser guardados como sábados, com santo descanso e santas convocações (Levítico 23:35-36, 39). Os sacrifícios desses oito dias são detalhados em Números 29:12 em diante. Nos primeiros sete dias, todo o povo devia deixar suas casas e habitar em tendas feitas de ramos de árvores frondosas, especialmente de palmeiras (Levítico 23:40, 42). Os judeus passaram a tratar a colheita dos ramos como um ato separado da construção das tendas. Neemias 8:15 fala que fizeram tendas com ramos de árvores, e é possível que também carregassem ramos de palmeira nas mãos como sinal de alegria e vitória, como se vê em outras ocasiões (João 12:13) e como é ecoado em Apocalipse 7:9.
Alguns entendem que o oitavo dia fosse uma festa distinta, mas João 7:37 o chama de o grande dia da festa. Era o dia em que saíam das tendas e voltavam a se estabelecer em suas casas. Durante toda a festa deviam se alegrar perante o Senhor seu Deus (Levítico 23:40). A tradição judaica diz que demonstravam essa alegria dançando e cantando louvores a Deus com instrumentos musicais. Não apenas o povo em geral, mas também os sábios e anciãos de Israel faziam isso no átrio do templo, porque diziam que a alegria que a pessoa sente em obedecer a Deus é, em si mesma, um grande ato de adoração.
A festa tinha por objetivo lembrá-los da sua vida em tendas no deserto. Isso é explicado aqui, para que as gerações futuras soubessem, não apenas pela história escrita, mas também por essa prática anual, que Deus fez os filhos de Israel habitarem em tendas (Levítico 23:43). Mantinha diante deles o começo humilde de onde Deus os havia tirado. Aqueles que agora vivem em conforto devem lembrar com frequência quão incerta e humilde foi sua condição anterior, quando ainda eram pequenos aos próprios olhos. Ao mesmo tempo, essa comemoração preservava viva a lembrança da misericórdia de Deus para com eles. Enquanto viviam em tendas, Deus não apenas armou o seu tabernáculo no meio deles, mas também estendeu sobre eles uma cobertura de cuidado terno, a nuvem que os protegia do ardor do sol. As misericórdias passadas de Deus para conosco e para com nossos pais nunca devem ser esquecidas.
O oitavo dia era o grande dia da festa porque então voltavam às suas casas e recordavam como, depois de tantos anos em tendas no deserto, afinal haviam entrado em uma herança estável na terra prometida. Agora podiam viver em boas casas. Depois de sete dias em tendas, sentiriam mais profundamente o conforto das próprias casas e seriam mais agradecidos por elas. É bom que aqueles que vivem em facilidade e fartura aprendam, de tempos em tempos, o que é passar por dificuldades.
Essa também era a festa da colheita, como é chamada em Êxodo 23:16. Quando tivessem recolhido o fruto da terra, tanto a colheita dos cereais como a vindima, deveriam guardar essa festa em gratidão a Deus pelo aumento daquele ano (Levítico 23:39). Alguns pensam que o oitavo dia tinha uma ligação especial com esse propósito. A alegria pela colheita deve nos conduzir a uma alegria ainda maior em Deus. Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe; portanto, toda bênção que desfrutamos deve redundar em glória para ele, especialmente quando sua misericórdia a provê de forma tão plena.
Essa festa também apontava para coisas maiores. Muitos entendem que nosso bendito Salvador tenha nascido por volta dessa época. Então ele deixou sua habitação de glória nas alturas para viver entre nós em um tabernáculo, uma morada temporária, assumindo a carne humana (João 1:14). O culto do Novo Testamento também é apresentado sob a figura de guardar a festa dos tabernáculos (Zacarias 14:16). O evangelho nos ensina a viver como em tendas, por assim dizer, a nos desapegar deste mundo, porque aqui não temos cidade permanente. Pela fé, pela esperança e por um santo desprezo das coisas presentes, saímos a Cristo fora do arraial (Hebreus 13:13-14). Ensina-nos igualmente a nos alegrarmos perante o Senhor nosso Deus. Os que verdadeiramente pertencem a Cristo são aqueles que se alegram sempre nele (Filipenses 3:3). E quanto menos estamos presos a este mundo, menos nossa alegria é perturbada.
Deus instituiu essas festas, juntamente com os sábados e as ofertas voluntárias (Levítico 23:37-38). Isso nos mostra que chamados especiais ao serviço de Deus não anulam nossos deveres regulares. Mesmo durante a festa dos tabernáculos, ao menos um sábado tinha de ser observado com toda a seriedade, como em qualquer outra semana. Mostra também que os mandamentos de Deus deixam espaço para ofertas voluntárias, não para inventar um novo tipo de culto, mas para repetir o que ele já ordenou, fazendo-o de boa vontade e com frequência. Deus se agrada de um povo disposto.
Moisés então declarou essas coisas aos filhos de Israel (Levítico 23:44). Ele tornou conhecido exatamente o que Deus havia ordenado, nem mais nem menos. Assim também Paulo, mais tarde, entregou às igrejas o que recebera do Senhor. Temos bons motivos para agradecer a Deus porque as festas que o Senhor nos dá hoje são em menor número, menos pesadas e menos custosas do que eram para eles. Ainda assim, são mais espirituais, mais cheias de sentido e são um sinal melhor e mais doce da festa eterna que esperamos celebrar para sempre, na grande colheita final.
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Deste capítulo
Levítico 23:1
"Depois falou o SENHOR a Moisés, dizendo:"
Levítico 23:2
"Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: As solenidades do Senhor, que convocareis, serão santas convocações; estas são as minhas solenidades:"
Levítico 23:3
"Seis dias trabalho se fará, mas o sétimo dia será o sábado do descanso, santa convocação; nenhum trabalho fareis; sábado do Senhor é em todas as vossas habitações."
Levítico 23:4
"Estas são as solenidades do Senhor, as santas convocações, que convocareis ao seu tempo determinado:"
Levítico 23:5
"No mês primeiro, aos catorze do mês, pela tarde, é a páscoa do Senhor."
Levítico 23:6
"E aos quinze dias deste mês é a festa dos pães ázimos do Senhor; sete dias comereis pães ázimos."
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