Versículo em destaque
Jó 39:13 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" A avestruz bate alegremente as suas asas, porém, são benignas as suas asas e penas? "
Jó 39:13
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
11 Ou confiarás nele, por ser grande a sua força, ou deixarás a seu cargo o teu trabalho?
12 Ou fiarás dele que te torne o que semeaste e o recolha na tua eira?
13 A avestruz bate alegremente as suas asas, porém, são benignas as suas asas e penas?
14 Ela deixa os seus ovos na terra, e os aquenta no pó,
15 E se esquece de que algum pé os pode pisar, ou que os animais do campo os podem calcar.
Explore estudos bíblicos guiados
Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores
As Bem-Aventuranças (5 Dias)
Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.
Prévia da sessão 1:
Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram
6 min
Salmos de Consolo (5 Dias)
Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.
Prévia da sessão 1:
O Cuidado do Pastor
5 min
Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões
Criar conta grátisComentário Bible Guided
O avestruz é uma ave impressionante: muito grande, mas que nunca voa. Alguns a chamam de “camelo alado”. Aqui, Deus a descreve e destaca vários aspectos a seu respeito.
Em primeiro lugar, o avestruz tem algo em comum com o pavão: belas penas (Jó 39:13). Muitos entendem o versículo no sentido de: “Acaso deste asas vistosas ao pavão?”. Penas finas muitas vezes fazem aves orgulhosas. O pavão há muito tempo é visto como símbolo de orgulho; quando ele se exibe e abre sua cauda, nem mesmo Salomão em toda a sua glória se vestiu como ele. O avestruz também tem belas penas, mas é uma ave tola. Beleza nem sempre anda junto com sabedoria.
As outras aves não invejam o pavão nem o avestruz por suas cores vivas, e não reclamam por não as terem. Por que nós, então, deveríamos murmurar se outros se vestem melhor do que podemos pagar? Deus reparte seus dons de maneiras diferentes, e os dons que parecem mais impressionantes nem sempre são os mais valiosos. Quem não preferiria o canto do rouxinol à cauda do pavão, o olhar agudo e o voo nas alturas da águia, ou o cuidado natural da cegonha com seus filhotes, em vez das belas asas e penas do avestruz, que não conseguem erguer a ave acima do chão e não vêm acompanhadas daquele mesmo cuidado?
Em segundo lugar, o avestruz tem algo que lhe pertence de modo muito particular.
Ele é descuidado com seus filhotes, e é bom que isso seja verdadeiro apenas a respeito do avestruz, porque é um traço muito ruim. Observe como ele deixa seus ovos expostos. Não vai a um lugar escondido fazer ninho, como fazem os pardais e as andorinhas (Salmo 84:3). A maioria das aves, e muitos outros animais, seguem um forte instinto de proteger e sustentar seus filhotes. Mas o avestruz é tão estranho em sua natureza que larga seus ovos em qualquer lugar no chão e não se esforça para chocá‑los. Se a areia e o sol os fizerem chocar, tanto melhor; isso pode acontecer sem a sua ajuda, porque ele mesmo não os aquece (Jó 39:14). Nem sequer os guarda em segurança: o pé de um viajante pode esmagá‑los, e um animal selvagem pode quebrá‑los (Jó 39:15).
Mas então, como ainda nascem avestruzes e por que a espécie não desapareceu? Devemos entender que Deus, por uma providência especial, ou usa o calor do sol e da areia para chocar os ovos, como alguns acreditam, ou que o avestruz nem sempre age assim, embora frequentemente o faça.
Por que ele deixa seus ovos tão expostos? Primeiro, porque lhe falta afeto natural (Jó 39:16). Ele é endurecido contra seus filhotes. Isso é algo feio em qualquer criatura, e muito pior em um ser humano que se pretende humano. É especialmente grave ser duro com os pequeninos indefesos, que não podem se proteger e nada fizeram para merecer tratamento áspero. E é pior ainda quando alguém é endurecido contra os próprios filhos, como se não fossem seus, embora sejam realmente parte de si. Seu trabalho de pôr os ovos acaba sendo em vão, porque lhe falta a ternura e o cuidado que deveria ter por eles. Os que menos temem perder o fruto do seu trabalho costumam ser os que mais facilmente o perdem.
Segundo, falta‑lhe sabedoria (Jó 39:17). Deus o privou de sabedoria. Isso mostra que a habilidade que outros animais têm para cuidar de seus filhotes é um dom de Deus. Quando essa habilidade falta, é porque Deus a reteve. Assim, tanto pela insensatez do avestruz quanto pela sabedoria da formiga, somos chamados a aprender sabedoria.
Do mesmo modo que o avestruz abandona seus ovos, muitas pessoas abandonam suas próprias almas. Não providenciam um lugar seguro para elas e as deixam expostas a Satanás e às suas tentações. Isso comprova claramente que lhes falta sabedoria. Muitos pais também são descuidados com seus filhos. Alguns não cuidam nem do corpo deles, não se preocupam com a própria casa, com a própria carne, e assim se tornam piores do que os descrentes e tão maus quanto o avestruz. Mas muito mais gente é descuidada quanto à alma dos filhos. Não se importam com a formação deles e os lançam no mundo sem preparo e sem proteção, esquecendo quanto há de corrupção no mundo por causa da cobiça e do pecado, que certamente os esmagará. Assim, o esforço de criá‑los acaba em nada. Para a nação, seria melhor que tais filhos nunca tivessem nascido.
Muitos ministros também agem assim com as pessoas que lhes foram confiadas. Deveriam permanecer entre elas e velar por elas, mas em vez disso as deixam “sobre a terra” e esquecem quão ativo é Satanás em semear joio enquanto os homens dormem. Descuidam daqueles a quem deveriam supervisionar e, na prática, mostram‑se endurecidos para com eles.
Por outro lado, o avestruz é cuidadoso consigo mesmo. Deixa seus ovos em perigo, mas, se ele próprio corre perigo, nenhuma criatura se esforça mais para escapar. Quando o perigo vem, ergue as asas e as usa para correr, e não para enfeite; com a ajuda delas, corre tão depressa que nem mesmo um cavaleiro em velocidade máxima consegue alcançá‑lo. Ele zomba do cavalo e do seu cavaleiro (Jó 39:18). Aqueles que menos têm afeto natural muitas vezes são os que mais se empenham em salvar a própria pele. Que o cavaleiro não se glorie da velocidade de seu cavalo, quando uma criatura como o avestruz é capaz de superá‑lo na corrida.
Como a sua IA cristã pode ajudar
Explore as Escrituras e a vida por uma perspectiva cristã
Estudo bíblico
Orientação para a vida
Apoio em oração
Sabedoria diária
Faça 3 perguntas grátis por semana. Não é necessário cartão de crédito. Ver planos
Deste capítulo
Jó 39:1
"Sabes tu o tempo em que as cabras montesas têm filhos, ou observastes as cervas quando dão suas crias?"
Jó 39:2
"Contarás os meses que cumprem, ou sabes o tempo do seu parto?"
Jó 39:3
"Quando se encurvam, produzem seus filhos, e lançam de si as suas dores."
Jó 39:4
"Seus filhos enrijam, crescem com o trigo; saem, e nunca mais tornam para elas."
Jó 39:5
"Quem despediu livre o jumento montês, e quem soltou as prisões ao jumento bravo,"
Jó 39:6
"Ao qual dei o ermo por casa, e a terra salgada por morada?"
Oração diária
Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail
Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.
Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.
Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.