Versículo em destaque
Hebreus 7:11 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão? "
Hebreus 7:11
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
9 E, por assim dizer, por meio de Abraão, até Levi, que recebe dízimos, pagou dízimos.
10 Porque ainda ele estava nos lombos de seu pai quando Melquisedeque lhe saiu ao encontro.
11 De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão?
12 Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei.
13 Porque aquele de quem estas coisas se dizem pertence a outra tribo, da qual ninguém serviu ao altar,
Explore estudos bíblicos guiados
Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores
As Bem-Aventuranças (5 Dias)
Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.
Prévia da sessão 1:
Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram
6 min
Salmos de Consolo (5 Dias)
Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.
Prévia da sessão 1:
O Cuidado do Pastor
5 min
Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões
Criar conta grátisComentário Bible Guided
Isso mostra como foi necessário que Deus levantasse outro sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque e não segundo a ordem de Arão, por meio de quem viesse, enfim, a perfeição que o antigo sistema nunca pôde proporcionar (Hebreus 7:11, Hebreus 7:12). O sacerdócio levítico precisava ser mudado, e com ele todo o sistema de culto e de lei.
Em primeiro lugar, a perfeição não podia vir por meio do sacerdócio levítico nem da lei. Eles não podiam introduzir plenamente, na posse das bênçãos prometidas, o povo que se aproximava deles; apenas apontavam o caminho. Por isso, era necessário que se levantasse outro sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque, por meio de quem a perfeição pudesse alcançar todos os que lhe obedecem. Em Cristo podemos ter santidade completa e felicidade completa na aliança da graça, porque nele nós somos completos.
Em segundo lugar, se o sacerdócio muda, a lei também precisa mudar. Sacerdócio e lei estavam intimamente ligados, de modo que o mesmo sistema religioso não poderia continuar sob um sacerdócio diferente. Um novo sacerdócio exigia um novo arranjo, regido por normas apropriadas à sua própria natureza e ordem.
Em terceiro lugar, a mudança não é apenas declarada, mas demonstrada (Hebreus 7:13, Hebreus 7:14). O sacerdócio e a lei que não podiam conduzir à perfeição foram colocados de lado, e surgiu um sacerdote com uma nova dispensação, um novo modo ordenado de se relacionar com Deus, por meio do qual os verdadeiros crentes podem ser aperfeiçoados. Essa mudança se vê claramente em vários aspectos.
Uma mudança está na tribo de onde vem o sacerdote. Antes, o sacerdócio vinha de Levi. Mas o nosso grande sumo sacerdote veio de Judá, e Moisés nada disse sobre sacerdotes provenientes dessa tribo (Hebreus 7:14). Só isso já mostra uma real mudança na lei relativa ao sacerdócio.
Outra mudança está na forma de nomeação dos sacerdotes. No sacerdócio levítico, eles eram constituídos pela lei de um mandamento carnal, ligado à descendência natural. Quando o pai morria, o ofício passava ao filho mais velho. Nenhum daqueles sumos sacerdotes possuía em si mesmo vida e imortalidade; tinham começo e fim. Sua sucessão seguia a ordem comum do nascimento humano e da herança. Mas Cristo foi constituído sacerdote pelo poder de uma vida indissolúvel. A vida e a imortalidade que há nele foram o seu título ao sacerdócio, e não uma linhagem recebida de sacerdotes anteriores.
Isso produz uma grande diferença tanto no sacerdócio quanto em todo o sistema, e põe, de modo claríssimo, Cristo e o evangelho em vantagem. A própria lei que estabeleceu os sacerdotes levíticos mostrava que eles eram fracos, mortais, incapazes de conservar para sempre a própria vida. Só podiam continuar por meio de seus filhos. Muito menos podiam comunicar vida espiritual e bênção àqueles que vinham a eles. Mas o sumo sacerdote que confessamos mantém o seu ofício pelo poder vivo que nunca termina. Ele não apenas vive para sempre, mas também comunica vida espiritual e eterna a todos os que dependem do seu sacrifício e da sua intercessão.
Alguns entendem a lei do mandamento carnal como referindo‑se aos ritos visíveis de consagração dos sacerdotes e às ofertas de animais feitas sob a antiga aliança. Mas o poder de uma vida indissolúvel aponta para o culto espiritual e os sacrifícios vivos que pertencem ao evangelho, e para as bênçãos espirituais e eternas compradas por Cristo, que foi separado para esta obra pelo Espírito eterno.
Em terceiro lugar, há mudança no poder e no êxito do sacerdócio. O sacerdócio anterior era fraco e inútil, no sentido de que nada pôde aperfeiçoar; o posterior introduz uma melhor esperança, pela qual nos aproximamos de Deus (Hebreus 7:18, Hebreus 7:19). O sacerdócio levítico não pôde levar nada à consumação: não pôde justificar, isto é, declarar justos diante de Deus, os que eram culpados; não pôde santificar, isto é, tornar interiormente santos; não pôde purificar a consciência dos adoradores das obras mortas. Apenas conduzia a Cristo, o verdadeiro cumprimento.
O sacerdócio de Cristo traz uma melhor esperança. Ele nos mostra o verdadeiro fundamento da esperança que temos em Deus quanto ao perdão e à salvação. Revela com mais clareza as grandes coisas que esperamos, e assim desperta uma esperança mais forte e mais viva de sermos aceitos por Deus. Por essa esperança somos animados a chegar mais perto de Deus, a entrar em união de aliança com ele e a viver em comunhão com ele. Agora podemos nos aproximar com coração sincero e plena certeza de fé, tendo os corações purificados de má consciência. O sacerdócio anterior mantinha o povo à distância e o deixava sob um espírito de escravidão.
Em quarto lugar, Deus agiu de maneira diferente neste sacerdócio. Ele jurou a Cristo com juramento, coisa que nunca fez com nenhum descendente de Arão. Nunca lhes deu a mesma garantia de que seu sacerdócio duraria para sempre. Nunca se obrigou, por juramento, a mantê‑lo perpetuamente; por isso, eles não tinham motivo para esperar que jamais acabasse. Era sempre mais semelhante a uma lei temporária. Mas Cristo foi feito sacerdote com o juramento de Deus: “O Senhor jurou e não se arrependerá: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hebreus 7:21). Nesse juramento, Deus declarou o caráter imutável, superior, eficaz e eterno do sacerdócio de Cristo.
Em quinto lugar, há mudança na aliança que o sacerdócio assegura e da qual o sacerdote é fiador, isto é, aquele que garante o acordo. Isso implica mudança na forma de administração dessa aliança. A dispensação do evangelho é mais plena, mais livre, mais clara, mais espiritual e mais poderosa do que a da lei. Nessa aliança do evangelho, Cristo é nosso fiador tanto para com Deus em nosso favor, como para conosco da parte de Deus. Ele vela para que as condições sejam cumpridas de ambos os lados. Como fiador, uniu em sua própria pessoa a natureza divina e a humana, dando garantia de reconciliação. Também uniu Deus e o homem no vínculo da aliança eterna. Ele conclama as pessoas a guardarem sua aliança com Deus e intercede junto de Deus para que cumpra suas promessas ao seu povo, o que Deus está sempre pronto a fazer de modo digno da sua majestade e glória, por meio de um Mediador, aquele que une as duas partes.
Em sexto lugar, há uma notável mudança no número de sacerdotes sob as duas ordens. Sob Arão havia muitos sacerdotes, e muitos sumos sacerdotes, não ao mesmo tempo, mas sucessivamente. Sob Cristo há um só, o mesmo sacerdote para sempre. A razão é clara: os sacerdotes levíticos eram muitos, porque a morte os impedia de permanecer no ofício. Seu cargo, embora elevado e honroso, não podia preservá‑los da morte. Por isso, quando um morria, outro tinha de ocupar o seu lugar, e depois outro, até que o número se tornasse muito grande.
Mas o nosso sumo sacerdote permanece para sempre, e o seu sacerdócio é imutável. Não passa de uma pessoa a outra, como acontecia com o sacerdócio anterior. Está sempre nas mesmas mãos. Não pode haver interrupção nesse sacerdócio, nenhum instante em que o povo de Deus fique sem um sacerdote que apresente suas necessidades espirituais no céu.
Uma interrupção assim seria extremamente perigosa e prejudicial para eles. Mas sua segurança e alegria estão justamente nisto: este sumo sacerdote que vive para sempre é poderoso para salvar completamente, em todo tempo e em toda situação, todos os que por ele se chegam a Deus (Hebreus 7:25). Assim vemos que há uma mudança nítida, e é uma mudança para melhor.
Há também uma notável diferença no caráter moral dos sacerdotes. Os sacerdotes da linhagem de Arão não eram apenas homens mortais, mas também pecadores. Tinham fraquezas morais, além da fraqueza natural, e precisavam oferecer sacrifícios primeiro por seus próprios pecados e depois pelos do povo. Mas o nosso sumo sacerdote, constituído por juramento de Deus, precisou oferecer sacrifício apenas uma vez, pelo povo, nunca por si mesmo. Ele não tem apenas um chamado imutável ao ofício, mas também perfeita santidade em sua própria pessoa. Ele é exatamente o tipo de sumo sacerdote de que necessitávamos: santo, inculpável, sem mácula, como afirmam Hebreus 7:26-28.
Aqui devemos notar três pontos. Primeiro, como pecadores, precisávamos de um sumo sacerdote que pudesse fazer satisfação por nós e falar em nosso favor diante de Deus. Segundo, nenhum sacerdote poderia atender a essa necessidade se não fosse perfeitamente justo em si mesmo. Ele precisava ser pessoalmente justo, ou não poderia ser propiciação, isto é, aquele que aplaca a ira de Deus, nem nosso advogado junto ao Pai. Terceiro, o Senhor Jesus é exatamente o sumo sacerdote de que precisávamos, pois sua santidade pessoal é absolutamente perfeita.
O texto descreve a santidade de Cristo de várias maneiras, e cada expressão ressalta a sua pureza. Ele é santo, totalmente livre de qualquer princípio interior de pecado; não há a menor inclinação pecaminosa em sua natureza. Nenhum pecado habita nele, embora habite nos melhores cristãos, nem mesmo o menor desejo pecaminoso. Ele é inocente, inteiramente livre de qualquer ato pecaminoso real. Não cometeu violência, e nenhum engano se achou em sua boca. Nunca praticou o mínimo erro contra Deus ou contra os homens.
Ele é incontaminado. Ele nunca se envolveu nos pecados de outras pessoas. Para nós é difícil permanecer puros e evitar participar da culpa dos pecados alheios, seja ajudando na prática deles, seja deixando de impedir o mal quando deveríamos. Cristo é incontaminado. Embora tenha tomado sobre si os nossos pecados como nosso substituto, ele nunca participou da culpa desses pecados por qualquer falha própria.
Ele é separado dos pecadores, não só em seu estado atual, tendo entrado como nosso sumo sacerdote no lugar santíssimo, onde nada impuro pode entrar, mas também em sua pureza pessoal. Ele não tem laço natural nem pactual com os pecadores que fizesse recair sobre ele o pecado original. Herdamos o pecado original pela nossa ligação com Adão, o primeiro homem, por meio do nascimento comum. Mas Cristo foi separado dos pecadores por sua concepção miraculosa no ventre da virgem Maria. Ele assumiu a verdadeira natureza humana, mas o modo como foi concebido o colocou em uma condição distinta de todas as outras pessoas.
Ele foi feito mais sublime do que os céus. A maioria dos intérpretes entende que isso aponta para o seu estado exaltado no céu, assentado à direita de Deus, cumprindo o propósito de seu sacerdócio. Dr. Goodwin, porém, entendeu que isso também pode apontar para a santidade pessoal de Cristo, que é maior do que a dos habitantes celestiais, isto é, dos próprios anjos santos. Eles estão livres de pecado, mas não estão, em si mesmos, além da possibilidade de pecar. Por isso a Escritura diz que Deus não confia plenamente nem em seus santos e atribui loucura aos seus anjos, isto é, fraqueza e possibilidade de queda (Jó 4:18).
Essa interpretação pode parecer forçada, e a expressão pode, mais naturalmente, referir-se ao lugar exaltado de Cristo, e não diretamente à santidade de sua pessoa, especialmente porque o texto diz que ele foi feito mais sublime. Ainda assim, as outras descrições claramente se referem à sua perfeição pessoal em santidade, em contraste com a fraqueza pecaminosa dos sacerdotes levíticos, e parece adequado entender essa frase no mesmo sentido, se o contexto permitir. Isso se torna ainda mais provável porque (Hebreus 7:27) mostra o poder e a eficácia do sacerdócio de Cristo em sua completa abnegação. Ele não precisou oferecer sacrifício por si mesmo. Sua mediação foi totalmente desinteressada. Ele intercedeu pedindo misericórdia para outros, embora não precisasse dessa misericórdia para si.
Se ele precisasse dela para si, seria parte interessada na causa e não poderia ser mediador. Seria culpado e não poderia servir de advogado em favor de pecadores. Para que sua mediação fosse plenamente imparcial e desinteressada, parece necessário não apenas que ele não tivesse, no momento, necessidade do favor que pedia para os outros, mas também que nunca pudesse vir a ter essa necessidade. Se ele não precisasse hoje, mas pudesse precisar amanhã ou no futuro, ainda se poderia pensar que haveria algum interesse próprio envolvido.
Isso enfraqueceria o zelo puro que ele demonstrou pela honra de Deus e a terna compaixão que mostrou pelos pecadores perdidos. Não se pretende aqui acompanhar cada detalhe do excelente autor que estamos seguindo, mas foi tomada a liberdade de defender essa visão do Dr. Goodwin contra objeções levantadas contra ela. Isso foi feito especialmente porque, se essa visão se sustenta, ela nos dá mais uma prova de que o Mediador tinha de ser Deus. Nenhuma criatura, em si mesma, possui naturalmente essa impossibilidade moral de pecar, que a colocaria além de qualquer possível necessidade de misericórdia ou favor em seu próprio benefício.
Como a sua IA cristã pode ajudar
Explore as Escrituras e a vida por uma perspectiva cristã
Estudo bíblico
Orientação para a vida
Apoio em oração
Sabedoria diária
Faça 3 perguntas grátis por semana. Não é necessário cartão de crédito. Ver planos
Deste capítulo
Hebreus 7:1
"Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, e que saiu ao encontro de Abraão quando ele regressava da matança dos reis, e o abençoou;"
Hebreus 7:2
"A quem também Abraão deu o dízimo de tudo, e primeiramente é, por interpretação, rei de justiça, e depois também rei de Salém, que é rei de paz;"
Hebreus 7:3
"Sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre."
Hebreus 7:4
"Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu os dízimos dos despojos."
Hebreus 7:5
"E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão."
Hebreus 7:6
"Mas aquele, cuja genealogia não é contada entre eles, tomou dízimos de Abraão, e abençoou o que tinha as promessas."
Oração diária
Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail
Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.
Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.
Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.