Versículo em destaque
Êxodo 34:18 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" A festa dos pães ázimos guardarás; sete dias comerás pães ázimos, como te tenho ordenado, ao tempo apontado do mês de Abibe; porque no mês de Abibe saíste do Egito. "
Êxodo 34:18
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
16 E tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos, e suas filhas, prostituindo-se com os seus deuses, façam que também teus filhos se prostituam com os seus deuses.
17 Não te farás deuses de fundição.
18 A festa dos pães ázimos guardarás; sete dias comerás pães ázimos, como te tenho ordenado, ao tempo apontado do mês de Abibe; porque no mês de Abibe saíste do Egito.
19 Tudo o que abre a madre meu é, até todo o teu gado, que seja macho, e que abre a madre de vacas e de ovelhas;
20 O burro, porém, que abrir a madre, resgatarás com um cordeiro; mas, se o não resgatares, cortar-lhe-ás a cabeça; todo o primogênito de teus filhos resgatarás. E ninguém aparecerá vazio diante de mim.
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Este versículo retoma mandamentos que já haviam sido dados antes, especialmente sobre as festas sagradas. Quando o povo fez o bezerro de ouro, chegou a proclamar uma festa em honra daquele ídolo. Agora, para que isso não se repetisse, Deus ordena que guardem as festas que ele mesmo estabeleceu. Os servos de Deus não precisam ser afastados da fé pelo atrativo de prazeres, porque servem a um Senhor que enriquece de alegria os seus servos. A verdadeira piedade é como um banquete constante, e a alegria em Deus está sempre disponível.
Uma vez por semana eles deveriam descansar (Êxodo 34:21), mesmo no tempo do arado e da sega, que eram os períodos mais ocupados do ano. Todo trabalho comum tinha de ceder lugar a esse descanso santo. O próprio trabalho da colheita seria mais abençoado quando eles honrassem o sábado em tempo de colheita. Assim, mostrariam que valorizavam mais a comunhão com Deus e o seu dever para com ele do que o próprio trabalho e a alegria da colheita.
Três vezes por ano deveriam celebrar festas (Êxodo 34:23). Nessas ocasiões, deviam apresentar-se diante do Senhor, o Deus de Israel. Em todo culto, devemos ver Deus como o Senhor Deus, infinitamente bendito, grande e glorioso, e por isso adorá‑lo com reverência e santo temor. Ao mesmo tempo, devemos vê‑lo como o Deus de Israel, o Deus ligado ao seu povo por aliança, o que nos anima a confiar nele e servi‑lo de boa vontade. Estamos sempre na presença de Deus, mas nos deveres santos nos apresentamos diante dele como servos prontos a receber ordens e como suplicantes pedindo misericórdia. E temos bons motivos para fazer as duas coisas com alegria.
Alguém poderia objetar que, se todos os homens de todas as partes da terra subissem para adorar onde Deus escolhesse, o país ficaria desguarnecido para qualquer ataque. O que aconteceria com as mulheres, as crianças e os mais fracos, que ficariam em casa? Deus ordena que eles confiem nele quanto a isso (Êxodo 34:24): ninguém cobiçaria a terra deles. Isso significa não só que ninguém a invadiria, mas que ninguém sequer teria vontade de invadi‑la. Todos os corações estão nas mãos de Deus, debaixo do seu controle. Ele pode refrear não apenas o que as pessoas fazem, mas até o que desejam fazer. Canaã era uma terra desejável, e as nações em redor eram cheias de cobiça, mas Deus declara: “não a desejarão”. Devemos também resistir, em nosso próprio coração, aos desejos pecaminosos contrários a Deus e à sua glória, e então confiar que ele refreará nos outros os desejos pecaminosos contra nós e contra o que nos pertence.
O caminho do dever é o caminho da segurança. Se servirmos a Deus, ele nos guardará, e os que se arriscam por ele nunca terão prejuízo com isso. Quando estamos ocupados na obra de Deus e nos ocupando com ele, ficamos sob sua proteção especial.
As três festas são listadas aqui com leis relacionadas. Primeiro, a Páscoa, com a Festa dos Pães Asmos, em memória da libertação do Egito. Junto com ela, vem a lei sobre a redenção dos primogênitos (Êxodo 34:18-20). Essa festa já havia sido instituída em Êxodo 12:13 e repetida em Êxodo 23:15. Em segundo lugar, a Festa das Semanas, isto é, Pentecostes, sete semanas depois da Páscoa. A ela se liga a lei das primícias. Em terceiro lugar, a Festa da Colheita no fim do ano, que é a Festa dos Tabernáculos (Êxodo 34:22). Esta também já tinha sido mencionada antes, em Êxodo 23:16.
Quanto às leis repetidas aqui (Êxodo 34:25, Êxodo 34:26), a proibição do fermento se relaciona à Páscoa, e a lei das primícias pertence a Pentecostes. O mandamento de não cozinhar o cabrito no leite de sua mãe provavelmente se relaciona à Festa da Colheita. Deus não queria que o povo usasse uma prática supersticiosa que provavelmente tinha visto entre os egípcios ou entre alguns povos vizinhos para tentar “abençoar” suas colheitas.
Com essas leis repetidas, é provável que tudo o que Deus havia dito antes a Moisés no monte tenha sido repetido, e que o modelo do tabernáculo também lhe tenha sido mostrado outra vez. Isso talvez porque o choque e o grande abalo causados pelo bezerro de ouro poderiam ter perturbado a memória do que ele tinha visto e ouvido. Era também um sinal de plena reconciliação e um lembrete de que nenhuma parte da lei cairia por terra, mas toda seria cuidadosamente preservada pelo grande Mediador, Jesus Cristo, que veio não para revogar a lei, mas para cumpri‑la (Mateus 5:17, Mateus 5:18).
Ao final, Moisés é instruído a escrever essas palavras (Êxodo 34:27), para que o povo pudesse conhecê‑las melhor por meio da leitura frequente e para que fossem transmitidas às futuras gerações. Nunca poderemos ser suficientemente agradecidos a Deus por sua Palavra escrita. Moisés também é informado de que Deus faria uma aliança com ele e com Israel segundo essas palavras, não com Israel diretamente, mas com o povo em Moisés, seu mediador, aquele que o representava. Da mesma forma, a aliança da graça é feita com os crentes por meio de Cristo, que é dado como aliança para o povo (Isaías 49:8). E assim como aqui a aliança é feita segundo o mandamento, ainda hoje é assim: por meio do batismo somos introduzidos na aliança para que sejamos ensinados a guardar todas as coisas que Cristo ordenou (Mateus 28:19, Mateus 28:20).
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Deste capítulo
Êxodo 34:1
"Então disse o SENHOR a Moisés: Lavra duas tábuas de pedra, como as primeiras; e eu escreverei nas tábuas as mesmas palavras que estavam nas primeiras tábuas, que tu quebraste."
Êxodo 34:2
"E prepara-te para amanhã, para que subas pela manhã ao monte Sinai, e ali põe-te diante de mim no cume do monte."
Êxodo 34:3
"E ninguém suba contigo, e também ninguém apareça em todo o monte; nem ovelhas nem bois se apascentem defronte do monte."
Êxodo 34:4
"Então Moisés lavrou duas tábuas de pedra, como as primeiras; e levantando-se pela manhã de madrugada, subiu ao monte Sinai, como o Senhor lhe tinha ordenado; e levou as duas tábuas de pedra nas suas mãos."
Êxodo 34:5
"E o Senhor desceu numa nuvem e se pôs ali junto a ele; e ele proclamou o nome do Senhor."
Êxodo 34:6
"Passando, pois, o Senhor perante ele, clamou: O Senhor, o Senhor Deus, misericordioso e piedoso, tardio em irar-se e grande em beneficência e verdade;"
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