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Êxodo 16:13 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" E aconteceu que à tarde subiram codornizes, e cobriram o arraial; e pela manhã jazia o orvalho ao redor do arraial. "

Êxodo 16:13

menu_book Versículo no contexto

11 E o Senhor falou a Moisés, dizendo:

12 Tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel. Fala-lhes, dizendo: Entre as duas tardes comereis carne, e pela manhã vos fartareis de pão; e sabereis que eu sou o Senhor vosso Deus.

13 E aconteceu que à tarde subiram codornizes, e cobriram o arraial; e pela manhã jazia o orvalho ao redor do arraial.

14 E quando o orvalho se levantou, eis que sobre a face do deserto estava uma coisa miúda, redonda, miúda como a geada sobre a terra.

15 E, vendo-a os filhos de Israel, disseram uns aos outros: Que é isto? Porque não sabiam o que era. Disse-lhes pois Moisés: Este é o pão que o Senhor vos deu para comer.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Agora o povo começa a ser alimentado diretamente pela mão de Deus.

Primeiro, o Senhor lhes dá, à noite, um verdadeiro banquete, com aves delicadas, “aves de penas” (Salmo 78:27); portanto, não eram gafanhotos, como alguns imaginaram. Codornizes, faisões ou outras aves selvagens vieram e cobriram o arraial, tão mansas que o povo pôde pegar quantas quisesse. Vemos nisso que Deus nos dá os bens desta vida não só para a necessidade, mas também para o prazer, a fim de que o sirvamos com alegria.

Na manhã seguinte, Ele lhes mandou o maná, que seria o pão de cada dia. O alimento que receberam foi o maná, que descia das nuvens; de certo modo, viviam “do ar”. Ele vinha com o orvalho que depois se desfazia, e ainda assim tinha substância suficiente para, por si só, alimentar e fortalecer. Eles o chamaram “maná”, isto é, “Que é isto?”. Isso podia significar: “Que coisa pobre é esta”, se o desprezassem; ou: “Que coisa estranha é esta”, se o admirassem. Ou ainda: “É uma porção; não importa o que seja; isto é o que o nosso Deus nos deu, e o receberemos com gratidão” (Êxodo 16:14; Êxodo 16:15).

Era um alimento agradável. Os judeus costumavam dizer que ele se adaptava a qualquer paladar, conforme o gosto de cada um. Era também um alimento saudável, de fácil digestão e muito útil, pois provavelmente ajudou a purificá-los das doenças que haviam contraído na escravidão. Uma alimentação rica e luxuosa teria favorecido ainda mais essas enfermidades. Por meio dessa dieta simples e moderada, somos ensinados à temperança e advertidos a não cobiçar iguarias e grande variedade de sabores.

Deviam recolher o maná todas as manhãs, a porção daquele dia para aquele dia (Êxodo 16:21; Êxodo 16:4). Dessa forma, tinham de viver de uma providência diária, como as aves do céu, das quais está escrito: “O que lhes dás, elas recolhem” (Salmo 104:28). Não deviam ajuntar para o dia seguinte, mas deixar o cuidado de amanhã para amanhã. Nosso Salvador parece apontar para essa chuva diária de maná e para o seu recolhimento quando nos ensina a orar: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje”.

Isso nos ensina a prudência e a diligência em obter o que é necessário para nós e para nossa casa. O que Deus bondosamente concede, nós devemos cuidadosamente ajuntar. Devemos trabalhar em quietude e comer do nosso próprio pão, não do pão obtido pela preguiça ou pela fraude. A generosidade de Deus não anula o dever humano: mesmo quando o maná chovia do céu, eles precisavam recolhê-lo antes de comer.

Também aprendemos contentamento com o suficiente. Cada um devia recolher segundo o que pudesse comer. O suficiente vale tanto quanto um grande banquete; e mais que o suficiente pode ser tão prejudicial quanto a gula. Os que têm muito, na prática, não têm mais do que alimento, vestes e algum conforto para si mesmos, e os que têm pouco, em geral, também dispõem disso. Assim, “o que colheu muito não sobrou, e o que colheu pouco não faltou”. A diferença entre as pessoas, quanto aos verdadeiros confortos desta vida, não é tão grande quanto a diferença naquilo que possuem.

Aprendemos ainda a depender do cuidado de Deus. “Ninguém deixe dele para a manhã seguinte” (Êxodo 16:19). Eles deviam deitar-se em paz, ainda que não houvesse pão em suas tendas nem em todo o arraial, confiando que Deus traria o pão de cada dia com o amanhecer. Era mais seguro no celeiro de Deus do que nos deles, e lhes viria de lá mais fresco e mais doce. Leia isso em conjunto com Mateus 6:25, onde Cristo diz: “Não andeis ansiosos quanto à vossa vida”.

Vemos também a insensatez de acumular por ganância. O maná que alguns guardaram, imaginando serem mais prudentes que os outros e querendo se resguardar caso faltasse no dia seguinte, apodreceu, criou bichos e se tornou inútil. O que mais se desperdiça costuma ser aquilo que é retido por avareza e desconfiança. Essas riquezas “apodrecem” (Tiago 5:2; Tiago 5:3).

Devemos considerar o grande poder de Deus, que sustentou Israel no deserto e fez de milagres o seu pão de cada dia. Que coisa haverá difícil para esse Deus, que preparou uma mesa no deserto e a abasteceu ricamente até para os que duvidavam dele? (Salmo 78:19; Salmo 78:20). Nunca houve mercado de alimentos semelhante a esse, em que tantas centenas de milhares de pessoas foram alimentadas cada dia, sem dinheiro e sem preço. Nunca houve casa tão aberta quanto a que Deus manteve no deserto, por quarenta anos, nem hospitalidade tão livre e generosa. O banquete que Assuero preparou para mostrar as riquezas do seu reino e a glória da sua majestade nada foi em comparação com isso (Ester 1:4).

Também devemos refletir na constante providência de Deus, no seu cuidado firme que dá alimento a toda criatura vivente, “porque a sua misericórdia dura para sempre” (Salmo 136:25). Ele é um grande Governador do lar, que provê para todas as suas criaturas. A mesma sabedoria, poder e bondade que então traziam alimento diariamente das nuvens continuam agindo, na ordem regular da natureza, trazendo ano após ano alimento da terra e dando-nos tudo em abundância para nosso uso.

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