Versículo em destaque
Jeremias 13:22 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Quando, pois, disseres no teu coração: Por que me sobrevieram estas coisas? Pela multidão das tuas maldades se descobriram as tuas fraldas, e os teus calcanhares sofrem violência. "
Jeremias 13:22
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
20 Levantai os vossos olhos, e vede os que vêm do norte; onde está o rebanho que se te deu, o rebanho da tua glória?
21 Que dirás, quando ele te castigar porque os ensinaste a serem capitães, e chefe sobre ti? Porventura não te tomarão as dores, como à mulher que está de parto?
22 Quando, pois, disseres no teu coração: Por que me sobrevieram estas coisas? Pela multidão das tuas maldades se descobriram as tuas fraldas, e os teus calcanhares sofrem violência.
23 Porventura pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas? Então podereis vós fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal.
24 Assim os espalharei como o restolho, que passa com o vento do deserto.
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Aqui o profeta volta a anunciar a ruína. Os judeus iriam para o cativeiro e cairiam na miséria da pobreza e da escravidão. Seriam despidos de suas roupas, com as suas saias levantadas por falta de vestes exteriores, e com os pés descalços por não terem sandálias (Jeremias 13:22). Era assim que muitas vezes se tratavam os prisioneiros de guerra, levados cativos nus e descalços (Isaías 20:4).
Ao serem levados para uma terra estrangeira, seriam ali espalhados como a palha que o vento leva no deserto (Jeremias 13:24). Ninguém se importaria o bastante para ajuntá-los de novo. Se a palha escapa do fogo, o vento a carrega; se um juízo não completa a obra, outro o fará. Os que se tornaram como palha pelo pecado não conseguirão permanecer de pé diante dos juízos de Deus.
Eles também seriam despojados da honra e deixados em vergonha, como prostitutas expostas publicamente (Jeremias 13:26). Antes exibiam com orgulho a sua grandeza; agora Deus tornaria visível a sua vergonha. Aqueles que antes os admiravam teriam agora vergonha deles.
Então o povo perguntaria, no íntimo do coração, por que todas essas coisas lhes haviam acontecido (Jeremias 13:22). Deus sabe responder aos pensamentos que nunca são pronunciados em voz alta. Jesus também respondia aos homens conhecendo os seus pensamentos (Mateus 9:4). Essa pergunta pode brotar de um pecador que discute com Deus e rejeita a correção; mas também pode vir de um pecador que está voltando para Deus, como quando um coração perturbado diz: “Que é isto que fiz?” (Jeremias 8:6). Quando esse pensamento aparece, Deus o nota e usa o seu Espírito para aplicar a verdade ao coração, para que o pecado seja enxergado e abandonado em arrependimento.
A resposta de Deus é clara. Ele é sempre justo quando fala, e força o pecador a encarar a própria culpa. Se perguntam: “Por que nos sobrevieram estas coisas?”, a resposta é: por causa deles mesmos. É por causa da grandeza de seus pecados, de seus muitos atos repetidos de maldade e de sua teimosia no mal. Deus não está apontando pequenas falhas. Seus pecados eram graves, numerosos e constantemente repetidos.
O pecado deles também já se tornara um hábito antigo. Jeremias diz que era tão difícil para eles mudarem quanto seria para um etíope mudar a cor da pele ou um leopardo tirar as suas manchas (Jeremias 13:23). A sujeira pode ser lavada, mas a cor natural da pele não pode ser mudada por esforço humano. Da mesma forma, aqueles que há muito tempo praticam o mal fizeram do pecado uma espécie de segunda natureza. Tinham sido ensinados a fazer o mal, criados nele e treinados nele durante toda a vida. Seus profetas tentaram desviá-los do mal e conduzi-los ao bem, mas eles não quiseram ouvir. O longo costume no pecado é uma grande barreira à conversão, isto é, ao retorno para Deus.
Essa ruína também veio porque eles se afastaram do Senhor, que é a verdade, e confiaram na mentira (Jeremias 13:25). Deus diz que isso é a porção deles, a parte que lhes está medida da parte dele. É o castigo que lhes foi determinado. Eles deviam esperar por isso, pois tinham se esquecido de Deus, de suas misericórdias e do dever que tinham para com ele. O esquecimento de Deus está na raiz de todo pecado, enquanto lembrar-se do Criador desde cedo é o começo de uma vida santa. Por terem esquecido a Deus, confiaram na falsidade: nos ídolos, na força humana do Egito e da Assíria, e nas mentiras do próprio coração.
A idolatria deles, sua infidelidade espiritual para com Deus, também faz parte da acusação. Esse é o pecado que mais provoca o zelo de um Deus ciumento. Foram expostos a uma vergonha pública porque cometeram pecados vergonhosos e não tinham vergonha deles (Jeremias 13:26-27). Deus vira os seus adultérios, isto é, a busca gananciosa por deuses estranhos, e o modo ansioso e inquieto como corriam atrás da idolatria nos montes e nos campos abertos. Por isso é anunciado o “ai” sobre Jerusalém, e muitos ais.
Apesar disso, Deus termina com um apelo terno. Embora a situação deles pareça quase sem esperança, ainda havia vida, e portanto ainda havia espaço para arrependimento. Ele pergunta: “Não te purificarás?” Era, e é, a grande preocupação que os pecadores deveriam ter: serem purificados por meio do arrependimento, da fé e de um abandono completo do pecado. A verdadeira razão de ainda permanecerem impuros é que não querem ser purificados. Essa recusa é insensata, porque rejeitam justamente aquilo que seria para o seu bem.
Quanto ao tempo dessa mudança, perguntam: “Até quando será assim?” Isso mostra a graça admirável de Deus, que deseja que os pecadores se arrependam e se voltem para ele. Do ponto de vista de Deus, a demora é longa enquanto eles permanecem duros e indispostos a mudar.
Ao mesmo tempo, isso revela a profunda insensatez dos pecadores. Eles vivem adiando aquilo que é absolutamente necessário para a sua salvação. Podem não dizer claramente que nunca serão purificados, mas continuam dizendo: “Ainda não.” Querem um tempo mais conveniente, mas não sabem dizer quando esse tempo virá.
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Deste capítulo
Jeremias 13:1
"Assim me disse o SENHOR: Vai, e compra um cinto de linho e põe-no sobre os teus lombos, mas não o coloques na água."
Jeremias 13:2
"E comprei o cinto, conforme a palavra do Senhor, e o pus sobre os meus lombos."
Jeremias 13:3
"Então me veio a palavra do Senhor pela segunda vez, dizendo:"
Jeremias 13:4
"Toma o cinto que compraste, e que trazes sobre os teus lombos, e levanta-te; vai ao Eufrates, e esconde-o ali na fenda de uma rocha."
Jeremias 13:5
"E fui, e escondi-o junto ao Eufrates, como o Senhor me havia ordenado."
Jeremias 13:6
"Sucedeu, ao final de muitos dias, que me disse o Senhor: Levanta-te, vai ao Eufrates, e toma dali o cinto que te ordenei que o escondesses ali."
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