Versículo em destaque
Jó 6:8 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Quem dera que se cumprisse o meu desejo, e que Deus me desse o que espero! "
Jó 6:8
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
6 Ou comer-se-á sem sal o que é insípido? Ou haverá gosto na clara do ovo?
7 A minha alma recusa tocá-las, pois são para mim como comida repugnante.
8 Quem dera que se cumprisse o meu desejo, e que Deus me desse o que espero!
9 E que Deus quisesse quebrantar-me, e soltasse a sua mão, e me acabasse!
10 Isto ainda seria a minha consolação, e me refrigeraria no meu tormento, não me poupando ele; porque não ocultei as palavras do Santo.
Explore estudos bíblicos guiados
Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores
As Bem-Aventuranças (5 Dias)
Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.
Prévia da sessão 1:
Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram
6 min
Salmos de Consolo (5 Dias)
Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.
Prévia da sessão 1:
O Cuidado do Pastor
5 min
Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões
Criar conta grátisComentário Bible Guided
A paixão sem governo muitas vezes se torna mais violenta quando encontra repreensão. O mar agitado espuma com mais força quando bate na rocha. Jó vinha há algum tempo desejando a morte, na esperança de que assim seu sofrimento acabasse, e Elifaz o havia repreendido duramente por isso. Mas, em vez de voltar atrás no que dissera, Jó repete aqui o mesmo desejo com ainda mais força. É uma das coisas mais tristes que ele fala, e está registrada para nos advertir, não para ser imitada.
Ele continua profundamente ansioso por morrer, como se jamais pudesse voltar a ver dias bons nesta vida. Ele não consegue imaginar que a graça, a adoração e a fé paciente possam tornar até os dias difíceis úteis e bons. Ele não vê outro fim para o seu problema além da morte, e não tem paciência para esperar o tempo determinado por Deus. Ele tem um pedido, algo que deseja ardentemente (Jó 6:8), e não é que Deus o restaure, mas que Deus o destrua (Jó 6:9). Assim como Deus estendera sua mão contra ele em pobreza e enfermidade, Jó agora pede que Deus termine a obra e ponha fim à sua vida.
Antes, Jó temia a destruição vinda do Todo-Poderoso (Jó 31:23), mas agora ele corteja a morte, esperando que o corpo seja destruído enquanto a alma é salva no dia do Senhor Jesus. Note que Jó anseia muito pela morte, mas não tenta tirar a própria vida. Ele apenas pede que Deus lhe tire a vida. O ensino pagão que exaltava o suicídio como uma saída legítima para o sofrimento ainda não era conhecido, e jamais deve ser acolhido por quem respeita a lei de Deus e a lei da natureza. Por mais dolorosa que a vida no corpo se torne, a alma não deve “arrombar a prisão”, mas esperar a libertação que vem de Deus.
Jó transforma esse desejo em oração, pedindo a Deus que lhe conceda o que quer. Era pecaminoso desejar tão intensamente a morte, e transformar esse desejo em oração não o melhorou; ao contrário, piorou. Devemos pedir somente aquilo que podemos pedir em fé, e só podemos pedir em fé o que está de acordo com a vontade de Deus. Orações apaixonadas, quando brotam de paixões desenfreadas, são a pior forma de falar impulsivo, pois devemos levantar mãos santas sem ira.
Ele então imagina que a morte lhe traria alívio de todos os seus fardos (Jó 6:10). Então, diz ele, teria consolo, consolo que agora não tem e que não espera ter antes da morte. Isso mostra o quanto a vida humana é incerta. A vida é um bem tão frágil que muitas vezes as pessoas a sentem como seu fardo mais pesado, e o único desejo que têm é ser libertas dele. A graça deve nos tornar dispostos a abrir mão da vida quando Deus chamar, já que até os sentimentos naturais, às vezes, nos levam a desejar isso antes do tempo. Isso também revela a esperança que o justo tem na morte. Se Jó não tivesse boa consciência, não poderia falar com tanta confiança sobre consolo depois da morte, onde as posições se invertem entre o rico e Lázaro: agora um é consolado e o outro atormentado.
Jó então desafia a morte a fazer o seu pior. Se tiver de passar por dores amargas, agonias e convulsões antes de morrer, ele diz que pode suportar isso também. Endureceria o coração na tristeza, abriria o peito às flechas da morte e não recuaria. Que a morte não o poupe, pois ele não quer qualquer alívio na dor que, no fim, porá fim a toda dor. Ele prefere morrer sofrendo tudo a não morrer. São palavras apressadas e dolorosas, que teriam sido melhor não ditas. Devemos amolecer o coração na tristeza, para que ela produza em nós um bom efeito. Se, ao contrário, endurecemos o coração, provocamos Deus a continuar Seu processo contra nós, pois, quando Ele julga, certamente vence. É ousada presunção desafiar o Todo-Poderoso e dizer: “Não poupe”, pois somos por acaso mais fortes do que Ele? (1 Coríntios 10:22). Devemos muito à misericórdia de Deus que nos poupa, e é mau sinal quando nos cansamos dela. Antes, deveríamos orar como Davi: “Poupa-me ainda um pouco”.
Jó também busca apoiar seu consolo apontando para sua consciência. Ele diz que não escondeu as palavras do Santo. Isso significa que foi fiel à verdade que Deus lhe revelou e a usou bem em sua vida. Naquela época, o povo de Deus já era agraciado com revelação divina. O consolo de Jó era que não tinha escondido essa verdade nem de si mesmo nem dos outros. Não a trancara longe do próprio coração, mas permitira que ela operasse nele e dirigisse sua vida. Não sufocara a convicção, não aprisionara a verdade na injustiça, nem resistira ao efeito curador da palavra de Deus. Nunca devemos esconder de nós mesmos a palavra de Deus, mas sempre recebê-la à sua luz. Jó também não a guardara só para si. Estava pronto, sempre que surgia a oportunidade, a compartilhar o que sabia para o bem dos outros. Não tinha vergonha nem medo de afirmar que a palavra de Deus era sua regra, e trabalhava para levar outros a conhecê-la também. Somente aqueles que são bons e fazem o bem enquanto vivem podem esperar consolo na morte.
Em seguida, Jó tenta justificar o seu intenso desejo de morrer apontando para a miséria de sua condição (Jó 6:11, Jó 6:12). Elifaz havia encerrado seu discurso sugerindo que Jó ainda poderia ver um bom desfecho para suas aflições. Mas Jó rejeita essas palavras de consolo. Recusa o conforto e se entrega ao desespero, argumentando de modo hábil, porém errado, contra o encorajamento que lhe foi oferecido. Quando o espírito de alguém está esmagado, a pessoa pode raciocinar de maneira estranha contra a própria esperança. Em resposta ao quadro agradável de Elifaz, Jó diz que não tem motivo algum para esperar tal coisa. Que força ainda lhe resta, pergunta, para que deva ter esperança? Está fraco e abatido. Não pode resistir à doença; então, que razão teria para pensar que sobreviverá a ela e verá dias melhores? Será a sua força como a das pedras? Será a sua carne como bronze e seus tendões como aço? Não, não são. Ele não pode ficar indefinidamente de pé sob tanta dor e miséria, por isso precisa afundar sob esse peso. Se tivesse forças para lutar com a enfermidade, poderia ter esperança de superá-la, mas não tem.
“O enfraquecimento das minhas forças no caminho abrevia os meus dias” (Salmo 102:23). Quando olhamos a vida com honestidade, não temos razão real para contar com uma longa permanência neste mundo. Que é a nossa força? É força emprestada. Só temos a força que Deus nos dá, pois nele vivemos e nos movemos. E é uma força que se esvai. Vamos consumindo pouco a pouco o estoque até que se acabe. Além disso, não é força suficiente para o tanto de tribulações que podemos enfrentar. Que é a nossa força, se dois ou três dias de enfermidade podem nos deixar fracos como água? Em vez de esperarmos viver muito, deveríamos antes admirar-nos de já termos vivido tanto, e perceber que caminhamos rapidamente para o fim.
Ele também não tinha razão para desejar uma vida tão longa. “Qual é o meu fim, para que ainda deseje prolongar a vida?” Que conforto poderia esperar desta vida que se compare ao consolo que espera encontrar na morte? Aqueles que, pela graça de Deus, estão prontos para o mundo vindouro não acham aqui muito que os faça querer ficar. Se for da vontade de Deus, podemos desejar uma vida mais longa para servi-lo melhor e nos tornarmos mais preparados para o céu. Mas, fora isso, que razão temos para querer permanecer aqui? Quanto mais a vida se prolonga, mais pesados se tornam os seus fardos (Eclesiastes 12:1), e seus prazeres vão perdendo o sabor com o tempo (2 Samuel 19:34-35). Já vimos o melhor que este mundo pode oferecer, mas não sabemos se já vimos o pior.
Ele também afasta a suspeita de que estivesse fora de si (Jó 6:13). “Não está em mim a ajuda?” Isto é: “Ainda tenho o meu juízo. Com ele, graças a Deus, posso ajudar a mim mesmo, mesmo que vocês não me ajudem. Pensam que a sabedoria me abandonou por completo e que perdi a razão? Não, não estou louco, nobre Elifaz, mas falo palavras verdadeiras e sensatas.” Aqueles que têm a graça de Deus em si, e que podem percebê-la e usá-la, têm dentro de si sabedoria, e essa sabedoria os ajudará em seus piores momentos. Eles têm luz interior.
Como a sua IA cristã pode ajudar
Explore as Escrituras e a vida por uma perspectiva cristã
Estudo bíblico
Orientação para a vida
Apoio em oração
Sabedoria diária
Faça 3 perguntas grátis por semana. Não é necessário cartão de crédito. Ver planos
Deste capítulo
Jó 6:1
"Então Jó respondeu, dizendo:"
Jó 6:2
"Oh! se a minha mágoa retamente se pesasse, e a minha miséria juntamente se pusesse numa balança!"
Jó 6:3
"Porque, na verdade, mais pesada seria, do que a areia dos mares; por isso é que as minhas palavras têm sido engolidas."
Jó 6:4
"Porque as flechas do TodoPoderoso estão em mim, cujo ardente veneno suga o meu espírito; os terrores de Deus se armam contra mim."
Jó 6:5
"Porventura zurrará o jumento montês junto à relva? Ou mugirá o boi junto ao seu pasto?"
Jó 6:6
"Ou comer-se-á sem sal o que é insípido? Ou haverá gosto na clara do ovo?"
Oração diária
Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail
Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.
Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.
Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.