Versículo em destaque
Isaías 3:9 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" O aspecto do seu rosto testifica contra eles; e publicam os seus pecados, como Sodoma; não os dissimulam. Ai da sua alma! Porque fazem mal a si mesmos. "
Isaías 3:9
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
7 Naquele dia levantará este a sua voz, dizendo: Não posso ser médico, nem tampouco há em minha casa pão, ou roupa alguma; não me haveis de constituir governador sobre o povo.
8 Porque Jerusalém está arruinada, e Judá caída; porque a sua língua e as suas obras são contra o Senhor, para provocarem os olhos da sua glória.
9 O aspecto do seu rosto testifica contra eles; e publicam os seus pecados, como Sodoma; não os dissimulam. Ai da sua alma! Porque fazem mal a si mesmos.
10 Dizei ao justo que bem lhe irá; porque comerão do fruto das suas obras.
11 Ai do ímpio! Mal lhe irá; porque se lhe fará o que as suas mãos fizeram.
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Aqui Deus continua expondo a sua causa contra o seu povo. A razão de sua queixa é o pecado deles. Se eles se afligem com os juízos que caem sobre si, basta olharem mais fundo e reconhecerem que trouxeram isso sobre si mesmos: “Ai da sua alma! Porque fazem mal a si mesmos” (Isaías 3:9). Isso mostra que os pecadores estão em uma condição triste e miserável. O pecado prejudica a alma, mesmo quando, por fora, a vida de uma pessoa parece ir bem.
Todo sofrimento que vem sobre os pecadores é algo que eles mesmos atraíram (Jeremias 2:19). Aqui eles são acusados, em primeiro lugar, de terem lançado fora a vergonha que deveria contê-los no pecado. Tornaram-se ousados e desavergonhados no mal, e isso só os endureceu ainda mais contra o arrependimento. O aspecto do rosto deles revelava o que havia dentro. Seus olhos denunciavam claramente que não conseguiam deixar de pecar (2 Pedro 2:14). Bastava olhar para eles para perceber a profunda maldade guardada em seus corações.
Eles “publicam os seus pecados, como Sodoma”. Seus desejos eram tão violentos e tão sem freios que não suportavam nem mesmo a menor repreensão. Todos os sinais restantes de virtude haviam sido expulsos. O povo de Sodoma mostrava o seu pecado não apenas pela sua grandeza, mas também por assumir publicamente aquilo que era vergonhoso (Gênesis 13:13; 18:20; 19:5). Judá e Jerusalém faziam o mesmo. Não dissimulavam o pecado. Sentiam orgulho dele e até se vangloriavam de suas vitórias sobre a própria consciência. Tinham “testa de prostituta” e não sabiam envergonhar-se (Jeremias 3:3; 6:15). Os que perderam toda a vergonha no pecado estão maduros para a ruína. Quando alguém passa do limite da vergonha, passa também do alcance da graça e, em seguida, da esperança.
Em segundo lugar, seus guias, que deveriam conduzi-los pelo caminho certo, os fizeram errar (Isaías 3:12). Aqueles que os guiavam — príncipes, sacerdotes e profetas — os levaram a vaguear. Ou ensinavam doutrinas falsas e corrompidas, ou viviam de modo a desmentir aquilo que pregavam. As pessoas, em geral, são mais rápidas em seguir um mau exemplo do que um bom aviso. Assim, eles destruíam os caminhos que deveriam estar edificando. Alguns entendem o texto assim: “Os que te louvam te fazem errar.” Seus sacerdotes os elogiavam como se nada estivesse errado. Diziam continuamente “paz, paz”, quando havia perigo real, e desse modo ajudavam o povo a permanecer no erro.
Em terceiro lugar, seus juízes, que deveriam defender os oprimidos, eram eles mesmos os maiores opressores (Isaías 3:14-15). Os anciãos e príncipes sabiam melhor. Tinham conhecimento, riqueza e honra, portanto não tinham desculpa. Mesmo assim, “comiam a vinha” — a vinha de Deus, o povo que deveriam guardar e cuidar. A palavra também sugere que a queimavam. Tratavam essa vinha tão mal quanto qualquer inimigo poderia fazer (Salmo 80:16). Também tomavam as vinhas dos pobres, como Jezabel fez com a vinha de Nabote, ou devoravam o seu fruto, satisfazendo seus desejos com aquilo que deveria sustentar famílias necessitadas.
O despojo dos pobres estava guardado em suas casas. Quando Deus sondou, encontrou ali essas riquezas, que ficaram como prova contra eles. Poderiam tê-las restituído, mas não quiseram. Deus pergunta a esses grandes homens: “Que quereis vós que esmagais o meu povo? Que mal ele vos fez? Pensam que o poder lhes foi dado para isso?” Nada é mais difícil de explicar, e nada será mais seguramente cobrado, do que as injustiças feitas ao povo de Deus por aqueles que os oprimem. “Moendo as faces dos pobres”, como se os triturassem num moinho. Reduziam-nos a pó, com uma injustiça em cima da outra. Ou então seus rostos estavam machucados e quebrados pelos golpes que receberam. Não só destruíram os bens dos pobres, como também abusaram deles pessoalmente. Nosso Senhor Jesus foi esbofeteado no rosto (Mateus 26:67).
Aqui também se mostra como Deus conduz essa causa. O próprio Deus é quem traz a acusação (Isaías 3:13). O Senhor se levanta para pleitear e põe-se em pé para julgar o povo, sobretudo aqueles que foram oprimidos. Ele também trará os príncipes a juízo (Isaías 3:14). Nem mesmo os maiores deste mundo conseguem escapar do exame de Deus ou impedir que sua corte os julgue.
A acusação é comprovada por evidência clara e pública. Olhe para os opressores, e o próprio aspecto deles testemunha contra eles (Isaías 3:9). Olhe para os oprimidos, e verá seus rostos esmagados e feridos (Isaías 3:15). O processo já começou na própria mudança de governantes. Para castigar aqueles que usaram mal o poder, Deus lhes dá governantes demasiado fracos e insensatos para usar bem esse poder. “Os opressores do meu povo são crianças, e mulheres dominam sobre ele” (Isaías 3:12). São pessoas de juízo fraco e paixões fortes, como crianças e mulheres eram comumente tidos naquela cultura. Esse foi o seu pecado, ter tais governantes sobre si, e isso também se tornou o seu castigo.
À medida que esse juízo avança, uma distinção nítida será feita entre as pessoas (Isaías 3:10-11). “Dizei ao justo que bem lhe irá; ai do ímpio! Mal lhe irá.” Deus já havia declarado que eles trouxeram o mal sobre si mesmos, e aqui mostra que retribuirá a cada um conforme as suas obras. Se tivessem sido justos, tudo lhes teria ido bem. Se as coisas lhes vão mal, é porque são ímpios e permanecem assim. Deus tratou Caim do mesmo modo, para mostrar que ele não tinha motivo legítimo para se irar (Gênesis 4:7).
O justo terá a ajuda e o consolo de Deus, e esses crescerão à medida que aumentarem as suas aflições. Assim, mesmo quando faltar todo alimento, o justo ainda será farto no dia da fome. Ele desfrutará do fruto de seus próprios atos, porque sua consciência testemunhará que se guardou limpo do pecado comum à sua volta. Por isso, a mesma calamidade pública não terá para ele o mesmo peso que tem para os outros. Ele não ajudou a alimentar o fogo, portanto não será queimado por ele.
Alguns perversos podem alimentar a esperança de escapar da ruína, então Deus ordena aos profetas que desfaçam essas falsas esperanças. “Ai do ímpio”, diz ele, “mal lhe irá” (Isaías 3:11). O juízo será amargo para eles, cheio de pesar e dor. Há um “ai” reservado para os ímpios, e ainda que pensem poder escapar dos juízos públicos, mesmo assim lhes irá mal. Se não se arrependerem, as coisas só se tornarão piores, e o pior virá no fim. Receberão aquilo que os seus próprios atos mereceram, no dia em que cada um será julgado pelo que fez por meio do corpo.
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Deste capítulo
Isaías 3:1
"Porque, eis que o Senhor, o SENHOR dos Exércitos, tirará de Jerusalém e de Judá o sustento e o apoio; a todo o sustento de pão e a todo o sustento de água;"
Isaías 3:2
"O poderoso, e o homem de guerra, o juiz, e o profeta, e o adivinho, e o ancião,"
Isaías 3:3
"O capitão de cinqüenta, e o homem respeitável, e o conselheiro, e o sábio entre os artífices, e o eloqüente orador."
Isaías 3:4
"E dar-lhes-ei meninos por príncipes, e crianças governarão sobre eles."
Isaías 3:5
"E o povo será oprimido; um será contra o outro, e cada um contra o seu próximo; o menino se atreverá contra o ancião, e o vil contra o nobre."
Isaías 3:6
"Quando alguém pegar de seu irmão na casa de seu pai, dizendo: Tu tens roupa, sê nosso governador, e toma sob a tua mão esta ruína;"
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