Versículo em destaque
Levítico 13:38 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" E, quando homem ou mulher tiver manchas lustrosas brancas na pele da sua carne, "
Levítico 13:38
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
36 Então o sacerdote o examinará, e eis que, se a tinha se tem estendido na pele, o sacerdote não buscará pêlo amarelo; imundo está.
37 Mas, se a tinha ao seu ver parou, e pêlo preto nela cresceu, a tinha está sã, limpo está; portanto o sacerdote o declarará por limpo.
38 E, quando homem ou mulher tiver manchas lustrosas brancas na pele da sua carne,
39 Então o sacerdote olhará, e eis que, se na pele da sua carne aparecem manchas lustrosas escurecidas, é impigem que floresceu na pele, limpo está.
40 E, quando os cabelos do homem caírem da cabeça, calvo é, mas limpo está.
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Aqui vemos duas salvaguardas, para que nem uma pele sardenta nem uma cabeça calva fossem confundidas com lepra (Levítico 13:38-41). Nem toda deformidade deveria ser imediatamente tratada como impureza cerimonial. Eliseu, o profeta, foi zombado por causa de sua calvície (2 Reis 2:23), mas a vergonha veio das crianças de Betel, que não conheciam os juízos de Deus e transformaram a calvície dele em motivo de insulto.
Se a lepra aparecesse numa cabeça calva, havia um sinal claro disso: “A praga está na sua cabeça, totalmente imundo está” (Levítico 13:44). Se a lepra do pecado domina a mente, se o juízo se corrompe e se ideias más, que sustentam condutas más, passam a ser aceitas, isso é uma impureza profunda. Poucos são plenamente curados disso. Solidez na fé guarda a cabeça dessa lepra e impede que a consciência faça naufrágio.
A lei também dava orientações sobre o que se devia fazer com o leproso depois que o sacerdote, com exame cuidadoso e de modo oficial, o declarasse imundo. Primeiro, ele mesmo tinha de confessá-lo (Levítico 13:45). Devia tomar o lugar de um pranteador e clamar: “Imundo, imundo.” A lepra em si não era um pecado, mas era um triste sinal do desagrado de Deus e uma aflição pesada. Trazia vergonha, interrompia seu trabalho, separava-o dos amigos e da família, lançava-o ao exílio até que fosse curado e o mantinha fora do santuário. Na prática, destruía todos os confortos que ele poderia desfrutar neste mundo. Hemã parece ter sido leproso ou falar a partir da tristeza de uma condição semelhante (Salmo 88:8 e seguintes).
Ele devia, portanto, humilhar-se debaixo da potente mão de Deus. Não deveria continuar afirmando que era limpo depois que o sacerdote o declarara imundo. Em vez disso, devia justificar a Deus e aceitar a punição por seu pecado. Mostrava isso rasgando as vestes, descobrindo a cabeça e cobrindo o beiço superior, sinais de vergonha e profunda tristeza. Essas ações retratam o aborrecimento de si mesmo e a humildade que devem encher o coração arrependido, um coração que concorda com o veredito de Deus. Assim também devemos tomar para nós a vergonha que nos pertence e, com coração quebrantado, dar a nós mesmos o verdadeiro nome: imundos. Coração imundo, vida imunda, imundos pela nossa primeira natureza pecadora, imundos por nossos pecados concretos e, por isso, dignos de ser para sempre excluídos da comunhão com Deus e de toda esperança de felicidade nele. Somos todos como o imundo (Isaías 64:6) e estamos perdidos, a menos que a misericórdia infinita intervenha.
Ele também devia avisar os outros para que se afastassem dele. Por onde andasse, tinha de clamar de longe às pessoas: “Sou imundo, imundo, cuidado para não me tocar.” A própria lepra não era contagiosa, mas tocar um leproso tornava a pessoa cerimonialmente imunda. Por isso, todos tinham motivo para evitar o contato, e o próprio leproso devia tornar conhecido o perigo. Era tudo o que a lei podia fazer, pois era fraca por causa do pecado humano. Ela ensinava o leproso a clamar: “Imundo, imundo”, mas o evangelho dá aos leprosos outro clamor (Lucas 17:12-13). Ali encontramos dez leprosos clamando em alta voz: “Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós.” A lei apenas mostra a doença. O evangelho mostra o socorro que temos em Cristo.
Em seguida, ele devia ser posto fora do arraial e, depois, quando Israel habitasse em Canaã, fora da cidade, aldeia ou povoado em que morava. Devia habitar só (Levítico 13:46), tendo por companhia apenas outros leprosos. Quando o rei Uzias se tornou leproso, foi tirado do palácio e morou numa casa separada (2 Crônicas 26:21; ver também 2 Reis 7:3). Isso apontava para a pureza que deve ser guardada na igreja sob o evangelho, por meio da exclusão solene e apropriada de pecadores escandalosos, que rejeitam a reforma, da comunhão dos crentes. “Tirai, pois, dentre vós a esse iníquo” (1 Coríntios 5:13).
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Deste capítulo
Levítico 13:1
"Falou mais o SENHOR a Moisés e a Arão, dizendo:"
Levítico 13:2
"Quando um homem tiver na pele da sua carne, inchação, ou pústula, ou mancha lustrosa, na pele de sua carne como praga da lepra, então será levado a Arão, o sacerdote, ou a um de seus filhos, os sacerdotes."
Levítico 13:3
"E o sacerdote examinará a praga na pele da carne; se o pêlo na praga se tornou branco, e a praga parecer mais profunda do que a pele da sua carne, é praga de lepra; o sacerdote o examinará, e o declarará por imundo."
Levítico 13:4
"Mas, se a mancha na pele de sua carne for branca, e não parecer mais profunda do que a pele, e o pêlo não se tornou branco, então o sacerdote encerrará o que tem a praga por sete dias;"
Levítico 13:5
"E ao sétimo dia o sacerdote o examinará; e eis que, se a praga, ao seu parecer parou, e na pele não se estendeu, então o sacerdote o encerrará por outros sete dias; 6"
Levítico 13:6
"E o sacerdote ao sétimo dia o examinará outra vez; e eis que, se a praga se recolheu, e na pele não se estendeu, então o sacerdote o declarará por limpo; é uma pústula; e lavará as suas vestes, e será limpo."
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