Versículo em destaque
Gênesis 41:33 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Portanto, Faraó previna-se agora de um homem entendido e sábio, e o ponha sobre a terra do Egito. "
Gênesis 41:33
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
31 E não será conhecida a abundância na terra, por causa daquela fome que haverá depois; porquanto será gravíssima.
32 E que o sonho foi repetido duas vezes a Faraó, é porque esta coisa é determinada por Deus, e Deus se apressa em fazê-la.
33 Portanto, Faraó previna-se agora de um homem entendido e sábio, e o ponha sobre a terra do Egito.
34 Faça isso Faraó e ponha governadores sobre a terra, e tome a quinta parte da terra do Egito nos sete anos de fartura,
35 E ajuntem toda a comida destes bons anos, que vêm, e amontoem o trigo debaixo da mão de Faraó, para mantimento nas cidades, e o guardem.
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O primeiro conselho de José a Faraó foi sábio e prático. Durante os anos de abundância, deveriam ajuntar cereais para os anos de fome. Deviam comprar o grão quando estivesse barato, para que o país pudesse ser alimentado depois, quando a comida fosse escassa e cara. Um bom aviso deve sempre ser acompanhado de um bom conselho. Como Deus nos adverte em sua Palavra sobre um tempo futuro de provação e necessidade, devemos nos preparar agora e aproveitar bem o tempo em que podemos ajuntar o que depois será necessário.
José também disse que esse trabalho não deveria ser deixado ao encargo de todos em geral, pois aquilo que é de todos muitas vezes acaba não sendo feito por ninguém. Faraó deveria nomear oficiais encarregados dessa tarefa, e escolher um homem entendido e sábio para supervisionar todo o assunto (Gênesis 41:33). Se José não tivesse dado esse conselho, é provável que nada fosse feito. Os conselheiros de Faraó não tinham mais capacidade de aplicar o sentido do sonho do que os magos tinham de explicá‑lo; assim, José foi aquele que realmente trouxe sabedoria à corte (Salmo 105:22). Como diz Salomão, melhor é o jovem pobre e sábio do que o rei velho e insensato (Eclesiastes 4:13).
Depois disso, Faraó concedeu grande honra a José. Primeiro, deu a seu respeito um forte testemunho: declarou que nele estava o Espírito de Deus (Gênesis 41:38). Esse é um grande sinal de valor, e pessoas assim devem ser estimadas. Faraó também afirmou que não havia ninguém tão entendido e sábio quanto José (Gênesis 41:39). José agora recebia rica recompensa pela vergonha que havia suportado, e sua justiça começava a brilhar como a luz da manhã (Salmo 37:6).
Então Faraó confiou a José um grande cargo, não apenas sobre o suprimento de trigo, mas sobre todos os negócios do reino. Colocou‑o sobre a sua casa, fez dele o maior oficial abaixo do trono, e disse que todo o povo obedeceria à sua palavra, ou, como alguns entendem, seria armado por sua ordem (Gênesis 41:40, 41:44). Na prática, todos os assuntos do reino passariam pelas mãos de José. Somente no trono Faraó seria maior do que ele (Gênesis 41:40). É sabedoria, da parte dos governantes, promover aqueles em quem está o Espírito de Deus, e é uma bênção para um povo ser governado por tais homens.
Provavelmente havia pessoas na corte que não gostaram da promoção de José. Talvez por isso Faraó tenha repetido tantas vezes a concessão de autoridade e ainda acrescentado as palavras solenes: “Eu sou Faraó” (Gênesis 41:44). Quando Faraó primeiro sugeriu nomear um administrador do cereal, seus servos acharam boa a proposta, cada um talvez desejando para si o cargo (Gênesis 41:37). Mas quando Faraó nomeou José, não lemos que tenham respondido. É provável que tenham desaprovado a escolha, mas foram obrigados a aceitá‑la. José certamente tinha inimigos, assim como Daniel teria mais tarde (Daniel 6:4), e, como descreve o salmista, ele tinha flecheiros que atiravam contra ele e o odiavam (Gênesis 49:23).
Faraó também carregou José com todos os sinais de honra que podia dar, para mostrar que ele era o homem do seu agrado. Deu‑lhe o próprio anel, que funcionava como selo de autoridade, algo semelhante a entregar‑lhe o grande selo de um cargo público. Vestiu‑o com finas roupas em lugar das vestes de prisão. Aquele que pela manhã estava preso com grilhões de ferro, à noite estava ornado de ouro. Mandou que José andasse no segundo carro, logo após o seu, e ordenou a todos que se inclinassem diante dele. Faraó também lhe deu um novo nome, Zafenate-Panéia, que significa “revelador de segredos”, para indicar tanto a autoridade de José quanto o valor que Faraó lhe atribuía. Por fim, o honrou dando‑lhe por esposa a filha de um príncipe.
Como Deus havia concedido tão ricamente a José sabedoria e outros dons, Faraó não foi mesquinho em honrá‑lo. A exaltação de José foi uma recompensa plena por seu sofrimento inocente e sua paciente perseverança. Ela mostra, de forma duradoura, que Deus governa com justiça e bondade, e encoraja todos os que procuram o bem a confiarem nele. Ao mesmo tempo, aponta para a exaltação de Cristo, o grande revelador de segredos (João 1:18) ou, como alguns explicam o nome de José, o Salvador do mundo. Cristo possui a glória mais brilhante, a autoridade suprema e todo o poder no céu e na terra. Ele ajunta, guarda e reparte todas as riquezas da graça de Deus, e governa o reino de Deus entre as pessoas. A obra dos ministros é anunciá‑lo e proclamar diante dele: “Inclinai‑vos” e “Beijai o Filho”.
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Deste capítulo
Gênesis 41:1
"E aconteceu que, ao fim de dois anos inteiros, Faraó sonhou, e eis que estava em pé junto ao rio."
Gênesis 41:2
"E eis que subiam do rio sete vacas, formosas à vista e gordas de carne, e pastavam no prado."
Gênesis 41:3
"E eis que subiam do rio após elas outras sete vacas, feias à vista e magras de carne; e paravam junto às outras vacas na praia do rio."
Gênesis 41:4
"E as vacas feias à vista e magras de carne, comiam as sete vacas formosas à vista e gordas. Então acordou Faraó."
Gênesis 41:5
"Depois dormiu e sonhou outra vez, e eis que brotavam de um mesmo pé sete espigas cheias e boas."
Gênesis 41:6
"E eis que sete espigas miúdas, e queimadas do vento oriental, brotavam após elas."
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