Versículo em destaque

Isaías 59:9 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" Por isso o juízo está longe de nós, e a justiça não nos alcança; esperamos pela luz, e eis que só há trevas; pelo resplendor, mas andamos em escuridão. "

Isaías 59:9

menu_book Versículo no contexto

7 Os seus pés correm para o mal, e se apressam para derramarem o sangue inocente; os seus pensamentos são pensamentos de iniqüidade; destruição e quebrantamento há nas suas estradas.

8 Não conhecem o caminho da paz, nem há justiça nos seus passos; fizeram para si veredas tortuosas; todo aquele que anda por elas não tem conhecimento da paz.

9 Por isso o juízo está longe de nós, e a justiça não nos alcança; esperamos pela luz, e eis que só há trevas; pelo resplendor, mas andamos em escuridão.

10 Apalpamos as paredes como cegos, e como os que não têm olhos andamos apalpando; tropeçamos ao meio-dia como nas trevas, e nos lugares escuros como mortos.

11 Todos nós bramamos como ursos, e continuamente gememos como pombas; esperamos pelo juízo, e não o há; pela salvação, e está longe de nós.

auto_stories

Explore estudos bíblicos guiados

Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores

Micro-Study 5 dias

As Bem-Aventuranças (5 Dias)

Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.

Prévia da sessão 1:

Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram

schedule 6 min

Micro-Study 5 dias

Salmos de Consolo (5 Dias)

Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.

Prévia da sessão 1:

O Cuidado do Pastor

schedule 5 min

lock_open Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões

person_add Criar conta grátis

auto_stories Comentário Bible Guided

O foco deste trecho é o mesmo do anterior: o grande causador de todo o problema é o pecado. Ele afasta de nós coisas boas e também traz sobre nós coisas más. Aqui, porém, é como se o próprio povo estivesse falando com Deus. Eles reconhecem aquilo que o profeta já lhes havia declarado e se submetem à justiça das ações de Deus contra eles.

O coração deles ainda é duro em certos aspectos, mas estão humilhados o suficiente para confessar que Deus agiu com equidade. Ele se voltou contra eles porque eles primeiro se voltaram contra ele. A condição em que se encontravam era miserável, e eles conseguiam enxergar que o Senhor havia lidado com eles de maneira justa.

Primeiro, eles reconhecem que estavam debaixo da pressão dos inimigos e não encontravam alívio. Eram pisoteados, tratados com injustiça e governados com dureza. Mesmo assim, Deus não se levantava para defender a causa que, do ponto de vista humano, lhes parecia justa. Dizem: “O juízo está longe de nós”, porque, ainda que estivessem sendo oprimidos por seus perseguidores, não eram libertos. Não haviam praticado justiça uns com os outros, e por isso Deus permitiu que os inimigos lhes fizessem injustiça.

As esperanças deles também tinham fracassado, o que agravava ainda mais seu sofrimento. Eles esperavam pela luz, assim como se espera pelo amanhecer, mas viam apenas trevas. Buscavam juízo e livramento, mas parecia que nem Deus nem homem vinham socorrê-los. Haviam orado e jejuado, esperando a salvação de Deus, mas esta continuava parecendo distante.

Além disso, estavam impotentes e confusos. Andavam apalpando, como cegos, incapazes de enxergar qualquer caminho claro para o alívio. Quando alguém fecha os olhos para a verdade de Deus, é justo que Deus oculte dessa pessoa as coisas que conduzem à paz. Quem se recusa a enxergar o próprio dever não verá aquilo que realmente lhe faz bem. Quando Deus entrega uma pessoa ao juízo da cegueira espiritual, ela se torna profundamente insensata, tropeçando em plena luz do dia como se estivesse noite.

Tinham caído em desespero, e a tristeza se estampava em cada rosto. Tornaram-se sombrios, evitavam a companhia dos outros, queriam ficar isolados. Dizem que estavam como mortos em lugares desertos, impotentes e isolados. Parte dessa angústia se manifestava em clamores altos, como o rugido de ursos. Outra parte era silenciosa e profunda, como o gemido das pombas. Eles lamentavam tanto os próprios pecados quanto as desgraças que esses pecados haviam trazido.

Em seguida, admitem que foram eles mesmos que trouxeram todo esse mal sobre si. Deus procedera bem, porque eles haviam procedido mal. Seus pecados continuavam com eles. A culpa ainda pesava sobre eles, o poder do pecado ainda operava no meio do povo, e eles não haviam se afastado dele. Na verdade, seus pecados tinham aumentado em gravidade e quantidade. Não havia para onde olhar sem se deparar com eles. Sua maldade estava exposta diante de Deus, e eles mesmos tinham consciência disso. Não podiam desculpar-se nem encobrir o que haviam feito.

Eles também reconhecem a maldade intrínseca do pecado. O pecado deles não era apenas transgressão da lei de Deus, era uma mentira contra o Senhor. Para quem afirma pertencer a Deus, o pecado é ainda mais grave, porque lança uma falsa impressão sobre ele. Faz parecer que Deus não foi justo ou não tratou o povo corretamente. Também é quebra de aliança com ele, falha em guardar as promessas sagradas feitas a ele. Nesse sentido, é um desviar-se daquele Deus a quem estavam ligados como seu próprio Deus.

Havia ainda um colapso geral da honestidade entre o povo. Isso não surpreende, pois quem é infiel para com Deus também será infiel para com o próximo. Eles falavam de opressão abertamente, como se a apoiassem, ainda que isso fosse rebelião contra Deus e contra a verdade. Maquinavam mentiras e depois as pronunciavam. Muitos podem até ter maus pensamentos e parar por aí, mas esses pecadores iam além: aprovavam seus próprios pensamentos maus e os divulgavam. Pensar o mal já é grave, mas falá-lo é pior. Algumas mentiras são ditas no impulso, sem reflexão, mas as deles eram cuidadosamente planejadas e proferidas de propósito.

Eles diziam palavras falsas, e mesmo assim se afirma que tais palavras vinham do coração. Isso porque, ainda que as palavras não correspondessem a pensamentos sinceros, correspondiam à malícia e à maldade que havia no coração deles. Nesse sentido, eram a voz natural de um coração dividido, como em (Salmo 12:2). Até mesmo aqueles que, pela graça de Deus, se abstinham de tais pecados terríveis, ainda assim se incluíam nessa confissão de pecado, porque pertenciam a uma nação de modo geral corrompida.

Admitiam também que o que deveria ter sido feito para corrigir a terra não foi feito, como em (Isaías 59:14). O juízo deveria ter seguido adiante, como um rio ou um forte ribeiro que vence toda resistência. Em vez disso, foi detido. A justiça deveria ter contido a fraude e a violência, mas foi afastada, de modo que os malfeitores prosseguiam com confiança.

A justiça permanecia distante, até mesmo dos tribunais, que estavam tão cheios de defensores da opressão que a retidão não conseguia entrar. A equidade não encontrava lugar nas leis injustas que estavam sendo elaboradas, como em (Isaías 10:1). A verdade havia caído nas praças e ali ficava, sendo pisada pelos soberbos. Ninguém a ajudava a se levantar. A verdade também faltava na conversa diária e nos relacionamentos comuns, de modo que ninguém sabia em quem confiar.

Eles reconheciam que havia ódio declarado contra os que eram bons. Os que faziam o mal passavam sem castigo, mas os que se afastavam do mal se tornavam presa daqueles mesmos homens violentos já descritos. No meio de gente assim, bastava a alguém não se associar ao pecado deles para ser tratado como inimigo. Quem se afastava do mal era até considerado louco, como indicam algumas traduções. A fidelidade discreta era ridicularizada como tolice, e qualquer um que nadasse contra a forte corrente do pecado era tido quase como insano.

Reconheciam ainda que tudo isso devia ser profundamente ofensivo ao Deus do céu. O mal era praticado diante dos olhos dele. Eles sabiam muito bem, ainda que relutassem em admitir, que o Senhor via tudo. Mesmo que fosse feito em segredo e encoberto com belas desculpas, nada podia ocultar aquilo do seu olhar que tudo vê. Ele enxerga toda iniquidade e, por serem puros os seus olhos, ele não pode aprová-la.

Ele viu tudo isso, e isso lhe desagradou, ainda que se tratasse de um povo que professava pertencer a ele. Ele viu o mal em si, mas o que mais o ofendia era que não havia justiça, nem reforma, nem abandono do pecado. Se houvesse quaisquer sinais de arrependimento, então, embora o pecado ainda o entristecesse, ele logo teria recebido de volta os pecadores quando se desviassem de seus maus caminhos. O pecado de uma nação se torna um pecado nacional, trazendo juízos públicos, quando a justiça pública deixa de contê-lo.

IA cristã que considera sua denominação

Aplique Isaías 59:9 na sua vida hoje

Receba orientação fundamentada nas Escrituras, que considera sua denominação e é personalizada para a sua situação.

1 Faça sua pergunta arrow_forward 2 Considere sua tradição arrow_forward 3 Aplique as Escrituras

✓ Sem cartão de crédito • ✓ 100% privado • ✓ 30 créditos grátis para começar

Como a sua IA cristã pode ajudar

Explore as Escrituras e a vida por uma perspectiva cristã

menu_book

Estudo bíblico

psychology

Orientação para a vida

favorite

Apoio em oração

lightbulb

Sabedoria diária

forum Pergunte à sua IA cristã — Grátis

Faça 3 perguntas grátis por semana. Não é necessário cartão de crédito. Ver planos

Deste capítulo

auto_awesome

Oração diária

Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail

Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.

Grátis. Cancele quando quiser. Nunca compartilhamos seu email.

Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.

Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.