Versículo em destaque

Ezequiel 18:21 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" Mas se o ímpio se converter de todos os pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e proceder com retidão e justiça, certamente viverá; não morrerá. "

Ezequiel 18:21

menu_book Versículo no contexto

19 Mas dizeis: Por que não levará o filho a iniqüidade do pai? Porque o filho procedeu com retidão e justiça, e guardou todos os meus estatutos, e os praticou, por isso certamente viverá.

20 A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai levará a iniqüidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele.

21 Mas se o ímpio se converter de todos os pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e proceder com retidão e justiça, certamente viverá; não morrerá.

22 De todas as transgressões que cometeu não haverá lembrança contra ele; pela justiça que praticou viverá.

23 Desejaria eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio? diz o Senhor DEUS; Não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva?

auto_stories

Explore estudos bíblicos guiados

Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores

Micro-Study 5 dias

As Bem-Aventuranças (5 Dias)

Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.

Prévia da sessão 1:

Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram

schedule 6 min

Micro-Study 5 dias

Salmos de Consolo (5 Dias)

Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.

Prévia da sessão 1:

O Cuidado do Pastor

schedule 5 min

lock_open Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões

person_add Criar conta grátis

auto_stories Comentário Bible Guided

Aqui Deus apresenta outra regra segundo a qual julga as pessoas, mostrando de novo como o seu governo é justo. A regra anterior mostrava que Deus recompensa ou castiga conforme o que acontece numa linhagem de família ou herança, para o bem ou para o mal. Aqui ele mostra que também recompensa ou castiga conforme o que muda na própria pessoa, seja para melhor ou para pior. Enquanto vivemos neste mundo, estamos em julgamento. A vida é todo o tempo de provação, e a forma como formos achados no fim determinará a nossa eternidade.

O caso é apresentado de modo claro, como já tinha sido antes (Ezequiel 3:18), e depois repetido (Ezequiel 18:21-24, 26-28), porque é muito importante. Trata-se de vida e morte, e de vida e morte eternas. Deus faz um convite cheio de graça ao ímpio para que se converta do seu pecado. Ele promete que, se o ímpio se converter, certamente viverá (Ezequiel 18:21, 27).

Para mostrar o que é a verdadeira conversão, é dito o que precisa ser verdadeiro na pessoa que deseja esse perdão. O primeiro passo é uma reflexão séria (Ezequiel 18:28): “porque considera e se converte”. Os pecadores continuam nos maus caminhos porque não pensam para onde esses caminhos os levam. Mas, se o filho pródigo, o filho desperdiçador da parábola de Jesus, cair em si e refletir com sinceridade sobre a sua condição, logo voltará para o pai (Lucas 15:17). Da mesma forma, quando as pessoas pensam no seu pecado e veem como as coisas poderiam ser bem melhores, podem voltar-se para Deus.

Esse pensar precisa levar ao ódio ao pecado. Quando alguém considera, deve desviar-se de sua maldade. Isso implica uma mudança no coração. Deve converter-se de seus pecados e de suas transgressões, o que significa uma mudança de vida. Precisa abandonar as práticas más e resolver não mais praticá-las, por verdadeira aversão ao pecado. Que outro destino deveriam ter os ídolos, senão serem rejeitados? Essa conversão do pecado também precisa ser completa. Ele deve se converter de todos os seus pecados e de todas as suas transgressões, sem guardar um pecado de estimação, nenhum ídolo escondido, nenhum condescender tolerado. Não nos convertemos de fato do pecado se não o aborrecermos de fato. E não odiamos de verdade o pecado enquanto pecado se não odiarmos todo pecado.

Essa conversão do pecado precisa incluir também o voltar-se para Deus e para o dever. Ele deve guardar todos os estatutos de Deus, pois a obediência sincera é ampla e integral. Deve fazer o que é lícito e reto, o que está de acordo com a Palavra e a vontade de Deus. Isso, e não os desejos da carne nem os costumes do mundo, deve ser a sua regra.

Para os que se convertem dessa maneira, Deus faz uma grande promessa. Eles livrarão a sua alma da morte (Ezequiel 18:27). Certamente viverão e não morrerão (Ezequiel 18:21, 28). Embora esteja dito: “A alma que pecar, essa morrerá”, os pecadores não devem desesperar se se arrependerem a tempo. A morte ameaçada pode ser afastada se eles se converterem de verdade. Quando Davi confessou: “Pequei”, logo recebeu a certeza do perdão: “Também o Senhor perdoou o teu pecado; não morrerás” (2 Samuel 12:13). Isso é, não morreria eternamente. Certamente viverá, restaurado ao favor de Deus, que é a vida da alma, e não estará mais debaixo da ira de Deus, que é como uma mensagem de morte para a alma.

Os pecados perdoados não se levantarão em juízo contra eles, nem sequer serão lançados em rosto. Todas as más ações que cometeram, embora muitas, graves e profundamente ofensivas a Deus, não serão mencionadas contra eles (Ezequiel 18:22). Não serão levadas em conta para a sua destruição e, no grande Dia, não serão trazidas de volta para vergonha ou tristeza. Serão cobertas, procuradas e não serão achadas. Isso mostra quão plena é a misericórdia que perdoa. Quando o pecado é perdoado, é apagado e não mais lembrado.

“Na sua justiça viverá.” Isso não quer dizer que essa justiça mereça o perdão ou a bênção, como se as boas obras pagassem pelos pecados. Quer dizer que ele viverá na sua justiça, porque essa justiça o torna apto para as bênçãos compradas pelo Mediador, aquele que nos leva a Deus, e ela mesma é uma dessas bênçãos.

Um pecador arrependido ainda pode inquietar-se, perguntando como pode esperar perdão e vida com base nessa promessa. Ele sabe que a obediência futura nunca compensará a desobediência passada. Mas pode descansar nesta verdade: a natureza, o caráter e o prazer de Deus são misericordiosos e prontos a perdoar. Deus pergunta: “Tenho eu algum prazer na morte do ímpio?” (Ezequiel 18:23). A resposta é não. Deus não deu às pessoas qualquer motivo para pensarem que ele se agrada da morte dos pecadores.

É verdade que Deus decidiu castigar os pecadores. Sua justiça o exige, e os pecadores impenitentes permanecerão debaixo da sua ira e maldição para sempre. Essa é a vontade do seu decreto, o seu plano estabelecido. Mas não é o seu prazer. Embora a justiça do seu governo exija que o pecador morra, a bondade da sua natureza se levanta contra essa ruína. “Como te deixaria, ó Efraim?” Deus não tem prazer na perdição dos pecadores. Ele se agrada mais quando sua misericórdia é manifestada salvando-os do que quando sua justiça é manifestada punindo-os.

Há também uma advertência justa aos justos para que não se desviem da sua justiça (Ezequiel 18:24-26). O apóstata, aquele que cai, se desvia da sua justiça. Nunca foi verdadeiramente justo no coração, como diz João: “Se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco” (1 João 2:19). Ele apenas parecia justo. Tinha o nome e os sinais exteriores de uma pessoa justa. Talvez pensasse isso de si mesmo, e os outros também pensassem. Mas então lança fora sua profissão, abandona o primeiro amor, nega e deixa a verdade de Deus e os seus caminhos, e se afasta da justiça como se estivesse cansado dela. Ao fazer isso, mostra a aversão secreta que sempre teve. Uma vez que se desvia da justiça, entrega-se ao pecado, tornando-se relaxado, ímpio, sensual, dado à bebedeira, injusto e, em tudo, semelhante aos ímpios. Quando o espírito imundo volta ao coração, traz consigo outros sete espíritos piores do que ele, e ali se instalam (Lucas 11:26).

Qual é o destino de tal apóstata? Viverá pelo fato de ter sido antes justo? Não. O que não persevera não pode ser legitimamente contado como feito. No seu pecado e por causa da sua transgressão, que é a causa da sua ruína, morrerá, e isso significa morte eterna (Ezequiel 18:24, 26).

O que volta atrás de coração se farta dos seus próprios caminhos. Mas suas palavras e obras anteriores o ajudarão em alguma coisa? Ao menos tornarão mais leve o seu castigo? Não. Todo o bem que antes fez, ainda que os homens o tivessem em grande conta, nem sequer será mencionado para sua honra ou consolação. A justiça do apóstata, daquele que se afasta de Deus depois de parecer segui-lo, é esquecida, assim como o mal do pecador arrependido é esquecido.

Na lei, se um nazireu se tornasse impuro, perdia todos os dias anteriores do seu voto (Números 6:12). Da mesma forma, os que começam pelo Espírito e acabam pela carne podem considerar todo o seu serviço e sofrimento anteriores como perdidos (Gálatas 3:3-4). A menos que prossigamos até o fim, perdemos o que ganhamos (2 João 1:8).

Em segundo lugar, o Senhor apela à consciência da casa de Israel, ainda que muito corrompida, e os chama a julgarem por si mesmos a sua justiça. Ele será justificado, e os pecadores serão condenados, pelas próprias palavras deles. A acusação que fazem contra Deus é blasfema, como em (Ezequiel 18:25, 18:29). A casa de Israel ousa dizer: “O caminho do Senhor não é direito”. Nada poderia ser mais tolo ou mais pecaminoso.

Aquele que fez o olho não verá? Poderiam ser injustos os caminhos daquele cuja vontade é a regra eterna do bem e do mal, do certo e do errado? Não fará justiça o Juiz de toda a terra? Sim, certamente fará. Ele não pode fazer outra coisa.

As respostas de Deus a eles são muito bondosas e pacientes, porque até mesmo esses blasfemos ele prefere convencer e salvar do que condenar. Poderíamos esperar que, para defender sua honra, ele os fizesse logo exemplos permanentes da sua justiça. Deveriam aqueles que falaram palavras tão ímpias ter direito a mais um sopro de vida? Deveria uma língua que disse: “Os caminhos do Senhor não são direitos” voltar a falar em qualquer outro lugar, exceto no inferno? Porém este é o dia da paciência de Deus, por isso ele discute com eles de forma amável.

Ele os chama a reconhecer o que é evidente e não pode ser negado. Seus caminhos são retos. Ele nunca põe sobre ninguém mais do que é justo. Isso é verdadeiro nos castigos presentes dos pecadores, nas aflições do seu próprio povo e na destruição eterna dos impenitentes. Os caminhos do Senhor são justos.

Ele também deixa claro o erro que há nos próprios caminhos deles. “Não são os vossos caminhos torcidos?” Sim, são. O aperto em que se encontram recaiu sobre a própria cabeça deles. Deus não lhes fez injustiça; foram eles que se fizeram mal a si mesmos.

A insensatez humana entorta o caminho da pessoa, torna-o torto, e depois o coração se queixa do Senhor, como se os caminhos dele é que fossem errados (Provérbios 19:3). Em toda controvérsia com Deus, e em toda controvérsia que ele tem conosco, ficará evidente que os caminhos dele são retos, e os nossos é que são falhos.

IA cristã que considera sua denominação

Aplique Ezequiel 18:21 na sua vida hoje

Receba orientação fundamentada nas Escrituras, que considera sua denominação e é personalizada para a sua situação.

1 Faça sua pergunta arrow_forward 2 Considere sua tradição arrow_forward 3 Aplique as Escrituras

✓ Sem cartão de crédito • ✓ 100% privado • ✓ 30 créditos grátis para começar

Como a sua IA cristã pode ajudar

Explore as Escrituras e a vida por uma perspectiva cristã

menu_book

Estudo bíblico

psychology

Orientação para a vida

favorite

Apoio em oração

lightbulb

Sabedoria diária

forum Pergunte à sua IA cristã — Grátis

Faça 3 perguntas grátis por semana. Não é necessário cartão de crédito. Ver planos

Deste capítulo

auto_awesome

Oração diária

Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail

Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.

Grátis. Cancele quando quiser. Nunca compartilhamos seu email.

Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.

Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.