Êxodo 12:1
" Efraim se apascenta de vento, e segue o vento leste; todo o dia multiplica a mentira e a destruição; e fazem aliança com a Assíria, e o azeite se leva ao Egito. "
Entenda os temas principais e aplique Êxodo 12 na sua vida hoje
14 versiculos | Almeida Corrigida Fiel
As pragas sobre o gado, os corpos e o clima revelam que Deus domina todas as áreas da criação e da vida humana. Ele marca o tempo das pragas, seu alcance e até a diferença entre egípcios e israelitas, mostrando que nenhum poder humano consegue resistir ao seu decreto.
Faraó vê os sinais, investiga a preservação de Israel, reconhece seu pecado em certo momento, mas volta a endurecer o coração assim que o perigo passa. O texto alterna entre o endurecimento de Faraó e a ação de Deus endurecendo seu coração, mostrando a seriedade da rejeição constante à palavra divina.
O gado de Israel é poupado e a terra de Gósen não sofre com a saraiva, enquanto o Egito é severamente atingido. Essa separação destaca o cuidado especial de Deus por seu povo, não como favoritismo vazio, mas como parte de seu plano de redenção e testemunho ao mundo.
As pragas não são apenas punição, mas um meio de Deus se revelar. Ele declara que está agindo para que Faraó saiba que não há outro como Ele em toda a terra e para que seu nome seja anunciado por todas as nações. Até o livramento seletivo é um sinal pedagógico.
Mesmo entre os egípcios, alguns levam a sério o aviso de Deus, recolhem seu gado e servos e são preservados. Outros ignoram a Palavra e sofrem as consequências. O texto mostra que ouvir e obedecer à voz de Deus faz diferença concreta em meio ao juízo.
Deus poderia ter destruído completamente Faraó e seu povo, mas o mantém vivo para manifestar seu poder e para que seu nome seja anunciado. Até na advertência da saraiva ele oferece um meio de proteção, chamando a recolher homens e animais.
Êxodo 9 está inserido na sequência das pragas enviadas por Deus sobre o Egito, provavelmente no período em que Israel vivia como povo escravizado sob um faraó poderoso e resistente à ordem divina. As pragas neste capítulo atingem áreas centrais da economia e da vida egípcia.
A peste sobre o gado (vv. 1-6) fere profundamente a economia, pois cavalos, jumentos, camelos, bois e ovelhas eram essenciais para transporte, agricultura, comércio e alimentação. Além disso, alguns animais tinham associação religiosa no Egito antigo, o que torna a praga também um ataque simbólico aos deuses egípcios.
As úlceras e feridas (vv. 8-11) atingem tanto pessoas quanto animais. A descrição de "sarna" e "úlceras" comunica uma enfermidade dolorosa e humilhante. O fato de os magos não conseguirem permanecer diante de Moisés evidencia a derrota do sistema religioso e mágico do Egito diante do Deus de Israel.
A saraiva devastadora (vv. 18-25) é apresentada como algo sem precedentes na história do Egito. O texto menciona culturas como cevada, linho, trigo e centeio (vv. 31-32), indicando uma sociedade agrária complexa, dependente de colheitas cíclicas e da inundação do Nilo. A destruição dessas plantações significava prejuízo econômico, fome potencial e insegurança social.
Teologicamente, o Egito é o império opressor que representa resistência organizada a Deus. Faraó é visto como figura central do poder político-religioso, considerado quase divino. Ao confrontá-lo, o Senhor não apenas liberta Israel, mas desmascara o falso poder do Egito e de seus deuses, estabelecendo seu próprio nome como o verdadeiro Senhor em toda a terra (v. 16).
O endurecimento do coração de Faraó, mencionado em conexão com Deus (v. 12) e com o próprio Faraó (v. 34), reflete uma tensão bíblica entre soberania divina e responsabilidade humana. O texto mostra um processo: Faraó resiste, Deus confirma esse caminho em juízo, e a situação vai se agravando à medida que o tempo de arrependimento é desprezado.
Êxodo 9 pode ser organizado em três grandes ciclos de pragas, cada um com introdução, execução e reação de Faraó, marcando progressão no conflito entre o Senhor e o rei do Egito:
B. Execução da praga (vv. 22-26) - Ordem para Moisés estender a mão para o céu (v. 22). - Descrição intensa da tempestade com saraiva, trovões e fogo (vv. 23-24). - Efeitos sobre homens, animais, plantas e árvores (v. 25). - Preservação da terra de Gósen (v. 26).
C. Confissão superficial de Faraó e cessação da praga (vv. 27-35) - Faraó reconhece pecado, justiça do Senhor e impiedade do povo (v. 27). - Pedido de intercessão e promessa de libertação (v. 28). - Resposta de Moisés, com anúncio da cessação da tempestade e discernimento do coração de Faraó (vv. 29-30). - Nota sobre o impacto agrícola: cevada e linho destruídos; trigo e centeio preservados (vv. 31-32). - Moisés ora e a praga cessa (v. 33). - Recaída de Faraó no pecado e endurecimento final nessa etapa (vv. 34-35).
Essa estrutura mostra um padrão: ordem divina, execução, reação parcial de Faraó, endurecimento. Ao mesmo tempo, cada ciclo aumenta a intensidade do juízo e aprofunda a revelação sobre o caráter de Deus e sobre a condição do coração humano.
Êxodo 9 é teologicamente rico, pois aprofunda a compreensão de quem Deus é, como age na história e como lida com a resistência humana.
A soberania de Deus sobre tudo O capítulo enfatiza que Deus é Senhor sobre povos, reis, animais, clima e colheitas. Ele decide o tempo da praga (v. 5), distingue entre Israel e Egito (v. 4), controla a intensidade da saraiva (vv. 23-24) e a faz cessar em resposta à oração (v. 33). Isso mostra um Deus que não é apenas local ou limitado, mas Rei sobre toda a terra (v. 29).
Juízo e revelação As pragas são juízo contra a opressão egípcia, mas também revelação. Deus declara que age para que saibam que não há outro como Ele em toda a terra (v. 14) e que preservou Faraó para manifestar seu poder e para que seu nome seja anunciado globalmente (v. 16). O juízo, então, tem caráter pedagógico e missionário: revela a justiça de Deus e faz seu nome conhecido entre as nações.
Endurecimento do coração O endurecimento do coração de Faraó é um dos temas centrais. O texto mostra tanto o endurecimento atribuído a Deus (v. 12) quanto a escolha consciente de Faraó de pecar ainda mais (v. 34). A teologia bíblica vê isso como Deus entregando o pecador ao caminho que ele insiste em seguir, confirmando em juízo a rebelião já presente. Há uma tensão real entre soberania divina e responsabilidade humana, que não é totalmente explicada, mas é mantida.
A distinção do povo de Deus Deus separa o gado de Israel (vv. 4-6) e poupa a terra de Gósen da saraiva (v. 26). Essa distinção não é mérito do povo, mas fruto da aliança de Deus e do seu propósito redentor. Em termos mais amplos, essa separação antecipa a ideia de um povo preservado por Deus em meio ao juízo que recai sobre o mundo, tema que percorre toda a Escritura.
Misericórdia no meio do juízo Deus afirma que poderia ter destruído Faraó e o Egito (v. 15), mas o mantém vivo (v. 16). Mesmo ao anunciar a saraiva, oferece um caminho de proteção aos que ouvirem sua palavra (v. 19). Até entre os egípcios, quem teme a palavra do Senhor é preservado (vv. 20-21). Isso revela um Deus que não se agrada da destruição, mas oferece advertências claras e oportunidades de refúgio.
A centralidade da Palavra de Deus Tudo no capítulo gira em torno da palavra pronunciada por Deus e transmitida por Moisés. Quem teme essa palavra age de forma prudente (v. 20), quem a despreza sofre consequências (v. 21). A palavra de Deus não falha: o que Ele diz, ocorre (vv. 5-6, 23-24, 35). Teologicamente, isso ressalta a confiabilidade das promessas e advertências divinas e prepara o terreno para a confiança na revelação escrita.
Êxodo 9, com suas imagens fortes de juízo, perda e sofrimento, toca em temas sensíveis para a saúde emocional: sensação de impotência diante de forças maiores, medo de punição, raiva contra injustiças, lutas com dureza de coração e dificuldade de confiar depois de tantas frustrações.
O texto pode ressoar com quem se sente esmagado por circunstâncias fora de controle, como crises econômicas, doenças ou desastres. Também fala com quem se percebe preso em padrões repetitivos de autossabotagem, como Faraó, que promete mudar em momentos de aperto, mas volta aos mesmos caminhos assim que o perigo passa.
Há, porém, elementos de cuidado e esperança. Deus não age de forma impulsiva ou caótica: ele avisa, dá tempo, indica um meio de proteção (v. 19) e faz distinção entre os que se abrem à sua palavra e os que a desprezam (vv. 20-21). Isso fala de um Deus que vê, que não esquece os oprimidos e que não abandona seu povo no meio da tempestade (v. 26).
Para quem carrega culpa, a figura de Faraó pode ativar medo de um Deus apenas punitivo. Mas o texto também mostra que a insistência deliberada no mal endurece o coração e aprofunda o sofrimento. Em termos de cuidado emocional, isso convida à honestidade: reconhecer não só a dor causada por outros, mas também o que se escolhe repetir, mesmo sabendo que machuca.
O capítulo oferece, assim, um espelho para a alma: Deus é firme, justo e paciente; a resistência humana pode se tornar rígida a ponto de não responder mais nem a avisos claros; e, mesmo assim, a misericórdia divina continua presente, oferecendo caminhos de preservação no meio da crise.
Algumas leituras de Êxodo 9 podem desencadear gatilhos emocionais importantes:
Medo excessivo de castigo divino Pessoas com histórico de espiritualidade marcada por medo, culpa intensa ou liderança religiosa abusiva podem ler as pragas apenas como ameaça, reforçando imagens distorcidas de Deus como arbitrário ou cruel. Isso pode alimentar ansiedade religiosa (medo constante de ser punido por qualquer erro).
Traumas ligados a desastres e doenças As descrições de pestes, feridas na pele e destruição pela tempestade podem despertar lembranças dolorosas em quem viveu epidemias, tragédias climáticas, perdas materiais ou luto recente por causas semelhantes.
Sentimento de estar amaldiçoado Alguém que já se sente "perseguido" por tragédias pode interpretar o texto como confirmação de que Deus está contra sua vida, sem conseguir ver nuances de misericórdia, advertência e proteção.
Autocondenação extrema Quem já lida com perfeccionismo ou depressão pode se identificar com Faraó apenas pelo lado negativo, concluindo que seu próprio coração é irremediavelmente endurecido, o que pode agravar sentimentos de desesperança.
Uso do texto para justificar abuso ou controle Leituras distorcidas podem usar a linguagem de juízo para intimidar, controlar ou humilhar outras pessoas, apresentando-se como "porta-vozes" do castigo divino sobre determinados grupos.
Em contextos pastorais ou terapêuticos, esse capítulo deve ser trabalhado com cuidado, enfatizando o caráter justo e também paciente de Deus, a diferença entre juízo histórico e experiências pessoais, e destacando que a Escritura aponta para um Deus que também cura, restaura e chama ao arrependimento com graça.
Êxodo 9 oferece princípios práticos para a vida cotidiana:
Levar a sério a Palavra de Deus Os servos de Faraó que temeram a palavra do Senhor agiram com prudência e foram preservados (vv. 20-21). Isso aponta para a importância de não tratar os alertas de Deus como algo irrelevante, mas ajustar atitudes, prioridades e decisões àquilo que Ele revela.
Reconhecer padrões de dureza de coração Faraó ilustra como alguém pode confessar culpa em momentos de crise (v. 27), pedir ajuda (v. 28) e, ainda assim, voltar ao mesmo comportamento quando a situação melhora (v. 34). Na prática, isso encoraja a perceber ciclos de promessas vazias e buscar mudanças mais profundas, não apenas respostas emocionais ao medo.
Confiar na soberania de Deus em meio a crises As pragas parecem caos, mas o texto mostra que Deus está no controle: define o tempo (v. 5), os limites (v. 4, 26) e o propósito (v. 16). Na vida diária, isso se traduz em aprender a descansar, mesmo em tempos de instabilidade econômica, doença ou desastres, crendo que a história não está solta, mas nas mãos de Deus.
Entender que Deus faz distinções justas A preservação de Israel em Gósen (v. 26) lembra que Deus conhece e cuida dos seus, mesmo em ambientes hostis. Isso pode fortalecer a decisão de viver com integridade, mesmo quando o contexto ao redor é injusto, confiando que Deus vê e sabe distinguir.
Responder com obediência, não só com palavras Faraó fala corretamente em alguns momentos (v. 27), mas não muda de atitude (v. 35). Esse contraste aponta para a necessidade de que arrependimento envolva prática: ajustar comportamentos, hábitos e escolhas, e não apenas discursos.
Integrar fé e responsabilidade Quando Deus anuncia a saraiva, também dá instruções práticas para preservar vidas e animais (v. 19). Isso sugere que confiar em Deus não exclui medidas concretas de proteção e prudência. Na rotina, isso significa orar, sim, mas também agir de forma responsável em finanças, saúde, segurança e cuidado com outros.
As pragas são juízo contra a opressão do Egito, que escravizava Israel e resistia obstinadamente à ordem de Deus para libertar seu povo. Ao mesmo tempo, as pragas revelam quem Deus é: mostram que Ele é soberano sobre a natureza, superior aos deuses egípcios e comprometido com a justiça. Deus também declara o propósito de tornar seu nome conhecido em toda a terra (Êx 9.14-16). As pragas não são atos aleatórios de violência, mas respostas progressivas à recusa contínua de Faraó em ouvir e obedecer.
O endurecimento do coração de Faraó é descrito tanto como ação de Deus (Êx 9.12) quanto como escolha do próprio Faraó (Êx 9.34). A Bíblia apresenta isso como uma dinâmica em que Faraó resiste repetidamente à vontade de Deus, e Deus, em juízo, confirma essa resistência, entregando Faraó ao caminho que ele mesmo escolheu. Não é que Deus pegue alguém inocente e o torne mau, mas que, diante da rejeição persistente, Deus fortalece a dureza já presente, para cumprir seus propósitos de juízo e revelação.
A distinção entre Israel e Egito (Êx 9.4-6, 26) mostra o cuidado especial de Deus por seu povo aliado a Ele. Deus havia prometido libertar Israel e fazer daquele povo um instrumento de bênção. Ao poupar o gado e a terra de Gósen, Ele não só protege seus servos, mas também deixa um sinal visível para os egípcios de que está agindo de forma justa e específica, não de maneira cega ou indiscriminada.
Quando Faraó diz: "Esta vez pequei; o Senhor é justo, mas eu e o meu povo ímpios" (Êx 9.27), sua confissão parece correta nas palavras, mas não se transforma em mudança de vida. O próprio texto mostra que, ao cessar a saraiva, ele "pecou ainda mais" e endureceu o coração (Êx 9.34-35). Isso indica um arrependimento motivado pelo medo e pela pressão da circunstância, não uma transformação profunda. A Bíblia distingue entre remorso passageiro e arrependimento que produz frutos.
Em Êxodo 9.16, Deus diz que manteve Faraó para mostrar seu poder e para que seu nome fosse anunciado em toda a terra. Isso quer dizer que os atos de Deus no Egito se tornariam conhecidos muito além daquela região. A libertação de Israel e as pragas se tornaram referência para outros povos, mostrando quem é o Senhor. Ao longo da Bíblia, essa história é lembrada como prova da fidelidade e do poder de Deus, servindo de testemunho para gerações futuras e para outras nações.
Êxodo 9 é um capítulo intenso, cheio de imagens fortes: animais morrendo, corpos feridos, tempestade violenta destruindo o que as pessoas plantaram com esforço. Por trás de tudo isso, há um povo sofrendo há muito tempo, e um Deus que não ignora esse sofrimento. O coração de quem lê pode se identificar com vários lados da história. Há quem se sinta como Israel: preso, sem saída, esperando que Deus faça algo. O texto mostra que Deus não esquece, não cruza os braços diante da injustiça. Ele vê o que acontece nos bastidores do poder e entra na história de forma firme, ainda que isso leve tempo e passe por processos que nem sempre se entende na hora. Outros podem se ver em Faraó: repetindo padrões que machucam, prometendo mudanças na hora da crise, mas voltando aos mesmos caminhos quando o perigo passa. Isso pode gerar culpa, vergonha, sensação de não ter mais jeito. O capítulo revela a seriedade dessa dureza, mas também lembra que ainda há tempo enquanto Deus fala, avisa, chama, alerta. A própria existência de advertências já é sinal de que Ele não desistiu de se comunicar. Há também uma nota de cuidado suave em meio ao caos: alguns egípcios, mesmo não sendo do povo de Israel, ouvem a palavra de Deus e recolhem seus animais e servos para casa, e são preservados. Isso revela um Deus que não fecha o coração para quem decide levar sua palavra a sério, mesmo estando do lado "de fora". Para um coração cansado, Êxodo 9 mostra um Deus que não é indiferente às injustiças e à dor prolongada, mas também chama com seriedade a sair de caminhos que endurecem por dentro. No meio das tempestades, a imagem da terra de Gósen, protegida, lembra que Deus sabe cercar e guardar, mesmo quando em volta tudo parece desmoronar.
Do ponto de vista da interpretação bíblica, Êxodo 9 funciona como uma peça central no conjunto das pragas. Aqui, a narrativa aprofunda tanto a intensidade dos juízos quanto a reflexão teológica sobre por que Deus age dessa forma. Primeiro, há a progressão das pragas: a peste sobre o gado atinge a base econômica e simbólica do Egito; as úlceras humilham até os magos, que antes tentavam imitar ou resistir aos sinais; a saraiva destrói plantações e vidas, com a observação detalhada das culturas afetadas. O texto não descreve apenas fenômenos naturais, mas juízos dirigidos, com tempo marcado, alcance controlado e propósito declarado. O tema do endurecimento é central. Nota-se um entrelaçamento entre a agência divina e humana: em momentos anteriores, Faraó é sujeito ativo do endurecimento de seu próprio coração; aqui, lê-se explicitamente que o Senhor endureceu o coração de Faraó (v. 12). A narrativa não tenta resolver a tensão entre soberania e responsabilidade, mas a mantém. A insistência de Faraó em resistir ao claro testemunho dos sinais prepara o terreno para que Deus use essa resistência como palco para sua revelação mundial (v. 16). A distinção entre Israel e Egito é reforçada. O texto sublinha que nenhum animal de Israel morre na praga do gado (vv. 4-6) e que a saraiva não atinge Gósen (v. 26). Essa distinção aparece como ato soberano de Deus, enfatizando sua fidelidade à aliança. Ao mesmo tempo, dentro do próprio Egito existe distinção: alguns egípcios temem a palavra do Senhor e são preservados (vv. 20-21). Ou seja, a resposta à revelação de Deus já começa a desenhar linhas dentro e fora das fronteiras étnicas. A declaração de Êxodo 9.15-16 é teologicamente crucial: Deus poderia ter eliminado Faraó, mas o mantém em cena para mostrar seu poder e fazer seu nome conhecido em toda a terra. Isso insere o episódio em uma perspectiva missional: o que acontece no Egito não é apenas entre Deus e Faraó, mas tem implicações para a percepção de Deus entre as nações. Literariamente, o capítulo reforça o padrão característico das pragas: ordem, anúncio, advertência, sinal, reação, endurecimento. Mas cada ciclo acrescenta camadas interpretativas. Êxodo 9, portanto, não é apenas relato de desastre; é teologia em forma narrativa, mostrando Deus como Senhor da história, justo juiz e revelador de si mesmo, em contraste com a obstinação humana.
Lendo Êxodo 9 com olhar prático, aparecem vários pontos que tocam o dia a dia: como reagir a avisos, como lidar com ciclos de erro repetido, como enxergar Deus em tempos de crise. Faraó mostra um padrão muito comum: só dá atenção séria quando a situação aperta. Na hora da saraiva, ele reconhece que pecou e que o Senhor é justo (v. 27), promete deixar o povo ir (v. 28), mas assim que o barulho dos trovões cessa, volta ao modo antigo (v. 34). Isso se parece com decisões tomadas na emoção de uma crise de saúde, de um problema financeiro ou de um conflito familiar: promessas de mudança que não se tornam hábito, porque não houve disposição real de rever estruturas, rotinas, prioridades. Outro ponto prático é a atitude dos servos de Faraó que temeram a palavra do Senhor (v. 20). Eles não têm poder para controlar a tempestade, mas fazem o que está ao alcance: recolhem gado e servos para casa. Na vida concreta, isso lembra que, diante de avisos claros de Deus ou de riscos evidentes, fé não é ficar parado esperando o pior, mas agir com responsabilidade: ajustar orçamento em crise, buscar ajuda em relacionamentos desgastados, cuidar da saúde, rever escolhas. A distinção entre Israel e Egito, e até entre egípcios que ouvem ou não a palavra, também oferece um princípio: nem tudo o que atinge o ambiente ao redor precisa determinar totalmente a vida de quem decide andar segundo Deus. Num contexto de pressão cultural, injustiça ou instabilidade, é possível viver de forma diferente, com outro tipo de confiança e de ética. Por fim, o capítulo mostra que Deus pode usar até situações difíceis para expor o que está escondido no coração. A reação de Faraó depois da chuva revela que o problema não era falta de sinais, mas apego ao próprio poder. Na prática, crises podem se tornar momentos de autoconhecimento: em vez de apenas tentar escapar do problema, é possível perguntar o que está sendo revelado sobre prioridades, medos, apegos e o tipo de pessoa que alguém está se tornando.
Espiritualmente, Êxodo 9 coloca o leitor diante de um Deus que não pode ser reduzido a uma figura domesticada. Ele é o Senhor da história, que se levanta contra a injustiça, que não aceita a opressão como normal e que se revela de forma contundente quando a dureza humana persiste. O texto mostra um Deus que fala repetidas vezes. Cada praga, cada advertência, cada tempo marcado é uma nova oportunidade de responder. Mas também mostra que há um mistério tremendo no endurecimento do coração: um coração pode chegar a um ponto em que, mesmo vendo a verdade, não se dobra mais. A luz que antes convidava passa a expor, e quem insiste em resistir começa a sentir essa luz como ameaça. Ao dizer que manteve Faraó para mostrar seu poder e para que seu nome fosse anunciado em toda a terra (v. 16), Deus revela um horizonte maior: sua ação não é apenas em favor de uma geração, mas tem alcance para todos os povos e tempos. A libertação de Israel e as pragas tornam-se um marco que ecoa pela Escritura inteira, como testemunho de que Deus vê, lembra, intervém e governa. Na dimensão da vida interior, Êxodo 9 convida a uma pergunta silenciosa: que tipo de coração está sendo formado ao longo das escolhas? Um coração que ouve a palavra, como alguns egípcios que temeram e foram preservados, ou um coração que só se sensibiliza no susto e volta ao mesmo lugar quando o perigo passa? Há também, neste capítulo, uma mensagem de consolo para a alma que sofre sob opressão: Deus não é neutro. Ele toma o lado dos que são esmagados, faz distinção, guarda Gósen enquanto a saraiva cai ao redor (v. 26). Nem sempre a intervenção é imediata, nem sempre segue o calendário humano, mas há um fio de fidelidade que atravessa o caos: o Senhor conduz a história rumo à libertação e usa até as resistências aparentes para tornar seu nome conhecido. Contemplar esse capítulo é lembrar que a vida não é apenas feita de circunstâncias visíveis. Atrás de cada evento, há um Deus que chama, julga, preserva e guia, convidando a uma resposta mais profunda do que o medo: uma entrega confiante ao Senhor da terra, que é justo, poderoso e, ao mesmo tempo, paciente em sua misericórdia.
" Efraim se apascenta de vento, e segue o vento leste; todo o dia multiplica a mentira e a destruição; e fazem aliança com a Assíria, e o azeite se leva ao Egito. "
" O Senhor também com Judá tem contenda, e castigará Jacó segundo os seus caminhos; segundo as suas obras o recompensará. "
" No ventre pegou do calcanhar de seu irmão, e na sua força lutou com Deus. "
Hoseias 12:3 relembra Jacó agarrando o calcanhar do irmão e depois lutando com Deus, mostrando alguém que não desiste até ser transformado. O sentido é …
Ler analise completa" Lutou com o anjo, e prevaleceu; chorou, e lhe suplicou; em Betel o achou, e ali falou conosco, "
Hoseias 12:4 relembra Jacó lutando com o anjo e chorando em oração, mostrando que Deus responde a quem busca com sinceridade e perseverança. O versículo …
Ler analise completa" Sim, o Senhor, o Deus dos Exércitos; o Senhor é o seu memorial. "
" Tu, pois, converte-te a teu Deus; guarda a benevolência e o juízo, e em teu Deus espera sempre. "
" É um mercador; tem nas mãos uma balança enganosa; ama a opressão. "
" E diz Efraim: Contudo me tenho enriquecido, e tenho adquirido para mim grandes bens; em todo o meu trabalho não acharão em mim iniqüidade alguma que seja pecado. "
" Mas eu sou o Senhor teu Deus desde a terra do Egito; eu ainda te farei habitar em tendas, como nos dias da festa solene. "
" Falei aos profetas, e multipliquei a visão; e pelo ministério dos profetas propus símiles. "
" Não é Gileade iniqüidade? Pura vaidade são eles; em Gilgal sacrificam bois; os seus altares são como montões de pedras nos sulcos dos campos. "
" Jacó fugiu para o campo da Síria, e Israel serviu por uma mulher, e por uma mulher guardou o gado. "
" Mas o Senhor por meio de um profeta fez subir a Israel do Egito, e por um profeta foi ele guardado. "
" Efraim mui amargosamente provocou a sua ira; portanto deixará ficar sobre ele o seu sangue, e o seu Senhor o recompensará pelo seu opróbrio. "
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Aviso importante: Esta orientacao biblica nao substitui cuidados profissionais de saude mental. Se voce estiver com sintomas de crise, ligue 188 (CVV) no Brasil, 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediata.