Versículo em destaque
Esdras 6:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Então o rei Dario deu ordem, e buscaram nos arquivos, onde se guardavam os tesouros em babilônia. "
Esdras 6:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 Então o rei Dario deu ordem, e buscaram nos arquivos, onde se guardavam os tesouros em babilônia.
2 E em Acmeta, no palácio, que está na província de Média, se achou um rolo, e nele estava escrito um memorial que dizia assim:
3 No primeiro ano do rei Ciro, este baixou o seguinte decreto: A casa de Deus, em Jerusalém, se reedificará para lugar em que se ofereçam sacrifícios, e seus fundamentos serão firmes; a sua altura de sessenta côvados, e a sua largura de sessenta côvados;
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Aqui temos novamente mencionado o decreto de Ciro para a reedificação do templo. Os samaritanos haviam apelado a esse decreto porque os judeus já tinham fundamentado sua causa nele. Eles talvez esperassem que o documento não fosse encontrado, o que lhes daria motivo para parar a obra. Por isso, foi ordenada uma busca oficial entre os registros reais. Parece que os judeus não tinham guardado uma cópia autenticada consigo e precisaram apelar ao original.
A busca começou primeiro em Babilônia, onde Ciro havia assinado o decreto (Esdras 6:1). Quando ele não foi achado ali, Dario não tratou isso como prova de que tal decreto nunca existira. Provavelmente ele já sabia que o decreto havia sido expedido e mandou que os arquivos fossem examinados em outros lugares. Por fim, ele foi encontrado em Acmeta, na província dos medos (Esdras 6:2). Talvez alguém o tivesse escondido ali por ódio aos judeus, esperando que eles perdessem essa proteção. Mas Deus providenciou que viesse à luz, e ele está registrado aqui (Esdras 6:3-5).
O decreto dá uma autorização clara para a reconstrução do templo: “Que se reedifique a casa de Deus em Jerusalém”, com suas dimensões e materiais adequados. Ele também ordena que o custo da obra seja pago com a receita do rei (Esdras 6:4). Não sabemos se os judeus de fato receberam tudo o que foi determinado, pois em breve o clima na corte mudou. O decreto ainda ordenava a devolução dos utensílios do templo que Nabucodonosor havia levado, e que os sacerdotes, ministros do Senhor, os recolocassem na casa de Deus (Esdras 6:5).
Dario então confirmou o decreto e agiu em conformidade com ele. Sua ordem é direta e abrangente. Primeiro, ele proibiu seus oficiais de interferirem na reconstrução. As palavras mostram que ele sabia da intenção de impedir a obra: “Apartai-vos dali” (Esdras 6:6) e “Deixai a obra desta casa de Deus” (Esdras 6:7). Assim, a ira do inimigo foi transformada em motivo de louvor a Deus, e o restante dessa ira foi contido.
Em segundo lugar, Dario ordenou que se desse dinheiro do tesouro real para sustentar os edificadores (Esdras 6:8). Nisso, ele seguiu Ciro, que já havia dado ordem semelhante (Esdras 6:4). Também proveu para os sacrifícios depois de concluído o templo (Esdras 6:9). Ele determinou que tudo o que fosse necessário para holocaustos e ofertas de manjares fosse fornecido. Estava disposto a que isso se tornasse um encargo regular sobre a renda real, pago cada dia sem falta. Em troca, os judeus deviam oferecer sacrifícios e orações pela vida, isto é, pela segurança e bem-estar do rei e de seus filhos (Esdras 6:10).
Isso revela o respeito de Dario de várias formas. Primeiro, ele honra o Deus de Israel, a quem chama de Deus dos céus. Segundo, ele honra os ministros de Deus, pois seus oficiais deviam distribuir os suprimentos segundo a orientação dos sacerdotes. Aqueles que queriam dominar os sacerdotes agora tinham de receber ordens deles nesse assunto. Era algo novo os sacerdotes terem tanta influência sobre recursos públicos. Terceiro, ele honra a oração, pois deseja que orem pela vida do rei. Ele sabia que eram um povo de oração e havia ouvido que Deus se mostrava perto quando eles o invocavam. Entendeu que as orações deles podiam beneficiá-lo, e mostrou bondade a eles para ter parte nessas orações.
É dever do povo de Deus orar pelos governantes que estão sobre eles, não só pelos bons e benignos, mas também pelos difíceis. E são especialmente obrigados, por gratidão, a orar pelos que os protegem e ajudam. Também é sábio da parte dos governantes desejar essas orações e encorajá-las. Os maiores príncipes não devem desprezar as orações dos mais humildes servos de Deus. É bom tê-los a nosso favor, e é algo sério tê-los contra nós.
Em terceiro lugar, Dario reforçou o decreto com uma pena (Esdras 6:11). Ninguém deveria se opor à obra do templo nem reter o apoio concedido pela coroa, sob pena de morte. Se alguém tentasse alterar o decreto, seria pendurado numa viga tirada de sua própria casa, e essa casa seria transformada num monturo, um amontoado de lixo e vergonha.
Em quarto lugar, ele invocou a maldição de Deus sobre qualquer rei ou povo que no futuro viesse a destruir aquela casa (Esdras 6:12). O que ele mesmo não podia fazer para proteger o templo, pediu que Deus, a quem pertence a vingança, o fizesse. Isso mostra seu zelo pela causa. O templo foi depois destruído pela mão justa de Deus, e com justiça. No entanto, os romanos, que executaram essa destruição, podem ter sentido algo do peso dessa maldição, pois seu império foi declinando gradualmente.
De tudo isso aprendemos que o coração dos reis está nas mãos de Deus, e ele o inclina para onde quer. Deus faz os governantes serem o que são, pois é Rei sobre todos os reis. Aprendemos também que, quando chega o tempo de Deus cumprir seus planos de graça para sua igreja, ele suscita ajudadores de onde menos se espera. Às vezes até “a terra ajudou a mulher” (Apocalipse 12:16), e pessoas com pouca religião em si mesmas são usadas para defender a verdadeira religião.
Vemos ainda que aquilo que é pensado para prejudicar a igreja, muitas vezes, pela providência soberana de Deus, acaba revertendo em seu benefício (Filipenses 1:12). Os inimigos dos judeus apelaram a Dario esperando conseguir a suspensão da obra. Em vez disso, receberam uma ordem para apoiá-la. Assim, do comedor saiu o alimento. O livro apócrifo de Esdras dá um relato diferente desse decreto, dizendo que Dario teria feito voto de reconstruir o templo se chegasse ao trono, e que Zorobabel, um de seus servos, teria alcançado esse favor por um discurso sábio. Mas isso não se harmoniza com este relato, que mostra Zorobabel já em Jerusalém.
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Deste capítulo
Esdras 6:2
"E em Acmeta, no palácio, que está na província de Média, se achou um rolo, e nele estava escrito um memorial que dizia assim:"
Esdras 6:3
"No primeiro ano do rei Ciro, este baixou o seguinte decreto: A casa de Deus, em Jerusalém, se reedificará para lugar em que se ofereçam sacrifícios, e seus fundamentos serão firmes; a sua altura de sessenta côvados, e a sua largura de sessenta côvados;"
Esdras 6:4
"Com três carreiras de grandes pedras, e uma carreira de madeira nova; e a despesa se fará da casa do rei."
Esdras 6:5
"Além disso, os utensílios de ouro e de prata da casa de Deus, que Nabucodonosor transportou do templo que estava em Jerusalém, e levou para babilônia, serão restituídos, para que voltem ao seu lugar, ao templo que está em Jerusalém, e serão postos na casa de Deus."
Esdras 6:6
"Agora, pois, Tatenai, governador dalém do rio, Setar-Bozenai, e os seus companheiros, os afarsaquitas, que habitais dalém do rio, apartai-vos dali."
Esdras 6:7
"Deixai que se faça a obra desta casa de Deus; que o governador dos judeus e os seus anciãos reedifiquem esta casa de Deus no seu lugar."
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